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Coordena 1ª concessão de parte de investimento imobiliário em parque tecnológico do Brasil

 

Banco coordena estudos de planejamento do BH-TEC, o Parque Tecnológico de Belo Horizonte. Por meio do Proptec, linha de financiamento criada em parceria com a Fapemig, BDMG também apoia empresas que pretendem se instalar no empreendimento. 

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) inova ao coordenar a primeira iniciativa de concessão a parceiro privado de parte do investimento imobiliário de um parque tecnológico no Brasil. O Banco atua como coordenador contratado pelo BH-TEC, o Parque Tecnológico de Belo Horizonte, para a realização dos estudos de planejamento urbanístico e arquitetônico, avaliação econômico-financeira do empreendimento e a estruturação do plano de negócios para a concessão do empreendimento imobiliário em parte da área do Parque. O parceiro privado fará a exploração imobiliária da segunda fase do Parque. A primeira fase consiste no edifício institucional inaugurado no dia 16 de maio, enquanto a segunda engloba a maior parte da área restante, conforme o projeto de implantação do BH-TEC. O Parque fica em área pertencente ao campus da UFMG, na região da Pampulha.

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De acordo com o presidente do BDMG, Matheus Cotta de Carvalho, a estruturação é bastante complexa e inovadora. “Trata-se da primeira iniciativa no Brasil de concessão de empreendimento imobiliário em área de parque tecnológico. Por isso, o grupo de consultores do projeto tem apresentado ao mercado versões preliminares dos estudos para despertar o interesse pelo negócio junto a incorporadoras, fundos imobiliários e bancos de investimento”, explica.

O gerente de Projetos Especiais do BDMG, Jorge Leonardo Duarte de Oliveira, ressalta que, em fevereiro, o projeto inicial foi apresentado a fundos de investimento na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, durante missão oficial brasileira liderada pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). “Em julho, com os estudos finalizados, um road show de apresentação do negócio será realizado em conjunto com as consultorias parceiras na modelagem, a Accenture, a Athié Wonrath e a Junqueira & Ferraz Advogados”, acrescenta.

Ainda de acordo com Oliveira, o BDMG está coordenando a elaboração dos modelos econômico e jurídico das futuras instalações para que, em setembro, seja lançado o edital de concessão a um parceiro privado. O vencedor da licitação, que irá explorar o Parque em um prazo superior a 25 anos, fará os investimentos imobiliários que permitirão a implantação de mais empresas no local. Atualmente estão instaladas 16 empresas no primeiro edifício institucional.

Próximo passo

O BH-TEC é uma associação entre a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Governo de Minas, Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) e Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (SEBRAE-MG). Na avaliação do diretor-presidente do BH-TEC, professor Ronaldo Pena, a atuação do BDMG tem sido fundamental para o próximo passo. “O BDMG busca o desenvolvimento econômico baseado em inovação tecnológica. Esse apoio vai dar sustentação para o sucesso de implantação do empreendimento.”

Pena ressalta que o BDMG coordena a modelagem do processo licitatório que vai determinar o parceiro imobiliário estratégico do Parque. Além das questões legais e de natureza econômica, inerentes ao processo, a modelagem inclui aspectos urbanísticos e arquitetônicos do Parque. “Essa operação de buscar o parceiro é complexa e tem que ser muito bem elaborada, pois o terreno é público, pertencente à UFMG”, explica.

Segundo ele, o futuro empreendedor irá construir a infraestrutura e pagar uma taxa à Universidade e ao Parque. Como contrapartida, cobrará aluguéis das empresas instaladas. Posteriormente o empreendimento será entregue para administração da UFMG.

Proptec

Outra ação do Banco destacada por Pena ocorre por meio da linha de financiamento Proptec. Lançado em julho de 2011 em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), o Proptec oferece recursos com juros a 9% ao ano para empresas selecionadas ou já instaladas em parques tecnológicos. “No momento de instalação, as empresas têm investimentos altos. Com o Proptec, os empresários têm acesso a recursos com custos mais reduzidos”, afirma. Pena lembra ainda que no Conselho de Administração do BH-TEC há dois representantes do BDMG: o diretor de Sustentabilidade e Inovação, Bernardo Tavares, e o assessor de Inovação e Sustentabilidade, Carlos Fernando Vianna (suplente).

Até o momento há cinco empresas com financiamentos liberados via Proptec, duas em contratação e uma em análise, totalizando R$ 4 milhões em desembolsos. Uma delas é a Take.net. Fundada em 1999, a empresa desenvolve soluções para telefonia móvel e encontra-se em instalação no primeiro edifício institucional do BH-TEC. De acordo com o diretor administrativo-financeiro Pedro Drummond, a Take.net prevê finalizar, ainda este mês, o centro de pesquisa e desenvolvimento avançado. “Nossa estrutura estará focada no desenvolvimento de softwares, plataformas e soluções mobile para segmentos corporativo e de telecomunicações”, conta.

Segundo Drummond, os recursos disponibilizados pelo Proptec estão sendo empregados na aquisição de equipamentos e sistemas de desenvolvimento e gestão, treinamento especializado da equipe, consultorias para integração de aplicativos às redes sociais e criação da base de inteligência de negócio do produto.

Para o diretor da Take.net, esse tipo de financiamento permite à empresa investir em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, produtos e soluções, em condições extremamente favoráveis. “A relação de parceria construída com agências de fomento ao desenvolvimento tecnológico, como a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e, em especial, o BDMG, tem nos permitido financiar continuamente a inovação, gerar empregos qualificados e atingir médias de crescimento superiores a 35% ao ano”, destaca. Drummond acredita que o Proptec será essencial para desenvolver inovações que sustentarão o crescimento da empresa nos próximos cinco anos.

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