Empresa mineira NOOA amplia fábrica e avança em bioinsumos
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Investimentos estimados em R$ 42 milhões em sua fábrica localizada em Patos de Minas – MG

A NOOA Ciência e Tecnologia Agrícola vai investir R$ 42 milhões para ampliar a capacidade de sua fábrica de bioinsumos em Patos de Minas (MG). Fundada em 2016, a empresa já aportou R$ 100 milhões em pesquisas de soluções biológicas.

Segundo Claudio Nasser, presidente da companhia, o propósito das inovações da NOAA é levar reequilíbrio de ecossistemas para as lavouras, o que é vital para o avanço da agricultura brasileira. “É importante trazer de volta [às lavouras] alguns microorganismos para que possamos reduzir o uso de pesticidas, por exemplo, que já não fazem mais o mesmo controle como antes”.

Filho de um executivo que integrou o quadro de lideranças da Sementes Agroceres nos anos 1960 e 1970, Nasser respira os ares do agro desde pequeno. Atualmente, detém 50% da NOOA, entre outros negócios de controle familiar. A companhia hoje entrega soluções para o cultivo de milho, mas quer atuar em outras culturas. Segundo ele, há diversos fatores que contribuem para manter a produtividade e para que os solos não se desertifiquem.

Do investimento total na ampliação, 70% será com capital próprio e o restante virá de empréstimo. Após as obras, que serão concluídas em junho, a empresa prevê substituir parte do volume de produtos que é entregue hoje por fornecedores.

Aposta na bactéria

Uma das apostas da companhia é uma bactéria que ajuda o milho a sobreviver a veranicos (períodos de 15 a 30 dias de calor intenso e falta de chuvas). A solução não resolve a estiagem prolongada, ressalva Nasser, mas, se há regimes de chuvas normais e abre-se uma janela de 30 dias, a bactéria ajuda a impedir perdas de produtividade.

A Embrapa, que é parceira da NOAA, isolou a bactéria Bacillus aryabhattai a partir de pesquisas com cactos do Agreste. O microorganismo auxilia as plantas a aprofundarem a raiz a até 2,5 metros no solo (o comum é entre 30 e 40 cm) em busca de água e nutrientes.

“Nossas pesquisas indicam que ela será útil em outras lavouras também”, continua Nasser. Ele lembra que, apesar dos anos de pesquisas e soluções desenvolvidas, “ninguém faz milagres”. O papel do agricultor, cada vez mais receptivo a soluções biológicas, é fundamental para a eficácia da aplicação dos produtos. (Fonte: Érica Polo — São Paulo – valor.globo.com/agronegocios/noticia/2022/02/08)

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