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Despenca a competitividade mineira

Até o final dos anos 1980, a economia de Minas Gerais era a 2ª maior entre os estados brasileiros, sendo superada apenas por São Paulo.

Desde então, o PIB-Produto Interno Bruto estadual vem, por múltiplas razões, perdendo dinamismo e passou a ocupar o terceiro lugar, superada pelo Rio de Janeiro. Uma produção concentrada em matérias primas – commodities – com baixa diversificação e dependente dos humores do mercado internacional, além da reduzida capacidade de atração de novos investimentos estruturantes, entre vários outros fatores, justificam esse declínio.

A participação relativa da economia mineira no PIB nacional chegou a 10,5%, alcançou 8,7% e conseguiu atingir 9,3% – graças, principalmente, à grande valorização das commodities – as quais é grande exportador.

Confirmando todas as expectativas anteriores que foram amplamente divulgadas por esta publicação, a consultoria britânica EIU (Economist Inteligence Unit) – unidade de pesquisa da renomada revista britânica The Economist e em parceria com o brasileiro CLP (Centro de Liderança Pública) acaba de divulgar o “3º Ranking de Competitividade dos Estados Brasileiros” com a revelação de que os Estados sulistas – Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina – passaram Minas Gerais em ambiente de negócios e competitividade por investimentos no país, no período entre 2012 e 2013. Com o resultado, Minas caiu de 3º para o 6º lugar no ranking de competitividade estadual.

O estudo, de acordo com o CLP – uma organização apartidária e sem fins lucrativos, desde a sua primeira edição, em 2011, o índice oferece visualização comparativa dos ambientes operacionais de negócios em 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, estimulando o debate sobre os fatores que afetam essas operações.

A liderança do ranking divulgado, de acordo com os pesquisadores do estudo, continua com São Paulo, sendo o mesmo seguido por Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais.

Não houve mudança entre os dois primeiros classificados e a grande reviravolta ocorreu exatamente com os resultados do terceiro lugar, ocupado nas pesquisas anteriores por Minas Gerais, que passou a ocupar o 6º lugar, perdendo, assim, três relevantes posições.

O ranking avalia os Estados 26 itens em oito eixos distintos de acordo com o ambiente político, econômico, infraestrutura, regulação, recursos humanos, criminalidade, inovação e sustentabilidade.

O período pesquisado foi de abril de 2013 a abril deste ano. Cada Estado recebe uma nota, que vai de 0 a 100.

Apenas São Paulo obteve a nota acima de 75, considerada de alta competitividade.

Minas Gerais obteve 60,2 e a sua diferença para São Paulo é de 17 pontos – equivalentes a 22% menos que o líder.

De acordo com o estudo, “com nota 60,2 (62,8 em 2012), Minas perdeu espaço devido a estagnação da indústria e ao aumento do índice de criminalidade. Como um todo, o Estado teve crescimento econômico abaixo de 2% em 2013/2014 (mesmo índice de São Paulo e dentro da média nacional)”. E acrescenta: “Minas apresenta homicídios entre 20 e 24,99 mortes por 100 mil habitantes, perdendo para Maranhão, Acre, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Piauí”.

 

Posição de Minas Gerais no ranking global brasileiro

 De acordo com o estudo divulgado, apesar de Minas liderar a atração de investimentos estrangeiros, a situação do Estado não é nada confortável quando se compara a política de impostos praticada localmente – item em que se posicionou em 8º lugar no ranking nacional – mesma posição alcançada em relação à questão de sustentabilidade.

Minas é, atualmente, um dos Estados com a maior cunha fiscal do país, o que desestimula a vinda de novos investimentos e afugenta as empresas locais para outros Estados. Os piores desempenhos de Minas Gerais ficaram por conta do quesito infraestrutura (10ª posição em nível nacional) e em relação ao ambiente econômico – 11º lugar.

De acordo com o presidente do CLP, Luiz Felipe D’Ávila, a classificação de Minas em 11º lugar no ambiente econômico é decorrente, entre outros fatores, à queda do poder de compra.

“No Brasil, o consumo do varejo cresceu 4,3%, enquanto no Estado avançou apenas 0,9%. E isso é resultado das atividades que encolheram, como agroindústria e mineração”, acrescentou.

Conforme MercadoComum vem insistentemente divulgando ao longo dos últimos anos, Minas Gerais vem assistindo, de forma impávida e sistemática, à retração do seu PIB-Produto Interno Bruto, que vem expandindo em níveis inferiores à média nacional corroborando, assim, o declínio e a decadência de sua economia. Há de se acrescentar, ademais, outros fatores que acompanham esse processo, que já pode ser considerado histórico: a desmineirização, a reprimarização e a desindustrialização da economia mineira, o que precisa ser urgentemente revertido.

 

Impunidade atinge 40%

Pelo menos 40% dos crimes violentos (homicídio, roubo, estupro e sequestro) praticados na capital mineira não passam do registro do boletim de ocorrência. E o percentual pode ser bem superior, se for considerado que metade das apurações policiais é motivada por tráfico de drogas, crime não contabilizado como violento pelas autoridades.

Em 2014, de janeiro a maio, a diferença entre o número de crimes e o de investigações foi de 51%: foram 15.410 ocorrências de crimes violentos e apenas 7.427 inquéritos, sendo 3.602 instaurados porque houve prisão em flagrante, e não por investigação de denúncias. Em anos anteriores, constatou-se diferenças similares.

De acordo com informações divulgadas, os inquéritos mencionados anteriormente não são decorrentes apenas por crimes violentos, mas também por casos de furtos, agressões e tráficos de drogas, o que faz com que a falta de solução para os casos seja ainda bem mais alarmante.

 

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