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Paulo Queiroga

A cena já é comum: Basta andar pelas ruas de Lisboa e logo, logo, você encontra um casal, família ou grupo de brasileiros fazendo turismo. Aliás, a invasão de turistas brasileiros não tem acontecido somente em Portugal. Atualmente, tal qual os japoneses pelo mundo afora, este personagem típico é encontrado nos principais destinos mundiais e não é difícil localizá-lo. Via de regra, a diferença de comportamento do turista brasileiro em relação aos japoneses, é o volume da voz e as risadas generosas anunciando de longe que são brasileiros.

De destino de segunda classe a roteiro exclusivo

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Comparado aos roteiros charmosos da França e da Itália, ao nobre ambiente da Inglaterra ou à infraestrutura de serviço turístico da Espanha, Portugal já foi considerado como destino europeu de segunda classe pelo turista brasileiro.
Até a década de 90, o movimento de turistas brasileiros em Portugal era relativamente pequeno. Raramente cruzava-se o Atlântico tendo a Lusitânia de Camões e de Pessoa como destino exclusivo. Para alguns, o país nem era considerado Europa. Dizia-sejocosamente:
“Vou a Portugal e depois vou conhecer a Europa”. Havia certo número de brasileiros na rota, não para fazer turismo, mas para fugir das crises recorrentes e para tentar a vida pelo portão ocidental da Europa.

Mudança de cenário
Ao lado do crescimento de turistas brasileiros, os imigrantes brasileiros e africanos em Portugal estão voltando aos seus países por falta de oportunidades, devido à crise econômica nos países da Comunidade Européia.

Estímulo ao retorno de imigrantes
De acordo com o Observatório Internacional das Migrações – OIM – os brasileiros são a maioria a se candidatar ao Programa de Retorno Voluntário – PRV. O programa, financiado pelo Fundo Europeu de Regresso e pelo governo português, estimula o retorno de estrangeiros por meio de financiamento da viagem de volta do imigrante.

A iniciativa visa minimizar a carência de emprego para o nativo e reduzir os índices oficiais de desemprego e mão de obra de reserva. O PRV impõe ao imigrante um período de interdição de três anos, e no caso de retorno antes do prazo, ele fica sujeito a ressarcir ao Estado o valor financiado.

Língua e vínculos históricos

Hoje, o cenário das migração e viagens de turismo se polariza em sentido inverso dos anos 90. Com o surgimento
no Brasil de novos consumidores de turismo exportativo, o brasileiro redescobriu Portugal e passou a tratá-lo como
destino turístico de categoria. Atualmente é comum ver nos aeroportos brasileiros turistas que tem Portugal como único
destino da Europa.

Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas – INE – daquele país, o Brasil foi o mercado emissor que mais enviou turistas
para a hotelaria portuguesa. O número de pernoites de brasileiros cresceu 17.9% em novembro de 2011, em comparação ao mesmo período do ano anterior. O turismo proveniente do Brasil foi também o que mais cresceu em Portugal no mesmo período.

Entre os facilitadores estão, sem dúvida, a língua e a ampliação do número de vôos Brasil/Portugal. Mas o que, no
fundo, tem fascinado o turista brasileiro no país lusitano é o sentimento de pátria mãe que nos invade ao desembarcar ali.

Os monumentos históricos de Portugal nos revelam sempre uma página da nossa História, nossas origens e ressaltam,
por outro lado, as diferenças criadas ao longo de cinco séculos de mistura de culturas. A singeleza do cidadão português
comum e a religiosidade do seu povo fazem nos sentir meio em casa. Ao mesmo tempo, a suntuosidade das igrejas e
castelos medievais nos inspira e nos invade com atrativos em dimensões praticamente inexistentes no Brasil.

Certas paisagens urbanas de Lisboa nos remetem ao Rio de Janeiro antigo. Passear pelas ruelas das católicas cidadezinhas do interior de Portugal, com os sinos tocando nas horas cheiras, nos lembra o interior de Minas. O litoral português é como as praias de santa Catarina, até na semelhança da comida.

A conjuntura geo política econômica no Brasil relativamente aos países da Comunidade Européia consolida Portugal
como destino exclusivo para o novo turista brasileiro. Em muitos roteiros locais em Portugal, são os brasileiros que,
praticamente sustentam a cadeia produtiva do turismo.

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A cena já é comum: Basta andar pelas ruas de Lisboa e logo, logo, você encontra um casal, família ou grupo de brasileiros fazendo turismo. Aliás, a invasão de turistas brasileiros não tem acontecido somente em Portugal. Atualmente, tal qual os japoneses pelo mundo afora, este personagem típico é encontrado nos principais destinos mundiais e não é difícil localizá-lo. Via de regra, a diferença de comportamento do turista brasileiro em relação aos japoneses, é o volume da voz e as risadas generosas anunciando de longe que são brasileiros.

De destino de segunda classe a roteiro exclusivo

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Comparado aos roteiros charmosos da França e da Itália, ao nobre ambiente da Inglaterra ou à infraestrutura de serviço turístico da Espanha, Portugal já foi considerado como destino europeu de segunda classe pelo turista brasileiro.
Até a década de 90, o movimento de turistas brasileiros em Portugal era relativamente pequeno. Raramente cruzava-se o Atlântico tendo a Lusitânia de Camões e de Pessoa como destino exclusivo. Para alguns, o país nem era considerado Europa. Dizia-sejocosamente:
“Vou a Portugal e depois vou conhecer a Europa”. Havia certo número de brasileiros na rota, não para fazer turismo, mas para fugir das crises recorrentes e para tentar a vida pelo portão ocidental da Europa.

Mudança de cenário
Ao lado do crescimento de turistas brasileiros, os imigrantes brasileiros e africanos em Portugal estão voltando aos seus países por falta de oportunidades, devido à crise econômica nos países da Comunidade Européia.

Estímulo ao retorno de imigrantes
De acordo com o Observatório Internacional das Migrações – OIM – os brasileiros são a maioria a se candidatar ao Programa de Retorno Voluntário – PRV. O programa, financiado pelo Fundo Europeu de Regresso e pelo governo português, estimula o retorno de estrangeiros por meio de financiamento da viagem de volta do imigrante.

A iniciativa visa minimizar a carência de emprego para o nativo e reduzir os índices oficiais de desemprego e mão de obra de reserva. O PRV impõe ao imigrante um período de interdição de três anos, e no caso de retorno antes do prazo, ele fica sujeito a ressarcir ao Estado o valor financiado.

Língua e vínculos históricos

Hoje, o cenário das migração e viagens de turismo se polariza em sentido inverso dos anos 90. Com o surgimento
no Brasil de novos consumidores de turismo exportativo, o brasileiro redescobriu Portugal e passou a tratá-lo como
destino turístico de categoria. Atualmente é comum ver nos aeroportos brasileiros turistas que tem Portugal como único
destino da Europa.

Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas – INE – daquele país, o Brasil foi o mercado emissor que mais enviou turistas
para a hotelaria portuguesa. O número de pernoites de brasileiros cresceu 17.9% em novembro de 2011, em comparação ao mesmo período do ano anterior. O turismo proveniente do Brasil foi também o que mais cresceu em Portugal no mesmo período.

Entre os facilitadores estão, sem dúvida, a língua e a ampliação do número de vôos Brasil/Portugal. Mas o que, no
fundo, tem fascinado o turista brasileiro no país lusitano é o sentimento de pátria mãe que nos invade ao desembarcar ali.

Os monumentos históricos de Portugal nos revelam sempre uma página da nossa História, nossas origens e ressaltam,
por outro lado, as diferenças criadas ao longo de cinco séculos de mistura de culturas. A singeleza do cidadão português
comum e a religiosidade do seu povo fazem nos sentir meio em casa. Ao mesmo tempo, a suntuosidade das igrejas e
castelos medievais nos inspira e nos invade com atrativos em dimensões praticamente inexistentes no Brasil.

Certas paisagens urbanas de Lisboa nos remetem ao Rio de Janeiro antigo. Passear pelas ruelas das católicas cidadezinhas do interior de Portugal, com os sinos tocando nas horas cheiras, nos lembra o interior de Minas. O litoral português é como as praias de santa Catarina, até na semelhança da comida.

A conjuntura geo política econômica no Brasil relativamente aos países da Comunidade Européia consolida Portugal
como destino exclusivo para o novo turista brasileiro. Em muitos roteiros locais em Portugal, são os brasileiros que,
praticamente sustentam a cadeia produtiva do turismo.

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