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Cedido pela Secult MG para a Fundação Nacional de Artes, prédio em frente à Praça da Liberdade, que faz parte do Circuito Cultural e Turístico Liberdade, recebeu evento de inauguração nesta segunda-feira, dia 9/11

Num projeto em parceria entre a Funarte e a UFRJ, o Quinteto Sinos inaugura a agenda artística. Foto: Paulo Lacerda Situado em frente à Praça da Liberdade, em Belo Horizonte (MG), o Edifício Tancredo Neves transformou-se, a partir de 9 de novembro último, num novo espaço cultural, gerido pela Fundação Nacional de Artes: a Casa Funarte Liberdade. Conhecido como “Rainha da Sucata”, o prédio foi cedido pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais à instituição federal. Ele faz parte do Circuito Cultural e Turístico Liberdade, considerado um dos maiores conjuntos de espaços culturais do país.

A Funarte preparou para o novo espaço uma programação de música, dança, teatro, artes visuais e artes integradas, além de ações de formação nessas áreas. A agenda conta com a participação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por meio dos projetos Bossa Criativa – Arte de Toda Gente, Um Novo Olhar (UNO) e Sistema Nacional de Orquestras Sociais (Sinos), realizados em parceria pelas duas instituições, com curadoria da Escola de Música da universidade. Com área total de 1.547m², o imóvel tem quatro pavimentos e um subsolo de 258 m², com elevador e ar condicionado. Abriga um teatro de arena para 400 espectadores.

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O Ministério do Turismo (Mtur) e a Secretaria Especial da Cultura (Secult) – Governo Federal apoiaram a revitalização do edifício. A ideia da Funarte é que o prédio torne-se um polo artístico e um marco simbólico para um novo tempo, no qual a instituição pretende se aproximar mais da cadeia produtiva das artes. Também planeja incluir as inovações da era da tecnologia da informação, aliando artes digitais online a atividades presenciais.

O presidente da Fundação Nacional de Artes, Lamartine Holanda (representado no evento pela coordenadora da Funarte MG, Fabiane Aguiar), comenta: “A Casa Funarte Liberdade é o mais novo espaço nacional das artes em terras mineiras, em endereço emblemático da pós-modernidade. Sua arquitetura diferente e o aproveitamento de materiais metálicos, com cores fortes, não combinavam com os prédios nos arredores da Praça da Liberdade. Obra da arte traquina, que provoca e sugere; e que se reinventa de tempos em tempos. Podemos até utilizar uma figura de linguagem em pensamento: colocar sob uma mesa estilo Luiz XV uma obra de Carlos Sobral – o que, no mínimo, chamaria a atenção tanto para a mesa quanto para a peça. Nossa nova casa será moldura para a exposição múltipla e plural; e para o diferente das artes mais conhecidas. Um espaço para velhos e novos saberes.

Agradecemos o apoio de todos e a parceria de sucesso com o Governador do Estado de Minas Gerais, Romeu Zema, e com o Secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, que compartilham com a Funarte, o Ministério do Turismo e a Secretaria Especial de Cultura, a vontade e a ação efetiva, capazes de amplificar as artes, em Minas Gerais e no Brasil”, conclui o presidente. Evento marcante para Minas Gerais e para as artes do Brasil A inauguração da Casa Funarte Liberdade contou com apresentações de música de concerto, teatro, dança contemporânea com poesia e hip-hop, agendas dos projetos da parceria da Fundação com a UFRJ, no Programa Funarte de Toda Gente – cujo foco é o estímulo à economia criativa, à cidadania, à inclusão, à diversidade cultural e à democratização e difusão das artes e do turismo.

Foi montada uma exposição da pintora, desenhista e gravadora mineira Yara Tupinambá, organizada pela Funarte MG, especialmente para a ocasião. Pelo Sistema Nacional de Orquestras Sociais, o Quinteto Sinos, sob Regência do Maestro Marcelo Ramos, tocou uma música composta especialmente para o projeto, entre outras peças de concerto. Pelo Bossa Criativa, Kdu dos Anjos e Favelinha Dance apresentaram música, dança e poesia hip hop.

Já o projeto UNO trouxe o ator e bailarino Oscar Capucho, artista cego que pesquisa o movimento coreográfico da pessoa com essa deficiência. Ele apresentou um solo de teatro e dança contemporânea.   No evento, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, agradeceu ao governador Romeu Zema e ao secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, pelo trabalho conjunto entre Governo de Minas e o Ministério do Turismo (MTur) para que o projeto se transformasse em realidade. “Esse prédio vai, sem dúvida, fomentar várias atividades culturais na capital, mostrando a parceria consolidada entre Governo Federal e Governo do estado, que gentilmente cedeu o imóvel para que houvesse o investimento com aporte de cerca de R$ 1,7 milhão, proporcionando ao cidadão, não somente belo-horizontino, mas a todos que visitam nosso estado e nossa capital, mais um espaço cultural para ser desfrutado na cidade”, declarou o ministro.

Também estiveram presentes o Governador do Estado de Minas Gerais, Romeu Zema;  a coordenadora da Funarte MG, Fabiane Aguiar, representando o presidente da Funarte, Lamartine Holanda; o secretário de estado de cultura e turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira; vice-diretor da Escola de Música da UFRJ, Maestro Prof. Marcelo Jardim – coordenador dos projetos Funarte/UFRJ; o diretor do Centro da Música da Fundação, Bernardo Guerra; o diretor do Centro de Programas Integrados da Funarte, Álvaro Lima; a coordenadora da Funarte SP, Ivone dos Santos; o coordenador da Funarte Brasília, Diogo Brandão; e a artista visual Yara Tupynambá; além de muitos jornalistas (em ampla cobertura da imprensa); e de servidores e colaboradores do Governo Mineiro, do MTur e da Funarte. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, falou sobre um decreto estadual, que passa a reger o Circuito Liberdade e o expande, para alcançar, de forma integrada, equipamentos culturais do Estado de Minas Gerais e de seus parceiros, presentes na área definida pelo projeto urbanístico original de Belo Horizonte, datado de 1895. “Com esse projeto pretendemos aumentar o número de opções culturais e turísticas à população e tornar o Circuito Liberdade mais atrativo, dentro do contexto de reativação da economia mineira, que depende muito das atividades culturais”, observou o governador.   O Edifício Tancredo Neves, agora Casa Funarte LiberdadeAssinado por Sylvio de Podestá e Éolo Maia, o projeto arquitetônico do Edifício Tancredo Neves é da década de 1980.

Situado na Avenida Bias Fortes, o edifício se destaca pela concepção ousada e pelo uso de materiais variados e cores fortes nas fachadas, em estilo pós-modernista. “A diversidade de elementos, formas e cores revela a opção arquitetônica pelo emprego de materiais marcadamente regionais, como o quartzito, a ardósia, a pedra-sabão e o aço produzido nas siderúrgicas mineiras”, informa o site do Circuito Liberdade. Ele acrescenta que a altura e o volume da construção acompanham as dimensões dos prédios históricos que compõem o conjunto arquitetônico da Praça da Liberdade, buscando um diálogo com seu entorno imediato. Inaugurado em 1990, em referência a uma telenovela transmitida naquele ano, o prédio recebeu o apelido de “Rainha da Sucata”. O imóvel já abrigou diferentes serviços. Já em 1991, foi transformado no Museu de Mineralogia Professor Djalma Andrade, com vasto acervo.

Este, em 2010, foi transferido para outro local e a edificação converteu-se em sede do então Circuito Cultural Liberdade. Em 2017, tornou-se o Centro de Informação ao Visitante do Circuito Liberdade. Para o secretário de estado de cultura e turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, o edifício cedido pela Secult – MG é o mais representativo da pós-modernidade na arquitetura e na arte do estado. “Firmar mais essa parceria com a Funarte intensifica a transversalidade entre cultura e turismo, fortalecendo o Circuito Liberdade e seus desdobramentos.

A nova configuração do Circuito Cultural e Turístico Liberdade reúne mais de 40 espaços culturais no hipercentro de Belo Horizonte e a vinda da Funarte, criando a Casa Funarte Liberdade, vem complementar esse cenário”, explicou. “Ela se tornará um lugar de fruição das artes de forma ampla, tanto para os mineiros quanto para pessoas de outros estados, além de ser também um espaço para a formação de artistas, nas mais variadas áreas. Minas Gerais tem muita honra e alegria em receber a Funarte, sobretudo na centralidade das políticas públicas para a cultura e turismo de Minas”, completou o secretário.

Um novo centro de referência De acordo com Fabiane Aguiar, coordenadora da Funarte MG, nesta nova configuração do espaço a Fundação pretende que ele se torne um centro de referência para música, artes visuais, circo, dança, teatro e artes da era digital, trazendo ainda para perto do público o teatro e a dança de rua, o movimento soul e o hip hop, entre outras manifestações de cultura popular. “Nesse contexto de pandemia é ótimo podermos utilizar um espaço como este, aberto, muito acessível ao público e com uma programação que vai transitar da música clássica às artes populares”, comemorou a coordenadora. A Funarte informou que a programação começará dia 21 de novembro, com agenda aos finais de semana, sábados às 17h e domingos às 11h, encerrando, neste ano, dia 19 de dezembro.​​​​​​​​​​​​

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