A Copasa MG (Companhia de Saneamento de Minas Gerais – B3: CSMG3) fechou o exercício de 2018 com lucro líquido de R$ 578,7 milhões, 3,3% superior aos R$ 560,4 milhões de 2017. A receita líquida de água, esgoto e resíduos sólidos alcançou R$ 4,17 bilhões, um crescimento de 4,4% em relação ao ano de 2017. Os custos e despesas, que representam o somatório dos custos dos serviços vendidos, despesas com vendas e administrativas (excluindo-se os custos de construção) alcançaram R$ 3,26 bilhões em 2018, contra R$ 3,02 bilhões em 2017. O EBITDA foi de R$ 1,49 bilhão em 2018.
 
“A empresa manteve, em 2018, a sustentabilidade econômico-financeira, com a continuidade da política de ajuste de custos, refletindo nos bons resultados do último trimestre, em que os custos cresceram em proporção inferior à receita”, ressalta o diretor Frederico Delfino.
 
A Companhia encerrou o ano de 2018 com 638 concessões de água e o número de unidades consumidoras (economias) de água passou de 5,16 milhões em 2017 para 5,23 milhões em 2018. A extensão da rede de água foi expandida em 1,8 mil km e alcançou o patamar de 54,9 mil km em 2018. Quanto aos serviços de esgotamento sanitário, a empresa encerra 2018 com 307 concessões. O número de economias atendidas com esse serviço teve alta, passando de 3,48 milhões em 2017 para 3,61 milhões em 2018. A extensão da rede de esgoto foi expandida em 1,5 mil km e alcançou o total de 28,1 mil km em 2018.
 
Em 2018, os investimentos totalizaram R$ 732 milhões, considerando a Copasa e a Copanor conjuntamente. “Esses investimentos garantiram obras importantes, como a de Pacuí, que acabou com o racionamento de água em Montes Claros”, destaca o diretor Frederico Delfino.
 
Ciclo 2015 – 2018
 
O ano de 2018 encerra um ciclo de grandes desafios. Mas, apesar das dificuldades, a Copasa reequilibrou sua situação econômico-financeira, entregou grandes obras e superou problemas de desabastecimento de água.
 
A crise hídrica, que atingiu a Região Sudeste em 2015, foi um dos principais desafios a ser superado naquele momento. Na ocasião, o sistema Paraopeba contava com apenas cerca de 30% de sua capacidade de reservação, o que exigia medidas rápidas. A acertada medida de construção da captação de água do Rio Paraopeba, cuja operação teve início em dezembro de 2015, foi fundamental para combater a escassez hídrica que afetava a região. No interior do Estado, a Companhia também solucionou problemas de abastecimento de água, por meio de investimentos em fontes alternativas de captação. Um exemplo são as obras da captação do Rio Pacuí, em Montes Claros, finalizadas no segundo semestre de 2018, que garantiram o fim do racionamento que há anos afetava a população daquela região. Em relação a esgotamento sanitário, foram construídas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) em diversas cidades, com destaque para os municípios de Conselheiro Lafaiete e Divinópolis.
 
No que se refere a aspectos econômico-financeiros, foram implantadas, a partir de 2015, ações de redução de custos, de eficiência operacional e de revisão da gestão empresarial. A Companhia passou por reestruturação organizacional, com redução de unidades e revisão de processos. Foram extintas diretorias, departamentos e houve fusão de unidades e redução de quase 25% dos cargos comissionados. Um plano de demissão voluntária e incentivada foi implementado com sucesso em 2015. Houve também maior rigor no controle na contratação de serviços, nos gastos com materiais e na gestão de contratos, a partir da implantação da Gestão Colegiada em 2016.
 

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