A mágica medieval da Estônia

A mágica medieval da Estônia
A mágica medieval da Estônia

Paulo Queiroga

Após cumprir um longo roteiro pela Rússia, embarcamos num trem em S. Petersburgo e atravessamos a fronteira para a Estônia, que compõe os países bálticos, junto com Letônia e Lituânia, na costa sul do golfo da Finlândia.

Este pequeno país, equivalente, no Brasil à área do Estado do Espirito Santo e com pouco mais de 1.3 milhões de habitantes, é cheio de singularidades. Repleto de rios e lagos, tem metade de seu território de parques nacionais cobertos por densas florestas preservadas e uma rica história antiga e moderna. 

Localizado em ponto estratégico da rota comercial da Europa do Norte, desde a era dos Vikings, foi dominado por dinamarqueses, suecos, finlandeses, germânicos e russos, até os protestos populares de 1989 e a independência em 1991.

Para esta conquista contra o domínio Soviético foi formada uma corrente humana com cerca de 2 milhões de pessoas de mãos dadas unindo Estônia, Letônia e Lituânia, em centenas de quilômetros de extensão. A manifestação é considerada um dos maiores protestos pacíficos do mundo. Atualmente, o país é industrializado, alta tecnologia e possui um dos mais altos índices de renda per capita da Europa e dos Bálticos.

Com a mesma singularidade do país e deste povo, está sua capital Tallin, hoje com 400 mil habitantes. Cidade linda, surgida por volta do ano 1050, é uma das menores capitais e cidade medieval mais preservada da Europa, Patrimônio Mundial da UNESCO. 

A parte alta, início da cidade, preserva inteiramente o ambiente medieval. São 2 quilômetros de muralhas, com 15 metros de altura e 3 metros de espessura, 8 portões e 46 torres, muitas delas usadas hoje como museus, além de vistas panorâmicas da cidade.

Embora atualmente os estônios serem pouco religiosos, a cidade ostenta muitas igrejas. A Catedral Alexandre Nevsky, da Igreja Ortodoxa, homenagem ao herói nacional que enfrentou a invasão dos germânicos em 1242, foi construída em 1900 como símbolo do domínio soviético. O monumento se destaca como o mais visível em qualquer ponto da cidade.  

A Praça da Prefeitura, Paekoja Platz, é o coração da cidade. Local que já serviu de palco de execuções públicas, hoje, durante o Verão, é espaço de concertos, feira de produtos regionais, mercados medievais, restaurantes e ponto de encontro de turistas e de locais.

Na mesma praça, a Farmácia Raeapteek, aberta a público desde o ano de 1422 e ainda em funcionamento, é uma das singularidades deste lugar mágico. Além dos medicamentos normais, um precioso museu com fórmulas, artefatos farmacêuticos e maquinários impressionam e encantam até os mais insensíveis.

O Prédio da prefeitura é a imagem suntuosa do poder. Seus imponentes de 65 metros de altura garantiam a vigilância da população. O sino do campanário informava a iminência de ataques estrangeiros.

Outro símbolo do poder é o Castelo Toompea, sede do Parlamento, construído no alto da colina pelos cavaleiros germânicos em 1228 como fortaleza. A torre Pikk Herman é um símbolo e tradição estoniana preservados até hoje. Todas as manhãs realiza-se o hasteamento da bandeira nacional ao som do hino nacional. 

A religião protestante trazida da Alemanha teve papel importante na cultura da Estônia. A Catedral de Santa Maria, construída no século XV, chamada de Toomkirik, é a igreja luterana mais importante do país abrigando túmulos da nobreza. Destaque para o campanário de 70 metros de altura, onde o visitante pode subir e admirar a vista da cidade.

A Passagem de Santa Catarina é um ambiente medieval pitoresco. Uma ruela medieval atrás da Igreja funciona como um mercado de cerâmica, artesanato, sedas pintadas à mão, vestuário, joias e artefatos em vidro. Um espetáculo de cores e de cultura local.

Outra tradição mantida na Capital são as coloridas festas natalinas. A Estônia disputa com a Letônia, desde o século XV, a primazia da tradição de enfeitar árvores de pinheiro durante os festejos de Natal. Um colorido espetáculo que acentua a singularidade e a riqueza cultural e histórica deste país, igualmente singular e rico de história e magia.

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