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Redes de Livrarias criam estratégias para renovar público leitor

Está cada vez mais difícil para as livrarias conquistarem novos leitores. Além do Brasil já não ser tradicionalmente um país de leitores - a média nacional é de quatro livros por ano, segundo a pesquisa Retratos da Leitura -, o que não faltam são opções mais dinâmicas que concorrem com o hábito de ler livros: videogames, celulares, Netflix.

Para chamar atenção para uma prática que é crucial na formação cultural de uma sociedade e, de forma impressionante, vem caindo em desuso no país, livrarias tem utilizado estratégias variadas para atrair novos leitores e renovar o hábito daqueles que perderam costume.

Um exemplo é a Livraria Leitura, rede de livrarias com sede em Belo Horizonte, e que conta com que já conta com mais de 70 lojas e é líder em dez estados. A rede promove em suas lojas uma programação variada, que conta com lançamento de livros, encontros de leitores e contação de histórias.

Já para conquistar mesmo os clientes que não frequentam mais as lojas, a Livraria Leitura criou no primeiro semestre deste ano o Clube Leitura. Além da comodidade de receber os livros em casa, outro diferencial é que as obras são indicadas pelos consultores literários Menalton Braff, Ilan Brenman, Babi Dewet, Cris Correa, Márcio Fernandes, Daiana Garbin e Flavio Gomes. As assinaturas podem ser feitas pelo site www.clubeleitura.com.br e em todas as lojas físicas da rede, em todo o Brasil.

O Clube Leitura acredita que o hábito de ler é criado a partir do exemplo e apostou em um plano familiar, que contempla todas as faixas etárias, com o objetivo de envolver pais, mães, filhos e filhas em torno de um interesse em comum.

Para Menalton Braff, professor, contista, romancista e consultor do Clube Leitura, iniciativas como esta ajudam na formação de novos leitores. “Nunca se ouviu falar tanto em clubes de leitura em todo o Brasil. Não só em termos de assinatura, mas também grupos de discussão sobre as obras. Acredito que quem tem experiência em um tipo, também passa pelo outro. Acho que esta é uma das coisas que pode transformar o Brasil num país de leitores”, afirma.

“Ao criar o Clube Leitura, quisemos criar uma experiência que pudesse ser compartilhada por todos os integrantes da família, contribuindo para o desenvolvimento do prazer de ler em todas as gerações. Pretendemos, assim, potencializar todo tipo de vivência que um livro pode proporcionar: conhecer autores novos, expandir as fronteiras, os hábitos literários e até mesmo aproximar estas pessoas, por meio do compartilhamento do prazer de ler”, explica o gerente, Igor Mendes.

 

LIVRARIA LEITURA

Inaugurada em 1967 na Galeria do Ouvidor em Belo Horizonte vendendo livros novos e usados, a Livraria Leitura foi uma das primeiras do Brasil no conceito megastore, que consiste em lojas acima de 1.000 m² e grande variedade de produtos de cultura e entretenimento. Líder de mercado no ramo de livrarias em Minas Gerais, Centro-Oeste, Paraíba, Alagoas e Maranhão, a Leitura adotou uma audaciosa política de expansão que a colocou entre as maiores redes do Brasil e hoje conta com 70 pontos de venda em todo o país.

Hoje, as lojas são centros de cultura e entretenimento para toda a família. As megastores oferecem uma enorme variedade de produtos, chegando a 100 mil itens entre livros, revistas, filmes, música, games, informática, papelaria, jogos e presentes. Conta com espaços de entretenimento como cafés, ambientes para leitura, sessões de autógrafos e eventos culturais, se tornando ponto de encontro para um público altamente qualificado.

 

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