A economia, as manifestações de sete de setembro e a popularidade de Itamar Franco
A economia, as manifestações de sete de setembro e a popularidade de Itamar Franco
Carlos Alberto Teixeira de Oliveira, dep. Federal Maria Elvira Salles e o presidente Itamar Franco
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Não estamos vivenciando nenhuma novidade. Vaias, gritos, lutas, fogo e bandeira nacional. Desde 1988, o dia em que é comemorada a Independência do Brasil sempre foi marcado por manifestações contra o governo. A maioria dos protestos acontecem em momentos de clima econômico ruim no país, aliado a crises políticas e descontentamento geral da população.

Um dos únicos presidentes a escapar do descontentamento popular, Itamar Franco foi aplaudido nos desfiles de 7 de setembro, em 1993 e 1994. Seu governo, que teve o maior crescimento médio do PIB, desde o fim da ditadura em meio à disparada da inflação, foi marcado pela preparação das medidas do Plano Real e pelo lançamento da nova moeda, em 1º de julho de 1994.

Cédula de R$ 1,00 com dedicatória de Itamar Franco a Carlos Alberto T. Oliveira
Cédula de R$ 1,00 com dedicatória de Itamar Franco a Carlos Alberto T. Oliveira

De acordo com dados do FMI – Fundo Monetário Internacional, durante os dois anos de governo Itamar Franco a economia brasileira cresceu, no acumulado de 1993 e 1994, 10,3% – o equivalente a quase o dobro da média mundial do mesmo período. Cabe também lembrar que o presidente deixou o governo com as contas absolutamente em ordem, com baixo endividamento público e a inflação sob controle.

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Aliás, o seu governo foi o único que, de fato, combateu a corrupção de forma exemplar. O resto, é apenas o resto. Não por outro motivo a atual crise político-institucional brasileira assume contornos dramáticos. Aliás, nunca é demais lembrar que, no Congresso, a PEC do fim do foro privilegiado completou 1.000 dias parada na Câmara. (Fonte: Blog do PCO)

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