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Ao fazer a saudação ao novo embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, que participava de Café Parlamentar na ACMinas o presidente da entidade, Lindolfo Paoliello, destacou que aquele país detém posição de destaque mundial por investir maciçamente nos setores de pesquisa e de desenvolvimento. “São estes investimentos”, afirmou, “que propiciam as posições de destaque que Israel ocupa: é campeão mundial em startups, está na vanguarda mundial de TI, em tecnologias para o setor médico e recebe entre duas e três vezes mais capital de risco que os Estados Unidos e que todos os países da Europa.”

“Tudo isto em notável contraponto a características francamente desfavoráveis – área territorial pequena, comparável à de Sergipe e constituída em quase 90% por terrenos áridos, com escassez de recursos naturais e população similar à da cidade de São Paulo – demonstra uma das principais características do povo israelense: a tenacidade”, destacou.

Acompanhado pelo Adido para Assuntos Econômicos da Embaixada, Daniel Kolbar, o embaixador, fez sua primeira visita a Minas, especificamente para participar do encontro, foi articulado pelo vice-presidente da ACMinas Marcos Brafman. Ao fazer um balanço das relações de seu país com o Brasil, nos campos político e diplomático, Shelley disse que “elas não andaram muito boas até pouco tempo atrás, devido às posições assumidas pelo governo brasileiro, desfavoráveis ao Estado de Israel, mas agora estão muito melhores”. Um sinal disto é a sua própria nomeação, pois a representação israelense estava há dois anos sem embaixador.

“Esta política vinha prejudicando o potencial de negócios bilaterais. Agora, com a mudança de cenário, abrem-se perspectivas muito boas de incrementar as relações comerciais, inclusive aqui em Minas Gerais, e já temos conversado bastante com empresários e autoridades brasileiras nesse sentido, pois isto faz parte do meu trabalho.”

O diplomata, que é ex-militar e adquiriu experiência como homem de negócios como executivo em várias empresas e no setor público, concluiu sua fala com um ditado de seu País: “Falar e prometer não custa dinheiro”, citou. “Por isso não quero falar e prometer; quero é fazer negócios.”

COMÉRCIO BILATERAL TEM ESPAÇO PARA CRESCER

As perspectivas mencionadas pelo embaixador Yosser Sheley foram detalhadas pelo Adido para Assuntos Econômicos, Daniel Kolbar, responsável por apresentar dados sobre a economia israelense, quem vem crescendo, entre 2014 e 2016, a taxas de 4 por cento ao ano e a renda per capita anual, de US$ 37 mil. Segundo ele, o país exportou no ano passado US$ 96,7 bilhões. No comércio bilateral com Minas Gerais, houve queda pronunciada desde 2013, quando as importações do estado foram de US$ 50,15 milhões, contra US$ 17,6 milhões em 2016. As exportações mineiras para Israel, no mesmo período, caíram de US$ 44,7 milhões para US$ 21 milhões. Na balança comercial com o Brasil, Israel exporta mais que o dobro do que importa. Há, portanto, espaço e oportunidades para que as relações comerciais voltem a crescer”, disse.

Segundo Kolbar, seu país detém a liderança mundial no setor de start-ups. “Nossa receita para conquistarmos esta posição”, afirmou, “baseia-se em interligação de talentos, excelência acadêmica, apoio governamental, centros de P&D e disponibilidade de capital de risco. Como resultado, Israel tem uma coleção de iniciativas inovadoras: o telefone celular, o pen drive e o tomate cereja, entre muitos outros produtos hoje difundidos por o todo o mundo, queforam desenvolvidos lá.” O diplomata revelou também que há 215 empresas israelenses atuando no Brasil, principalmente nos setores de alimentos e bebidas, automação industrial, indústria química e energia.

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