Colonia del Sacramento – Patrimônio da Humanidade no Uruguai
Colonia del Sacramento – Patrimônio da Humanidade no Uruguai
Colonia del Sacramento – Patrimônio da Humanidade no Uruguai
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Paulo Queiroga

Sob o ponto de vista do turismo, o Uruguai não pode ser considerado um destino tradicional para o público brasileiro, exceto, talvez, o balneário de Punta Del Leste e a capital, Montevidéu, onde o turista encontra boa infraestrutura e boa gastronomia.

Mas, o Uruguai revela surpreendentes experiências, que valem ser vividas, como Colônia del Sacramento, este pequeno vilarejo extremamente charmoso, capital do departamento de Colônia, à beira norte do Rio da Prata. A cidade foi fundada em 1680, pelo então Governador do Rio de Janeiro, Almirante Manoel Lobo, período em que Espanha e Portugal disputavam palmo a Bacia do Prata.

Se você chegou de Buenos Aires ou de Montevidéu, esqueça o tumulto da cidade grande. E, principalmente, se tiver bem acompanhado, relaxe seu espírito e viaje no passado desta pequena vila colonial. A cidade possui um clima agradável e ameno o ano todo.

À primeira vista, a cidadezinha lembra um pouco a nossa Paraty. Igrejas antigas, ladeiras calçadas em pedra, azulejos, paredes de pedra maciça, o casario e as luminárias coloniais deixam marcas da colonização portuguesa. Pela localização estratégica, a Coroa portuguesa, com apoio de comerciantes do Rio de janeiro, via ali um cobiçado ponto para ampliar seus negócios com a América Espanhola. Por outro lado, a Espanha não abria mão da foz do rio da Prata para integração de seus domínios na América. Com isso, Colônia marca sua história como palco de briga centenária entre espanhóis e portugueses para o controle da península de San Gabriel.

A disputa deixou uma mistura única das tradições portuguesa e espanhola no traçado urbano e na arquitetura de Colônia. O valor histórico do conjunto lhe justificou o título de Patrimônio Mundial da Humanidade, concedido em 1995 pela UNESCO.

A partir da Puerta de La Ciudadela, estão os principais museus e atrações, muitas delas em ruínas, que, de certa forma, aumenta o clima de magia do centro histórico.

Farol e as ruínas do Convento de São Francisco Xavier.

O convento, parcialmente destruído por incêndio em 1857, ostenta um farol, que ainda direciona a navegação no Rio da Prata. Do alto, dá para ver toda a cidade e a paisagem do rio. Mas, há é preciso ter fôlego para subir os 118 degraus até o topo.

Calle de lós Suspiros

A ruela calçada em pedras alinhadas, com as típicas “capistranas” portuguesas ao centro, que liga o porto ao centro histórico, abriga as casas mais antigas do vilarejo, todas preservadas e coloridas. A lenda local afirma que subir e descer a rampa por três vezes afasta todas as possibilidades de problemas amorosos. Por garantia, subi e desci a rua três vezes três vezes.

Basílica Del Santíssimo Sacramento

A igreja, construída no século XVIII sobre uma antiga capela erigida em 1680 é a mais antiga do Uruguai. Um raio causou uma imensa explosão no edifício em 1823, quando, surpreendidos, os moradores descobriram que na sacristia ficava escondido um paiol de pólvoras das forças militares portuguesas.

Próximo ao farol, fica a Praça 25 de Maio ou, como em toda cidade espanhola, a Plaza Mayor. No seu entorno, entre árvores frondosas e floridas, estão as melhores lojas, simpáticos restaurantes e cafés e os principais museus e edifícios históricos.

Por ser um lugar muito pequeno é possível visitá-lo em um único dia, num “bate-volta”. É o que faz a maioria dos visitantes partindo do terminal de Puerto Madero, em Buenos Aires, cruzando o rio da Prata em um barco confortável, com bar e lojinha ou vindo de Montevidéu, por uma rodovia reta e plana de 177 Km.

Mas, o bom, para aproveitar o clima mágico dessa vila, é pernoitar ali, apreciar a iluminação noturna e sentir a respiração daquele conjunto histórico. Colônia encanta, não pela majestade de seu patrimônio, mas exatamente pela singeleza do centro histórico e pela estrutura de turismo romântica e delicada, transbordada pela simpatia e hospitalidade de seu povo.

Rota

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