FIEMG entende que decisão do Banco Central é bem-vinda em função de economia desaquecida

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) anunciou, em 31/07, a redução da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, para 6,00% ao ano. A taxa é a mais baixa da história.

Confira na Nota Técnica com o posicionamento da FIEMG

Após longo período de taxa Selic a 6,50% ao ano, o Copom decidiu pela redução da taxa para 6,00% ao ano, conforme anúncio realizado nesta quarta-feira (31/07). A FIEMG entende que a decisão é muito bem-vinda em função do cenário de atividade desaquecida com elevada ociosidade do emprego e da capacidade instalada, que aumentaram no primeiro trimestre do ano e não deram sinais robustos de reversão.

Ao mesmo tempo, a inflação segue baixa, com elevada possibilidade de que a variação do IPCA seja inferior à meta em 2019 e em 2020, sobretudo a partir do encaminhamento no Congresso Nacional da reforma da previdência e de avanços na discussão de questões estruturais, tais como a simplificação dos tributos no país.

A Federação avalia que, nesse momento, a redução na taxa Selic é a melhor alternativa de política de estímulo à demanda agregada, tendo em vista a precária situação fiscal em todos os níveis da administração pública. Juntamente com o avanço das melhorias no ambiente de negócios brasileiro, a redução no juro básico que se inicia permitirá estimular tanto o investimento agregado, quanto o consumo de bens duráveis pelas famílias. Com isso, espera-se que o ritmo de expansão da atividade econômica em 2020 exceda substancialmente as taxas de crescimento observadas desde 2017, determinando a superação da recessão brasileira dos anos de 2014 a 2016.