Roberto Luciano Fortes Fagundes
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Mercado Comum Publicação Nacional de Economia, Finanças e Negócios
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Tive a oportunidade de assistir ao Webinar organizado pela tradicional revista de negócios MercadoComum, onde destaco a apresentação do respeitado economista Luiz Paulo Rosenberg, falando sobre economia e política na era da pandemia, tomando como base as eleições brasileiras em 2022.

Procurarei aqui, destacar em um breve relato, as interessantes colocações feitas por ele, sendo o mais fiel possível.

A importância da vacinação está em franca expansão no mundo, diminuindo a taxa de mortalidade, o que nos faz ver que este problema é equacionável. Cada economia terá a sua própria reação com destaque para a China, a Europa e os Estados Unidos, que de uma certa forma tem influencia na situação do Brasil. Há um excesso de demanda e inflação está ascendente. 

Com os preços internacionais subindo as commodities estão numa situação cômoda, ajudando o país a uma recuperação branda, com uma inflação administrável, com uma atuação forte do Banco Central, apesar do déficit fiscal. Nas contas externas estamos muito bem. Teremos uma das melhores do mundo, realmente brilhante, mesmo pagando os maiores juros do mercado. Estamos com um saldo comercial de US$ 40 a US$ 50 bilhões mais US$ 250 bilhões de reserva internacional. Com estes preços das commodities, o agronegócio, a mineração e outros segmentos, nos dão um certo conforto, compondo um tripé de atratividade fundamental, crescimento de 4%, inflação de 4% e ao final do ano um saldo previsto de US$ 90 bilhões. 

Infelizmente os juros praticados estão acima do esperado. Mas os avanços fiscais estão previstos dentro da reforma tributária, embora fatiada. O câmbio deve se manter numa variação de R$ 4,80 a R$ 5,20, sendo a trajetória que deve seguir. As concessões que estão acontecendo, aeroportos, rodovias e outros tantos, estão perdendo a atenção e destaque para uma mídia que prefere destacar a CPI do COVID, que demonstra ser mais política do que o esperado. O impacto desta situação até o final do ano sobre a sucessão, torna o impeachment pouco provável, dando ao presidente a oportunidade de colher os frutos desta eventual recuperação. O seu principal oponente ainda tem que definir a sua situação, agora junto à justiça em Brasília e a entrada de um terceiro, um azarão, mesmo sendo um político tradicional, é muito pouco provável que tenha sucesso. Cita-se ainda os outros possíveis candidatos, Ciro, Dória, Zema, Hulk, sem acreditar que influenciem aos eleitores.

A previsão é de um Brasil mais animado ao se passar esta pandemia com o final da vacinação. Para alguns analistas, a perspectiva de aumento da velocidade de vacinação, com a pandemia domada e a consequente retomada econômica poderão trazer novo fôlego ao país. O mundo inteiro deverá ver o Brasil de uma forma diferente, com um Ministro das Relações Exteriores que fala coisa com coisa, que o militar tem uma postura muito mais de estadista do que de interventor, que a relação com o Congresso mudou, que temos no comando do Congresso gente que dialoga e um ministro que mantém as rédeas da economia sob o seu controle. 

Estamos entrando no mês de junho, faltando ainda sete meses para o término deste ano. Como estamos acostumados, muitas novidades podem acontecer até as comemorações da passagem de ano; muita água ainda vai rolar por debaixo da ponte, mas as perspectivas econômicas são alvissareiras, esperando que assim continuem. Tentemos deixar de lado os extremistas, os mais exaltados e principalmente os políticos, que são profissionais do ramo e nos concentremos onde somos capazes, no trabalho, na produtividade, na família, na saúde, e principalmente no convívio pacífico com todos, respeitando as opiniões e divergências políticas. Temos que aprender e procurar viver cada dia, lembrando sempre que ainda estamos em 2021.    

*Engenheiro, Presidente da Federação de CVB-MG, VP do Brasil CVB, Presidente do Conselho do Instituto Sustentar, VP da FEDERAMINAS – roberto@clan.com.br

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