Banco Central coloca em risco a frágil recuperação da atividade econômica ao acelerar a subida da Selic
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De acordo com Paulo Skaf, presidente da FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – “o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) aumentou no dia 4 de agosto último a taxa básica de juros, a Selic, em 1,0 p.p, para o patamar de 5,25% a.a.

Embora vários segmentos econômicos estejam com desempenho positivo, o mercado de trabalho continua com 14,8 milhões de desempregados e 4,6 milhões de pessoas que, apesar de estarem na força de trabalho antes da pandemia, não estão buscando emprego no momento devido às restrições. Esse contingente manterá a taxa de desemprego num patamar alto ainda por algum tempo.

Além disso, o PIB no 2º trimestre deve ter ficado próximo da estabilidade e as expectativas de crescimento para 2022 são de apenas 2,1% segundo o último boletim Focus.

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Por tudo isso, pode-se dizer que é um equívoco do Banco Central não apenas elevar a taxa básica de juros, mas acelerar o ritmo de alta, colocando em risco a frágil recuperação da economia brasileira.”

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