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Até 2004 os dois aeroportos que servem à Região Metropolitana de Belo Horizonte – Confins e Pampulha – apresentavam um quadro de utilização totalmente distinto do de hoje. O da Pampulha muito movimentado, e o Internacional de Confins com nível de ociosidade bastante elevado, tendo em vista o seu porte capacidade.
Havia claramente grande desequilíbrio na utilização desses dois aeroportos. O da Pampulha, distante apenas oito quilômetros do centro da Capital Mineira, operava à plena capacidade até 2004, em condições incompatíveis com a sua localização e com o porte do seu terminal de passageiros.
O de Confins, com baixíssimo volume de tráfego, servia para alguns voos internacionais ou conexões com esses voos em São Paulo e Rio, além de reduzido número de voos domésticos de longa distância e aviões de carga. Pelo vulto do investimento que lhe deu origem, era um verdadeiro “elefante branco”.
Indiscutível, portanto, a necessidade de implementar a adequação do uso dos aeroportos, deslocando para Confins os voos domésticos de longa distância e suas conexões. O da Pampulha, por seu turno, poderia perfeitamente continuar operando as linhas dentro do território estadual e privilegiando os voos interestaduais de curta distância, especialmente asligações com os Aeroportos de Santos Dumont (Rio), Congonhas (São Paulo), Brasília e Vitória. Os números abaixo mostram a evolução recente dos dois aeroportos:O número total de passageiros saltou de aproximadamente 3,6 milhões para mais de 11,2 milhões, dos quais 91% utilizando Confins. Esses dados e suas projeções indicam, claramente, o exagero da dose utilizada para resolver o problema e que provocou outro nefasto desequilíbrio. Por outro lado indicam ser plenamente viável ao Aeroporto da Pampulha, com algum investimento adicional, operar com 60% do número de passageiros registrados em 2004, o que significa aproximadamente 1,9 milhão.
Vantagens que seriam proporcionadas por essa nova redistribuição: Redução do custo operacional médio no Aeroporto da Pampulha, tendo em vista que o custo total seria rateado por número maior de voos e decolagens e que, nele como em qualquer aeroporto, o custo fixo é elevado.Maior utilização do Aeroporto da Pampulha contribuiria para descongestionar Confins, proporcionaria maior conforto para seus usuários e aliviaria pressões por grandes investimentos.Contribuiria, também, para descongestionar as vias de acesso a Confins.
Para os passageiros que se destinam às capitais dos estados vizinhos, haveria substancial redução de custos de viagem, alem de economia de tempo. Isso seria de grande relevância para viagens a trabalho, realizadas por empresários, executivos, profissionais liberais etc., que, muito frequentemente viajam com a intenção de voltar no mesmo dia.
É importante destacar que investimentos em infraestrutura viária são da responsabilidade do setor público, ainda que sejam executadas e operadas através de concessões ao setor privado. Do ponto de vista econômico, elas visam aumentar a eficiência da economia, reduzindo desperdícios e contribuindo para o aumento da produtividade em todos os setores. Isso é fundamental para o desenvolvimento de toda e qualquer economia moderna.
A RMBH dispõe de um aeroporto internacional, ainda em fase de expansão e modernização e de um aeroporto doméstico muito bem localizado, compondo uma infraestrutura aeroportuária invejável e com similares em apenas duas outras capitais brasileiras: Rio e São Paulo. No entanto, esse conjunto que poderia ser utilizado com maior racionalidade e ser visto por empreendedores como vantagem comparativa do ponto de vista da sua decisão de investir, demonstrase claramente desequilibrado em sua utilização: continua sobrecarregando um e subutilizando o outro. Porém, nada que não possa ser corrigido caso haja interesse em fazê-lo.
Havendo concordância com a linha de raciocínio desta exposição, é necessário que entidades de classe, empresários, políticos, jornalistas e formadores de opinião em geral se mobilizem em torno da idéia. 

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