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Nesse período de instabilidade, repleto de desafios, o executivo de finanças tem sido colocado a prova diariamente. Portanto, é necessário avaliar o cenário e refletir sobre onde e como estamos e para onde devemos ir.

Começo pela conjuntura e análise do cenário político e econômico, realçando em maior ou menor grau as suas consequências, dependendo da exposição e vulnerabilidade dos nossos diferentes setores de atividades frente à atual situação econômica.

 Estamos cansados da mais longa recessão de nossa história, mas acho que já podemos ver sinais concretos de que a agenda econômica adotada pela equipe comandada pelo ministro Henrique Meirelles começa a apresentar resultados concretos contra a recessão.  Da mesma forma, as reformas necessárias para criar uma base estável de equilíbrio fiscal e de crescimento sustentado avançam.

Vejamos alguns dados positivos que se desenham no horizonte:

  • Queda da inflação para a faixa projetada de 4% em 2017;
  • A expectativa de que a taxa de juro caia para um dígito até o fim deste ano, podendo chegar a 8,5%, algo inimaginável um ano atrás;
  • Saldo positivo de 60 mil novos postos de trabalho em abril/17, conforme o CAGED, primeiro resultado positivo para o mês desde 2014, além do indicador de emprego da FGV apresentar crescimento pela terceira vez consecutiva, chegando ao seu  maior nível desde maio de 2010;
  • Venda de veículos novos cresceu 5,5% em março e interrompeu uma sequência de 26 meses de retração. Cito a indústria automotiva porque, devido às suas características de mercado, é sempre a primeira a sentir os sinais de recessão e sempre o último setor a assinalar recuperação.

O cenário se distendia, mas, de repente, para surpresa de todos, a crise política ressurge com retumbância, cobrindo de nuvens o horizonte de curto prazo.

Como reagir a isto?

Precisamos ser maduros e exigir maturidade dos homens públicos, para separar o político do econômico. Espero que a crise política que o Brasil atravessa seja superada rapidamente, para restaurar a normalidade institucional.

Mas destaco, outrossim, que é muito importante preservar os fundamentos indispensáveis para o crescimento da economia. Quero dizer: é preciso manter a agenda econômica que vem sendo implementada, a qual começa a superar a recessão. Da mesma forma, considero essencial a continuidade das reformas em curso, mantendo-se a base para o equilíbrio das contas públicas, a modernização do País e a retomada do desenvolvimento sustentado.

Permitam-me fazer aqui uma reflexão sobre política: os problemas que estamos revirando na Operação Lava Jato e em outras ações de investigação estão de tal modo disseminados que não se pode atribuir a falha simplesmente a este ou àquele partido. Trata-se de um problema sistêmico, que cruza de alto a baixo, de lado a lado, nosso sistema político. Quando tomamos conhecimento dos bastidores do mundo político, ficamos entre chocados e desanimados. Parece que o país não tem jeito, não tem saída.

Isto me leva à segunda razão para reflexão: combater a desesperança.

Devemos compreender toda a complexa conjuntura política e todas as revelações que vêm à tona como sendo um fenômeno positivo, um processo de amadurecimento e crescimento que tem suas dores, mas que conduzirá a uma sociedade mais madura e esclarecida, com hábitos mais republicanos e respeitosos da coisa pública. Devemos espantar o desânimo e a descrença, compreendendo que se trata de uma etapa necessária de amadurecimento. E cada um de nós tem um papel nisto.

As finanças corporativas, por serem um setor sensível e essencial de cada empresa em relação a outras corporações e entidades, devem ser geridas com altos padrões de profissionalismo, performance, ética e transparência.  Os executivos financeiros devem estar imbuídos dos melhores princípios de governança e compliance, sabendo que é isto que a sociedade espera de nós. Podemos não estar conscientes disto, mas temos um papel relevante a cumprir na defesa, preservação e propagação da ética nos negócios. A cultura do jeitinho não resolve mais os desafios nacionais. Precisamos reinventar o Brasil, recompondo e, principalmente, profissionalizando as relações.

Dito isto, destaco que outra razão para refletirmos é o futuro. Todos queremos saber como serão os próximos meses e, para isto, precisamos interpretar os sinais que já se manifestam no presente. Precisamos ter serenidade e avaliar o momento sem paixões politicas ou torcida, temos que pensar no País e no futuro dos seus habitantes, nossos filhos e netos. Cabe a nós darmos o exemplo e procurar fazer um pais melhor!

A nova diretoria do IBEF-MG, recém empossada para o biênio 2017/2019, a qual tenho a honra de presidir pelo segundo mandato consecutivo, assumiu o compromisso de fazer do Instituto um ponto de contato de profissionais engajados, movidos pela ética e cidadania, comprometidos com o desenvolvimento sustentável, com a boa governança e normas de compliance.

Para isto o IBEF será um espaço aberto e democrático de diálogo e convivência, uma rede de contatos que estimule a reflexão e boas práticas. Isto só se realizará com a participação ativa de vocês, cidadãos e executivos que querem renovar a vida e as práticas nacionais que são a razão de ser do IBEF e desta diretoria.

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