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Presidente do Conselho de Sustentabilidade e Responsabilidade Social da FIEMG

É a oitava edição do Seminário de Responsabilidade Social da FIEMG. O que mudou nestes anos? O empresariado
amadureceu?

Houve uma clara evolução. Para nós, tudo era muito novo, e a evolução foi baseada na conscientização, no entendimento
da importância da sustentabilidade. No início, pensávamos no assunto de forma ainda restrita ao meio ambiente. O trabalho passou a ser feito visando não só visando a questão ambiental, mas hoje percebemos que a sustentabilidade tem uma abrangência muito maior. Na ética, as questões culturais e a governança passaram a integrar o tema, havendo uma importante evolução. Os convidados internacionais têm percebido isso. Eles não esperavam tamanha profundidade, abrangência e entendimento como o que viram aqui. Isso mostra que estamos no caminho certo.

O crescimento econômico vivido pelo país nos últimos anos, com a ascensão das classes C, D e E favoreceu de alguma
forma as empresas a cumprirem alguns objetivos?

Certamente. Uma coisa está muito associada à outra. O desenvolvimento econômico é uma forma de incentivar a sustentabilidade. Quando se tem que cumprir outras necessidades básicas, como em alguns países mais pobres, é mais
complicado, porque é preciso primeiro sobreviver, se alimentar. É preciso ver que parte do investimento tem que ser direcionado para que o negócio tenha um perfil sustentável, que seja direcionado em parte para o desenvolvimento social.

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A cooperação dos governos tem sido suficiente? Como tem sido o diálogo do empresariado com o setor público?
Podemos dar o exemplo de Minas. Trabalhamos em uma sociedade organizada, a Federação das Indústrias, mas é preciso
ter o Poder Público também. Temos um diálogo importante com todos os setores do governo, que entendem isso, a
importância desse investimento. Em alguns lugares, a atuação empresarial é dificultada, muitas vezes por razões ideológicas. Há um diálogo aberto que tem facilitado esse trabalho. Há um bom exemplo que foi o do Disque Denúncia, que foi uma iniciativa proposta pelo empresariado, a partir do Conselho Estratégico da FIEMG, que reúne os presidentes das principais empresas. O problema da segurança foi um dos que trouxeram mais preocupações. Assim, levamos a ideia e ajudamos a criar o Instituto Minas pela Paz, que nasceu da parceria entre o Poder Público e as empresas. Também estamos no princípio de um projeto de educação que será desenvolvido com a Prefeitura de Belo Horizonte, nas escolas públicas da cidade. Precisamos contribuir para melhorar o desempenho escolar, até porque há uma necessidade clara de qualificação dos futuros profissionais. Isso é também é sustentabilidade.

A economia mineira e a indústria de forma geral ainda é vista como muito commoditizada, principalmente nos segmentos
mineral e siderúrgico. As empresas estão preparadas para este momento de redução da atividade econômica?

Eu acho que não vai haver mudança de postura em relação à busca pela sustentabilidade. A crise de 2009 foi significativamente mais profunda e não causou grandes feridas. As empresas saíram muito mais fortalecidas. Foi um fator motivador para que as empresas continuassem investindo.

Há alguns anos, foi divulgada uma pesquisa que afirmava que cerca de 70% das empresas mineiras investem em ações de
responsabilidade social. O Censo do Terceiro Setor, realizado há cinco anos pelo Centro de Apoio ao Terceiro Setor do
Ministério Público Federal – CAOTS-MG também mostrou uma grande força do setor no Estado. Por que o empresário
mineiro tem essa consciência mais apurada?

Acho que foi um trabalho bem iniciado, por um grupo de pessoas que tinham um ideal, e foi ganhando adeptos, crescendo
até um ponto que ficou difícil parar. Os próprios resultados advindos desse movimento, que geram cada vez mais resultados positivos, ajudam a motivar as empresas. Bons resultados geram bons resultados. Associado a isso, ninguém faz nada sozinho. Governo e empresas resolveram arregaçar as mangas e trabalhar em cooperação. Há também a questão da desigualdade social no Estado, mas principalmente há a vontade do povo mineiro de trabalhar, se desenvolver e fazer as coisas bem feitas, gerando frutos e benefícios para os mineiros.

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