Discurso populista de governar
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Paulo Cesar de Oliveira*

O populismo não vai nos levar a lugar algum. A eleição ficou para trás, há um candidato legitimamente eleito e o Brasil precisa, com urgência, começar a tratar de seus problemas de uma forma mais objetiva, sem radicalismos de um lado e choro de outro.

As ocupações de vias urbanas e estradas, subliminarmente estimulada por quem tem o dever de manter a ordem e o respeito à Constituição e o choro populista de quem deveria se preparar para governar para todos, mostram que o país tem ainda muito a superar antes de iniciar um processo real, não fantasioso de recuperação. E nenhum processo pode se iniciar se não for colocada ordem na casa. Para ser claro, estou me referindo à sublevação de alguns setores – talvez seja melhor dizer de algumas pessoas suficientemente ricas para comprar acompanhantes – que insistem em contestar o resultado das urnas, sem apresentar qualquer prova ou mesmo indício de irregularidades.

Os escolhidos foram eleitos por vontade popular e cabe aos derrotados, respeito ao resultado e a ocupação legítima do espaço de oposição. Mas oposição construtiva, feita com o cérebro, não com o fígado. Se para a oposição é urgente sair das ruas, à situação é urgentíssimo sair dos palanques. O discurso populista de governar para os mais pobres, que fez Lula chorar – ou apenas verter lágrimas – não pode balizar as ações de um governo.

É preciso governar para que o país se desenvolva, que cresça e que gere oportunidade para todos. Não vamos fazer justiça social aumentando valores de auxílios que, se analisados seriamente não passam de uma esmola mais polpuda. Como falar em reduzir desníveis sociais aumentando pela inflação um salário-mínimo que corresponde a pouco mais de 20% das necessidades das famílias? A desigualdade social no país precisa ser tratada como uma doença de difícil cura. E na medida em que vamos ficando para trás no desenvolvimento tecnológico, vamos nos distanciando do projeto de melhoria da qualidade de vida e nossa população.

As promessas de trabalho para a superação da pobreza já renderam os votos necessários para a vitória de um grupo e sustentação política de outro até as próximas eleições. É hora de situação e oposição trabalharem com seriedade e choros e bravatas. Apenas respeitando o povo.

*Jornalista e escritor

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