PIB Brasileiro
Brasil – Variação real anual do PIB – Produto Interno Bruto – Período de 1901 a 2021
Brasil – Variação real anual do PIB – Produto Interno Bruto – Período de 1901 a 2021
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Em 2021 a economia brasileira cresceu 4,62% – em nível bem inferior à média de crescimento mundial de 5,88%. E, neste ano, mais uma vez não será diferente e teremos mais um resultado frustrante!

Carlos Alberto Teixeira de Oliveira

*Administrador, Economista e Bacharel em Ciências Contábeis. Presidente da ASSEMG-Associação dos Economistas de Minas Gerais.  Ex-Presidente do BDMG e ex-Secretário de Planejamento e Coordenação Geral de Minas Gerais; Ex-Presidente do IBEF Nacional – Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças e da ABDE-Associação Brasileira de Desenvolvimento; Coordenador Geral do Fórum JK de Desenvolvimento Econômico e Vice-Presidente da ACMinas – Associação Comercial e Empresarial de Minas. Presidente da MinasPart Desenvolvimento Empresarial e Econômico, Ltda. Editor Geral de MercadoComum.

O IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou, no dia 4 de março último, que o PIB – Produto Interno Brasileiro registrou, no ano passado, uma expansão de 4,62% – uma recuperação significativa diante da retração de 3,88% verificada em 2020 por força, principalmente, dos efeitos da pandemia da Covid-19.

Em 2021, de acordo com estimativas preliminares do Fundo Monetário Internacional, a economia mundial cresceu, em média, 5,88%. O número definitivo deverá ser divulgado na primeira quinzena de abril, quando será anunciado o documento intitulado World Economic Outlook 2022.

PIB Brasileiro
PIB Brasileiro

Desde 1994 – quando se implantou o Plano Real, em apenas sete anos a taxa de crescimento do PIB brasileiro conseguiu superar a média mundial. Cabe destacar que, em todos estes últimos onze anos, a economia brasileira teve desempenho pior do que a média mundial.

Houve crescimentos na Indústria (4,5%) e Serviços (4,7%) e variação negativa na Agropecuária (-0,2%).

Fonte O Tempo
Fonte O Tempo

O PIB totalizou R$ 8,7 trilhões em 2021, equivalente a US$ 1,61 trilhão.

O PIB per capita alcançou R$ 40.688,1 em 2021, um avanço real de 3,9% ante o ano anterior.

A taxa de investimento em 2021 foi de 19,2% do PIB, acima do observado no ano anterior (16,6%). Já a taxa de poupança foi de 17,4% (ante 14,7% em 2020).

Frente ao 3º trimestre, na série com ajuste sazonal, o PIB cresceu 0,5%. A Agropecuária e os Serviços cresceram 5,8% e 0,5%, respectivamente, enquanto a Indústria recuou 1,2%.

Em relação ao 4º trimestre de 2020, o PIB avançou 1,6% no último trimestre de 2021, quarto resultado positivo consecutivo, após quatro taxas negativas nesta comparação. Foram registradas quedas na Agropecuária (-0,8%) e Indústria (-1,3%), enquanto os Serviços cresceram (3,3%).

O PIB em 2021 cresceu 4,6% ante o ano anterior. Houve aumento de 4,3% no Valor Adicionado a preços básicos e de 6,4% no volume dos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

O resultado do Valor Adicionado nesta comparação refletiu o desempenho das três atividades que o compõem: Agropecuária (-0,2%), Indústria (4,5%) e Serviços (4,7%).

Consequentemente, o PIB per capita avançou (em termos reais) 3,9% em relação a 2020, alcançando R$ 40.688,1 (em valores correntes) em 2021.

PIB per capita
PIB per capita

A variação negativa do Valor Adicionado da Agropecuária no ano de 2021 (-0,2%) decorreu do fraco desempenho de algumas culturas da lavoura (cana de açúcar, milho e café) e da pecuária (bovinos e leite), impactadas, principalmente, pelas condições climáticas adversas.

Na Indústria, o destaque positivo foi o desempenho da Construção (9,7%), após cair 6,3% no ano anterior. As Indústrias de Transformação (4,5%) também apresentaram resultado positivo, influenciadas, principalmente, pelo crescimento da fabricação de máquinas e equipamentos; metalurgia; fabricação de outros equipamentos de transporte; e fabricação de produtos minerais não-metálicos; indústria automotiva.

As Indústrias Extrativas cresceram 3,0% devido à alta na extração de minério de ferro. Já a atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,1%) ficou estável em relação a 2020, sendo afetada negativamente pela crise hídrica.

Todas as atividades dos Serviços tiveram crescimento: Informação e comunicação (12,3%), Transporte, armazenagem e correio (11,4%), Outras atividades de serviços (7,6%), Comércio (5,5%), Atividades imobiliárias (2,2%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (1,5%) e Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,7%).

Pib
Pib

Na análise da despesa, houve alta de 17,2% da Formação Bruta de Capital Fixo, que voltou a crescer após cair 0,5% no ano anterior. A Despesa de Consumo das Famílias avançou 3,6% em relação ao ano anterior. A Despesa do Consumo do Governo, por sua vez, cresceu 2,0%.

No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços cresceram 5,8%, enquanto as Importações de Bens e Serviços subiram 12,4%.

No acumulado do ano, o PIB em valores correntes totalizou R$ 8,7 trilhões, sendo R$ 7,4 trilhões referentes ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 1,3 trilhão aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.

A taxa de investimento no ano de 2021 foi de 19,2% do PIB, acima do observado no ano anterior (16,6%). A taxa de poupança foi de 17,4% em 2021 (ante 14,7% em 2020).

PIB cresce 0,5% em relação ao 3º tri de 2021

O PIB cresceu 0,5% no 4º trimestre de 2021 na comparação com o trimestre imediatamente anterior (com ajuste sazonal). A Agropecuária e os Serviços apresentaram crescimento de 5,8% e 0,5%, respectivamente, enquanto a Indústria recuou 1,2%.

Dentre as atividades industriais, houve queda nas Indústrias de Transformação (-2,5%), nas Indústrias Extrativas (-2,4%), e variação negativa na atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,2%). O único resultado positivo foi na Construção (1,5%).

Nos Serviços, as atividades de Informação e comunicação (3,4%), Transporte, armazenagem e correio (2,6%), Outras atividades de serviços (2,1%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (1,0%) tiveram crescimento.

Em contrapartida, houve queda no Comércio (-2,0%), seguida pela variação negativa nas Atividades imobiliárias (-0,4%) e estabilidade nas Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,0%).

Pela ótica da despesa, houve crescimento da Despesa de Consumo das Famílias (0,7%) e da Despesa de Consumo do Governo (0,8%). Já a Formação Bruta de Capital Fixo apresentou estabilidade (0,4%).

As Exportações de Bens e Serviços caíram 2,4%, enquanto as Importações de Bens e Serviços avançaram 0,5% em relação ao terceiro trimestre de 2021.

Em relação ao 4º tri de 2020, PIB cresce 1,6%

Frente ao 4º trimestre de 2020, o PIB avançou 1,6%, o quarto resultado positivo consecutivo, após quatro trimestres no campo negativo nesta comparação. O Valor Adicionado a preços básicos subiu 1,6% e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios cresceram 2,2%.

A Agropecuária recuou 0,8% ante igual período de 2020, com destaque para produtos com safras significativas no 4° trimestre, como a cana de açúcar (-10,1%) e a mandioca (-2,4%). Por outro lado, culturas como trigo, fumo e laranja apresentaram crescimento.

A Indústria caiu 1,3%, puxada pelo recuo nas Indústrias de Transformação (-6,9%), cujo resultado negativo no quarto trimestre foi influenciado pela queda da fabricação de produtos alimentícios; fabricação de produtos de metal; fabricação de produtos de borracha e material plástico e máquinas, aparelhos e materiais elétricos.

Pib a preços de mercado
Pib a preços de mercado

A Construção (12,2%) continuou em alta, após crescer 13,5% e 10,9% no segundo e terceiro trimestres de 2021, respectivamente. Indústrias Extrativas (4,5%) e Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (0,7%) também cresceram no período.

Os Serviços cresceram 3,3% frente ao mesmo período do ano anterior. O avanço foi impulsionado pelos resultados positivos de Informação e comunicação (13,8%), Outras atividades de serviços (9,7%), Transporte, armazenagem e correio (9,3%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (2,0%) e Atividades Imobiliárias (0,2%). As demais atividades apresentaram taxas negativas: Comércio (-2,9%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,4%).

Entre os componentes da demanda interna, a Despesa de Consumo das Famílias (2,1%), a Despesa de Consumo do Governo (2,8%) e a Formação Bruta de Capital Fixo (3,4%) tiveram alta em relação a igual período do ano anterior.

No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços cresceram 3,3% assim como as Importações de Bens e Serviços avançaram 3,7% no quarto trimestre de 2021.

Pib e Pib per capita
Pib e Pib per capita

BRASIL – Participação % dos setores econômicos na formação do PIB – Produto Interno Bruto – Período de 1947 a 2021

BRASIL – Participação % dos setores econômicos na formação do PIB – Produto Interno Bruto – Período de 1947 a 2021 2
BRASIL – Participação % dos setores econômicos na formação do PIB – Produto Interno Bruto – Período de 1947 a 2021
BRASIL – Participação % dos setores econômicos na formação do PIB – Produto Interno Bruto – Período de 1947 a 2021 3
BRASIL – Participação % dos setores econômicos na formação do PIB – Produto Interno Bruto – Período de 1947 a 2021
BRASIL – Participação % dos setores econômicos na formação do PIB – Produto Interno Bruto – Período de 1947 a 2021
BRASIL – Participação % dos setores econômicos na formação do PIB – Produto Interno Bruto – Período de 1947 a 2021
BRASIL – Participação % dos setores econômicos na formação do PIB – Produto Interno Bruto – Período de 1947 a 2021 4
BRASIL – Participação % dos setores econômicos na formação do PIB – Produto Interno Bruto – Período de 1947 a 2021

ANDANDO PARA TRÁS E PARA BAIXO

Na década passada -2011/2020, enquanto a economia global registrou expansão média anual de 2,86%, a brasileira cresceu apenas 0,30%

BRASIL – Variação Anual Média do PIB – Produto Interno Bruto

 

BRASIL – Variação Anual Média do PIB – Produto Interno Bruto
Fonte: IBGE/IPEADATA/Elaboração MinasPart Desenvolvimento
BRASIL – SÍNDROME DO RAQUITISMO ECONÔMICO
BRASIL - SÍNDROME DO RAQUITISMO ECONÔMICO
BRASIL – SÍNDROME DO RAQUITISMO ECONÔMICO

 

EVOLUÇÃO REAL DO PIB – PRODUTO INTERNO BRUTO

BRASILEIRO x MÉDIA MUNDIAL – 1994 a 2021 – Em %

Ano         MUNDO                 BRASIL                    DIFERENÇA em p.p.

(Brasil – Mundo)

1994      3,26                          5,85                         +2,59

1995      3,33                          4,22                         +0,89

1996      3,85                          2,21                         -1,64

1997      4,00                          3,39                         -0,61

1998      2,58                          0,34                         -2,24

1999      3,58                          0,47                         -3,24

2000      4,81                          4,39                         -0,42

2001      2,47                          1,39                         -1,08

2002      2,95                          3,05                         +0,10

2003      4,28                          1,14                         -3,14

2004      5,42                          5,76                         +0,34

2005      4,90                          3,20                         -1,70

2006      5,45                          3,96                         -1,49

2007      5,54                          6,07                         +0,53

2008      3,02                          5,09                         +2,07

2009   -0,08                          -0,13                        -0,05

2010      5,40                          7,53.                       +2,13

2011      4,29                          3,97                         -0,32

2012      3,54                          1,92                         -1,62

2013      3,46                          3,00                         -0,46

2014      3,53                          0,50                         -3,03

2015      3,45                          -3,55                        -7,00

2016      3,27                          -3,28                        -6,55

2017      3,81                          1,32                         -2,49

2018      3,57                          1,78                         -1,79

2019      2,84                          1,22                         -1,62

2020     -3,12                          -3,88                     +0,76

2021     4,62                           5,88                     -1,26

Mundo 2020: Estimativas do FMI

Em vermelho significa variação inferior à média mundial

Fonte: Mundo/FMI – Brasil IBGE – Elaboração MinasPart Desenvolvimento

De acordo com o FMI – Fundo Monetário Internacional, durante a década de 2011/2020, a economia brasileira registrou uma expansão média anual de apenas 0,30% e, no acumulado do período, o PIB-Produto Interno Bruto brasileiro cresceu 2,68%.

No mesmo período, a economia mundial contabilizou uma expansão média anual de 2,86% e, no acumulado do período, o PIB – Produto Interno Bruto mundial cresceu 32,36%.

MACROINDICADORES DA ECONOMIA BRASILEIRA – Governo Jair Bolsonaro

Item                 Unidade           2019    2020    2021    2022                Média  Acumulado

do período

IPCA               % ano              4,31     4,52   10,12     6,45                 6,13     27,80

IGP-M             % ano              7,30   23,14   18,09     9,99              14,63     71,62

Câmbio(1)        % ano              7,94   30,70     4,57    -2,97              10,06     43,14

Selic(2)             % ano              4,50     2,00     9,25   12,75                 –           –

PIB                  % ano              1,22   -3,88     4,62     0,49                  0,61     2,29

PIB Mundial   % ano              2,84   -3,12     5,88     4,40                  2,50     10,00

(1)- Variação anual calculada pela taxa média

(2)- Taxa vigente no final do período

2019 a 2021 taxas efetivas; 2022 projeções do Relatório Focus

Fonte: Banco Central do Brasil – Elaboração: MinasPart Desenvolvimento

Relativamente aos quatro anos de governo Jair Bolsonaro, o PIB brasileiro deve registrar uma expansão média anual de 0,61% e acumulada de 2,29% – resultado bastante inferior aos níveis esperados de crescimento da economia mundial, que poderá apresentar uma expansão média anual de 2,50% e acumulada de 10,00% durante o mesmo período, de acordo com projeções do FMI – Fundo Monetário Internacional.

Levando-se em conta que, segundo estimativas do IBGE a população brasileira deverá crescer 2,53% de 2019 a 2022, a renda per capita dos brasileiros acumulada nesse período deverá sofrer uma retração de 0,24% ao ano. Em termos globais, a renda média per capita mundial deverá registrar crescimento de 6,24% durante esse mesmo período. 

QUEDAS MAIS EXPRESSIVAS DO PIB BRASILEIRO – PERÍODO DE 1901 A 2020

Ano %   Ano %
1990 4,35 1931 3,30
1981 4,25 2016 3,28
2020 4,06 1908 3,20
2015 3,55 1938 2,93

Fonte: IPEAData/Elaboração MinasPart Desenvolvimento

Desde 1980, no consolidado de seus respectivos governos, apenas José Sarney e Itamar Franco conseguiram obter expansão real da economia brasileira, isto é, os períodos em que o PIB brasileiro conseguiu superar a média mundial.

Itamar Franco lidera o ranking, registrando em seus dois anos de governo um crescimento médio anual de 2,18% superior à média mundial. O pior desempenho fica por conta de Fernando Collor, em cujo mandato registrou-se uma queda real média anual de 4,02% durante os seus três anos – quando comparada à média da economia mundial.

BRASIL – TAXA DE VARIAÇÃO MÉDIA ANUAL REAL DO PIB – PRODUTO INTERNO BRUTO POR GOVERNO – 1980 a 2021

Governo/Média Anual %                                                    Brasil                       Mundo                    Diferença %

João Batista Figueiredo                                                      1,46                        2,34                          -0,88

José Sarney                                                                        4,50                        3,92                          +0,58

Fernando Collor                                                                 -1,20                        2,82                          -4,02

Itamar Franco                                                                       5,00                        2,66                          +2,18

Fernando Henrique Cardoso                                               2,46                        3,45                          -0,99

Luiz Inácio Lula da Silva                                                      4,08                        4,24                          -0,16

Dilma Rousseff                                                                     0,43                        3,58                          -3,15

Michel Temer                                                                        1,55                        3,66                          -2,11

Jair Bolsonaro*                                                                      0,61                        2,50                          -1,81

*Projeções

Observação: Considera apenas os 5 últimos anos do Governo J.B. Figueiredo

Fonte: FMI-Word Economic Outlook – Oct/2021 – Elaboração MinasPart Desenvolvimento

 

BRASIL – RANKING DA TAXA DE VARIAÇÃO MÉDIA ANUAL REAL DO PIB – PRODUTO INTERNO BRUTO POR GOVERNO– 1980 a 2021

Classi-                     Governo                                  Variação Média Anual

Ficação                                                                                                            %

1º                               Itamar Franco                                       +2,18

2º                               José Sarney                                             +0,58

3º                               Luiz Inácio Lula da Silva                           -0,16

4º                               João Batista Figueiredo                           -0,88

5º                               Fernando Henrique Cardoso                 -0,99

6º                               Jair Bolsonaro*                                     -1,81

7º                               Michel Temer                                        -2,11

8º                               Dilma Rousseff                                     -3,15

9º                               Fernando Collor                                   -4,02

*Projeções

Observação: Considera apenas os 5 últimos anos do Governo J.B. Figueiredo

Fonte: FMI-Word Economic Outlook – Oct/2021 – Elaboração MinasPart Desenvolvimento

Relatório intitulado World Economic Outlook do FMI – Fundo Monetário Internacional, divulgado em janeiro último, revela projeções de que o crescimento da economia mundial situou-se em 5,88% no ano passado e deverá alcançar 4,40% em 2022. Apontam, de outro lado, que a economia brasileira terá uma expansão de 0,30% neste ano. Ainda, neste mês de abril, o FMI deverá revisar e divulgar as suas novas projeções que, muito provavelmente, sofrerão alterações expressivas devido à elevação do preço das commodities (como petróleo e alimentos) e em função dos impactos causados pela guerra entre Rússia e Ucrânia.

Relatório intitulado World Economic Outlook do FMI
Relatório intitulado World Economic Outlook do FMI

Nos últimos onze anos, o PIB – Produto Interno Bruto brasileiro, convertido em dólares norte-americanos teve a sua participação, no total mundial, reduzida à quase metade e isso significa uma perda de aproximadamente US$ 1 trilhão somente em 2021- quando comparada com o ano de 2011.

EVOLUÇÃO DO PIB MUNDIAL X BRASIL

Em US$ bilhões correntes – 2011 a 2021

Ano                 Brasil                            Mundo            BR/Mundo %

2011                2.614,03                      73.654,67                    3,55

2012                2.464,05                      75.038,19                    3,28

2013                2.471,72                      77.207,53                    3,20

2014                2.456,06                      79.237,88                    3,10

2015                1.800,05                      74.954,12                    2,40

2016                1.796,62                      76.153,75                    2,36

2017                2.063,52                      80.823,16                    2,55

2018                1.916,93                      85.883,45                    2,23

2019                1.877,82                      87.390,79                    2,15

2020                1.444.72                      84.971,65                    1,70

2021                1.608,83                      94.935,11                    1,70

Fonte: FMI-World Economic Outlook – Oct/2021

Elaboração: MinasPart Desenvolvimento.

Mesmo com o crescimento de 4,62% do PIB - Produto Interno Bruto em 2021, o Brasil caiu de 12º para 13º no ranking das maiores economias do mundo
Mesmo com o crescimento de 4,62% do PIB – Produto Interno Bruto em 2021, o Brasil caiu de 12º para 13º no ranking das maiores economias do mundo

Mesmo com o crescimento de 4,62% do PIB – Produto Interno Bruto em 2021, o Brasil caiu de 12º para 13º no ranking das maiores economias do mundo.

O Brasil teve no ano passado um PIB nominal de US$ 1,608 trilhão, enquanto que o da Austrália ficou em US$ 1,614 trilhão. Com esse resultado o Brasil perdeu uma posição e passou a ocupar a 13ª colocação no ranking mundial das maiores economias.

Entre 2010 e 2014, o Brasil se manteve na 7ª posição. Em 2019, o Brasil ficou na 9ª posição e, em 2020, caiu para a 12ª. No pior momento, em 2003, ficou na 14ª posição.

O maior PIB do mundo em 2021 foi mais uma vez o dos Estados Unidos, com US$ 22,9 trilhões. A China tem a segunda maior economia, com US$ 16,9 trilhões, seguida pelo Japão, com US$ 5,1 trilhões.

RANKING MUNDIAL DAS MAIORES ECONOMIAS – 2020

Classi-             País                      US$ bilhões

ficação

01                    Estados Unidos         20.893,75

02                    China                       14.866,74

03                    Japão                           5.045,10

04                    Alemanha                    3.843,34

05                    Reino Unido                2.709,68

06                    Índia                            2.660,24

07                    França                         2.624,42

08                    Itália                            1.884.94

09                    Canadá                        1.644,04

10                    Coreia do Sul               1.638,26

11                    Rússia                         1.478,57

12                    Brasil                           1.444,72

13                    Austrália                     1.359,37

14                    Espanha                      1.280,46

15                    México                        1.073,92

16                    Indonésia                     1.059,64

Total Mundial                                  84.971,65

Fonte: FMI-World Economic Outlook – Oct/2021

Elaboração MinasPart Desenvolvimento

 

RANKING MUNDIAL DAS MAIORES ECONOMIAS – 2021

Classi-                         País                             US$ bilhões

ficação

01                                Estados Unidos           22.939,58

02                                China                          16.862,98

03                                Japão                           5.103,11

04                                Alemanha                    4.230,17

05                                Reino Unido                3.108,42

06                                Índia                            2.946,06

07                                França                         2.940,43

08                                Itália                            2.120,23

09                                Canadá                        2.015,98

10                                Coreia do Sul               1.823,85

11                                Rússia                         1.647,57

12                                Austrália                     1.610,56

13                                Brasil                           1.608,83

14                                Espanha                      1.439,96

15                                México                        1.285,52

16                                Indonésia                     1.150,25

17                                Irã                                1.081,38

18                                Holanda                       1.007,56

Total Mundial                                                94.935,11

Fonte: FMI-World Economic Outlook – Oct/2021
Elaboração MinasPart Desenvolvimento

É importante mencionar que, no ano de 1995, o PIB-Produto Interno Bruto brasileiro totalizava R$ 786,54 bilhões e detinha uma participação relativa de 2,53% no total mundial e superava o da China, de US$ 736,54 bilhões e participação de 2,38%. Decorrido um quarto de século, o resultado é impressionante: a economia chinesa, atualmente, detém um PIB dez vezes maior do que o brasileiro. Agora, a participação da China no PIB mundial é de 17,76% – enquanto a brasileira reduziu-se para 1,70%.

 

EVOLUÇÃO DO PIB – BRASIL X CHINA X MUNDO– 1995/2021
Em US$ bilhões correntes

   1995      2000 2010      2021
Brasil 786,54 655,44 2.207,62 1.608,83
China 736,87 1.214,92 6.066,35 16.862,98
Mundo 31.003,49 33.843,97 66.026,27 94.935,11

 Fonte: FMI – World Economic Outlook/Elaboração MinasPart Desenvolvimento

 

PARTICIPAÇÃO DO PIB – BRASIL X CHINA NO TOTAL MUNDIAL – 2005/2021

Em %

1995 2000 2010 2021
Brasil 2,53 1,94 3,34 1,70
China 2,38 3,59 9,19 17,76
Mundo 100,00 100,00 100,00 100,00

Fonte: FMI – World Economic Outlook/Elaboração MinasPart Desenvolvimento

Pib pelo mundo
Pib pelo mundo

ALTOS E BAIXOS DA ECONOMIA – Período de 2014 a 2021

A Montanha Russa da Economia Brasileira

Variação do PIB-Produto Interno Bruto – 2014 a 2021* – Em %

2014    2015    2016    2017    2018    2019    2020    2021

Mundo                                                3.51     3,42     3,27     3,75     3,57     2,84     -3,12    5,88

Países Desenvolvidos             2,00     2,30     1,76     2,46     2,25     1,74     -4,54    5,20

-Estados Unidos                     2,29     2,71     1,67     2,26     2,92     2,29     -3,41    2,09

-Japão                                     0,30     1,56     0,75     1,68     0,56     0,02     -4,59    2,36

Zona do Euro                          1,40     2,04     1,86     2,63     1,85     1,50     -6,34    5,04

Países Emergentes                   4,70     4,31     4,48     4,77     4,58     3,67     -2,07    6,38

América Latina                        1,34     0,38   -0,60      1,35     1,19     0,15     -7,02    6,34

BRIC                                       6,05     5,63     5,93     6,00     6,22     5,13     -1,42    7,49

-Brasil                                     0,50   -3,55   -3,28     1,32     1,78     1,22     -3,88    4,62

-Rússia                                    0,74     -1,97    0,19     1,83     2,81     2,03     -2,95    4,69

-Índia                                       7,41     8,00     8,26     6,80     6,53     4,04     -7,25    9,50

-China                                     7,39     7,02     6,85     6,95     6,75     5,95     2,34     8,02

Obs: 2021/Projeções

Fonte: World Economic Outlook/FMI-Oct 12,2021/Elaboração MinasPart Desenvolvimento

Variação do PIB-Produto Interno Bruto – 2014 a 2021* – Em %

Média Anual        Acumulada

Mundo                                     2,89                 25,21

Países Desenvolvidos             1,65                 13,66

-Estados Unidos                      2,09                 17,70

-Japão                                     0,33                 2,50

Zona do Euro                          1,25                 10,01

Países Emergentes                 3,85                 35,03

América Latina                        0,39                 2,69

BRIC                                       5,13                 48,84

-Brasil                                     -0,16                 -1,59

-Rússia                                    0,93                 7,38

-Índia                                       5,41                 50,98

-China                                     6,41                 64,21

Obs: 2021/Projeções

Fonte: World Economic Outlook/FMI-Oct 12,2021/Elaboração MinasPart Desenvolvimento

 

BRASIL – RENDA PER CAPITA

2014-2021

Ano                             %

2014                            -0,36

2015                            -4,34

2016                            -4,07

2017                            0,55

2018                            1,04

2019                            0,51

2020                            -4,52

2021                            3,95

Média                          -0,91

Taxa Acumulada       -7,24

*Projeções

Fonte: Banco Central/ Elaboração MinasPart Desenvolvimento 

Nestes últimos oito ano, o PIB-Produto Interno Bruto brasileiro pode ser apelidado de Pibículo, pois se transformou e nos apresenta um resultado medíocre e ridículo em função das características e das potencialidades economia nacional.

De 2014 a 2021 – considerando-se as projeções do FMI para todos os países, a média anual de expansão da economia mundial deverá situar-se em 2,89% e, no acumulado do período, em 25,11%. Os países emergentes ou em desenvolvimento, categoria da qual o Brasil faz parte, devem crescer em média 3,85% ao ano e, no acumulado, 35,03%. Outra categoria, da qual nosso país também integra – o BRIC, deverá registrar um aumento médio anual do PIB de 5,13% e, no acumulado, de 48,84% – mesmo com a pandemia do coronavírus e outros contratempos.

O Brasil ficará muito mal nesta foto: contabilizará uma retração média anual de 0,16% no período, ou seja, terá andado com a sua economia para trás e que, no acumulado, significa perda de 1,59% no período. Em termos de renda per capita acumulada no período analisado, os brasileiros terão ficados mais pobres em cerca de 7,2%. E, para completar, as expectativas dos economistas, analistas de mercados e outros já estimam que em 2022 poderemos, inclusive, colher os resultados de uma retração da atividade econômica da ordem de até 0,5% no ano.

Taxa de investimento e Taxa de poupança bruta
Taxa de investimento e Taxa de poupança bruta

 

A economia brasileira já recuou 0,99% em janeiro de 2022, segundo a prévia do PIB do Banco Central
A economia brasileira já recuou 0,99% em janeiro de 2022, segundo a prévia do PIB do Banco Central

A economia brasileira já recuou 0,99% em janeiro de 2022, segundo a prévia do PIB do Banco Central.

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) do Banco Central interrompeu uma sequência de 3 meses consecutivos de crescimento. Os dados foram divulgados no último dia 17 de março pela autoridade monetária.

O IBC-BR Divulgado todos os meses desde 2010 é uma medição antecedente do crescimento econômico do país. O índice incorpora estimativas para a agropecuária, indústria e serviços, assim como impostos sobre os produtos. Já o PIB oficial do país é medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e considera o resultado de todos os bens e serviços produzidos pelo país em um determinado período.

Considerações sobre o desempenho da economia e o desenvolvimento brasileiro

É necessário que o crescimento da economia brasileira supere a média mundial e possa se compatibilizar com o nível de expansão das economias dos países emergentes. E, ainda, que incorpore outros elementos, como as de qualidade, de produtividade, sustentabilidade e de competitividade. O desafio maior será o agregar maior valor à produção nacional, combinando-se as potencialidades da nossa agropecuária com um novo ciclo industrial no país. Enfim, seria como adotar uma política contemporânea moderna, que possa ter como sustentação um modelo híbrido substitutivo tanto de importações quanto de exportações – principalmente de commodities.

Há muito o debate econômico brasileiro foi ideologizado e politizado e são notórios os equívocos de política econômica praticados pelo país. Um desses equívocos diz respeito à crença de que a estabilidade econômica é condição prévia à retomada do desenvolvimento. Primeiro a estabilidade, só depois o desenvolvimento. Sendo assim, as políticas de estabilização assumem um caráter de primazia absoluta, subordinando e sufocando todas as outras políticas. Apequena-se a política econômica, amesquinham-se os objetivos para a economia do País. E já lá se vão algumas décadas de busca inglória da miragem da estabilidade.

Evidentemente, ninguém, em sã consciência, há de negar a necessidade de as economias nacionais ostentarem bons e saudáveis fundamentos macroeconômicos. O caminho da estabilidade deve ser concebido e implementado, no bojo de uma política de desenvolvimento para o País. A estabilidade não precede o desenvolvimento; ao contrário, é a estratégia de desenvolvimento do País que deve, simultaneamente, orientar e contextualizar as opções da política macroeconômica. Até porque, ao contrário do que se costuma propagar, os caminhos possíveis para se alcançar a estabilidade econômica são vários.

Outro desses equívocos é imaginar que apenas o ajuste fiscal e algumas reformas – como a previdenciária e tributária – também devem ser considerados como condições prévias à retomada do desenvolvimento. Da mesma forma colocada em relação à estabilidade econômica, deve-se privilegiar – concomitantemente – a expansão econômica que produzirá ganhos generalizados e, em especial, aumentos da arrecadação tributária. Cabe destacar que, quando um denominador é baixo, todos os numeradores podem ser considerados altos – o que se aplica efetivamente no tocante à questão das receitas e despesas públicas. Quando há declínio da atividade econômica, como ocorre nos anos mais recentes – a produção nacional não cresce – os lucros se transformam em prejuízos para empresas e, com isso, não há como gerar Imposto de Renda e outras receitas. 

Gostaria de retomar alguns trechos do meu discurso proferido em outubro de 2011, quando da realização da solenidade do XI Prêmio Minas Gerais de Desenvolvimento Econômico, ocorrida no Automóvel Clube de Minas Gerais, em Belo Horizonte

“Faço um alerta: se não voltarmos a crescer, as nossas dificuldades só vão se agravar e as soluções, para os nossos principais problemas, estarão cada vez mais distantes. Mesmo já detendo, por exemplo, a mais elevada carga tributária de nossa história, ela continuará se expandindo, assim como a dívida pública, que poderá nos direcionar a uma situação explosiva. E os recursos para investimentos em geral ficarão, também, sempre mais escassos

Repito e insisto no tema: precisamos nos reconciliar com o desenvolvimento e retomar o crescimento econômico vigoroso. Temos de buscar nos transformar em país desenvolvido.

Considero o desenvolvimento a trilha natural do Brasil rumo ao futuro, como já afirmava Juscelino Kubitschek há mais de 50 anos.

A busca de um futuro melhor para o Brasil passa, inexoravelmente, pela urgente decisão de deixarmos de ser emergentes para nos convolar em país desenvolvido.

Reafirmo, com convicção que, assim como existe o “Sistema de Metas de Inflação”, o Brasil deveria criar outro modelo similar e a ser considerado a prioridade nacional número um. A proposta, nesse sentido, é a implantação de um “Sistema de Metas de Crescimento Econômico Vigoroso, Consistente, Contínuo e Sustentável”, resgatando-se o planejamento para que se possa captar o futuro promissor e iniciar já a sua transformação em realizações efetivas.

O crescimento econômico vigoroso deve deixar de ser apenas uma casualidade, uma questão episódica, uma efemeridade, um acontecimento meramente fortuito para se transformar, efetivamente, na grande meta econômica nacional, permeando a convolação do País em uma economia madura e desenvolvida.

Nesta direção já tivemos, antes, vários exemplos bem sucedidos e que poderiam nos servir de inspiração, como foi o caso do Plano de Metas, durante o Governo JK”.

Na verdade, nestes últimos 40 anos, com raríssimas exceções, o Brasil vem sendo vítima de uma doença que intitulo de “síndrome do raquitismo econômico” e fica evidenciado, simplesmente, que não consegue acompanhar o crescimento da economia mundial. A marcha do crescimento econômico nacional parece enferrujada, emperrada e não consegue engatar qualquer ritmo que possa levá-la avante e, ao contrário, tem se mostrado como uma autêntica marcha a ré, um verdadeiro andar para trás, como um rabo de cavalo.

País cuja economia não cresce é um país condenado ao atraso, à miséria e ao subdesenvolvimento, considerados os maiores inimigos da democracia.

O Brasil não pode prescindir do crescimento econômico: o estoque de problemas sociais acumulados, eleva-se exponencialmente, apesar da desaceleração da taxa de crescimento da população. Entendo que só a expansão da economia preencherá as condições necessária para o enfretamento e atenuação dos mesmos.

A superação dos diversos impasses atuais e o ingresso do País em uma nova etapa de expansão econômica, contínua e segura exigirão coragem e firme determinação por parte da sociedade brasileira e de seus dirigentes. A saída não é simples nem trivial e demandará enfoques criativos e destituídos de preconceitos e de várias antigas verdades.

É verdade que há uma grave crise financeira do setor público brasileiro, em todos os seus níveis e, em grande parte, ela é provocada pelo não crescimento real das receitas públicas em decorrência do pouco dinamismo da economia nacional e, mesmo assim, apesar da “des-carga” tributária asfixiante. É absolutamente indispensável que se promova o resgate do crescimento da economia e se busque a resolução dos problemas financeiros que o impedem de exercer o seu imprescindível papel dinamizador.

É mister, porém, que não se caia aqui no privatismo radical e absoluto. A privatização de empresas estatais não pode ser vista como a panaceia que irá resolver todos os problemas ou males da administração pública brasileira. É certo que a superação da crise financeira do Estado brasileiro exigirá um reposicionamento e um redimensionamento do mesmo no contexto da economia nacional. No entanto, a presença do Estado na economia ainda continua essencial e insubstituível, ainda mais quando se trata de um país com dimensões continentais como é o caso do Brasil, com alta concentração de renda e ainda por se desenvolver.

Neste sentido, o equacionamento e a solução da problemática financeira do setor público devem se efetivar no bojo de um projeto global de redefinição de seu papel na economia da País, e não a partir de medidas tópicas, superficiais e indiscriminadas que fariam agravar ainda mais a questão.

Sem a superação desses entraves, a economia brasileira continuará patinando, imersa no conjunturalismo predominante e vigorante em várias das décadas anteriores e ainda persistente nos dias atuais. Desatar esses nós é pré-condição para o seu lançamento em um novo ciclo de expansão.

Entendo ser fundamental que as decisões governamentais nacionais considerem a urgente necessidade da transformação do País em uma Nação Desenvolvida, justa e próspera. Para que isso ocorra, torna-se imprescindível que estas decisões, insubstituíveis e inadiáveis por mais tempo elejam, com destaque “o desenvolvimento em primeiro lugar”.

ANEXOS

 

Ano BRASIL – PIB – Produto Interno Bruto
Variação % anual
2001 1,39
2002 3,05
2003 1,14
2004 5,76
2005 3,20
2006 3,96
2007 6,07
2008 5,09
2009 -0,13
2010 7,53
2011 3,97
2012 1,92
2013 3,00
2014 0,50
2015 -3,55
2016 -3,28
2017 1,32
2018 1,78
2019 1,22
2020 -3,88
2021 4,62
Fonte IBGE

 

 

Ano BRASIL – PIB – Produto Interno Bruto
Em R$ do último ano
2001 5.705.571.262.839,32
2002 5.879.788.705.064,73
2003 5.946.867.039.678,57
2004 6.289.404.478.165,14
2005 6.490.799.715.835,60
2006 6.747.964.467.033,17
2007 7.157.557.178.645,18
2008 7.522.177.131.270,58
2009 7.512.713.330.239,61
2010 8.078.287.355.084,00
2011 8.399.352.671.014,98
2012 8.560.719.018.099,35
2013 8.817.953.443.393,13
2014 8.862.392.027.172,85
2015 8.548.152.573.819,58
2016 8.268.122.198.885,69
2017 8.377.498.628.924,46
2018 8.526.925.286.857,89
2019 8.631.020.100.435,99
2020 8.296.250.766.395,36
2021 8.679.489.568.000,91

Fonte: IBGE

O Brasil obteve, em 2021, um PIB-Produto Interno Bruto equivalente ao do

ano de 2008 quando medido em dólares norte-americanos correntes.

Ano BRASIL – PIB – Produto Interno Bruto
US$ (milhões correntes)
2001 559.562,59
2002 508.101,18
2003 559.465,40
2004 669.339,54
2005 892.033,25
2006 1.107.131,33
2007 1.396.797,40
2008 1.693.147,00
2009 1.672.624,76
2010 2.209.750,92
2011 2.614.482,35
2012 2.463.548,92
2013 2.468.456,41
2014 2.454.846,01
2015 1.796.167,58
2016 1.800.134,38
2017 2.063.184,62
2018 1.916.212,79
2019 1.872.799,65
2020 1.447.998,21
2021 1.608.832,34

Fonte: IBGE

 

NESTE SÉCULO, O CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA VEM DECLINANDO ANO

A ANO. DE UMA TAXA DE CRESCIMENTO DE 1,40% EM 2001, O PAÍS EXPERIMENTARÁ

DAQUI PARA FRENTE CRESCIMENTO INFERIOR A 0,70% AO ANO.

Ano Brasil – População
(mil)
2000 173.766
2001 176.209
2002 178.499
2003 180.708
2004 182.865
2005 184.991
2006 187.062
2007 189.038
2008 191.010
2009 192.981
2010 194.891
2011 196.604
2012 198.315
2013 200.004
2014 201.718
2015 203.476
2016 205.157
2017 206.805
2018 208.495
2019 210.147
2020 211.756
2021 213.318

Fonte: IBGE

SEJA EM DÓLARES AMERICANOS CORRENTES OU EM REAIS, A RENDA PER CAPITA DOS BRASILEIROS DESPENCOU LITERALMENTE E ENCONTRA-SE, ATUALMENTE, EM NÍVEIS

EQUIVALENTES AO ANO DE 2007. NESSE MESMO PERÍODO, A RENDA PER CAPITA

MUNDIAL EXPERIMENTOU CRESCIMENTO EXPRESSIVO.

BRASIL – RENDA PER CAPITA

Ano                                                        Em US$ corrente

2001 3.175,57
2002 2.846,52
2003 3.095,96
2004 3.660,29
2005 4.822,03
2006 5.918,54
2007 7.388,97
2008 8.864,17
2009 8.667,31
2010 11.338,41
2011 13.298,23
2012 12.422,41
2013 12.342,02
2014 12.169,72
2015 8.827,43
2016 8.774,44
2017 9.976,49
2018 9.190,69
2019 8.911,85
2020 6.838,06
2021 7.541,96

Fonte: IBGE

Ano BRASIL – RENDA PER CAPITA
Em R$ do último ano
2001 32.379,63
2002 32.940,13
2003 32.908,65
2004 34.393,69
2005 35.087,08
2006 36.073,49
2007 37.863,01
2008 39.381,01
2009 38.929,83
2010 41.450,35
2011 42.722,24
2012 43.167,29
2013 44.088,84
2014 43.934,66
2015 42.010,68
2016 40.301,52
2017 40.509,22
2018 40.897,52
2019 41.071,32
2020 39.178,41
2021 40.688,10

Fonte: IBGE

EM 2021, A AGROPECUÁRIA DETEVE NO SÉCULO A SUA MAIOR PARTICIPAÇÃO RELATIVA NO PIB –  PRODUTO INTERNO BRUTO NACIONAL

Data
BRASIL – AGROPECUÁRIA – Preços correntes

-Participação % no PIB total – 2001 a 2021

2001 5,64
2002 6,42
2003 7,20
2004 6,67
2005 5,48
2006 5,14
2007 5,18
2008 5,41
2009 5,24
2010 4,84
2011 5,11
2012 4,90
2013 5,28
2014 5,03
2015 5,02
2016 5,66
2017 5,34
2018 5,15
2019 4,89
2020 6,82
2021 8,09

Fonte: IBGE

A INDÚSTRIA CONTINUA PERDENDO PARTICIPAÇÃO RELATIVA NO PIB – PRODUTO INTERNO BRUTO NACIONAL E REPRESENTA APENAS QUASE 1/3 DO TOTAL.

Data
BRASIL – INDÚSTRIA – Preços correntes

-Participação % no PIB total – 2001 a 2021

2001 26,59
2002 26,37
2003 26,96
2004 28,63
2005 28,47
2006 27,68
2007 27,12
2008 27,33
2009 25,59
2010 27,38
2011 27,17
2012 26,03
2013 24,85
2014 23,79
2015 22,52
2016 21,23
2017 21,12
2018 21,85
2019 21,80
2020 20,49
2021 22,15

Fonte: IBGE

 

A INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO NO BRASIL ATINGIU, EM 2021, UM DOS NÍVEIS MAIS BAIXOS DE PARTICIPAÇÃO RELATIVA NO PIB – PRODUTO INTERNO BRUTO NACIONAL

Data
BRASIL – INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO – Preços correntes

-Participação % no PIB total – 2001 a 2021

2001 15,37
2002 14,48
2003 16,88
2004 17,79
2005 17,36
2006 16,59
2007 16,60
2008 16,52
2009 15,27
2010 14,97
2011 13,86
2012 12,55
2013 12,27
2014 12,01
2015 12,24
2016 12,48
2017 12,45
2018 12,27
2019 12,01
2020 11,19
2021 11,33

Fonte: IBGE

 

O SETOR DE SERVIÇOS CONTINUA DETENDO MAIS DE 2/3 DE PARTICIPAÇÃO RELATIVA NO PIB – PRODUTO INTERNO BRUTO NACIONAL

Data
BRASIL – SERVIÇOS – Preços correntes

-Participação % no PIB total – 2001 a 2021

2001 67,78
2002 67,22
2003 65,83
2004 64,69
2005 66,05
2006 67,18
2007 67,70
2008 67,26
2009 69,18
2010 67,78
2011 67,72
2012 69,07
2013 69,87
2014 71,18
2015 72,46
2016 73,11
2017 73,54
2018 73,00
2019 73,31
2020 72,69
2021 69,75

Fonte: IBGE