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O Brasil, repetiu os resultados medíocres alcançados na Copa do Mundo realizada no país. Assim como a Copa, o ano de 2014 vai entrar na história da economia brasileira como um dos mais fartos em péssimos resultados e na obtenção de vários recordes, como os déficits de uma maneira em geral, incluindo tanto as contas públicas quanto as com o exterior, registrando-se por outro lado, um desempenho absolutamente sofrível em relação aos principais indicadores macroeconômicos, entre os quais, a constatação de um PIB per capita negativo. Em síntese, foi como se o país estivesse o tempo inteiro do ano passado correndo numa esteira e ao final verifica-se que ele não avançou e, ainda, andou literalmente para trás.
Apesar de ter tido essa lamentável atuação, ainda assim o Brasil continuará posicionado na sétima colocação do ranking das maiores economias mundiais.
EXTERIOR O déficit com o exterior foi o maior desde 2001. O saldo da balança de transações correntes fechou 2014 apresentando um resultado negativo de US$ 90,9 bilhões – o maior de todos os tempos – equivalente a 4,17% do PIB. Os investimentos estrangeiros diretos não foram suficientes para cobrir o rombo nas contas externas e totalizaram US$ 62,5bilhões. Já o fraco desempenho da balança comercial teve em 2014 seu primeiro déficit deste século e foi considerado o principal fator que levou o país ao déficit recorde nas transações correntes.
Também houve piora na conta de serviços. O déficit anual subiu de US$ 47,1 bilhões para US$ 48,7 bilhões. Os brasileiros gastaram no exterior US$ 25,6 bilhões em 2014 – US$ 18,7 bilhões a mais do que os estrangeiros gastaram no Brasil. E isso, num ano de realização da Copa do Mundo no Brasil.PRIMEIRO DÉFICIT PRIMÁRIO NAS CONTAS PÚBLICAS EM 18 ANOS O governo federal fechou o ano de 2014 contabilizando o primeiro rombo nas contas intituladas de governo central – isto é, aquelas que registram o desempenho do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – isto é, apuradas desde o início da série histórica, iniciada em 1997.
O déficit primário da União chegou a R$ 17,24 bilhões, equivalente a 0,34% do PIB.
Quando se consolida os resultados da União com os dos Estados e Municípios o rombo aumentou significativamente e atingiu R$ 33,6 bilhões – equivalendo a 0,63% do PIB, o pior já registrado.
Em 2013 o setor público registrou superávit primário de R$ 91,3 bilhões – ou 1,88% do PIB. Já o resultado nominal das contas públicas alcançou o chocante índice de 6,7% do PIB, recorde absoluto deste novo século. O motivo do rombo? A resposta está no aumento das despesas federais, prática corrente durante todo o 1º mandato de Dilma Rousseff. 
 
 
Menor e pior em 12 anos: criação de empregos formais
 
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, em 2014 a criação de empregos com carteira assinada teve o pior resultado da série histórica iniciada em 2002. Foram gerados apenas 396,9 mil novos postos de trabalho – resultado 64,5% inferior ao do ano anterior, quando o saldo atingiu 1,117,2 milhão de vagas.
Em dezembro último o mercado de trabalho registrou encolhimento de 555 mil vagas e foi considerado o pior resultado para o mês desde 2008, quando ocorreu a crise financeira internacional. No mês, houve 1,176 milhão de admissões e 1,732 milhão de demissões.
As demissões na indústria e naconstrução civil foram as principais responsáveis pelo fraco desempenho do mercado de trabalho em 2014.
No primeiro mandato Dilma Rousseff o Brasil contabilizou 4,761 milhões de novas vagas, contra 7,403 milhões do 2º mandato de Lula e, portanto, um resultado 35,7 inferior. 
 
 
Pior desempenho em 12 anos: venda de carros caiu 7,4% em 2014
 
No acumulado do ano, a queda nos emplacamentos de carros de passeio e comerciais leves no Brasil foi de 7,4%, sendo considerada a maior já verificada desde 2002. É o segundo ano consecutivo de retração no setor – em 2003 houve queda de 4%.
Foram licenciados 3,33 milhões de automóveis no ano passado.
Várias razões explicam o declínio das vendas de veículos: o aperto no crédito e aumento nas taxas de juros, resultado do mau momento da economia nacional; realização da Copa do Mundo. 
 
Brasil pagou R$ 311,4 bilhões de juros em 2014
 
Os juros totais pagos pelo governo – considerando-se todas as esferas públicas – União, Estados e Municípios totalizaram em 2014 311,4 bilhões e corresponderam a 6,07% do PIB – ante 5,14% em 2013 Já os juros sobre a dívida pública pagos apenas pelo governo federal, atingiram o impressionante valor de R$ 251,1 bilhões em 2014 e correspondem a um aumento de 35,1% em relação aos R$ 185,8 bilhões apurados no ano anterior. É o que revelam os dados divulgados pelo Tesouro Nacional e o Banco Central no dia 30 de janeiro último.
O gasto com os juros da dívida pública federal constitui-se no segundo item mais relevante entre todas as despesas do governo federal, sendo apenas superado pelos benefícios previdenciários pagos que totalizaram R$ 394,2 bilhões.
O montante pago a título de juros pelo governo bastaria para custear quase uma década de benefícios do Programa Bolsa Família, a principal marca das políticas oficiais de combate à miséria.
Cabe destacar que do valor de R$ 251,1 bilhões pagos pelo governo federal, R$ 17,3 bilhões foram despendidos apenas para conter a alta do dólar verificada no ano passado e são praticamente equivalentes ao total destinado ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.
O aumento do dispêndio com juros sobre a dívida superou o valor de todos os investimentos em infraestrutura e dosprogramas mais tradicionais de transferência de renda, como os de previdência, assistência social e ampara ao trabalhador.
Não é, por outra razão, que a dívida pública bruta não pára de crescer e saltou de 56,7% do PIB em 2013 para 63,4% em 2014. O mesmo ocorreu em relação à dívida pública líquida: expansão de 33,6% do PIB em 2013 para 36,7% em 2014. Desde 10 de outubro de 2012, quando o Copom decidiu por encerrar os períodos de queda da Selic que se encontrava em 7,25% ao ano, os aumentos verificados desde então já a elevaram em 69% atingindo, com isso, o patamar de 12,25% em 21 de janeiro último. Apenas essa majoração ocasiona um ônus adicional no pagamento de encargos da dívida pública equivalente a cerca de US$ 65 bilhões anuais – valor que nem os Estados Unidos da América e nenhuma outra economia desenvolvida pode desconsiderar.
Os aumentos mais recentes da taxa básica de juros, a Selic, vão acarretar ainda maiores elevações nas despesas de pagamento dos juros da dívida pública federal neste ano de 2015. Estes aumentos constituem uma verdadeira reviravolta na política de redução que chegou a ser adotada como um grande trunfo político de Dilma Rousseff que, em2012, cobrou a queda das taxas bancárias em pronunciamento realizado na TV.
Vale mencionar que naquele ano, a taxa Selic do Banco Central, havia caído para 7,25% ao ano, menor patamar desde a sua criação, em 1986. Na mesma época, o ministério da Fazenda defendia que, com o alívio das despesas financeiras, haveria novo espaço no Orçamento para a redução dos impostos e a expansão dos programas sociais e investimentos, como forma de se reduzir a pobreza e estimular a economia.
A taxa de juros Selic praticada no Brasil – atualmente em 12,25%, é ainda uma das mais elevadas do mundo. Em termos reais – ou seja, descontada a inflação do período, só perde para a da Rússia, que teve a economia enfraquecida, além de outros fatores, exponenciada pela queda dos preços do petróleo.
Vale destacar que são pouquíssimos os países cujos governos optaram por um sistema de remuneração dos papéis de suas dívidas públicas através de taxas reais de juros. Nos Estados Unidos, por exemplo, para uma dívida pública de cerca de US$ 20 trilhões – e quase 15 vezes superior à brasileira – a remuneração aos aplicadores está estagnada em 0,25% há sete anos, para uma inflação em torno de 2,0% durante o mesmo período. Portanto, lá os investidores pagam para que o governo americano proteja os seus recursos, uma vez que a taxa de juros praticadas são, simplesmente, negativas em termos reais.
Vergonha nacional e verdadeiro absurdo Mas causa mesmo espanto são também as taxas de juros praticadas no mercado financeiro brasileiro para tomadores de empréstimos e financiamentos.
Provavelmente não há nada similar em todo o mundo quando comparado aos níveis nacionais. É um verdadeiro despropósito. Assim, por exemplo, um grande supermercado multinacional aqui atuando tem cobrado de usuários de seu cartão de crédito taxas de juros de 17% AO MÊS. E essa taxa é cobrada sem discriminar se o item adquirido em suas gôndolas tenha sido para adquirir alguns quilos de arroz, feijão, whisky ou outro artigo de uso doméstico É de se espantar que ao se pagar de juros custe, no curto prazo de um ano, o equivalente ao preço de cinco outros produtos iguais ao que fora comprado. Para ele e outros é muito melhor o financiamento do que a margem de suas vendas. E o que se cobra pelo uso de cheques especiais? E os cartões de crédito? A seguir, está um outro mal exemplo, que é comum praticamente entre todos os cartões de crédito utilizados no país. 
 

Brasil – crédito bancário continua em expansão 
 
Desde que o PT assumiu o governo, o crédito bancário não parou de subir no Brasil, tendo mais que dobrado e saltou de 24,6% do PIB -Produto Interno Bruto em 2002, para 129,7% em 2014. No ano passado, somou R$ 3,02 bilhões – registrando uma alta nominal de 11,28% em relação ao exercício anterior. Desse total, 53,1% foram destinados a pessoas jurídicas e 46,9%, a pessoas jurídicas.
Em 2012 as instituições financeiras estrangeiras detinham uma participação de 16,4% no crédito total bancário brasileiro, sendo a mesma reduzida para 14,6% em 2014.
As instituições financeiras privadas nacionais também tiveram uma redução na sua participação no crédito bancário brasileiro, de 35,8% em 2012, para 31,8% em 2014.
Ao contrário das demais instituições, as públicas aumentaram de 47,9% do total em 2012, para 53,6% em 2014.
É significativa a expansão do crédito bancário brasileiro ocorrida junto às instituições financeiras públicas durante os últimos três anos, que expandiram nominalmente o volume de financiamentos e empréstimos em 42,79% – contra apenas 13,48% das instituições financeiras privadas nacionais e 13,94% das instituições financeiras estrangeiras – cabendo destacar que o aumento médio do período ficou em 27,58%. 
 
Entre países que adotam regime de metas o Brasil teve a 3ª maior inflação em 2014
 
Dos 26 países que adotam o regime de metas, em apenas dois – Gana e Turquia, o índice de preços ao consumidor superou a alta de 6,41% registrada pelo Brasil em 2014.
Nos países da América Latina onde o sistema é adotado, as metas definidas são inferiores aos 4,5% fixados pelo Conselho Monetário Nacional até o ano de 2016. Argentina e Venezuela não adotam o regime de metas e o Chile teve uma inflação de 4,6% – para um centro da meta de 3%; a Colômbia 3,7% e meta de 3%.
O México registrou uma inflação 4% para um centro da meta de 3%.
Entre os BRICS, a inflação brasileira foi mais baixa do que na Rússia e na Índia, onde os preços subiram 7,8% e 7,2%, respectivamente, em 2014. Neste grupo, o único país que adota o regime de metas de inflação além do Brasil é a África do Sul, que teve inflação de 6,1%.
Durante o 1º mandato de Dilma Rousseff – 2011/2014 – o Brasil já acumula uma inflação de 27,03% e, desde o início deste XXI século, os preços praticados na economia nacional, medidos pelo IPCA, contabilizaram uma corrosão de 127,71%.
Ao que tudo indica, esse quadro deve se repetir ou até mesmo se deteriorar ainda mais e, para este ano, a expectativa é que o Brasil supere o teto da meta fixada em 6,50%

 

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