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XX Ranking MercadoComum de Empresas Mineiras

16 Setembro 2016

Quando a economia brasileira vai bem, a de Minas costuma ir melhor. Mas quando a economia brasileira vai mal, a de Minas fica muito pior!

Pela 20ª vez consecutiva estamos apresentando a nossos leitores este estudo intitulado “XX Ranking MercadoComum de Empresas Mineiras – 2016/2015” que, anualmente, vem sendo realizado pela Minas- Part – Desenvolvimento Econômico e Empresarial Ltda. Contratada com exclusividade por MercadoComum – Publicação Nacional de Economia, Finanças e Negócios, a pesquisa revela importantes informações sobre a economia de Minas Gerais e contém, em especial, a classificação das principais empresas com sede no estado. Destaca, ainda, vários e diferentes indicadores econômico- -financeiros relacionados ao contexto empresarial local. Em outra vertente, fornece relevantes informações que podem facilitar a análise e a compreensão da realidade econômica estadual e a interpretação dos diversos elos que compõem a sua cadeia e capacidade produtiva.

O contexto econômico brasileiro em 2015 foi absolutamente adverso, registrando uma retração na produção nacional de 3,85%. Cabe- -me, inicialmente reproduzir texto do documento intitulado Economia Mineira 1989 – Diagnóstico e Perspectiva, editado pelo BDMG-Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais S.A. à época em que tive a oportunidade de presidir essa instituição: “A macroeconomia do Estado é, fundamentalmente, a macroeconomia do País. Em outras palavras, o comportamento das variáveis tais como o nível global dos investimentos, o nível agregado do emprego e a taxa de crescimento do PIB-Produto Interno Bruto é, em grande medida, definido a nível do País como um todo, mesmo porque a política econômica estadual dispõe de poucos instrumentos capazes de influenciar decisivamente a sua direção”.

Se esta afirmação já era válida há 27 anos, continua absolutamente verdadeira e aplicável para os dias atuais.

O ano de 2015 é caracterizado como o terceiro seguido em que a economia mineira teve desempenho pior do que as taxas verificadas em relação ao Brasil e, neste ano de 2016, tudo indica que completaremos quatro anos de continuada recessão.

Durante os últimos 21 anos (1995 a 2015) – ou seja, desde que se iniciou o Plano Real, em 13 vezes o PIB anual de Minas Gerais apresentou desempenho inferior à média brasileira e, nesse período, devolvemos ao Rio de Janeiro a posição de 2º lugar no ranking das maiores economias estaduais.

Em 2015, o PIB de Minas Gerais contabilizou queda de 4,9% e, portanto, bem superior à média nacional.

Posso afirmar que os nossos desafios são enormes e as dificuldades para superação do quadro atual de incertezas vai demandar muita coragem, ousadia e determinação. No entanto, apenas as ações, as decisões locais e endógenas não serão o suficiente nem o bastante para nos retirar dos vários entraves que dificultam e obstaculizam o crescimento e o desenvolvimento econômico estadual.

Entendo que a decolagem da economia mineira rumo a um novo ciclo de desenvolvimento exige também e, antes de tudo, que a economia do País reingresse na rota do crescimento firme, consistente, contínuo e sustentável. As perspectivas para a economia de Minas dependem, em grande parte, das perspectivas que se vislumbrem para a economia nacional.

Minas não pode imaginar-se isolada e desconectada do País e do mundo. Apesar de sua importância relativa e de suas dimensões econômicas compatíveis com as de inúmeros estados nacionais, deve-se vislumbrar o seu futuro inserido no contexto nacional e internacional.

Se esta realidade já era válida no passado, é também absolutamente imprescindível e essencial no presente.

Em outras palavras, não se trata de conceber a economia estadual autônoma e autossuficiente, mas integrada de maneira lúcida e compatível com as suas potencialidades, no sistema econômico brasileiro e mundial.

É da maior importância para a identificação das perspectivas econômicas de Minas a análise correta dos cenários nacional e internacional, que busque captar-lhes as características mais marcantes e as tendências mais prováveis de evolução nos horizontes mais próximos. O mundo atual é o de transformações e de integração. E, nesse sentido, reforço a relevância da compreensão do pressuposto básico de que o futuro de Minas não pode ser vislumbrado, e tampouco construído, a partir de uma perspectiva autárquica e autossuficiente. É preciso incluir também no dicionário do desenvolvimento nacional o entendimento de outras determinantes do progresso, como vantagens comparativas x competitividade; inovação x tecnologia; produtividade x qualidade; desperdício x burocracia.

Minas e o Brasil encontram-se, hoje, em um momento crucial de sua história. Permeando todas as grandes questões que se debatem no Estado e no País está, subjacente, o dilema entre o moderno e o arcaico, o novo e o velho e o atraso e o progresso. As questões de natureza ideológica tornam-se secundárias diante da importância de se retomar o crescimento econômico e atingir o desenvolvimento. Nesse sentido, é urgente despolitizar o debate econômico.

 

 

 

PIB – Produto Interno Bruto de Minas Gerais de 2015

 

De acordo com a Fundação João Pinheiro, o PIB de Minas Gerais retraiu- se -4,9% em 2015 (gráf. 1), como resultado do menor nível de atividade econômica em praticamente todos os setores da economia estadual. Nos serviços, o volume do valor adicionado setorial diminuiu -2,8%, fortemente condicionado pelo recuo do mercado interno, e em linha com o observado na economia nacional; também foram registrados decréscimos do nível de atividade na indústria de extração mineral, na indústria de transformação, na construção civil e na geração e distribuição de eletricidade e água, de respectivamente, -1,1%, -12,7%, -8,8% e -12,2%. Até mesmo na agropecuária mineira houve perda real de valor adicionado, de -2,3% (tab. 1).


Ao longo do ano foram se sucedendo trimestres com desempenho agroagregado negativo na economia de Minas Gerais, não sendo possível identificar um momento em particular no qual a situação se agravou; trata-se de uma conjuntura adversa que já se manifesta no primeiro trimestre de 2015 e que persiste sem sinais de arrefecimento; no último trimestre houve variação negativa, de 1,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

No caso dos serviços, houve uma concentração do ajuste no consumo das famílias e no consumo intermediário da produção de bens durante o segundo trimestre de 2015, quando houve uma retração mais intensa do nível de atividade setorial em relação ao trimestre imediatamente anterior, embora o processo de ajuste seja disseminado ao longo do ano.

A principal exceção foi na atividade dos serviços imobiliários e aluguéis, que teve expansão acumulada de 1,8% no ano passado; os serviços da administração pública, incluídas a saúde e a educação públicas, apresentaram uma pequena variação positiva, de 0,1%. Apesar destas exceções, outras atividades de serviços, como o comércio, o transporte e a armazenagem de mercadorias, a intermediação financeira, os serviços de informação e comunicação, de alojamento e alimentação, etc. apresentaram contração do nível de atividade, de modo que o conjunto agregado dos serviços estaduais teve desempenho negativo em 2015. 2 Atividades correspondentes a 63,7% do total de valor adicionado bruto gerado em Minas no ano de 2013. 3 No conjunto, variação negativa de -9,1% na indústria, que respondeu por 30,7% do PIB estadual em 2013.
 

XX Ranking MercadoComum de Empresas Mineiras

 

O ano de 2015 foi marcado como de ocorrência de uma das maiores quedas das exportações de Minas Gerais, registrando-se declínio de quase 25% em relação ao ano anterior, fortemente puxado pela redução dos preços das commodities e, em especial, do minério de ferro, do qual o estado é grande produtor.

Não se verificam, ainda, possibilidades de reversão do quadro de declínio econômico de Minas Gerais. O ano de 2016 pode, também, confirmar-se como mais um em que a economia estadual terá desempenho inferior à média nacional - completando-se, assim, quatro anos seguidos de resultados abaixo do nível médio da atividade econômica brasileiro – um fato inédito e sem registro na história econômica estadual.

 

XX RANKING DE EMPRESAS MINEIRAS

Foram analisados mais de 3.000 balanços e demonstrações de lucros e perdas relativos ao exercício de 2015, publicados até 18 de agosto nos principais jornais com circulação em Minas Gerais. Contém, ademais, outras contribuições e vários outros dados enviados diretamente à redação de MercadoComum. Diversas informações foram extraídas, principalmente, dos relatórios de administração e das diretorias dessas empresas.

Do total dos balanços analisados, 861 ficarão elegíveis a participar deste estudo.

Nesta edição, também estamos apresentando a relação das maiores empresas mineiras por receita operacional líquida em dólares norteamericanos, considerando-se a cotação média desta moeda durante o ano de 2015.

O presente trabalho serve, de outro lado, de embasamento técnico para a definição e escolha das empresas vencedoras do XVIII Prêmio Minas – Desempenho Empresarial – 2015/2016 e que está simultaneamente sendo divulgado nesta edição de MercadoComum. Fornece, ainda, subsídios para a escolha, da Personalidade Empresarial de Minas de 2016, dessa mesma premiação.

Em 2015, o PIB-Produto Interno Bruto de Minas Gerais, de acordo com as nossas estimativas preliminares, alcançou R$ 529,801 bilhões, equivalentes a US$ 158,712 bilhões, correspondendo a cerca de 8,973% do nacional. Enquanto a economia brasileira registrou retração de 3,80% conforme divulgado pelo IBGE, a de Minas Gerais sofreu decréscimo de 4,90% de acordo com informações da FJP-Fundação João Pinheiro. Trata-se de um dos piores resultados da história econômica do Estado e superior, inclusive, à queda de 3,97% ocorrida em 2009.

A maior receita operacional líquida registrada (R$ R$ 20,794 bilhões em 2015 e 22,293 bilhões em 2014 – em termos nominais) pertence à Fiat Automóveis. O maior lucro líquido apurado (R$ 2,338 bilhões) foi da CEMIG – Geração e Transmissão S.A. A ArcelorMittal Brasil deteve o maior volume de ativos totais: R$ 31,233 bilhões. O maior patrimônio líquido registrado – de R$ 16,378 bilhões - é da ArcelorMittal Brasil S.A De acordo com estatísticas divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a Vale S.A. mais uma vez confirmou a sua posição de primeiro lugar nas exportações mineiras, atingindo o montante de US$ 4,970 bilhões - US$ 9,752 bilhões – representando um decréscimo de 49% em relação aos US$ 9,752 bilhões.

Cabe mencionar que, em 2013, as exportações da Vale totalizaram US$ 13,139 bilhões. Quando comparadas ao valor das exportações da Vale oriundas de Minas Gerais de 2016, em termos de valor, elas representam apenas 37,8%. As exportações oriundas de Minas Gerais da Vale representaram, ainda, 22,58% do total das exportações mineiras. Em Minas, a liderança da Vale foi seguida pela CBMM (US$ 1,451 bilhão) e pela CSN (US$ 817,6 milhões), respectivamente.

O maior prejuízo contabilizado foi o da Samarco Mineração S.A., que totalizou R$ 5,837 bilhões.

A maior instituição financeira com sede em Minas Gerais em 2015 foi o Banco Mercantil do Brasil S.A., que obteve receitas de intermediação financeira totalizando R$ 3,382 bilhões.

A Prosegur Brasil S.A., com 46.591 funcionários, é a maior empregadora de Minas Gerais.

A CEMIG-Cia. Energética de Minas Gerais, com um patrimônio líquido de R$ 12,995 bilhões é a maior holding estabelecida no Estado.

Para a elaboração deste XX Ranking de Empresas Mineiras adotou-se, como critério geral, a utilização dos dados relativos à conta “Conglomerado”, exceto em algumas poucas situações, como da Indústria da Construção (MRV, Direcional etc), quando se optou por utilizar o critério “Consolidado”.


DETALHAMENTO DO ESTUDO

MercadoComum – Publicação Nacional de Economia, Finanças e Negócios está apresentando mais uma vez nesta edição e, de forma inédita, o XX Ranking Mercado- Comum de Empresas Mineiras.

Todas as empresas com sede em Minas Gerais que, até 18 de agosto, publicaram ou encaminharam diretamente à sua redação os seus balanços e demonstrações de resultados relativos ao exercício de 2015, estão contempladas neste estudo.

Compreendendo mais de 3.000 empresas pesquisadas e abrangidas nesta pesquisa, são elas, em sua grande maioria, sociedades anônimas, poucas delas de capital aberto com ações negociadas em bolsas de valores.

No entanto, várias empresas, mesmo dispensadas da exigência de publicação de seus balanços e resultados, espontaneamente fizeram chegar à redação de MC os seus balanços, para que fossem incluídos nesse relevante documento sobre a realidade econômica do Estado.

Ao todo, a análise desenvolvida pela equipe técnica da MinasPart Desenvolvimento Empresarial e Econômico Ltda. que elaborou este estudo abrange os diversos setores da atividade econômica estadual e neles se encontra agrupado e classificado o conjunto das 500 maiores empresas, as quais também podem ser encontradas por classificação alfabética e por setor de atividade econômica.

No presente estudo foram segregadas da lista da 500 Maiores Empresas de Minas Gerais as instituições financeiras, de seguros, cooperativas de crédito e outras, que foram listadas e analisadas à parte.

Uma relação contendo os principais dados das 50 maiores empresas holdings também é encontrada nas páginas seguintes desta edição. Assim, na realidade, esta pesquisa abrange um total de 600 empresas.

O estudo leva em consideração, para efeito da escolha das empresas objeto da análise, que o domicílio fiscal das mesmas seja o de Minas Gerais. Assim, por exemplo, mesmo exercendo intensa atividade econômica em Minas Gerais, os números da Vale S.A. não estão contemplados nas análises, exceto quanto às exportações de seus produtos locais.

De outro lado, os valores consignados em todos os relatórios correspondem a reais correntes, isto é, não foram deflacionados por índice de inflação ocorrida no período.

Para todas e quaisquer rubricas, também os valores registrados dizem sempre respeito aos resultados apurados pela “Controladora”, não se levando em consideração aqueles apurados a título da “Empresa-Consolidado”.

Exceção é feita em relação à Direcional Engenharia S.A., à MRV Engenharia S.A. e algumas outras, em função de características próprias desse setor. O faturamento – vendas – das empresas compreende a receita operacional líquida apurada, ou seja, corresponde ao total das vendas, sendo deduzidos os impostos incidentes e as devoluções, quando ocorrem.

Neste estudo, 236 das 500 maiores empresas analisadas – ou 47,2% do total pertencem ao Setor Terciário, 28 – ou 5,6%%, ao Setor Primário e outras 236 empresas -47,2%, ao Setor Industrial.

A receita operacional líquida real consolidada de todas as empresas listadas neste estudo registrou uma variação real negativa de 4,80% em relação ao exercício anterior e que representa, praticamente, a mesma variação ocorrida no PIB estadual, de 4,90%. A soma das receitas operacionais líquidas totalizou R$ 215,516 bilhões – o que corresponde a 40,68% do PIB-Produto Interno Bruto estimado de Minas Gerais.

 

 

500 Maiores Empresas de Minas Gerais em 2016

6

Classificação por Ordem Alfabética - Em R$ mil

 

500 Maiores Empresas por Atividade Econômica

Em R$ mil


 

 

50 Maiores Holdings e Empresas de Participação e Investimento

Classificação por Patrimônio Líquido – Em R$ mil

 

50 Maiores Inst. Financeiras, de Seguro, Cooperativas de Crédito e Outras Correlatas

Classificação por Receita de Intermediação Financeira – Em R$ mil

 

50 Maiores Inst. Financeiras, de Seguro, Cooperativas de Crédito e Outras Correlatas

Classificação por Patrimônio Líquido – Em R$ mil

 

Maiores Empresas Empregadoras

 

Maiores Empresas Exportadoras

US$ Milhões FOB milhões

 

100 Maiores Empresas Mineiras

Classificação Por Patrimônio Líquido – Em R$ mil

 

100 Maiores Empresas Mineiras

Classificação por Receita Operacional Líquida – Em R$ mil

 

100 Maiores Empresa Mineiras

Classificação Por Receitas Operacionais Líquidas - Em US$ mil

 

100 Maiores Empresas Mineiras

Classificação Por Ativos Totais – Em R$ mil

 

100 Maiores Empresas Mineiras

Classificação Por Lucro Líquido - Em R$ mil

50 Maiores Empresas Mineiras

Classificação Por Prejuízo - Em R$ milhões

 

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