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Inimá Rodrigues Souza

A uva Sauvignon Blanc é, por títulos, e, sobretudo, por todos os méritos, a uva branca do verão. Alegre, festiva,
vibrante, ela comporta os mais variados epítetos, desde que possam descrever os seus traços típicos que a distanciam
de qualquer outra cepa branca, mundo a fora. Originária de Bordeaux, esse berço, no entanto, é reivindicado pelo Vale
do Loire, também na França.

Inda que a Borgonha seja a lembrança imediata quando o assunto é vinho branco francês, a Sauvignon é a grande
estrela branca na região vinícola mais famosa, mesmo com a parceria da Sémillon para os grandes brancos de Graves e
Pessac-Leognan ou com parcelas de Muscadelle nos doces de Sauternes, Barsac et coetera.

No Loire, ao contrário, a Sauvignon Blanc navega sozinha nos diversos níveis de Sancerre, ou no mais celebrado
Pouilly-Fumé.

As suas características ímpares fê-la a “uva do sol” – ramerrão tão ao gosto de tantos – já que os seus vinhos, de aromas estimulantes e destacados, é a mais acertada companhia para o verão, como aperitivo, a qualquer hora, à beira da piscina e da praia, ou à mesa, acompanhando frutos do mar e canapés.

Versátil, a Sauvignon elabora vinhos de leves e frutados a densos e complexos, mas, altera o seu caráter dependendo
do solo e clima onde for cultivada. Em áreas mais frias e mais altas gera vinhos alegres e com exuberante acidez, como os exemplares de Bordeaux e da Itália (especialmente as áreas do Trentino-Alto-Adige e Friuli).

O melhor Sauvignon da Espanha está no noroeste do país, ou melhor, em Rueda – sua principal região de vinho branco.
Se antes havia a crença de que o carvalho, por suas notórias propriedades, devesse ser o estágio quase obrigatório das
cepas brancas ditas neutras, a Califórnia inovou e introduziu naquela madeira a Sauvignon. Logo, o Sauvignon Blanc de lá vem mais maduro, mais temperado.

Do lado do Velho Mundo, porém, a área de Pessac-Leognan utiliza o carvalho em seu Sauvignon, normalmente, muito
vivaz quando jovem.

Algumas outras regiões do Novo apresentam Sauvignon de aromas maduros, como em áreas da Argentina e do Chile. No entanto, a fria Casablanca e os também frios Vales de Rapel, Curicó e Maule, exibem vinhos com ótima tipicidade. Ademais, possuem elegância aromática, frutados, florais e vegetais.

A Nova Zelândia é um caso à parte. Lá está aquele que é considerado o padrão do Sauvignon Blanc do Novo Mundo, sendo, pois, referência mundial para este vinho de sabor acentuado.

Para o inglês, Hugh Johnson – um dos mais afamados escritores sobre vinhos -, “nenhuma região do mundo pode concorrer com o marcante e direto Sauvignon Blanc de Marlborough.”

No Brasil, bons Sauvignons, com boa tipicidade vêm sendo elaborados na Serra Gaúcha e na Serra Catarinense.
Como se vê, a Sauvignon Blanc está presente por quase todas as regiões vinícolas do mundo e produzindo um vinho
que é a cara do verão, para a satisfação de quantos gostam de beber alegria.

BAIRRADA
Ivo Faria é o mais recente membro da Confraria da Bairrada, tradicional entre as tradicionais confrarias portuguesas.
Assim, ele se inclui entre os poucos estrangeiros a compor o quadro daquele ente. Justo reconhecimento ao seu
curriculum.
Tim, tim.

 

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