Empresa fundada por brasileiros faz sua primeira fusão nos EUA
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AG Immigration e Alexandre Law Firm se unem para fortalecer atuação na área de serviços imigratórios; meta é levar cada vez mais imigrantes para os Estados Unidos

A AG Immigration – escritório de advocacia imigratória criada por brasileiros nos EUA – anuncia a fusão com a Alexandre Law Firm (ALF). As duas empresas têm como sócio o advogado Felipe Alexandre, que nasceu no Brasil e mudou-se ainda criança para os EUA.

Com a fusão, o novo escritório – que manterá o nome de AG Immigration – passará a ter 70 funcionários espalhados por escritórios em Irvine, Orlando, Nova York, Los Angeles, Las Vegas, Washington D.C., Houston e São Francisco.

“A união das duas empresas nos permite oferecer serviços mais completos aos clientes, expandir nossa área de atuação geográfica e ganhar competitividade”, afirma o empresário Rodrigo Costa, CEO da AG Immigration.

Nascido em Minas Gerais, Costa conheceu o advogado Felipe Alexandre quando precisou de ajuda jurídica para entrar nos EUA. A relação profissional transformou-se em amizade e, em 2018, os dois se uniram para criar a AG.

Formado pela Universidade de Indiana, Alexandre já tinha seu próprio escritório de advocacia, a Alexandre Law Firm, focada no público chinês que busca asilo nos EUA. A AG, por sua vez, sempre foi especializada em Green Cards de trabalho – os chamados vistos EB.

“A fusão dos dois escritórios permitirá unir a expertise jurídica da ALF em casos humanitários com o profundo conhecimento da AG em Green Cards e vistos de trabalho”, avalia Alexandre.

A AG Immigration projeta para 2022 um faturamento de US$ 20 milhões (R$ 100 milhões). Um dos principais projetos da companhia está levando mais de mil dentistas brasileiros para trabalhar nos EUA, em razão da alta demanda norte-americana por esse tipo de mão de obra.

“A forte escassez de mão de obra nos EUA, em praticamente todas as áreas da economia, faz com que este movimento da fusão dos dois escritórios seja necessário e importante. Cada vez mais, temos sido procurados por empresas americanas querendo contratar trabalhadores estrangeiros, principalmente em áreas como saúde, tecnologia, programação, engenharia e aviação, explica Rodrigo.

Atualmente, a taxa de desemprego dos EUA é de 3,6% – uma das menores dos últimos 50 anos. Mesmo assim, as empresas do país têm 11,4 milhões de vagas abertas, segundo os dados mais recentes do Departamento de Trabalho. Isto significa que mesmo que a taxa de desemprego fosse de 0%, as companhias ainda precisariam de cerca de 5,5 milhões de trabalhadores. “O jeito é contratar imigrantes”, diz Costa.

Em 2021, a AG Immigration teve crescimento substancial no faturamento em relação ao ano anterior. Houve procura principalmente pelos vistos EB-1A e EB-2 NIW, destinados a profissionais com habilidades extraordinárias, que estejam no topo de suas áreas ou com graus acadêmicos avançados (mestrado, doutorado, pós-doutorado), já indicando um movimento de fuga de cérebros do Brasil para a América.

Antes representando quase a totalidade de clientes da AG, os brasileiros hoje respondem por cerca de 70% da clientela do escritório. Com a fusão, a expectativa é de que esta participação seja diluída, dada a forte relação da ALF com a comunidade chinesa nos EUA.

Fundada em 2018, a AG Immigration possui hoje escritórios em Irvine, Orlando, Nova York, Los Angeles, Las Vegas, Washington D.C., Houston e São Francisco. Em 2022, realizou a sua primeira fusão.

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