Chapada Diamantina – Bahia: Prolongamento da Serra do Espinhaço. Um dos principais destinos de ecoturismo do país
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Chapada Diamantina – Bahia: Prolongamento da Serra do Espinhaço. Um dos principais destinos de ecoturismo do país
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Paulo Queiroga

Em tempos de pandemia, os roteiros ecológicos e o contato com a natureza tem sido uma das mais frequentes formas de fazer turismo. A paz, o silêncio, o convívio com a vida simples, ouvir os passarinhos, apreciar as montanhas, cachoeiras, escalar os picos são uma espécie de antídoto para o estresse deste momento incertezas que o Brasileiro vive. O lado bom é que viajantes experientes deslocaram sua atenção para este imenso país descobrindo lugares, às vezes, mais conhecidos por estrangeiros, do que por nós mesmos.

Além de ser uma das importantes bacias hidrográficas do Brasil, preservada como Parque Nacional, a Chapada Diamantina reúne paisagens dignas do visitante sensível, que se encanta diante do contato com a natureza exuberante. Não há como esquecer a emoção vivida nesta região das serras baianas que, além do mais, conta com bom serviço turístico.

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O relevo de serra e planalto abriga uma das maiores altitudes da região nordeste do Brasil, com picos de mais de 2 mil metros de altitude, como os Picos do Barbado, do Itobira e o das Almas.

Em 1985 foi criado o Parque Nacional, numa área de 152 mil hectares abrangendo 24 municípios, entre eles Andaraí, Ibicoara, Iramaia, Itaetê, LençóisMucugê e Palmeiras. Nascem ali quase todos os rios das Bacias do Paraguaçu, do Jacuípe e do Rio de Contas.

Correntes de água brotam nos cumes deslizando morro abaixo formando regatos, cachoeiras e piscinas naturais transparentes, por entre broméliasorquídeas e sempre-vivas, num verdadeiro espetáculo da natureza.

As comunidades locais e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) praticam um turismo ecológico consciente na Chapada Diamantina. As principais trilhas, como a da Cachoeira da Fumaça, Aleixos e Cachoeira do Sossego tem acesso controlado. Não poderia ser de outra forma. Afinal, algumas delas recebem até 25 mil turistas por ano. Mas o espaço é tão grande e bonito, que não dá a sensação de ter muita gente.

Algumas trilhas na Chapada não fazem registro de entrada. A precariedade de recursos humanos na fiscalização e incêndios florestais põem em risco a diversidade biológica, o turismo e o abastecimento de água de Salvador. Daí, a preocupação das comunidades e entidades de pesquisa e educação ambiental da região. Essas dificuldades exigem maior consciência do viajante quanto à preservação do meio ambiente. O ideal é contratar um guia local.

Umas das atrações imperdíveis da Chapada é o tradicional Morro do Pai Inácio. São 1500 Km2 grutas, cânions gigantescos, magníficos salões subterrâneos e as mais altas e belas cachoeiras do país.

A cidade de Lençóis, uma espécie de capital da Chapada, reúne pequenas comunidades no seu entorno, algumas famosas, como a hippie Vale do Capão, as cachoeiras de Ibicoara ou a histórica Igatu. Bons restaurantes e pousadas charmosas garantem um turismo de conforto e aconchego, mas há também pousadas simples com estrutura mais modesta.

Além das atrações naturais, a histórica cidade de Mucugê foi o principal polo de extração de Diamantes no século 19 e chegou a 30 mil habitantes. Hoje, a população é de 15 mil.

Para trilheiros mais radicais, o Vale do Paty é considerado um dos roteiros de trekking mais cenográficos do país.

No verão, de dezembro a fevereiro, as cachoeiras tem maior volume de água, consequente, mais turistas. Em julho e agosto, o clima é bem seco. Uma das festas imperdíveis é o Festival de Lençóis, que acontece em outubro.

Chapada Diamantina pode ser o seu próximo destino, relativamente perto de nós.

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