• Por Rafael Pimenta

Curiosamente a palavra banco surgiu no período renascentista, mais especificamente na cidade italiana de Florença, quando os banqueiros judeus usavam o termo para designar as mesas onde eram feitas as transações monetárias. Desde então, seu significado se tornou algo imensurável. Grandes agências bancárias tomaram forma pelo mundo e a administração do dinheiro ganhou extrema abrangência, sistema este que continua em constante transformação.

De acordo com pesquisas realizadas pela FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos – o setor bancário nacional investiu 41,3 bilhões de dólares em tecnologias para a implementação de novas ferramentas. No entanto, não são apenas os usuários finais que podem se beneficiar com todo esse avanço tecnológico que está acontecendo. Empresas ainda tendem a ter uma grande dependência do sistema financeiro fornecido pelas instituições bancárias tradicionais, não só em relação às transações externas, mas dentro do próprio negócio podem haver gastos excessivos.

Sendo assim, uma excelente opção de investimento para empresas de grande porte, franquias, varejos e, até mesmo, para celebridades que querem usar seu nome como marca independente são os bancos digitais próprios. Lembrando que esse sistema funciona apenas se uma quantidade considerável de clientes mantiverem suas contas ativas, uma das principais vantagens de contratar um serviço qualificado para essa implementação é a disponibilidade de ferramentas que ajudam justamente a atrair pessoas para o seu banco, chamamos de “love market”.

Além disso, existem diversas vantagens que podem beneficiar tanto a empresa, quanto os funcionários, como utilizando tecnologias para prover serviços de recargas em geral (celular, jogos e tv pré-paga), até integrações com players consolidados para passagens aéreas, seguros, táxis e grandes marketplaces de varejo. Todas essas opções impulsionadas pela garantia de cashback de cada transação financeira, agora não fazem mais efeito as recompensas apenas.

Existem centenas de funções exclusivas e experiências que garantem a fidelidade dos correntistas quando o assunto é “quem quero que guarde meu dinheiro”. Desta forma, nasceram novos programas de fidelidade com retorno real em dinheiro para seus usuários. Parcerias para cross selling de experiências entre empresas e mercados de nicho que desenvolvem soluções financeiras também é um dos benefícios que garantem a permanência nos novos e crescentes digital banks.

Para marcas que oferecem produtos e serviços em larga escala, uma outra forma de aproveitar o sistema é usando máquinas próprias de POS, que podem ser gerenciadas com taxas definidas pelo próprio empresário que passa a ser uma adquirência, reduzindo até 4% sobre as taxas praticadas no mercado. Além disso, os cartões estão cada vez mais universais, podendo ter até dezesseis funcionalidades em um único item como, por exemplo, cartão de crédito, débito, vale-transporte, combustível, pré-pago e muito mais.

Estas e outras vantagens mostram como é possível contornar de um jeito seguro os custos bancários, abrindo as portas para o novo modelo que está sendo inserido no mercado: os bancos digitais de nicho.

* Rafael Pimenta é especialista em desenvolvimento de negócios com rápida escalabilidade. Jovem executivo, começou a atuar no ramo da tecnologia aos 11 anos. Aos 23 anos, vendeu uma de suas empresas para uma multinacional inglesa, impulsionando-o para novos mercados. Desenvolveu e operacionalizou soluções inovadoras, como o primeiro aplicativo de táxi do Brasil, o primeiro sistema de venda de ingressos via QR Code, além do app de chamada de emergência do SAMU192 via Facebook – que fez com que ganhasse o prêmio Ministério da Saúde na Campus Party de 2014. Atualmente Pimenta é Board Member de nove empresas inovadoras em diversos setores, além de Founder na RedLions Capital e co-CEO na BTX Digital, grupo americano especializado em “rebancarização” de mercados através do lançamento e operacionalização de bancos digitais de nicho para empresas do middle market.

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