Empresas familiares do Triângulo Mineiro
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Ray Souza eFabio Elias Tymburiba*

As empresas familiares brasileiras têm aumentado os investimentos em inovação, estão dispostas a expandir os negócios e consideram abrir capital. Outro dado é que elas estão investindo mais em seus negócios e tornando a gestão mais madura e profissionalizada. Essas conclusões estão na pesquisa “Retratos de família”. O conteúdo revela ainda que a maioria (58%) aumentou os investimentos nos últimos seis meses, sendo que 42% não o fizeram.

Mesmo com dificuldades, essas empresas estão querendo melhorar os negócios, uma evolução que resulta de investimentos na profissionalização e da maturidade das práticas de governança corporativa. A maioria (75%) do PIB global é de empresas familiares, sendo que, quase metade (42%) delas estiveram mais propensas a implementar estratégias de transformação de negócios do que empreendimentos não familiares durante a pandemia.

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Em Minas Gerais e no Triângulo Mineiro, não é diferente. Na região há aumento na procura de compliance as empresas se estruturarem, tais como: serviços de auditoria de demonstrações financeiras, governança familiar, compliance fiscal e prevenção de riscos cibernéticos. O cenário é positivo para aquelas que investirem nesses serviços para profissionalizarem ainda mais os negócios. As empresas familiares no Triângulo Mineiro e região têm se destacado ultimamente principalmente nos setores de atacado e varejo, telecomunicações e mídia, indústria química, genética bovina, agronegócios e alimentos, que tem empresas de destaque no âmbito nacional.

A região se destaca em diversos setores por características regionais privilegiadas, localização estratégica entre importantes estados brasileiros, mão de obra qualificada com relevantes universidades e importantes empresas multinacionais que ingressaram recentemente na região, que corresponde cerca de 10% da população do estado e mais de 15% do PIB mineiro.

Importante destacar que as empresas familiares ultrapassam aspectos econômicos, pois garantem os recursos de parte expressiva da população e criam oportunidades ao estimularem ações empreendedoras. Apesar de enfrentarem forte concorrência, as empresas familiares precisam investir em tecnologia e recursos humanos como forma de continuarem competitivas. O aspecto positivo é que a maioria (60%) já conta com Conselho de Administração, contra 42% na edição anterior. A pesquisa evidenciou ainda a relevância delas implementarem e seguirem boas práticas de governança corporativa, além de comunicação e gestão dos negócios.

O perfil empreendedor do brasileiro deve ser motivo de orgulho. Contudo, é essencial que o conhecimento seja incorporado à prática pois ele é determinante para superar desafios. Muitas vezes, o impulso da necessidade faz as pessoas investirem suas reservas financeiras em um negócio ruim. Para que tenham cada vez mais sucesso em seus negócios, as empresas familiares brasileiras, aí inclusas as do Triângulo Mineiro, precisam se profissionalizar cada vez mais. Além disso, é importante que sigam apostando em diferenciais e pontos fortes, entre os quais estão tomada de decisão rápida e flexível, agilidade na condução dos negócios, presença de mercado, capacidade empreendedora, atendimento personalizado e inovação.

*Ray Souza é sócio de Mercados Regionais da KPMG em Minas Gerais.
**Fabio Elias Tymburiba é sócio de Auditoria e líder do escritório da KPMG em Uberlândia.

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