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O Minas Gerais” de 05 de março último divulgou que “em 2012, a Cidade Administrativa proporcionou ao governo de Minas economia de R$ 110,9 milhões com a eliminação de despesas com aluguel e manutenção de serviços diversos da administração estadual”. E acrescenta que “a economia inclui os valores que deixaram de ser pagos com aluguel de imóveis onde antes funcionavam órgãos públicos, e a otimização de atividades administrativas, por exemplo”, na demanda por serviços de mensageria. O montante economizado inclui também a redução de gastos com telefonia e dados”.

Há informações de que a obra de construção da Cidade Administrativa e mais outros acréscimos e despesas posteriores custou à CODEMIG-Cia. de Desenvolvimento de Minas Gerais – em cujo balanço patrimonial se encontrava contabilizado o empreendimento, tenha atingido R$ 1,5 bilhão e isso há três anos. O governo de Minas, pelo que se sabe, não paga aluguéis nem juros à CODEMIG. Se essa empresa tivesse aplicados todos esses recursos apenas em títulos do Tesouro Nacional recebendo Selic, de quanto seria o seu retorno? Em 2012, com uma Selic média de 8,62% ela teria tido um retorno de cerca de R$ 130 milhões.

Uma outra hipótese seria ter usado esses mesmos recursos da CODEMIG para amortizar a dívida estadual junto à União e que custa anualmente aos cofres públicos de Minas Gerais IGP-DI + 7,5%. Nesse caso, a economia no pagamento dos encargos da dívida junto à União teria sido de R$ 241 milhões e, portanto, teria economizado mais do dobro do que se alerdeia e propaga como uma grande vantagem.

A Cidade Administrativa, em que pese toda a sua dimensão e beleza pode estar gerando inúmeras outras vantagens, mas não sob o ponto de vista econômico e, principalmente financeiro. E pior, notadamente para quem passa por lá após às dezenove horas, é que toda a área onde se encontra fica praticamente às escuras, pouco se vislumbrando a sua estrutura. É que o governo de Minas, buscando outras economias, não dispõe de recursos de sobra para pagar a iluminação da edificação, bem por dentro ou fora. É que também após este horário o trabalho lá exercido é proibido.

 

Dimensão faraônica

A Cidade Administrativa reúne 17.178 servidores, funcionários terceirizados e prestadores de serviços, com público flutuante médio de dois mil visitantes/dia. Com esse contingente, poderia ocupar o 220º lugar entre os 853 municípios de Minas.

São 17.665 estações de trabalho, 15.107 computadores, 11.025 telefones e 330 salas de reunião, além do auditório JK. O estacionamento é gratuito e tem capacidade para3.829 veículos e 447 vagas para motos.

Setenta e oito elevadores funcionam emtodo o complexo e o local possui a maior brigada de incêndios do Brasil, com 1.610 servidores capacidades e certificados pelo Corpo de Bombeiros. Para alimentação, os funcionários contam oito restaurantes, 52 refeitórios e copas com microondas, refrigeradores e máquinas de bebidas.

O Shopping Cidade Administrativa, instalado no Centro de Convivência, conta com 28 estabelecimentos comerciais, incluindo restaurantes, lanchonetes, casa lotérica, quiosques e lojas de vestuário, produtos importados, artigos esportivos, calçados e acessórios.

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