Prêmios

Os vencedores do XIX Prêmio Minas - Desempenho Empresarial

23 Outubro 2017

Oscar da Economia Mineira

MERCADOCOMUM – Publicação Nacional de Economia, Finanças e Negócios divulga, a seguir, os ven-cedores do XIX Prêmio Minas – Desempenho Empresa-rial – Melhores e Maiores Empresas - MERCADOCOMUM – 2016/2017 que serão agraciados com troféu e diplo-ma durante solenidade a ocorrer no Espaço Institucional ACMinas,  na sede da Associação Comercial e Empre-sarial de Minas, em Belo Horizonte – MG, no dia 23 de outubro. Após a solenidade de premiação haverá coque-tel de confraternização, para um público estimado de 350 convidados especiais. 

Considerada há muito como a Festa do PIB Minei-ro ou a Noite do Oscar da Economia de Minas Gerais, a premiação tem, mais uma vez, o objetivo de homenagear um conjunto de empresas que mais se destacaram em Minas Gerais durante os anos de 2016/2017, em função de suas atividades econômicas, desempenho operacional e resultados financeios.

As empresas agraciadas foram definidasatravés de processo eminentemente técnico que teve, como sus-tentação e fundamentação, as informações e dados relati-vos ao estudo intitulado XXI Ranking de Empresas Minei-ras, divulgado na edição anterior de MERCADOCOMUM.

A escolha das empresas premiadas é definida fundamentalmente, por sua efetiva contribuição à econo-mia e ao desenvolvimento de Minas Gerais e considera diversos outros elementos, tais como: agregação de valor; inovação e absorção tecnológica; expansão de vendas; integração nacional e internacional; governança corporati-va; competitividade e produtividade;  geração de riqueza; transparência; liquidez; geração de renda e emprego; con-tribuição de impostos; EBITDA; sustentabilidade; respeito ao consumidor; “compliance” e integração junto à socie-dade da qual participa e integra; visão de futuro. Umas das principais variáveis que determinam a escolha das empresas vencedoras são, lucratividade e crescimento da receita operacional das mesmas.

São três as categorias a serem homenageadas neste Oscar da Economia Mineira: “Melhores e Maiores Empresas de Minas Gerais”, “Personalidade Empresarial do Ano” e “Empresa Destaque do Ano”.

A escolha do agraciado da Categoria Persona-lidade Empresarial do Ano de Minas Gerais é realiza-da por uma Comissão Especial, composta por todos os agraciados dos anos anteriores com o mesmo título; pelos membros do Conselho Editorial e Consultivo de MERCADOCOMUM; pelos presidentes das principais entidades de classe empresarial do Estado e por con-sulta, direta e seletiva, a leitores e assinantes da pu-blicação. Nesta categoria, somente uma única pessoa física é homenageada.

Na 19ª edição do Prêmio Minas de Desenvolvi-mento Empresarial – Maiores e Melhores Empresas – MERCADOCOMUM – 2016/2017, receberá o título de “Personalidade Empresarial do Ano de Minas Gerais”: engenheiro agrônomo e mestre em economia rural Ro-berto Simões, presidente da FAEMG - Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais.

Personalidade Empresarial do Ano de Minas Gerais:

Empresas Destaques do Ano de Minas Gerais

A escolha de todos os agraciados, a exemplo das vezes anteriores, obedeceu a critérios rigorosos e estri-tamente técnicos, dispondo como fundamento essencial a análise dos balanços, das demonstrações de lucros e perdas e dos relatórios de administração divulgados pe-las empresas, com base no exercício de 2016. 

O mais relevante elemento que subsidiou de forma substantiva no levantamento e inventário de todas as informações, como alicerce principal deste estudo, conforme já mencionado, foi o XXI Ranking das Empresas Mineira, nele considerados os seus principais índices e indicadores de desempenho das empresas analisadas.

O Ranking das Empresas Mineiras não encontra similar em nível nacional e vem sendo considerado uma das pesquisas mais relevantes e amplas sobre o desem-penho das empresas com sede no Estado. Presentemen-te, contemplou a análise de mais de quatro mil empresas que publicaram os seus balanços ou que os remeteram à redação de MC até o dia 13 de julho último para integrar a base do referido estudo. Desse total, 861 empresas se habilitaram a participar do XXI Ranking, sendo:

500 – Empresas agropecuárias, industriais e de serviços

50 – Empresas holdings e de participações/investimentos

550 – Total de empresas participantes do ranking

De outro lado, constitui este estudo uma peça importante na análise da evolução da economia mi-neira, incluindo em suas estatísticas e comparações, os dados de muitas empresas que não possuem os seus números contemplados em estudos similares em nível nacional. A equipe encarregada de sua rea-lização é liderada pela MinasPart - Desempenho Em-presarial e Econômico, Ltda., que se encarrega pelo levantamento e inventário das informações, a sua análise e conclusões, desde o início desta iniciativa, há vinte e um anos. 

m 2016, o PIB-Produto Interno Bruto de Minas Gerais, de acordo com as nossas estimati-vas alcançou R$ 562,52 bilhões - equivalentes a US$ 161,517 bilhões - que correspondem a cerca de 8,976% do PIB nacional. Enquanto a economia brasileira registrou retração de 3,60% - conforme dados divulgados pelo IBGE, a de Minas Gerais sofreu declínio de 2,60% de acordo com informações preli-minares da FJP - Fundação João Pinheiro – estando as mesmas sujeitas a futuras revisões e confirmaçã posterior por parte do IBGE, o que deverá somente ocorrer em novembro de 2018. 

A maior receita operacional líquida registrada (R$ 36.990,05 milhões em 2016 pertence ao Grupo FCA-Fiat Chrysler Automóveis – sendo essa a única informação revelada pela empresa. O maior lucro líquido apurado (R$ 1.723,98 milhões) pertence à CBMM-Cia. Brasileira de Mineração e Metalurgia. A ArcelorMittal Brasil deteve o maior volume de ativos totais: R$ 28.926,91 milhões. O maior patrimônio líquido registrado – de R$ 14.015,96 milhões é da ArcelorMittal Brasil S.A.

Neste estudo, 10 das 500 maiores empresas analisadas – ou 2,0% do total pertencem ao Setor Agropecuário; 215 – ou 43,0%%, ao Setor Industrial e, outras 275 empresas (55,0%), são do Setor de Serviços. 

A receita operacional líquida consolidada das 500 maiores empresas listadas neste estudo e que pu-blicaram os seus balanços de 2016 até 13 de julho, re-gistrou variação real negativa de 9,57% em relação ao exercício anterior. A soma das receitas operacionais líquidas totalizou R$ 249,867 bilhões – o que corres-ponde a 44,42% do PIB-Produto Interno Bruto estima-do de Minas Gerais para 2016. 

Se forem considerados os resultados das 500 maiores empresas que publicaram os seus balanços de 2016 até 13 de setembro –, as Receitas Operacio-nais líquidas das mesmas somam R$ 254,242 bilhões e  corresponderiam, aproximadamente, a 45,2% do PIB estadual.  Houve  reversão dos prejuízos de 2015 verif-cando-se, em 2016,  um lucro correspondente a 2,53% do total das receitas operacionais líquidas.

XXI Ranking MercadoComum de Empresas Mineiras - 2016

Cabe salientar que, praticamente, quase todas as empresas compreendidas neste estudo e premiação têm, ao longo de sua realização, destacado este evento em seus relatórios anuais. Realmente, este tem sido o grande objetivo desta premiação, que é o de valorizar as empresas e pessoas que efetivamente contribuem para o melhor desempenho da economia e alavancam, com sua eficiênciae produtividade, o desenvolvimento socioeconômico de Minas.

Relação dos agraciados e categorias da premiação

Nesta XIX edição do PRÊMIO MINAS - DESEM-PENHO EMPRESARIAL – MELHORES E MAIORES EMPRESAS - MERCADOCOMUM – 2016/2017serão homenageados:

“PERSONALIDADE EMPRESARIAL DO ANO DE MINAS” 

Sr. Roberto Simões   Presidente da FAEMG – Federação da Agricul-tura e Pecuária de Minas Gerais.

“EMPRESA DESTAQUE DO ANO” 

Localiza – Rent a Car S.A.

“MELHORES E MAIORES - EMPRESA EXCELÊNCIA DE MINAS GERAIS”

Para esta categoria foram selecionadas 37 em-presas que receberão o troféu durante a solenidade de premiação a ocorrer no dia 23 de outubro, na ACMinas. São as seguintes as empresas agraciadas - Por Ativida-de Econômica:

COMÉRCIO ATACADISTA

Martins – Comércio e Serviços de Distribuição S.A.

COMÉRCIO EXTERIOR

FCA – Fiat Chrysler Automóveis Brasil Ltda.

COMÉRCIO VAREJISTA

Drogaria Araujo S.A.

COMUNIC./TELECOMUNICAÇÕES

AeC Centro de Contatos S.A.

Algar Telecom S.A.

CEMIG - Telecomunicações S.A.

CONSTRUTORA RESIDENCIAL 

Emccamp Residencial S.A.

MRV Engenharia e Part. S.A.

COOPERATIVA

CCPRMG  S.A.- Cooperativa Central dos Produtores

Rurais de M.G. S.A.

EDUCAÇÃO

Feluma – Fundação Educacional Lucas Machado

HOSPITAL

Hospital Mater Dei S.A.

IND. ALIMENTÍCIA - LÁCTEOS

Itambé Alimentos S.A.

IND. ALIMENTÍCIA – CONGELADOS

PIF PAF – Rio Branco Alimentos S.A.

IND. DE MONTAGEM

Helibrás – Helicópteros do Brasil S.A

IND. DE REFRATÁRIOS

Magnesita Refratários S.A.

IND. ELETROELETRÔNICA

Clamper Indústria. e Comércio S.A.

INFRAESTRUTURA

COPASA – Cia. de Saneamento de M.G.

ESPORTE

América Futebol Clube

FINANÇAS

Banco Fidis S.A.

Sicoob Central Crediminas-Coop. Central Créd. MG Ltda.

LAB. DE ANÁLISES CLÍNICAS

Instituto Hermes Pardini S.A.

LOGÍSTICA

VLI Multimodal S.A.

METALURGIA/SIDERURGIA

ArcelorMittal Brasil S.A.

CBMM – Cia. Bras. Metalurgia e Mineração

Rima Industrial S.A.

Votorantim Metais e Zinco S.A.

MINERAÇÃO

AngloGold Ashanti C.S. Mineração S.A.

PAPEL E CELULOSE

CENIBRA - Celulose Nipo-Brasileira S.A.

QUÍMICA/PETROQUÍMICA

Petronas Lubrificantes Brasil S.A

SAÚDE

UNIMED-BH – Cooperativa de Trabalho Médico

SERVIÇOS DE ALIMENTACÃO

ELASA – Elo Alimentação S.A.

SERVIÇOS DE ALUGUEL DE VEÍCULOS

Localiza Rent a Car S.A.

SERV. DE TRANSPORTE AÉREO

Lider Táxi Aéreo S.A. – Air Brasil 

SERV. DE TRANSP. DE VALORES E SEGURANÇA

Prosegur Brasil S.A

TRADIÇÃO E PERPETUIDADE

Emccamp Residencial S.A. – 40 anos

Livraria Leitura – 50 Anos

USINA DE AÇÚCAR E ÁLCOOL

Agropéu – Agro Ind.de Pompéu S.A.

As informações mais relevantes sobre as empresas vencedoras deste XIX Prêmio Minas – Desempenho Empresarial são as seguintes:

As informações de outras empresas que publicaram os seus balanços e demonstrativos de lucros & perdas, após 13 de julho e até 13 de setembro – que não foram consideradas nem constaram do XXI Ranking de Empresas Mineiras, são as seguintes:

Empresas que publicaram balanços após 13.07.2016 e até 12.09.2017 - Valores em R$ mil

“O agronegócio precisa de mais reconhecimento”

Roberto Simões, eleito Personalidade do Ano pelo XIX Prêmio Minas – Desempenho Empresarial, é um dos nomes fundamentais para o desenvolvimen-to do agronegócio mineiro. Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Ge-rais (Faemg) desde 2005 e recém-eleito para mais um mandato, é produtor rural, engenheiro agrônomo, mestre em Economia Rural (UFV) e vice-presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

O agronegócio encerrou o ano passado com um crescimento de 8,2% no PIB, comparado com 2015, graças, entre outros fatores, à safra recorde de grão e café, além da valorização dos preços de alguns produtos, como o milho. O PIB do agronegó-cio de Minas Gerais também foi positivo e aumentou a participação na composição do resultado nacional para 13,84%, ante os 13,36% registrados no ano an-terior. Os dados são do Relatório PIB Agro - Minas Gerais, publicado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com o apoio fina-ceiro da Seapa (Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais) e apoio operacional e técnico da Faemg e Senar Minas.

Os números são positivos, mas os desafio também são muitos. O setor ainda é pouco reco-nhecido, na visão do presidente, e enfrenta dificu-dades relacionadas à mão de obra, gestão, custos operacionais, licenciamento e logística. Mas ele ga-rante: “Somos um setor de sucesso. Temos passado, presente e futuro. Mas também muito trabalho, por-que existem lacunas ainda a serem resolvidas, que preencheremos com tecnologia e inovação. A com-petitividade é grande, por isso devemos ter eficiê-cia e produtividade”, revela. Nesta entrevista a Mer-cadoComum, ele fala sobre este e outros assuntos.  O senhor é dono de uma longa trajetória e res-ponsável por relevantes serviços prestados ao agronegócio mineiro e brasileiro, merecedor de diversas homenagens como esta, de Mercado-Comum. Quais conquistas o senhor destacaria neste percurso mais recente, à frente do Sistema Faemg?

É realmente uma caminhada longa. Iniciei mi-nha trajetória na Faemg como técnico do Departa-mento Econômico, como era chamado, e, em 1990, fui convidado pelo então presidente, Gilman Viana, a assumir uma diretoria executiva. Estive ao lado dele durante cinco mandatos e, a partir de determi-nado período, acumulando a Superintendência do Senar, onde fiquei por 11 anos. Nós praticamente montamos essa nova entidade, que havia sido cria-da há pouco tempo e evoluiu tanto. Hoje eu reputo o Senar como um dos melhores deste país – senão o melhor -, com todos os seus avanços, ofertas, treinamento de mais de 200 mil pessoas por ano. O Senar é ainda o único do pais a ter a ISO 9001 [que atesta a qualidade dos cursos oferecidos pela entidade].

A Federação também mudou radicalmente e somos capazes de atender uma demanda extraordi-nária. Criamos o Instituto Antônio Ernesto de Salvo (INAES), área de estudos, com a oferta de treina-mentos e com o objetivo de garantir que a gestão seja a melhor possível nos sindicatos, para atender cada vez melhor os nossos associados, os produto-res rurais. 

É curioso notar que a opinião geral é a Faemg é formada por uma elite, que é rica, o que não é verda-de. A maioria dos nossos associados é de médio para pequeno porte - mais de 70% deste quadro. Então precisamos nos ater a muitos problemas, pois este público está em uma parte mais sensível do agrone-gócio, que até então contava com poucas iniciativas ou, sequer, programas de crédito. Precisamos então ajudar e apoiar estes produtores. 

O senhor está à frente do Sistema Faemg desde 2005 e, agora, foi reeleito para mais um mandato, destacando que investirá em novos pro-jetos de inovação e tecnologia. Esta será a priori-dade do seu mandato? 

É um desafiotremendo, porque esta é uma época de mudanças radicais – algumas já concretas e outras que acontecerão com mais ainda mais inten-sidade e rapidez. Chega um momento em que a in-formatização é uma urgência em nossa vida, inclusive no ambiente rural. Um das iniciativas previstas é o lançamento do nosso programa de startups do meio rural visando, justamente, atrair a juventude para o sistema. No Senar, temos o Programa Sucessão no Campo e estamos trabalhando com as famílias, os sucessores e os que serão sucedidos; na Faemg, há o Programa Novas Lideranças. São iniciativas mui-to importantes para que haja modernização. Agora precisaremos ser ainda mais criativos, uma vez que não há mais a contribuição compulsória. Com isso estamos trabalhando no desenvolvimento de novos projetos, novos serviços, a fimde contribuir com nos-sa manutenção.

Temos todo um período pela frente para de-senvolver e trabalhar com sustentabilidade, pois não é mais permitido pensar de outra forma, apesar de todas as implicações, custos e da legislação am-biental, muitas vezes dotada de tanta burocracia e dificuldadesque afastam os investidores do Estado. Modernizar as regras é importante para poder melho-rar nossas condições. A tarefa de mudar este cenário é muito grande, mas estamos dispostos. E é preciso haver um engajamento de todos nesta causa.

Lutamos por um processo de simplificação destas licenças. Se fosse feito desta maneira e se, por um ato declaratório, o produtor declarasse que tem pouca ou nenhuma capacidade de influenciar negativamente o meio ambiente, ele obteria o licen-ciamento imediato. Isso resolveria 85% dos proble-mas. Temos processos de três anos, ou mais, para uso da água.  Hoje, a OCDE [Organização de Coope-ração e Desenvolvimento Econômico] está forçando para aumentar os custos de irrigação de água e de energia. O que significa isso? Tirar a nossa compe-titividade. 

Apesar de todas as dificuldades,o agrone-gócio segue com uma trajetória positiva, com boa participação no PIB mineiro e brasileiro. Como manter este cenário?

Este é um setor que vem ajudando o Brasil desde tempos imemoriais. Quem industrializou o país foi o café. De lá para cá, mantivemos uma intensa participação no PIB, na balança de pagamentos, mas ainda não temos o reconhecimento adequado para o volume de serviços que prestamos. Estamos tentan-do mudar esse cenário, esclarecendo, fazendo cam-panhas, levando informações da Embrapa para a po-pulação. Por exemplo, dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) mostram que o Brasil preserva mais de 66% da vegetação, mesmo sendo um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Nossas reservas são maiores do que as exigidas por lei, que pede a preservação de 20% - nós temos 33%.

Acredito que o Censo Agropecuário dará a sua contribuição no sentido de nos permitir conhecer a fundo o setor, que tanto faz pelo país e ainda sofre com pouco reconhecimento. Para se ter ideia disso: o últimos dados que conhecemos datam de 2006. A agricultura tem uma dinâmica e uma velocidade mui-to diferentes daquela época. Felizmente, agora será possível fazer este levantamento, embora com restri-ções e redução de verba. Mas, pelo menos, teremos dados mais atuais e informações modernas sobre este setor tão importante. Minas Gerais produz entre cerca de 52% do café nacional. Se fosse um país, seria o maior produtor mundial. Mas sequer sabemos quantos pés de café existem no Estado. 

Somos obstinados em crescer. A nossa vocação é essa. O Brasil vai continuar sendo um player mundial, Minas também.”

No entanto somos obstinados em crescer. A nossa vocação é essa. O Brasil vai continuar sendo um player mundial, Minas também. Nosso setor é for-te, vocacionado e vamos continuar nesta marcha, a despeito de todos os problemas de infraestrutura que também enfrentamos, como logística de portos e de estradas, que geram tantas perdas e desperdício de produção. 

É importante observar a importância da inicia-tiva privada nesse país. Apesar de tudo o que está acontecendo, as curvas de crescimento estão viran-do para cima, mesmo que estejam com uma lentidão maior do que esperávamos. Se houvesse uma boa gestão, seríamos um país de grande respeito e de-senvolvimento, porque temos recursos, iniciativa for-te, produção diversificada e gente capaz.

Gostaria de deixar uma mensagem para os leitores de MercadoComum?

Digo que não é preciso temer a respeito do agronegócio. Este é um setor obstinado, com uma vocação natural. É um setor que tem competência, competitividade e que continuará fazendo o seu pa-pel, ajudando sempre o país a crescer e a alimentar este mundo.

“O inconformismo é a chave do sucesso da Localiza”

A Localiza, uma das empresas mais tradicionais de Minas Gerais, um novo sobrenome na divisão de alu-guel de carros: Hertz. A partir de um acordo de longo prazo com a The Hertz Corporation, uma das maiores empresas de aluguel de carros do mundo, foi instituída a parceria estratégica que abrangerá o uso da marca combinada "Localiza Hertz" no Brasil e a utilização, pela Hertz, da marca Localiza nos principais aeroportos que atendem viajantes brasileiros nos Estados Unidos e Eu-ropa, bem como a troca de reservas, intercâmbio de exe-cutivos, tecnologia e informação. A aquisição, cujo valor estimado ficouem torno de R$ 337 milhões, foi anuncia-da no final de 2016.

A empresa, que figurano XIX Prêmio Minas – De-sempenho Empresarial - Melhores e Maiores Empresas - MERCADOCOMUM – 2016/2017 em duas categorias, Empresa Destaque do Ano e Serviço de Aluguel de Veí-culos, tem à frente o engenheiro Eugênio Mattar. Nesta entrevista, o CEO fala sobre trajetória, desafiose inovação. 

A Localiza é uma empresa mineira com alcan-ce nacional e representa um grande case de sucesso empresarial. Como foi possível conquistar o mercado brasileiro?

A história da Localiza teve início em 1973 – um pouco depois, portanto, do mercado de aluguel de car-ros, que começou na década de 1960. Quando nossa operação teve início, já existiam redes como a Hertz e outras nacionais. Mas nascemos com um diferencial que sempre marcou a nossa trajetória: a vocação para atender o cliente de forma especial. Além disso, sempre fomos inconformados – uma característica muito impor-tante, no meu ver – com o crescimento. Isso quer dizer que nos preocupamos em gerar resultados e valor. A re-putação da nossa marca foi construída a partir de um cuidado com a nossa imagem e a partir de uma paixão muito grande por vencer desafios 

Posso dizer também que sempre fomos inova-dores, no dia a dia e na gestão dos nossos negócios: como quando começamos a trabalhar com o sistema de franquias, depois com os seminovos etc. Outro marco fundamental nessa trajetória foi a compra Hertz Brasil. Além desta inconformidade, ressalto a busca contínua pelo crescimento. A geração de valor e o atendimento de excelência aos clientes são nossos objetivos perma-nentes. Somado a isso, está o nosso esforço em formar times de alta performance, que contribuem de forma efe-tiva com estes resultados.

Mesmo em um momento de economia fra-gilizada, a Localiza segue em franco crescimento. Como a empresa vem conseguindo alcançar este patamar e quais são os principais desafiospara o crescimento de uma organização em um cenário como este?

No finalde 2013 e início de 2014 nós prevíamos anos difíceis pela frente, independentemente de quem assumisse a presidência, já que todos os candidatos precisariam fazer um forte ajuste de finançaspara equi-librar as contas brasileiras. Por isso, preventivamente, demos início a um trabalho de planejamento, envol-vendo a gestão de custos, que já vínhamos fazendo há mais tempo, e investimento na melhoria da competên-cia e inteligência comercial. Mudamos nossa forma de atuação, inclusive na questão do preço, considerando o contexto das filiais.Foram mudanças significativase, com o mercado mais restrito e competitivo, fizemosinvestimentos também na experiência do cliente. Torna-mos nossa atuação mais digital, mais ágil e interativa. Com tudo isso aumentamos nossa penetração e esta-mos agora colhendo os frutos. 

Hoje há uma mudança no comportamento do consumidor, com a difusão do uso de aplicativos de mobilidade. A Localiza enxerga o Uber, o Cabify e afinscomo concorrentes? Quais são as estratégias para se sobressair neste mercado?

Estas mudanças são para o bem da mobilidade e tudo o que acontece nesse sentido nós somos a favor, porque beneficiaa sociedade como um todo. Buscamos entender como seríamos afetados e buscamos as nos-sas oportunidades nesse processo. O que percebemos é que um número cada vez maior de pessoas utiliza os serviços de aluguel de carro que, em muitas circunstân-cias, é muito mais conveniente e barato. Observamos também que os motoristas, eventualmente, precisam trocar o automóvel, para isso temos a opção de semino-vos, com ótimo custo e soluções de financiamento.

Como o mercado vem reagindo à fusão da Lo-caliza com a Hertz?

A percepção vem sendo muito boa. Consegui-mos fazer a aquisição por um preço muito razoável, e o nosso acordo de longo prazo com Hertz Corporation in-clui a troca de reserva e know how. O aumento da oferta de serviços para os clientes passa a ser uma realidade e, para a Hertz, as vantagens incluem o aumento da rede de atendimento no Brasil, ao passo que ganhamos mais força externamente. 

A nova sede, localizada no bairro Cachoei-rinha, representa um marco para a Localiza, com o investimento de R$ 400 milhões.  Quais ganhos a em-presa espera obter com esta mudança? 

Antes da mudança a Localiza possuía três pré-dios. Isso dificultavaa integração, a produtividade e a percepção da empresa como um todo. Era uma neces-sidade, portanto. Eram mais de duas mil pessoas, entre contratados e terceirizados, em locais diferentes. Como falei anteriormente, temos uma equipe de alto desempe-nho, que merece um ambiente mais confortável possível, para que possa trabalhar com mais prazer e qualidade. Investimentos em infraestrutura, iluminação, espaços adequados, áreas de convivência. Utilizamos de toda a tecnologia disponível, aliada à sustentabilidade, para garantir isso.

Quais são as suas expectativas em relação à economia mineira e brasileira e quais são os pla-nos futuros da empresa para se manter no topo em longo prazo?

Seguimos investindo em inovação. Hoje possuí-mos, por exemplo, o Localiza Fast, um aplicativo que per-mite alugar o carro e sair dirigindo apenas usando o celu-lar. Queremos ser protagonistas em inovação, na oferta da melhor experiência para o cliente e na gestão do negócio para racionalizar processos e atividades, gerando o menor custo. Acreditamos que há um grande potencial de cresci-mento no Brasil e é nisso que apostamos. 

Gostaria de deixar uma mensagem para os lei-tores de MercadoComum?

A mensagem que deixo tem a ver com otimismo. Para que não se deixem abater pelo contexto do merca-do e da economia e busquem alternativas criativas para sair do lugar-comum. Se as pessoas, de uma maneira geral, fizeem isso, vamos conseguir uma mudança. O inconformismo é bom para todos e bom para o país. Va-mos fazer mais e melhor – esta é a forma de ajudar o Brasil e contribuir com a sociedade. 

Melhores e Maiores

Empresa Excelência de Minas Gerais2016/2017 (Por atividade econômica)

COMÉRCIO ATACADISTA:

Martins

Líder e referência no segmento do atacado dis-tribuidor brasileiro, o Martins surgiu há mais de 60 anos e, ao longo da sua história, se tornou uma referência na distribuição e no varejo do País. Com o crescimen-to constante e a multiplicidade de negócios, oferece soluções completas aos seus mais de 260 mil clientes ativos, através do SIM (Sistema Integrado Martins), que aproveita e incentiva ainda mais a sinergia e a coerência de objetivos existentes entre todas as atividades das empresas integradas.

Presente em todo o Brasil, o SIM tem como pro-posta o desenvolvimento de toda a cadeia de consumo. Para conseguir atingir esse objetivo, tem a necessidade e o desenvolvimento dos seus clientes como os prin-cipais pilares para nortear as suas ações. Ao oferecer soluções que respeitam as características dos seus parceiros e as regionalidades, traduz em valor e renta-bilidade para os lojistas todo o conhecimento e tecno-logia em varejo que detém.

As ações do SIM têm como objetivo criar con-dições para melhorar, de forma constante e crescente, o desempenho de toda a cadeia de consumo. Para as empresas que integram o Sistema, o sucesso da indús-tria, da pequena e média empresa de varejo e o atendi-mento completo ao consumidor finalsão fundamentais para o crescimento de todos. E atua para que essa ca-deia de consumo se fortaleça cada vez mais.

Para atuar em sinergia, foram criados um Banco destinado a oferecer soluções financeiras;uma univer-sidade corporativa para fornecer soluções de gestão e tecnologia; uma empresa de cartões para soluções de crédito aos consumidores; uma corretora de seguros para soluções de proteção do patrimônio e dos ativos; uma rede de varejo (Smart Supermercados) para pro-mover eficiênciaem marketing e operações aos filiados;um portal de e-commerce para aproximar os clientes; e uma central de vendas pelo telefone (Televendas) para as soluções de rapidez e facilidades para compras e contato direto do cliente com a empresa. Além disso foram implantadas Unidades Regionais de Negócios em áreas estratégicas do país, destinadas a agilizar e aperfeiçoar a prestação de serviços aos cientes.

Ao criar essa verdadeira “indústria de soluções para o varejo” o Sistema Integrado Martins promove o desenvolvimento contínuo de toda a cadeia de consu-mo, atendendo às necessidades da indústria, de seus clientes e dos consumidores.  A filosofide atuação das empresas Martins é integrar produção e consumo por meio de um sistema de relações de qualidade que capacite seus integrantes para cooperar e competir atuando segundo os princípios da sustentabilidade, gerando resultados consistentes para todas as partes interessadas.

COMÉRCIO EXTERIOR: 

FCA

A gigante automotiva, mais conhecida como Fiat Chrysler Automobiles (FCA), registrou resultados finance-ros recordes em 2016, razão pela qual a empresa é home-nageada do XIX Prêmio Minas – Desempenho Empresa-rial. De acordo com dados anunciados pela empresa em nível mundial, o EBIT ajustado aumentou 26%, para mais de € 6 bilhões, com todos os segmentos rentáveis e me-lhorando na comparação com o ano anterior. 

A receita líquida de € 111 bilhões veio em linha com o número de 2015, e o lucro líquido ajustado cresceu 47%, passando para € 2,5 bilhões. O lucro líquido (sem o ajuste) foi de € 1,8 bilhão, aumento significativona com-paração com os € 93 milhões de 2015. A dívida industrial líquida em 2016 foi de € 4,6 bilhões, € 500 milhões a mais do que no ano anterior.

Em 2016, a FCA registrou vendas globais de 4,72 milhões de unidades, em linha com o ano anterior. As ven-das da Jeep subiram 9%, para 1,42 milhão de unidades, e o market share do grupo na Europa aumentou para 6,5%. A empresa continuou o líder no Brasil com 18,4% do mercado e manteve a participação nos Estados Unidos com 12,6%.

A operação da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) na América Latina registrou um EBIT ajustado de € 5 milhões em 2016, em comparação com o prejuízo de € 87 milhões de 2015. Esse crescimento foi obtido com um mix de veículos mais favorável, principalmente com os lançamentos do Fiat Toro e Jeep Compass, e redução nos custos de vendas, gerais e administrativos, a partir das iniciativas para adequar a operação ao volume do mercado, que foram parcialmente ofuscados por ven-das menores e custos maiores de produção puxados por inflação e novos podutos. 

A empresa se manteve na liderança brasileira, com participação de mercado de 18,4% e mais de 350 mil unidades vendidas, colocando-se, assim, mais de 17 mil unidades à frente do segundo colocado. Os números consideram as vendas das marcas Fiat, Jeep, Chrysler, Dodge e Ram e revelam a liderança em diversos seg-mentos, como o de hatches 1.0, picapes e outros.

De janeiro a julho de 2017, os emplacamentos de automóveis comerciais e leves da montadora alcançaram o número de 159,7 mil unidades. A previsão da empresa é alcançar, neste ano, uma receita líquida global entre € 115 bilhões e € 120 bilhões; EBIT ajustado superior a € 7 bi-lhões; lucro líquido maior que € 3 bilhões e endividamento industrial líquido menor que € 2,5 bilhões.

COMÉRCIO VAREJISTA:

Araujo

Referência no Brasil pelo pioneirismo, inovação e destacada pela sua liderança no mercado mineiro, a Arau-jo hoje possui 50% de market share (IMS) nas áreas onde atua. Pioneira no modelo Drugstore, reconhecida pelos serviços inovadores e com um mix de mais de 18 mil itens, a Araujo alcança um faturamento médio por loja que é o dobro das redes associadas à Abrafarma.
 
O novo Centro de Distribuição, localizado no prin-cipal entroncamento logístico de Minas Gerais, com área de 32 mil m2 e operação semiautomatizada, é um marco para a empresa, que agora garantirá uma logística ef-ciente de 650 lojas, dando condições para uma expansão estruturada nos próximos anos. A inauguração de novas lojas em todo o estado permite o desenvolvimento de regiões ainda não exploradas e amplia o faturamento da indústria, possibilitando tornar Minas Gerais o segundo maior mercado do varejo farmacêutico no país. Para isso, a Araujo busca, em 2018, ampliar em 20% sua base de loja e alcançar um faturamento de R$ 2,1 bilhões.
 
SERVIÇOS E CONVENIÊNCIA
 
Reconhecida pela sua história centenária, a Araujo criou o primeiro plantão 24 horas; o primeiro serviço de telemarketing do Brasil – o Drogatel Araujo; e a primeira drogaria Drive Thru, em que o cliente faz suas compras sem sair do carro.
 
Além de todas essas conquistas, também se tor-nou a primeira rede a operar no modelo drugstore, onde o cliente encontra tudo o que precisa, com um mix com-pleto de produtos, uma grande variedade como higiene pessoal, mamãe e bebê, beleza, dermocosméticos, pet shop, fitness, melhor idade, ortopédicos e diets.
 
Com o objetivo de alinhar o conceito de praticida-de e conveniência, a Drogaria Araujo tem investido cada vez mais em oferecer serviços para otimizar o momento de compra do consumidor. Criou-se também a Central Farmacêutica – disponibilidade 24h de farmacêuticos para atendimento em vídeo chamada em loja e o Serviço Farmacêutico – programa de atendimento personalizado que orienta a adoção de novos hábitos de saúde e com-plementa o tratamento prescrito pelo médico.
 
Tudo isso é resultado também da dedicação e do comprometimento dos mais de 8.000 colaboradores que diariamente trabalham para atingir a missão de encantar e satisfazer as necessidades dos 45 milhões de clientes, por ano.
 
Araujo quer ser motivo de orgulho para os minei-ros. Para isso, a empresa segue inovando e diversificand os serviços oferecidos, marcando presença em novas re-giões do Estado, além de movimentar a economia mineira. 
 
Com 112 anos de fundação, uma gestão moderna, valores sólidos, qualidade e atenção aos detalhes em tudo que faz, a Araujo tem controle do seu futuro e uma atua-ção consolidada para seu crescimento sustentável. 

 

COMUNICAÇÃO/TELECOMUNICAÇÕES:

AeC

 

A AeC, uma das maiores empresas de outsour-cing do Brasil, é uma das homenageadas pelo XIX Prêmio Minas – Desempenho Empresarial – Melhores e Maiores Empresas – MercadoComum – 2016/2017, na categoria Comunicações/Telecomunicações. Com 25 anos de mer-cado e cerca de 30 mil colaboradores trabalhando em 14 unidades espalhadas em nove cidades de seis estados do Brasil, a AeC registrou, em 2016, ano-base da premiação, um faturamento de R$ 816 milhões.

A empresa não revela os percentuais, mas informa que incrementará o volume de investimentos em 2018. Para o finalde 2017 e início de 2018, já estão confirm-dos cerca de R$ 45 milhões, destinados, principalmente, à aquisição de empresas menores voltadas para o setor de Tecnologia e Inovação.

Além da inauguração de um novo escritório co-mercial em São Paulo, com foco no público B2B, a AeC comemora os resultados que vêm sendo alcançados com os investimentos realizados em melhorias de processo de atendimento: automação, URA Digital – Unidade de Res-posta Audível, equipamento que possibilita o atendimento automatizado dos clientes -, entre outros, já resultaram em redução de 10% nos custos das operações desde 2014.

A unidades da empresa estão localizadas em Belo Horizonte (MG), Montes Claros (MG), Governador Vala-dares (MG), São Paulo (SP), João Pessoa (PB), Campina Grande (PB), Mossoró (RN), Juazeiro do Norte (CE) e São Paulo (SP). São cerca de 12 mil posições de atendimento (PAs). Dentre os clientes atendidos pela AeC estão as gi-gantes de telefonia e TV: Claro, Oi, NET, além de órgãos do Governo, como a Cemig e - mais recentemente - clientes do setor de varejo, do mercado financeio e de seguros.

Além dos serviços de contact center, a AeC atua na área de Consultoria e Gestão, oferecendo serviços, so-luções e produtos, Consultoria e Gerenciamento de Pro-jetos, Outsourcing e Desenvolvimento de sistemas sob medida. A AeC também possui o braço AeC Saúde que atua especificamentenesse segmento, promovendo um conjunto de soluções para o setor, como gerenciamento, monitoramento e automação, para maior eficiênciaopera-cional, resultado e economia de custos e processos.

HISTÓRIA

A AeC começou suas atividades em 1992, com foco na venda de softwares, em Belo Horizonte, fazen-do com que seus sócios rapidamente se tornassem os primeiros revendedores credenciados da Microsoft no Brasil. Ao longo de sete anos, a empresa passou a de-senvolver soluções em tecnologia da informação para outras empresas. A nova oportunidade de mercado veio em 1999, quando foi montada a primeira operação de contact center, com 10 posições de atendimento. Com o sucesso, essa área foi expandindo e hoje é o maior negócio da AeC, com 12 mil posições de atendimento e mais de 600 milhões de ligações recebidas por ano.

COMUNICAÇÃO/TELECOMUNICAÇÕES:

Algar Telecom

O XIX Prêmio Minas – Desempenho Empresarial – Melhores e Maiores Empresas - MERCADOCOMUM – 2016/2017 reconhece, na categoria Comunicações / Telecomunicações, a atuação da Algar Telecom, que encerrou o ano de 2016 com uma receita bruta de R$ 3,3 bilhões, 7,2% maior que o verificadono ano ante-rior. O lucro líquido registrado pela empresa atingiu R$ 183,6 milhões, superando em 19,5% o volume de 2015. O EBITDA do negócio Telecom atinge R$ 633,3 milhões e margem de 36%, 3p.p. acima do registrado em 2015.
 
Outros números importantes registrados pela empresa estão relacionados à evolução de 28,5% de dados móveis e 18% nas de soluções Telecom a clien-tes corporativos, segmento considerado o pilar estra-tégico da empresa. O ano passado também marcou a consolidação da atuação na região Sul do Brasil, além do investimento a 16 cidades brasileiras e ampliação da presença geográfica com inauguração no México.
 
No que diz respeito aos investimentos, a empresa realizou aportes da ordem de R$ 501 milhões. Deste total, 67% foi direcionado à expansão das redes - com des-taque à infraestrutura necessária à oferta de serviços de dados ao mercado corporativo e a modernização e am-pliação das redes de banda larga, levando fibraóptica até as residências em substituição à rede metálica e 8% para a expansão do negócio Gestão de Clientes e Gestão de Serviços de TIC. A manutenção da operação e a garantia da qualidade dos serviços receberam 25% dos recursos.
 
Em 2016, a Algar Telecom obteve um incremento de 8,4% em relação a 2015, com mais de 3,5 milhões de Unidades Geradoras de Receitas (URG). A telefonia fixaalcançou 1,632 milhão de linhas, superando em 12,7% o número registrado em 2015. Já a telefonia mó-vel evoluiu 3,9% no comparativo anual e registrou 1,309 milhão de clientes em 2016. Na banda larga fixahouve crescimento de 11,1%, atingindo 473 mil acessos em 2016 e, na TV por assinatura, a empresa encerrou o ano com 98 mil usuários.
 
A empresa dá sinais de um fechamento positi-vo também em 2017. A Algar Telecom encerrou o pri-meiro trimestre deste ano com um lucro líquido de R$ 65,2 milhões, um acréscimo de 57,9% em relação ao mesmo período de 2016. A empresa registrou Ebitda consolidado de R$ 206,8 milhões de abril a junho deste ano, incremento de 16,8% em relação ao mesmo tri-mestre do ano anterior, com destaque para o Ebitda do negócio Telecom, que encerrou o trimestre em R$ 174,6 milhões, elevação de 13% em relação ao 2T16, com a margem de 38%, crescimento de 2 p.p.
 
O período foi encerrado ainda com 3,6 milhões de unidades geradoras de receita – UGRs em seu ne-gócio Telecom, uma adição líquida de 230 mil em re-lação ao mesmo período do ano anterior. A evolução de 6,8% foi impulsionada principalmente pelos serviços de banda larga e telefonia fixa,que cresceram 11,7% e 10,6%, respectivamente.  A empresa apresentou um crescimento de 34.1% nos acessos de ultra banda lar-ga (acima de 10MB). 
 

COMUNICAÇÃO/TELECOMUNICAÇÕES:

CEMIG Telecom

A Cemig Telecom, operadora de telecomunica-ções pertencente ao Grupo Cemig e homenageada na categoria Comunicações / Telecomunicações do Prêmio Minas Desempenho Empresarial, registrou, em 2016, uma receita operacional bruta equivalente a R$ 136,5 mi-lhões e lucro líquido de R$ 10 milhões. Os investimentos realizados em 2016 foram direcionados, em sua maior parte, para a última milha de atendimento aos clientes e para a melhoria da rede, com a da implantação da rede DWDM. 

A Cemig Telecom concluiu projeto de implanta-ção do sistema de transporte de dados DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing), utilizando fibrasda própria Cemig Telecom, e assinou contratos de swap de fibrase capacidade com a Level 3 e Algar Telecom. Os Acordos de Swap celebrados em 2016 permitiram a ampliação do alcance da rede de fibraóptica de longa distância da Cemig Telecom, interligando importantes cidades de Minas Gerais com os principais mercados do Rio de Janeiro e, principalmente, de São Paulo. Em 2016, a empresa investiu, aproximadamente, R$ 42 mi-lhões, com foco na modernização de sua rede de tele-comunicações, especialmente em Minas Gerais, bem como na ligação de novos clientes. A Companhia atua especialmente no fornecimento de internet dedicada, conectividade e serviços especiais, com abrangência, principalmente, no estado de Minas Gerais e nas regiões metropolitanas de Salvador, Recife, Fortaleza e Goiânia.

A estratégia da Cemig Telecom em 2016 visou ampliar sua atuação no mercado corporativo, compreen-dendo o atendimento a empresas e governo, juntamen-te com o segmento de provedores de internet (Internet Service ProviderISP), pequenas operadoras que não possuem rede própria, contrapondo, por outro lado, a tendência das grandes operadoras de construírem suas próprias redes e suspenderem a contratação de circui-tos. Como resultado, a Companhia aumentou seu fatu-ramento no segmento corporativo e ISP em 54%, tendo este último segmento em específicoapresentado um aumento de 230%. 

Importante destacar o processo de reestrutura-ção societária da Ativas Data Center ocorrido no exercí-cio de 2016, através do qual a empresa chilena SONDA, maior companhia latino-americana de soluções de Tec-nologia da Informação, passou a fazer parte da socie-dade. A SONDA investiu R$ 114 milhões na Ativas, re-presentando 60% do capital social total da Companhia. Cemig Telecom e Asamar passaram a deter, conjunta-mente, 40% das ações dessa investida.

A evolução da eficiênciaoperacional, pratica-da nos mais diversos processos da Companhia, pode ser verificadapelo resultado do EBITDA ajustado que, apesar de ter apresentado margem inferior à de 2015, alcançou níveis acima do esperado para o ano. Ações de melhoria e de aumento da produtividade foram im-plementadas em diversos processos, desde atividades técnicas, administrativas e de suporte e infraestrutura e, especialmente, nas atividades comerciais.

CONSTRUTORA RESIDENCIAL:

EMCCAMP Residencial

A Emccamp Residencial é uma das maiores construtoras do país com mais de 40 anos de atua-ção e presente nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. São mais de 60 mil unidades entregues e em construção ao longo desses anos. Com forte atuação no Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), este ano, a empresa está mudando de foco para atuar com mais intensidade nas de-mais faixas do programa.  

Até o primeiro trimestre de 2018, a previsão é de lançamento de cerca de 10 mil unidades, todos inseridos nas faixas 1,5, 2 e 3 do MCMV, nas cida-des de Belo Horizonte (MG), Itapetininga (SP), San-ta Bárbara D’Oeste (SP), São Gonçalo (RJ), Duque de Caxias (RJ), Nova Iguaçu (RJ), Guarulhos (SP), Santo André (SP), Santa Luzia (MG), Rio de Janeiro (RJ) e Niterói (RJ). 

Em 2016, a Emccamp ficou em 3º lugar na classificação geral da categoria "Empreendimentos Imobiliários" segundo o Valor Econômico, e primei-ro lugar entre as incorporadoras. Em 2017, a cons-trutora foi destaque no "Ranking ITC -Inteligência Empresarial da Construção - As 100 maiores da Construção", conquistando o 1º lugar na categoria "Destaque Residencial na Região Sudeste". 

Na capital mineira, a Emccamp acaba de lan-çar o Parque Cerrado, maior empreendimento Minha Casa Minha Vida do Estado de Minas Gerais, com apartamentos de 2 e 3 quartos. São 2.280 unidades habitacionais, distribuídas em 12 residenciais, com prédios de cinco pavimentos cada um. O conceito de bairro planejado está sendo implementado neste projeto, com previsão de centro comercial e áreas verdes preservadas. O residencial está localizado no bairro Monte Azul, na região Norte de Belo Ho-rizonte, a dez minutos da Estação São Gabriel, às margens da MG-020. Esse lançamento está inseri-do na Faixa 1,5 do programa habitacional e permi-te às famílias de baixa renda maior possibilidade e condições de adquirirem a casa própria.

Em Itapetininga (SP), houve o lançamento, nos dias 30 de setembro e 1 de outubro, do con-domínio Bosque Shangri-la. Em uma área de 53 mil metros quadrados, o projeto prevê 432 apartamen-tos de dois quartos, distribuídos em 27 prédios de quatro andares. O diferencial do projeto é a ampla área de lazer, com piscina, salão de festas, play-ground, quadra esportiva, churrasqueira e redário. Tudo isso em condomínio fechado com guarita, para garantir a tranquilidade dos futuros moradores e suas famílias.

No ano de 2016, a Emccamp faturou aproxi-madamente R$ 305 milhões e entregou 8160 uni-dades nas cidades do Rio de Janeiro (RJ), Duque de Caxias (RJ) e Santa Bárbara do Oeste (SP), ge-rando um Valor Geral de Vendas (VGV) estimado de mais de R$ 600 milhões.  Também no ano passa-do, deu início à construção do Residencial Espa-nha, em São Paulo (SP), com 3860 unidades e VGV potencial de aproximadamente R$ 339 milhões. Em 2017, até o momento, a construtora já entre-gou 5520 unidades nas cidades de Belo Horizonte (MG), Teresópolis (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Grajaú (SP) e Guarulhos (SP), com VGV estimado de mais de R$ 502 milhões.

CONSTRUTORA RESIDENCIAL:

MRV Engenharia

A MRV Engenharia encerrou 2016 com o se-gundo maior volume de vendas líquidas da história da companhia. A incorporadora reportou vendas lí-quidas de R$ 4,017 bilhões em 2016, alta de 4,2% em comparação com 2015. O crescimento foi sus-tentado pelo menor impacto dos distratos, que to-talizaram R$ 1,232 bilhão no ano, recuo de 24,9%. As vendas brutas, por sua vez, foram de R$ 5,259 bilhões, queda de 4,3%. A MRV também aumentou o foco na venda de unidades enquadradas nas li-nhas de financiamento com recursos do FGTS, o que representou 94% do total do montante vendido em 2016 ante 86% em 2015.

Segundo a companhia, essa estratégia tem o objetivo de atender um mercado com alta demanda e boas condições de crédito. Além disso, há poten-cial de crescimento das vendas, uma vez que a ofer-ta de produtos nesse segmento ainda está abaixo da capacidade de absorção do mercado, conforme avaliação da incorporadora. A geração de caixa em 2016 totalizou R$ 505 milhões, queda de 37% ante 2015. Apesar das vendas maiores, houve desembol-sos com a compra de terrenos e a distribuição de dividendos ao longo do ano.

LANÇAMENTOS 

A MRV reportou lançamentos de R$ 3,987 bi-lhões em valor geral de vendas (VGV) no ano pas-sado, queda de 15,2% na comparação com 2015. Todos os empreendimentos lançados no ano são elegíveis à comercialização via FGTS. O volume de lançamentos foi influenciado pelo resultado do quar-to trimestre de 2016, quando os novos projetos so-maram R$ 1,071 bilhão em VGV, retração de 34,3% na comparação anual.

A MRV encerrou 2016 com um banco de terre-nos cujo potencial dos lançamentos totaliza R$ 41,1 bilhões. Deste potencial, R$ 2,5 bilhões já possuem registro de incorporação emitidos, o equivalente a 17.763 unidades. O lançamento de fato destas uni-dades está vinculado ao nível de estoque de cada região e também à contratação dos empreendimen-tos junto às instituições financeiras.

EMPRESA REGISTRA CRESCIMENTO RECORDE NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2017

Na contramão do ajuste que as empresas têm feito para enfrentar a crise da economia bra-silei-ra, a MRV Engenharia encerrou o primeiro semestre do ano com resultados inéditos em sua história dos indicadores de lançamentos de imóveis e vendas contratadas. O presiden-te da companhia, Rafael Menin, trabalha com projeções ambiciosas para o que chama de novo ciclo de expansão da constru-tora, apostando em avanço também expressivo da oferta e da entrega de apartamentos neste segundo semestre e em 2018.

A MRV lançou 16.381 unidades de janeiro a junho, número 16,3% superior ao do verifica-do no primeiro semestre do ano passado. O volume está avaliado em R$ 2,543 bilhões. As vendas contrata-das, por sua vez, somaram R$ 2,773 bilhões, avanço de 7,1% quando comparadas às do período de ja-neiro a junho de 2016.  Dando partida às novas me-tas, a empresa informou que ter registrado um julho recorde de lançamentos, com 3.456 unidades, que significam volume de vendas de R$ 522 milhões.

COOPERATIVA RURAL:

CCPRMG

A Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR), maior cooperativa de leite do Brasil, foi criada em 1º de maio de 1949 para resolver o grave problema de abastecimento de lei-te enfrentado pela população de Belo Horizonte. A partir da instituição da marca Itambé, a CCPR se fortaleceu ainda mais no mercado de lácteos e am-pliou a oferta de seus produtos, que já vinham ga-nhando fama entre os consumidores pela qualidade e sabor diferenciados. 
 
A CCPR é uma cooperativa forte, constituí-da por mais de 6 mil famílias que se orgulha em ser uma das maiores captadoras de leite direto do país.  Possui ampla rede de lojas de produtos agro-veterinários e fabrica cerca de 40 tipos de rações diferentes para atender as diversas necessidades e realidades de produção de seus cooperados. 
 
Com cerca de 6 mil associados e produção que ultrapassa 100 milhões de litros que chegam to-dos os meses às cinco fábricas da Itambé, a CCPR Leite tem atuação em mais de 300 municípios em Minas Gerais e Goiás. A coleta do leite é feita por transportadoras conceituadas e que são constan-temente auditadas pela CCPR Leite. Os transpor-tadores são contratados com critério e passam por treinamentos frequentes para garantir a qualidade do leite também no seu transporte. 
 
Para a CCPR, qualidade é coisa séria. Por isso, a organização trabalha há mais de 20 anos com o Programa de Pagamento pela Qualidade do Leite, que prevê bonificação para os produtores que produzem com qualidade. Os projetos de as-sistência técnica e gerencial fecham o pacote de vantagens oferecidas aos cooperados do Sistema CCPR.
 
Recentemente, uma notícia anunciada pela CCPR agitou o ramo leiteiro: a empresa anunciou que irá exercer o direito de compra de 50% da Itambé Alimentos S.A., que será vendida pela Vigor Alimentos S.A. Com isso, a cooperativa será dona de 100% de uma das empresas mais tradicionais de Minas Gerais.
 

EDUCAÇÃO:

Feluma

A Fundação Educacional Lucas Machado (FELUMA) é uma Instituição filantrópica fundada na década de 1970, pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, reconhecida de utilidade pública pelo Decreto Federal nº 62.396, de 13 de março de 1968, tendo como finalidade geral o desenvolvimento e a manutenção de atividades educacionais, saúde, assistência social e pesquisa no campo das ciências exatas, humanas e biológicas, para melhor contribuir no atendimento dos problemas sociais da comuni-dade, aperfeiçoamento educacional e tecnológico e científico (art. 4º do Estatuto).

Para cumprir seus objetivos, a Fundação man-tém os seguintes Institutos: Faculdade Ciências Mé-dicas de Minas Gerais (FCM-MG); Hospital Universi-tário Ciências Médicas de Minas Gerais (HUCM-MG); Instituto de Olhos Ciências Médicas de Minas Gerais (IOCM-MG); Ambulatório Ciências Médicas de Minas Gerais (ACM-MG); Pós-Graduação Ciências Médicas de Minas Gerais (PGCM-MG); e Cirurgia Robótica Ciências Médicas de Minas Gerais (CRCM-MG). - Fa-culdade Feluma.

A FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DE MINAS GERAIS

A Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (FCM-MG) surgiu de um grupo de médicos, também professores, livres docentes e assistentes da Facul-dade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. A motivação subjacente ao projeto para sua fundação era a deficiência de médicos no Brasil, e em especial no estado de Minas Gerais.

Particularmente em Minas Gerais havia mais de três centenas de municípios sem qualquer assistência médica ensejando a reprodução de condições precá-rias da grande maioria da população mineira. Ainda, a insuficiência de vagas ofertadas pela Universidade Federal em Minas, afastando promissores profissio-nais do exercício da função médica e, não menos im-portante, havia a necessidade de proporcionar aos jovens estudantes uma sólida formação moral e ética, fundamental ao exercício das atividades no domínio da saúde.

RESPONSABILIDADE SOCIAL

A FCM-MG desenvolve ações e projetos com o intuito de cooperar para a melhoria da qua-lidade de vida da população, principalmente a de baixa renda. As ações e projetos sociais têm a par-ticipação de professores, alunos e demais funcio-nários da Instituição.

São realizadas campanhas internas, regula-res, com doações de alimentos, fraldas, roupas, móveis, equipamentos, sangue e cadastro em he-mocentros para doação de medula óssea. Além disso, a Instituição realiza a coleta seletiva e con-tribui para o não desperdício de energia, água e papel, utilizando de sistemas que possibilitam o uso consciente.

A FCM-MG também oferece gratuitamen-te atendimento médico nas quatro áreas básicas (Clínica Médica, Pediatria, Ginecologia e Obstetrí-cia), psicológico e fisioterapêutico no Ambulatório Ciências Médicas – MG. Além disso, são realizados atendimentos no hospital-escola próprio, Hospital Universitário Ciências Médicas-MG, em diversas especialidades, exclusivamente, a pacientes do Sistema Único de Saúde – SUS.

ENERGIA:

GASMIG:

Nos dois últimos anos, a GASMIG tem se desta-cado por números expressivos que confirmama franca expansão do gás natural em Minas Gerais. De setembro de 2016 a abril de 2017, a Companhia dobrou seu aten-dimento, saindo dos 10 mil para os 20 mil clientes nos segmentos residencial e comercial. O crescimento do nú-mero de clientes no mercado urbano chega a 1.075%, se comparado a janeiro de 2015, quando somava apenas 1.702 consumidores.

O objetivo para este ano é ligar mais 18 mil novos clientes à rede de distribuição de gás natural da GAS-MIG, totalizando 33 mil consumidores ao finalde 2017. Até 2018, serão cerca de 70 mil clientes no mercado ur-bano, contemplando 22 bairros da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Hoje, o gás natural canalizado de rua chega às residências e comércios de bairros da capital mineira como Santo Agostinho, Lourdes, Funcionários, São Pe-dro, Sion, Cruzeiro, Buritis, Belvedere e, em Nova Lima, os bairros Vila da Serra e Vale do Sereno. A expansão da rede vai garantir o fornecimento do energético aos bair-ros Santa Lúcia, Anchieta, Carmo, Serra e Santo Antônio, ainda em 2017.

Para este ano, também está previsto o início das obras de expansão da malha urbana em Juiz de Fora, na Mantiqueira, além da complementação da rede de Poços de Caldas, no Sul de Minas. Futuramente, a Companhia também pretende expandir a construção de gasodutos para atendimento a clientes residenciais e comerciais em cidades como Betim, Contagem, Sete Lagoas e Ipatinga.

O primeiro trimestre de 2017 foi marcado por forte crescimento nos volumes de gás natural comercializados pela GASMIG em todos os segmentos de atuação. No mercado não-térmico, o volume total distribuído foi de 239 milhões de metros cúbicos, o que representou uma alta de 16,78% em relação ao mesmo período de 2016.

Os destaques ficarampara os segmentos resi-dencial e comercial, que registraram alta de 332,55% e 151,13% respectivamente, impulsionados pelos pro-jetos de expansão da rede urbana e, consequente-mente, da ampliação do número de clientes, que de-vem totalizar 33.000 até o final deste ano.

Para o presidente da Companhia, Eduardo An-drade, os números positivos são reflexosdas refor-mulações na política comercial da Companhia, além de uma contratação mais otimizada de gás natural dos fornecedores nacionais. “Conseguimos melhorar nossas condições de contratação de gás natural e es-tamos praticando uma política comercial mais arroja-da. Com isso, estamos ampliando nossos mercados.”

A Companhia pretende continuar avançando com seus projetos de expansão das malhas urbanas nos municípios de Belo Horizonte, Nova Lima, Poços de Caldas, entre outros, além de investir em novos projetos para conexão de clientes industriais e no segmento veicular.

HOSPITAL:

Mater Dei

Homenageado pelo XIX Prêmio Minas – Desem-penho Empresarial na categoria Hospital, o Mater Dei teve um ano de muitas conquistas em 2016, a começar pela inauguração do Hospital Integrado do Câncer, em abril. O espaço integra o complexo da unidade Mater Dei Con-torno, oferecendo fluxose atendimento exclusivos para o tratamento dos pacientes oncológicos, e ocupa uma área de 4,5 mil metros quadrados.

Em maio de 2016, o Mater Dei Contorno foi o pri-meiro hospital de Minas Gerais a receber a Acreditação da Joint Commission International – JCI. O foco principal das normas é a Segurança Assistencial do paciente, e a Segurança do Ambiente físico, para todos os membros da comunidade hospitalar. Outra conquista está relacionada com a inclusão do Mater Dei, com acreditação máxima, na lista de divulgação da ANS, que trata dos hospitais que atendem aos critérios de qualidade importantes para con-ferir padrão de assistência prestada à população.

No mês de outubro de 2016 a Rede Mater Dei de Saúde inaugurou o novo espaço do Serviço de Hemodiáli-se. As novas instalações do Serviço de Hemodiálise Mater Dei foram construídas em acordo com projetos de unida-des de saúde norte-americanas. Trata-se da expansão do atendimento para pacientes com insuficiênciarenal para o Mater Dei Contorno, que conta com instalações modernas, boxes amplos, individualizados e climatizados para propor-cionar aos clientes mais conforto, privacidade e segurança.

A inauguração de serviços e melhorias teve conti-nuidade em 2017. No primeiro semestre deste ano, o Hos-pital Mater Dei Santo Agostinho obteve a recertificaçãona norma ONA (Nível 3 – Excelência) e manutenção da ISO 9001:2008 e da DIAS NIAHO. Além disso, o Programa de Cuidados Metabólicos e Bariátricos foi certificadopela Surgical Review Corporation (SRC) como Centro de Exce-lência em Cuidados Metabólicos e Bariátricos™, sendo a primeira instituição de saúde de Minas Gerais acreditada nessa certificação.

O início das obras do novo hospital, que será construído em Betim, marca a primeira unidade da rede fora de Belo Horizonte. Com previsão de inauguração em 2020, o Mater Dei Betim-Contagem contará com 367 lei-tos, sendo 36 leitos de UTI adulta e 20 de UTI pediátrica e neonatal, e estrutura completa de Medicina Diagnóstica e pronto atendimento. 

INDÚSTRIA ALIMENTÍCIA:

Itambé

A Itambé Alimentos S/A é uma empresa minei-ra com quase 70 anos no mercado. Diariamente, a marca transforma 2,7 milhões de litros de leite em um portfólio completo de derivados lácteos – são mais de 160 produtos entre leites, iogurtes, requeijões e doce de leite. Considerada uma das maiores empre-sas de laticínios do país, conta com mais de 7 mil fornecedores e 3,3 mil funcionários diretos. A compa-nhia possui cinco unidades industriais, sendo quatro em Minas Gerais (MG) – Pará de Minas, Sete Lagoas, Guanhães e Uberlândia – e uma em Goiânia (GO).  

O relatório Brand Foot Print de 2017, produ-zido pela empresa de pesquisa de mercado Kantar WorldPanel, indica que a Itambé é a 10ª marca de consumo do varejo com maior penetração nos lares brasileiros, além de ser a marca de leite e iogurte mais lembrada pelos mineiros, segundo o Top Of Mind MG 2017. Na seara econômica não é diferente. A empresa foi reconhecida pelo XIX Prêmio Minas – Desempenho Empresarial, na categoria Indústria Alimentícia – Lácteos pelo desempenho registrado.

Em 2016, a Itambé elevou o faturamento em 9%, saltando para R$ 3,19 bilhões. Já o resultado líquido teve aumento de 62% em relação ao ano anterior. No ano que passou a empresa também in-vestiu R$ 50 milhões em Capex, para ampliação e modernização de linhas. Recentemente, a notícia de que a Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR) exercerá o direito de compra de 50% de suas ações, tornando-se assim proprie-tária de 100% da empresa, movimentou positiva-mente o mercado. 

INDÚSTRIA ALIMENTÍCIA:

Pif Paf

Prestes a completar 50 anos de história, a Pif Paf é uma das sete maiores brasileiras no setor de processamento de aves, suínos, massas e vege-tais. Homenageada pelo Prêmio Minas -Desempe-nho Empresarial na categoria Indústria Alimentícia – Congelados, a empresa finalizou o ano de 2016 com um faturamento de R$ 1,9 bilhão no último ano, 10% a mais que em 2015 – 12% deste total se deve à participação da linha de peixes e vegetais. Outro dado importante registrado no ano passado foi o investimento de R$ 2,2 milhões no lançamento de uma nova linha de congelados.

Com sede corporativa em Belo Horizonte (MG), a empresa possui 10 unidades industriais e doze unidades produtivas, produzindo 20 mil to-neladas de produtos acabados por mês, entre cor-tes de aves e suínos, embutidos e massas.  São 11 centros de distribuição, 400 veículos de distri-buição agregados e 195 mil entregas por mês com grande efetividade de entregas no prazo. Ao todo, a companhia executa 74 milhões de abates de aves e 554 mil de suínos por ano. 

A Pif Paf Alimentos é a maior companhia do setor no Estado e uma das 7 maiores empresas bra-sileiras no setor de processamento de aves, suínos, massas e vegetais. Seu mix de produtos contempla mais de 300 itens, entre eles elaborados de carnes, pizzas, lasanhas, pães de queijo e embutidos. Além de comercializar os produtos no Brasil, a compa-nhia também está presente em mais de 15 países: Japão, Hong Kong, Cingapura, Rússia, Angola, Cuba, Vietnam, entre outros.

Além disso, também fornece matéria-prima para a indústria, com suas fábricas de ração, ma-trizeiros e incubatórios. As unidades estão instala-das no interior de Minas Gerais, em Visconde do Rio Branco, Viçosa, Leopoldina, Patrocínio, Pará de Minas, Pitangui, São José da Varginha, Paula Cân-dido, Igaratinga. 

Em Goiás, a Pif Paf está presente em Pal-meiras de Goiás e Paraúna (GO). Os centros de dis-tribuição estão localizados em Contagem, Araguari (MG), Jandira (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Vila Velha (ES). Há 49 anos no mercado, a empresa hoje conta com mais de 7,5 mil empregados diretos e 80 mil clientes. Atua abastecendo os principais mercados da região sudeste, sul da Bahia e Goiás, além de exportar para diversos países.

INDÚSTRIA DE MONTAGEM:

Helibras

A Helibras fechou o ano de 2016 com receita de R$ 442,6 milhões. O resultado mostra um equi-líbrio financeiro e reflete as ações de redução de custos adotadas pela empresa, em face do momen-to instável da economia brasileira. A Helibras tam-bém organizou os projetos prioritários da empresa e cumpriu as metas estabelecidas para os programas militares, como os do H225M e de modernização dos helicópteros Fennec e Pantera. A empresa é homenageada do XIX Prêmio Minas – Desempenho Empresarial, na categoria Indústria de Montagem, em função dos resultados obtidos no ano passado. 

Além de manter a continuidade dos progra-mas militares e das entregas previstas, a Helibras seguiu a política do grupo de aumentar a proximi-dade com os clientes, passando a oferecer serviços mais estruturados, como o HCare, e as moderni-zações de modelos já existentes. Nesses aspec-tos, o destaque do ano foi a assinatura do primeiro contrato HCare Smart para atender dois H155 que atuam no segmento executivo. Outro ponto positi-vo foi a modernização de um EC135 para a versão H135 P3 realizada pela empresa a um cliente do mesmo segmento.

Em estreita colaboração com a Aviação do Exército, a empresa estabeleceu um plano para reorganização do cronograma dos projetos de mo-dernização dos helicópteros Fennec e Pantera, e cumpriu os objetivos de entrega de acordo com as necessidades do cliente. Em 2016 foram entregues 4 novos Fennec e 3 Panteras modernizados. 

O Centro de Engenharia da Helibras recebeu a recertificação da Airbus e da EASA, tornando a fabricante brasileira um braço da Airbus Helicopters para projetos e desenvolvimento de engenharia. Em números gerais, a frota de helicópteros da marca Helibras/Airbus no Brasil totalizou 678 unidades em operação por mais de 330 clientes que atuam em todos os segmentos de mercado. Essa frota conta-biliza cerca de 2 milhões de horas voadas.

SERVIÇOS

A receita alcançada pela Helibras com a ati-vidade de Serviços registrou R$ 284,6 milhões em 2016, representando 64,3% do faturamento total. Para o vice-presidente de Negócios e Serviços, Dominique Andreani, as ações implantadas para melhorar a satisfação do cliente e os planos da em-presa de expandir o atendimento, com apoio inte-gral e personalizado para cada operação e cliente, garantiram o montante e o aumento da satisfação em todos os índices. 

Outro resultado importante conquistado em 2016 foi a boa performance e disponibilidade dos H225M que atuaram nos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. Com o planejamento realizado em con-junto com as Forças Armadas, a Helibras mobilizou uma equipe dedicada a atender as aeronaves antes e durante a competição para o cumprimento de to-das as missões. Um levantamento junto aos opera-dores mostrou que os 35 helicópteros militares da marca que estiveram em ação nos Jogos apresen-taram 98% de disponibilidade.

Praticamente todos os clientes receberam a visita do Suporte Técnico da empresa em 2016 e a Helibras está ampliando a sua presença para estar mais próxima aos clientes com a continuida-de do programa de homologação de oficinas ter-ceirizadas para manutenção de seus helicópteros. Os Centros de Treinamento da Helibras registraram mais de 5.200 horas em atividades, sendo 1.300 delas para clientes militares nos cursos ministrados no CT Itajubá e no simulador do CTS RJ, além dos treinamentos já previstos no programa H-XBR.

INDÚSTRIA DE REFRATÁRIOS:

Magnesita

Embora o ano de 2016 tenha tido fraca ativi-dade nos principais mercados, a Magnesita regis-trou resultados positivos, principalmente no que diz respeito à rentabilidade, diversificação geográfica e redução de despesas, entre outros pontos. De acordo com as informações divulgadas em balan-ço, o progresso da empresa é resultado das inicia-tivas implementadas nos últimos anos, tais como austeridade no controle dos custos e despesas, saída de mercados com margens baixas, raciona-lização nas áreas de suprimentos e supply chain e otimização na utilização de matérias primas. A Companhia registrou um lucro líquido de US$ 133,2 milhões em 2016, revertendo o prejuízo líquido de US$ 297,6 milhões em 2015.

A diretoria também destaca, entre as con-quistas registradas no ano passado, o recorde no índice de segurança. Ao longo do ano passado, a empresa realizou melhorias na gestão global de se-gurança a partir do aperfeiçoamento dos procedi-mentos para identificar e mitigar riscos, definição de um rigoroso conjunto de controles operacionais e implementação de um programa robusto de trei-namento de segurança. Com isso, a taxa de aci-dentes com perda de tempo tem diminuído ano após ano e atingiu 0,27 em 2016, considerado um recorde para a organização e em linha com as taxas de empresas líderes em padrões de segurança.

“Em 2016, também alcançamos marcos im-portantes que beneficiaram e continuarão bene-ficiando nossos stakeholders. Concluímos a im-plantação de nossa plataforma global de ERP, que certamente contribuirá para ganhos de eficiência e escala e suportará nossa estratégia go-to-market. A bem-sucedida venda de nosso negócio de talco permitirá nos dedicarmos exclusivamente em nos-so core business, além de fortalecer nossa estru-tura de capital”, afirma a diretoria no documento.

As atividades da Magnesita Refratários, em-presa dedicada à mineração, produção e comer-cialização de extensa linha de materiais refratários e minerais industriais, tiveram início em 1940, logo após o descobrimento dos depósitos de magnesi-ta em Brumado, estado da Bahia. Hoje, opera 27 unidades industriais e de mineração em oito paí-ses com capacidade de produção de refratários superior a 1,4 milhão de toneladas/ano. A empresa é líder no setor de refratários nas Américas e, em 2015, seus produtos foram vendidos para mais de 100 países.

INDÚSTRIA ELETROELETRÔNICA: 

Clamper

Fundada em 1991, a Clamper é especializada na pesquisa, desenvolvimento e fabricação de DPS – dis-positivos de proteção contra surtos elétricos, oferecen-do soluções de alto desempenho e tecnologia para os diversos segmentos do mercado. Hoje, com 26 anos, a empresa é referência nacional, desenvolvendo pro-dutos de alta tecnologia, resultantes de investimentos contínuos em soluções que atendam às necessidades do mercado. 

A Clamper possui sua matriz em Lagoa Santa (região metropolitana de Belo Horizonte), onde pos-sui um laboratório próprio para testar seus produtos, atuando em todo o Brasil e em outros 15 países da América Latina, Europa, África, além dos EUA.

A empresa, que tem um faturamento médio de cerca de R$ 5 milhões por mês, obteve um crescimento de 16% em 2015 e de 19% em 2016. A meta, de acordo com o executivo Ailton Ricaldoni, é crescer 50% neste ano e mais 40% em 2018, revelou, em almoço-palestra realizado pela Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresas (ADCE) em agosto. 

Em 2016, a empresa conquistou a recertificaçãodo seu Sistema de Gestão da Qualidade conforme NBR ISO 9001:2008. A auditoria foi realizada em novembro do ano passado, pela DQS UL - Management Systems Solutions (MSS), uma entidade que acumula 100 anos de atuação como certificadorade produtos e sistemas. Foram vistoriados processos, documentos, arquivos, resultados e principalmente o comprometimento do pessoal com a Política da Qualidade.

INFRAESTRUTURA:

Copasa

Em 2016, a Copasa apurou um lucro líqui-do de R$ 434,2 milhões no exercício, ante um prejuízo de R$ 11,6 milhões em 2015. A gera-ção de caixa operacional, medido pelo EBITDA Ajustado, cresceu 35,2% em relação ao obser-vado em 2015, refletindo a recuperação das re-ceitas de água e esgoto no período. A receita operacional líquida alcançou o montante de R$ 3,64 bilhões, crescimento de 15,9% em relação ao ano anterior. Os custos e despesas, por sua vez, atingiram R$ 2,79 bilhões, com redução de 2,1% quando comparadas com as do exercício anterior. A dívida líquida foi reduzida em R$ 236 milhões, atingindo o menor valor registrado desde o encerramento do exercício de 2013.

A Companhia terminou 2016 atendendo a 11,56 milhões de habitantes com abasteci-mento de água e prestando serviços de esgo-tamento sanitário a 7,83 milhões de habitantes. Em 2016, foram distribuídos 934,6 milhões de m³ de água no ano, um crescimento de 2,6% em relação ao ano anterior. O volume de esgoto tratado no mesmo período foi de 250,7 milhões de m³, correspondendo a 79,3% do volume to-tal de esgoto coletado pela Companhia.

Os investimentos em 2016 totalizaram R$ 428,4 milhões, sendo R$ 395 milhões na Co-pasa e R$ 33,4 milhões na Copanor. Ao longo do exercício, foram formalizados Contratos de Programa com 11 municípios do Estado de Mi-nas Gerais. Ao fim de 2016, a Copasa contava com 635 concessões de água e 299 de esgoto. Visando valorizar ainda mais as parcerias com os municípios, a Companhia tem perseguido o permanente aprimoramento do diálogo com as autoridades municipais e com a população atendida.

PLANO ESTRATÉGICO

No plano estratégico, foi dada sequên-cia aos trabalhos desenvolvidos no ano anterior, quando foram redefinidas a Missão, Negócios, Valores e Diretrizes Estratégicas para orientar os destinos da Companhia. Em 2016, o foco se deu no desdobramento das diretrizes em iniciativas e definição da metodologia para o monitoramento da implantação da estratégia corporativa, bem como na identificação dos macroprocessos e res-pectivos processos, como ponto de partida para o realinhamento e racionalização das atividades e rotinas operacionais da empresa. Foi instituído também o Comitê Executivo, composto por todos os superintendentes, com a finalidade de apoiar a Administração na implementação da estratégia corporativa.

O aperfeiçoamento dos mecanismos de gestão também vem sendo foco permanente de atuação, com o estabelecimento de medidas que visam melhorar a qualidade dos controles internos e mitigar riscos inerentes às atividades da Compa-nhia. A implantação da Gestão Colegiada, no ano de 2016, em todos os níveis da organização, com o estabelecimento de alçadas para autorização de todos e quaisquer dispêndios, tornou o processo decisório mais seguro, imprimindo maior rigor no gerenciamento dos custos. Também foram aper-feiçoadas as ferramentas empregadas na gestão orçamentária e implantados o Canal de Linha Éti-ca e a Política Anticorrupção, visando garantir as melhores práticas de mercado e transparência na gestão.

ESPORTE:

América Futebol Clube

Com um patrimônio avaliado em mais de R$ 550 milhões, o América Futebol Clube é um dos times mais tradicionais de Minas Gerais. O clube foi fundado em 30 de abril de 1912 – data em que também se comemora o Dia do Torcedor do Amé-rica Futebol Clube, a partir do Projeto de Lei n° 1.707/08.

Alguns dos momentos marcantes da trajetória do clube são as conquistas dos brasileiros da Série ‘B’ (1997) e da ‘C’ (2009), além da Copa Sul-Minas (2000), além da aquisição do histórico Estádio Inde-pendência, a nova casa do América.

O América já contou em seu elenco com no-mes como Jair Bala, Juca Show, Cândido, Zuca, Petrônio, Gunga e Satyro, Tostão, Eder Aleixo, Pa-lhinha, Euller, o Filho do Vento, Gilberto Silva, Fred, Alessandro, Alex Mineiro, Alessandro, Wagner, além do japonês Yuji Nakazawa, que atuou pelo América entre 1996 e 1997 e depois se tornou herói da seleção de seu país. 

O América possui um modelo de gestão di-ferente da maioria dos clubes, o América tem à sua frente um Conselho de Administração formado por nove integrantes, além do Conselho Consultivo que contempla todos os presidentes e ex-presidentes vivos.

FINANÇAS: 

Banco Fidis

Em 2016, a receita de intermediação financeir do Banco Fidis foi de R$ 637.842 milhões, com uma redução de 2,69% em relação ao exercício de 2015. O resultado antes da tributação sobre o lucro e partici-pações no exercício de 2016 foi de R$ 70.151 milhões, 15,22% menor do que no mesmo período de 2015. Como consequência, o lucro líquido do exercício fi-do em 31 de dezembro de 2016 foi de R$ 55.624 mi-lhões, inferior em 26,34% em relação ao lucro líquido do exercício de 2015.

O Banco Fidis S/A, pertencente ao FCA Group, é uma instituição global de serviços financeios que opera nas áreas de Arrendamento Mercantil e de Cré-dito, Financiamento e Investimento. Foi criado como financeirae distribuidora para dar suporte à venda de veículos da Fiat em outubro de 1974, através da aqui-sição de 50% da financeirae distribuidora da Comit--Banca Commerciale Italiana. 

Em 2002, ainda como Banco Fiat, teve a sua razão social alterada para Banco Fidis de Investimen-to S/A e anunciou a transferência da carteira de cré-dito de consumo para a Fiat Leasing S/A, renomeada Banco Fiat S/A. Esta, por sua vez, teve aprovação da operação de venda pelo Banco Central em março de 2003. O Banco Fidis deixou de operar diretamente no varejo.

Com a venda das operações de varejo, o Banco Fidis passou por um amplo processo de reestrutura-ção entre 2003 e 2005. Inclusive, aprimorou seus con-troles para o risco financeio utilizando a metodologia da Lei Sarbannes-Oxley (SOX). O Banco continuou a financiartodo o estoque da rede de concessionárias Fiat, atuando no credito atacadista.

Em 2008, deu início às operações da unidade de negócios Iveco Capital para financiamentodas linhas da montadora Iveco Latin America Ltda aos clientes de atacado e varejo. No início de 2009, o Banco Fidis teve novamente sua razão social alterada, deixando de ser Banco Fidis de Investimento S/A, passando para Banco Fidis S/A.

Também no ano de 2009, o Grupo Fiat anun-ciou a parceria com a americana Chrysler, assim, dan-do início às operações de mais uma unidade de fina-ciamento, a Chrysler Group Financial Services para financiamentode veículos das marcas Chrysler, Jeep, Dodge e Ram tanto para varejo quanto para atacado.

Em 2011, em virtude da reorganização mundial das empresas FIAT e CNH Industrial, o Banco Fidis em conjunto com o Banco CNH Industrial Capital S/A e Iveco Latin America Ltda, celebraram contrato de ces-são de diretos, com efeitos a partir de 01 de janeiro de 2014, no qual o Banco Fidis cedeu ao Banco CNHI o direito de financiaras operações da rede de con-cessionárias e clientes finaisdos veículos da marca Iveco. Dessa forma, a partir de 01 de janeiro de 2014, o Banco CNHI assumiu as atividades da Unidade de Ne-gócios Iveco Capital, a qual oferece linhas de crédito destinadas à aquisição dos produtos fabricados pela Iveco, ocorrendo em 01 de julho de 2014 a transferên-cia para o Banco CNHI da carteira de crédito rotativo para aquisição de veículos pela rede de concessioná-rios da Iveco (Floor plan).

No Brasil, a atividade do Banco Fidis está vol-tada para a realização de operações de financiament e leasing para clientes finais,através de suas unidades de financiamento,Chrysler Group Financial Services para veículos da marca Chrysler, Jeep, Dodge e Ram, além do financiamentoFloor Plan para os estoques das concessionárias da Fiat Automóveis S/A e Chrys-ler Group.

FINANÇAS: 

Sicoob Central Crediminas

Com atuação reconhecida na categoria Finanças, o Sicoob Central Crediminas finalizouo exercício de 2016, ano-base da premiação, com ativos totais da ordem de R$ 5,57 bilhões e crescimento de 39,6%, quando comparado com o ano anterior. O crescimento, de acordo com balanço divulgado pela organização, pode ser atribuído à centralização financeiradas filiadas,que alcançou o montante de R$ 4,78 bilhões e teve, no ano passado, um crescimento de 48,71%. O Patrimônio Líquido da Central apresentou crescimento de 10,92%, totalizando R$ 409,03 milhões. Já as sobras brutas alcançaram um patamar de R$ 44,7 milhões, ou seja, 26,20% de crescimento quando comparado ao ano de 2015. 

Os bons resultados alcançados pelo Sicoob Sistema Crediminas vêm se consolidando também no primeiro semes-tre de 2017. Com 81 cooperativas filiadase 473 postos de aten-dimento, o Sistema conta, atualmente, com mais de 683 mil associados. O Sistema também registrou, no período, um patri-mônio líquido de R$ 2.379.726.000,83 bilhões. O volume de de-pósitos ficouem R$ 7.225.338.167,09 bilhões, e as operações de crédito totalizaram um montante de R$ 5.343.173.934,06 bilhões. As sobras brutas do primeiro semestre de 2017 alcan-çaram um total de R$ 216.500.680,88 milhões.

EXPANSÃO EM RMBH

Belo Horizonte e região metropolitana receberão oito novas agências do Sicoob Sistema Crediminas até de-zembro deste ano. Esta será a primeira etapa de expansão do sistema, que opera em formato de livre admissão para grandes centros. Na avaliação da organização, a abertura das agências em BH é um passo importante para demo-cratizar o acesso às cooperativas de crédito e, consequen-temente, as soluções financeiras mais justas e adequadas

As cooperativas de crédito são instituições finance-ras formadas pela associação de pessoas para prestar ser-viços financeios aos seus associados que são ao mesmo tempo donos e usuários dessas entidades, participando de sua gestão e usufruindo de seus produtos e serviços.  Nas cooperativas de crédito, os associados encontram os principais serviços financeios, como conta-corrente, apli-cações financeiras,cartão de crédito, empréstimos, fina-ciamentos, poupança, seguros, consórcios, dentre outros. Autorizadas e supervisionadas pelo Banco Central, as co- operativas têm as mesmas garantias dos bancos, através do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop).

INAUGURAÇÃO DA NOVA SEDE

Outra novidade é que o Sicoob Central Credimi-nas inaugurou no primeiro semestre deste ano sua sede própria em Belo Horizonte, situada no Business Center MonteRey Officeao lado do Shopping Del Rey. Além de abrigar a maior cooperativa central do Sicoob, o novo prédio abriga o Fundo Garantidor de Depósitos (Sicoob FGD) e a corretora de seguros, Sicoob Minaseg. 

Presente em uma área privilegiada, no crescente Vetor Norte da capital, com acesso às principais vias da cidade, a sede do Sicoob Central Crediminas está próximo aos corre-dores que levam aos aeroportos da Pampulha e Confins,Ci-dade Administrativa e ainda está a poucos minutos do centro de BH. “Sabemos que um dos fatores de sucesso do negócio é o ponto de sua localização. Ao decidirmos construir nossa sede no Caiçara, analisamos a necessidade de recebermos nossas cooperativas e elas estão justamente, distribuídas em todo o estado, a ponto de necessitar de estarmos situados próximos a vias de acesso às principais regiões da capital, assim como ao aeroporto, rodovias e rodoviária” destacou o diretor-superintendente do Sicoob Central Crediminas, Elson Rocha Justino. A nova sede conta ainda com grandes inves-timentos de infraestrutura e segurança, com a utilização de soluções corporativas e tecnológicas de última geração. 

O Business Center MonteRey Officé um projeto da Direcional Engenharia desenvolvido sobre o conceito mixed use, integrando unidades residenciais e comerciais no mesmo projeto, uma tendência do mercado imobiliário mundial, como o City Center, em Las Vegas, o Puerto Madero, em Buenos Aires, e o Cidade Jardim, em São Paulo. O complexo é composto por quatro edifícios comerciais, dois residenciais e um hotel.

LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS:

HermesPardini 

O Grupo mineiro Hermes Pardini está entre as três maiores empresas de medicina diagnóstica do país. A empresa - que concluiu a abertura de Capi-tal na Bolsa de Valores em janeiro deste ano - está presente em todo o Brasil, por meio da prestação de serviços de Apoio Laboratorial (Lab To Lab), com o atendimento a mais 5.400 clientes (laboratórios e hospitais). Atualmente detém as marcas Hermes Par-dini, Diagnóstika, Padrão, Progenética, Biocod, Ce-medi e Centro de Medicina Nuclear da Guanabara, e estrutura própria em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia. Essa base permite a oferta de mais de 3,4 mil tipos de exames e a expertise nas áreas de análises clínicas, diagnóstico por imagem, genética molecular, testes oncológicos de alta complexidade, medicina nuclear, medicina personalizada e patologia cirúrgica. 

Em 2016, o Grupo atingiu receita bruta de R$ 971,3 milhões, o que representa um aumento de 17,6% comparado ao ano de 2015. Mais de 50% desse volume é resultado do Lab To Lab, que encer-rou 2016 com R$ 579,2 milhões.

A companhia possui duas frentes de atuação: Laboratório de Referência (Lab To Lab) e Unidades de Atendimento ao Paciente (Pacient Service Center - PSC), que processaram mais de 70 milhões de exames em 2016. No Lab To Lab, o Grupo Hermes Pardini ocupa liderança nacional na prestação de serviços de Apoio Laboratorial, com o atendimento a mais 5 mil clientes (laboratórios e hospitais) em todo o país, localizados em 1.800 cidades, por meio de uma logística própria e ino-vadora e um serviço extremamente eficiente.

Essa área de atuação, lançada em 1997, im-pulsionou o crescimento da companhia, sendo res-ponsável por 59% da receita em 2016, quando foram executados 55,2 milhões de exames, um crescimento de 32,4% em volume com relação a 2015. O Apoio segue em expansão em 2017, com a realização de 15,2 milhões de exames no 1° trimestre, o que re-presenta o crescimento de 26,3% se comparado ao mesmo período em 2016, e cerca de 16,4 milhões de exames no 2° trimestre, chegando a um salto de 19,5% em comparação ao ano passado.

Em 2016, 41,9% da receita bruta foram pro-cedentes dos serviços de Atendimento ao Paciente (PSC), sendo que 64% corresponderam a serviços de análises clínicas e 36% a serviços de imagem. No PSC, o Hermes Pardini possui 111 unidades nos es-tados de Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo, que atendem diretamente a cerca de 10 mil clientes por dia com exames de análises clínicas, diagnóstico por imagem, vacinas e check-up e exa-mes de alta complexidade. O Grupo é líder em Minas Gerais, com 68 unidades próprias e 70% de partici-pação de mercado em Belo Horizonte e Região Me-tropolitana, e em Goiás (com a marca Padrão), com 31 unidades e 51% de participação de mercado em Goiânia.

A marca ainda possui outras quatro unidades próprias na cidade de São Paulo e oito unidades no Rio de Janeiro. Em 2016, o Atendimento ao Paciente realizou 19,8 milhões de exames, evolução de 4,8% quando comparado com 2015. Em 2017, o PSC en-cerrou o 1° trimestre com a realização de 5,6 milhões de exames, uma evolução de 38,6% quando compa-rado a 2016, e o 2° trimestre com 5,4 milhões de exa-mes realizados, uma evolução de 35,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

LOGÍSTICA:

VLI

A VLI é uma empresa que oferece serviços logís-ticos que integram portos, ferrovias e terminais. Criada em dezembro de 2010, a companhia transporta as ri-quezas do Brasil por meio da concessão das ferrovias Norte-Sul e Centro-Atlântica, além de contratos com a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e Estrada de Ferro Carajás (EFC), ambas ferrovias da Vale. A VLI Mul-timodal integra a holding VLI SA.

A empresa está conectada a oito terminais inter-modais em regiões estratégicas no interior de Minas, São Paulo e Tocantins além de três terminais portuários loca-lizados na costa brasileira: Tiplam, em Santos (SP), TMIB, em Barra dos Coqueiros (SE), o TPSL, em São Luís (MA) e ainda o Complexo de Tubarão, em Vitória (ES).

Atualmente, a VLI possui presença forte no agro-negócio, sendo mais da metade do que é transportado pela companhia representado por produtos desse se-tor, como grãos, açúcar e fertilizante. Também atende a empresas dos segmentos de siderurgia, construção e industrializados.

Comprometida com a excelência de seus ser-viços, a companhia vem investindo desde 2013 R$ 9 bilhões na construção de terminais intermodais, am-pliação portuária, modernização da linha férrea e aqui-sição de novas locomotivas e vagões com o objetivo de aumentar de dobrar a sua capacidade de transporte em 2019.

DESTAQUES

Um ano fundamental para a VLI pela entrega de grandes projetos, como os terminais integradores de Porto Nacional (TO), Palmeirante (TO) e Uberaba (MG), chegada de material rodante, além de ampliação de pátios e novos ramais ferroviários. Esses marcos irão subsidiar o crescimento de volume previsto para os próximos anos. 

Essa logística integrada possibilita a redução no tempo total da cadeia, desde o carregamento no ter-minal de transbordo até o descarregamento no porto, otimizando o tempo de viagem dos caminhões pelas estradas e diminuindo também os congestionamentos.

NÚMEROS DA VLI EM 2016

O EBTIDA da empresa foi o maior já registrado, equivalente a R$ 1,4 bilhão – R$ 116 milhões superior ao ano de 2015. O lucro líquido de 2016, entretanto, ficou32% abaixo do registrado no ano anterior, com R$ 234 milhões. A empresa credita a redução ao impacto do aumento das despesas financeirasem função das novas dívidas e pelo crescimento da depreciação com a entrada de novos ativos.

Os investimentos da VLI em 2016 também cha-mam a atenção: R$ 2,5 bilhões, sendo R$ 2,1 bilhões para execução de projetos (investimentos de capital e R$ 446 milhões para operações existentes (investimentos de manutenção). Além disso, a empresa segue direcionando aportes a projetos como o Tiplam, em Santos (SP), que f-nalizou o ano com 96,8% das obras concluídas; e TI Ube-raba (MG), que alcançou 99,2% das obras.

METALURGIA:

ArcelorMittal

Em ano marcado pela contração da atividade econômica, adversidades no ambiente de negócios, aumento do endividamento público e das famílias e alta do índice de desemprego, o lucro líquido conso-lidado da ArcelorMittal Brasil foi de R$ 803 milhões no período contra um prejuízo de R$ 1,8 bilhão em 2015. A reversão do resultado pode ser explicada pela apreciação do Dólar diante do Real e o aumen-to de vendas para o mercado externo, associadas a várias medidas internas para o aumento da compe-tividade. A receita líquida consolidada da empresa atingiu R$ 17,24 bilhões, queda de 22,5% na com-paração com 2015.

O resultado operacional consolidado (EBITDA) foi de R$ 2,39 bilhões, queda de 7,7% se comparado ao ano anterior. A margem EBITDA sobre a receita líquida consolidada cresceu nominalmente dois pon-tos percentuais e atingiu 14%. A produção de aço chegou aos 10,1 milhões de toneladas, igual resul-tado ao período de 2015. O volume de vendas, no entanto, alcançou 9,7 milhões de toneladas, recuo de 1,7% em relação ao ano anterior. Do total vendido pela ArcelorMittal Brasil, 52% foram destinadas ao exterior e 48% ao mercado interno. A empresa expor-tou o equivalente a R$ 6,4 bilhões, correspondente a 37% da receita total. A maior parte das exportações foi de placas e produtos acabados originários da uni-dade de Tubarão (ES) e destinados principalmente à laminadora AM/NS Calvert nos Estados Unidos.

“Apesar do cenário desafiado, em 2016, pros-seguimos com o processo de melhoria contínua, na busca de excelência operacional e logística, na otimi-zação de preços de insumos e matérias-primas e no desenvolvimento de produtos e soluções com maior valor agregado”, aponta o presidente da ArcelorMittal Brasil, Benjamin Baptista Filho. Além da consolida-ção do Centro de Pesquisas, localizado na unidade de Tubarão (ES), para o desenvolvimento de produ-tos, a Empresa focou também na eliminação de gar-galos, simplificaçãode processos e redução de cus-tos na cadeia de valor. “São ações que possibilitaram maior agilidade, produtividade e competitividade da companhia e que qualificaramainda mais o nosso portfólio de produtos disponíveis”, conclui.

METALURGIA:

CBMM

Empresa brasileira do setor privado, a CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração) foi fundada em 1955 em Araxá, Minas Gerais, onde se lo-calizam grandes reservas do minério. Graças a décadas de investimentos na tecnologia do nióbio, em aplica-ções de nióbio e na prestação de serviços aos clientes, a CBMM ostenta a posição de principal produtor mun-dial da commodity e única empresa com presença em todos os segmentos do mercado.

A CBMM conta com um quadro de aproximada-mente 1.800 profissionais,comprometidos em fornecer tecnologias e produtos inovadores de nióbio a mais de 300 clientes em 50 países, em diversas partes do mundo.

A logística é fundamental para o atendimento eficienteaos clientes, destacando-se entre as várias vantagens da CBMM.  Além de quatro subsidiárias, a Companhia mantém ampla rede de depósitos tercei-rizados, estrategicamente posicionados ao redor do mundo.  Os depósitos mantêm estoques suficientespara pronto atendimento de qualquer necessidade, as-segurando aos clientes acesso a um fluxoininterrupto de produtos de nióbio de alta qualidade.

O compromisso com o meio ambiente, os fun-cionários e a comunidade - assumido desde o início pela Companhia - consolidou a reputação da CBMM como um empreendimento sustentável.  Além de nume-rosas certificaçõese distinções, inclusive de ter sido a primeira empresa de mineração e metalurgia do mundo a receber a certificaçãoISO 14001, a missão da CBMM é sustentável: ampliar a utilização da tecnologia do nióbio, transformando um recurso natural em soluções para a construção de um mundo melhor. 

O Grupo Moreira Salles é acionista majoritário da CBMM desde 1965. De 2002 a 2006, aumentou seu controle acionário - de 55% para 100% - através de compras sucessivas de participações mantidas pelo acionista minoritário Molycorp. Em 2011, uma partici-pação de 15% na Companhia foi vendida a um consór-cio japonês-sul-coreano e outra, também de 15%, foi adquirida por um grupo de empresas chinesas.

Um contrato assinado em 1972 entre a CBMM e a estatal Camig (hoje, Codemig), definemeios para a maximização do uso das reservas de nióbio de Araxá, garantindo à Codemig uma participação de 25% no lu-cro líquido ajustado de toda a operação com o nióbio.

Recentemente, a CBMM anunciou que se tor-nou detentora de um processo de exploração e bene-ficiamentode concentrados refinadosde terras-raras, componentes de óxidos e metais usados na fabricação de aerogeradores e motores elétricos para máquinas industriais, eletrodomésticos, elevadores e carros híbri-dos e elétricos. De acordo com a empresa, foram inves-tidos R$ 50 milhões para uma planta piloto com capaci-dade de processamento de 1 a 3 mil toneladas por ano e que fará frente à produção da China, que hoje domina este mercado, com o fornecimento de 97%da demanda mundial, hoje em torno de 150 mil toneladas anuais.

METALURGIA:

Rima Industrial

O Grupo Rima é líder na produção e comercia-lização de ligas à base de silício no Brasil e o único produtor de magnésio primário do Hemisfério Sul. Seus produtos são fabricados a partir de reservas próprias de dolomita e quartzo de alta pureza, em processos certi-ficadosdesde: SA 8.000, OHSAS 18.001, ISO 14.001, ISO TS 16.949 à ISO 9.001, além de floestas certific-das pelo FSC®- C121993. 

A empresa, 100% brasileira, está em atuação desde 1987. Além de ser a única produtora de mag-nésio primário do Hemisfério Sul, é a única do mundo a produzir peças automotivas, na mesma planta, par-tindo diretamente do minério (dolomita) e utilizando a inovadora tecnologia de transporte de magnésio líquido e reciclagem interna de retornos de fundição, num pro-cesso altamente verticalizado, que prioriza as reduções de custo e a conservação de energia. 

A Rima Industrial possui, ainda, a segunda maior Fundição sob Pressão de magnésio do mundo, na qual são produzidas peças fundidas em ligas de excelen-te qualidade, com custos bastante competitivos. Sob a administração de seu presidente, Ricardo Vicintin, a empresa possui mais de quatro mil colaboradores, dis-tribuídos nas seguintes divisões: Fundição sob Pressão, Magnésio, Silício Metálico, Ferro-Ligas e Agropecuária. A companhia conta também com as divisões de Enge-nharia, Mineração, Florestal e Turismo, que ajudam na realização de um trabalho mais completo.

O Grupo Rima, procurando o bem-estar, a saúde e a satisfação de seus empregados, e buscando cum-prir e honrar seus compromissos com a sociedade e com o meio ambiente, vem desenvolvendo um progra-ma que visa o aprimoramento dos sistemas de gestão das suas unidades produtivas, tomando como base as normas de Gestão ISO 9.001, ISO14.001, OHSAS 18.001, SA 8.000 e FSC® em um Sistema de Gestão In-tegrada que tem como objetivo estabelecer e demons-trar políticas de gerenciamento sobre as questões de meio ambiente, segurança e medicina do trabalho, bem como de responsabilidade social com seus emprega-dos e vizinhos.

Para início do programa, foi tomado como piloto a Rima Mineração, em Olhos D’Água, onde começou, em maio de 2008, a implantação da Gestão ISO 14.001, resultando atualmente nas certificaçõesdesta unidade em: SA 8.000, OHSAS 18.001, ISO 14.001 e ISO 9.001. Paralelamente a esta fase, teve início a implantação da Gestão Integrada nas diversas unidades do Grupo que hoje conta com as certificaçõesISO 9.001 e ISO 14.001 para Capitão Enéas, Várzea da Palma e Bocaiúva – esta também com a certificaçãoISO TS 16.949 na produção de injetados e usinados para a indústria automobilísti-ca. Na Divisão Florestal, unidade de Buritizeiro, a em-presa possui a certificação do FSC®

METALURGIA:

Votorantim Metais e Zinco

Em 2016, a Votorantim alcançou resultados significativos,com receita líquida 3% maior (US$ 1,8 bilhão), EBITDA de US$ 380 milhões e relação de 0,35 de dívida líquida/ EBITDA, de acordo com relató-rio anual divulgado pela empresa. Os números foram conquistados a despeito do grau de incerteza sobre o comportamento dos mercados, caracterizado pela indefiniçãoda taxa de juros norte-americana e sobre a evolução de economias de grande porte, como Ásia e Europa. 

No entanto, foi registrada a melhora do am-biente internacional, em decorrência da manutenção do ritmo do crescimento chinês e da melhoria dos preços dos metais na London Metal Exchange (LME). O preço do zinco registrou alta de 65%, fechando 2016 a US$ 2.563 por tonelada. Na média, o preço anual do zinco foi de US$ 2.095 por tonelada, 9% superior ao de 2015. Já o preço médio do cobre, que acumulou alta de 18% ao longo do ano, apresentou média anual de US$ 5.501 por tonelada, 12% inferior à de 2015.

No período, a empresa passou também por uma reestruturação, com a continuidade do proces-so de integração da gestão dos ativos no Brasil e no Peru, cujas minas respectivamente, tiveram a vida útil ampliada em seis anos em Morro Agudo e nove em Cerro Lindo, como resultado das atividades de exploração mineral. Em Cerro Lindo, a expectativa é alcançar a produção de 20 mil toneladas por dia de tratamento de minério. 

A empresa avançou, ainda, em projetos green-field,como Aripuanã (Brasil) e Magistral (Peru), assim como na identificaçãode novas áreas de mineração em ambos os países e deu início à integração opera-cional de Atacocha e El Porvenir, que será concluída entre 2017 e 2018, com a unificaçãodas minas sub-terrâneas, além de ter alcançado um novo recorde de produção anual em Cajamarquilla, que chegou a 334 mil toneladas de zinco.

Outro movimento significativofoi a venda de parte da produção de prata da mina de Cerro Lindo para a empresa Triple Flag, destinando mais recursos para investimento em melhorias das operações. 

A partir da definiçãodo Plano Diretor de Sus-tentabilidade, com a identificaçãode temas relevan-tes para a gestão de tópicos sociais e ambientais, a Votorantim reforçou processos de gestão de riscos e de conformidade, incluindo um novo mapeamento de riscos altos e críticos, a elaboração de uma Política de Gestão de Riscos de Negócios e a atualização da Política Corporativa de Controles Internos e Compliance.

Em 2016, a Votorantim investiu US$ 11,3 mi-lhões em ações nas comunidades, com benefícios diretos a 13.676 pessoas no Brasil e no Peru, com foco no desenvolvimento local, com melhoria de qualidade de educação, apoio à capacitação da gestão pública e de organizações do terceiro setor, assim como a evolução de infraestrutura e serviços básicos e a promoção de relações éticas e transparentes com os stakeholders.

A Votorantim segue investindo, ainda, em tec-nologia e automação a fimde tornar suas operações mais eficientes,seguras e sustentáveis. De acordo com a diretoria, encontram-se em andamento mais de 30 projetos de automação com retorno financero, destacando-se as iniciativas da mina digital, com controle a distância de processos e ativos, além do projeto Mining Lab, de apoio a startups, visando à apresentação de projetos para melhorar a eficiênci das operações.

METALURGIA:

Anglogold Ashanti

Com posição de destaque entre as maiores mi-neradoras de ouro do Brasil, a AngloGold Ashanti com-pletou, em 2017, uma trajetória de 183 anos no país. Em 2016, nas operações no Brasil, a companhia apresentou uma receita líquida de US$ 660,383 milhões, obtendo uma produção de 538 mil onças (aproximadamente 15 tonela-das de ouro). Tal produção ampliou a relevância do Brasil para o volume de produção global da AngloGold Ashanti, passando de 14% em 2015 para 15,3% em 2016.

A AngloGold Ashanti Brasil possui três unidades de negócio: duas em Minas Gerais – Córrego do Sítio (Santa Bárbara) e Cuiabá-Lamego (Sabará) – e uma em Goiás, a mineração Serra Grande, localizada na cidade de Crixás. As operações brasileiras estão entre as mais avan-çadas do mundo no campo da tecnologia de mineração, pela excelência dos equipamentos e processos utilizados e o desenvolvimento de soluções de engenharia para a atividade de mineração em subsolo. A empresa adota as melhores práticas da mineração mundial e é referência para as unidades da empresa em todo o mundo.

SUSTENTABILIDADE

A gestão ambiental também é um compromisso da AngloGold Ashanti. A empresa investiu mais de R$ 405 mil em reabilitação ambiental em Minas Gerais e em Goiás, além de realizar investimentos significativosem revegetação, com de 16 mil mudas sendo plantadas e doadas aos dois estados. Isso equivale a cerca de 20 hectares revegetados, ou 28 campos de futebol.

A AngloGold Ashanti mantém duas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs): a Mata Sa-muel de Paula, em Nova Lima, onde ficao Centro de Educação Ambiental (CEA) que recebe mais de 4 mil visitantes por mês; e a AngloGold-Cuiabá, localizada em Sabará. Juntas somam 873 hectares. A compa-nhia também acaba de acrescentar 500 hectares à já existente área protegida enviando para o IEF (Instituto Estadual de Florestas) o projeto para criação de duas novas reservas em Santa Bárbara, onde ficaa operação Córrego do Sítio, com 180 he e 328 he cada.

Um dos compromissos da AngloGold Ashan-ti é contribuir para o desenvolvimento e a melhoria da qualidade de vida das comunidades próximas às suas operações. Coerente com essa premissa, são promo-vidas diversas ações de fomento e promoção ao de-senvolvimento local integrado e sustentável, por meio da construção conjunta de projetos, em processos de diálogo e cooperação, que envolvem parcerias com o poder público e instituições da sociedade civil.

Em 2016 foram investidos R$ 1,2 milhão de recur-sos próprios e R$ 6,8 milhões de recursos incentivados em iniciativas nas áreas de formação para o mercado de trabalho, geração de trabalho e renda, saúde e qualidade ambiental, esporte e cultura. Cerca de 10 mil pessoas, entre crianças, jovens e adultos das cidades nas quais a empresa tem atuação foram beneficiadas.

PAPEL E CELULOSE:

Cenibra

A Celulose Nipo-Brasileira S.A. - CENI-BRA, localizada em Belo Oriente (236 km de Belo Horizonte), é uma das maiores produtoras mundiais de celulose branqueada de fibra curta de eucalipto. Sua produção anual é de aproxi-madamente 1.200.000 toneladas. Deste total, mais de 90% é direcionado ao mercado exter-no, atendendo principalmente ao Japão, Esta-dos Unidos, países da Europa, América Latina e Ásia.

Em 2016, a produção da empresa tota-lizou 1.200.894 toneladas, com um volume de vendas equivalente a 1.203 mil toneladas - um aumento de 11,9% em relação ao ano anterior. As vendas no mercado externo atingiram 1.176 mil toneladas, correspondendo a 98% do total, enquanto 27 mil toneladas tiveram como destino o mercado doméstico.

Os investimentos de capital da empresa totalizaram R$389 milhões. Os objetivos pri-mordiais dos investimentos foram a redução da estrutura dos custos e o aprimoramento dos processos operacionais, em sinergia com os in-vestimentos em meio ambiente, social e segurança.

Dentre os principais projetos e investi-mentos do ano, destacam-se os aportes na pro-dução de madeira (silvicultura); a modernização da frota de máquinas e implementos florestais e dos processos de branqueamento e pátio de madeira e o Sistema de tratamento de lodo da Estação de Tratamento de Água (ETA) e siste-mas de coleta e incineração de gases.

Fundada em 13 de setembro de 1973, a empresa começou a operar em 1977, com ca-pacidade nominal de produção de 225 mil to-neladas/ano. Após sucessivas melhorias nas condições operacionais, a empresa foi gradativamente elevando seus níveis de produção até chegar à capacidade atual. 

Em 2001, a Japan Brazil Paper and Pulp Resources Development Co., Ltd. – JBP, um gru-po de empresas japonesas, adquiriu a participa-ção da Cia. Vale do Rio Doce – CVRD, atual Vale, assumindo o controle acionário da Cenibra, que, entretanto, segue extremamente integrada à cultura nacional.

A empresa gera atualmente 7.700 empre-gos. Cálculos econômicos estimam a geração demais 45.500 empregos indiretos, voltados total ou parcialmente para as atividades eco-nômicas e sociais da Cenibra. Os efeitos multi-plicadores dessa relação calculam que 183.000 pessoas formam o contingente familiar dos que contam com a renda desses empregos para sua subsistência.

Visando a manutenção de um quadro de profissionais qualificado, motivado e compro-metido com as diretrizes e metas traçadas, a empresa desenvolve uma série de programas internos que tem como objetivos principais ele-var os níveis de desenvolvimentos profissional e pessoal, segurança, produtividade e qualidade de vida, tanto de seus empregados quanto de seus familiares e dependentes. Entre eles mere-cem ser destacados o projeto de remuneração, atividades de treinamento, ações de controle médico e promoção de saúde, plano de benefí-cios, previdência privada, alimentação e trans-porte subsidiados e a distribuição de material escolar a filhos de empregados.

QUÍMICA/PETROQUÍMICA:

Petronas

 

A PETRONAS Lubricants International (PLI) é o braço mundial da PETRONAS - empresa nacional de petróleo da Malásia - de fabricação e comercialização de lubrificantes.

Fundada em 2008, a PETRONAS Lubricants In-ternational fabrica e comercializa uma gama completa de produtos de lubrificantesautomotivos e industriais de alta qualidade em mais de 80 países ao redor do mundo. Com sede em Kuala Lumpur, a PLI tem mais de 30 escritórios em 27 países, gerenciados através de suas regionais em Kuala Lumpur, Turim, Belo Horizonte, Chicago e Durban.

Atualmente, a PETRONAS está posicionada en-tre os top 10 no mundo, e a PLI busca incessantemente o crescimento dos seus negócios para garantir posição como uma empresa global líder de lubrificantes.

Ao todo, a PLI possui 11 fábricas no mundo com capacidade total de produção de 615.000 toneladas/ano.  No Brasil, sua única fábrica localizada em Con-tagem (MG) é capaz de produzir 220 milhões de litros. Essa capacidade de produção foi a responsável por elevar a marca da sexta para quarta maior empresa for-necedora de lubrificantes no Brasil.

O portfólio da companhia integra uma linha de lubrificantesautomotivos que atendem automóveis de passeio e veículos pesados, além de motocicletas. A PETRONAS ainda possui uma completa linha de lubrificantesindustriais, graxas e outros fluidosautomo-tivos como líquidos para arrefecimento de motores, fluidospara freio e líquidos para limpeza de vidros e automotivos.

Com foco em crescimento nos mercados de lu-brificantes,automotivo e industrial, a PETRONAS está com uma estratégia direcionada ao Brasil, para que todos os produtos industriais distribuídos globalmente sejam desenvolvidos pelo País. 

Para isso, a PLI irá inaugurar em 2018 em Conta-gem (MG), o Centro de Excelência, que estará conecta-do a um dos mais modernos laboratórios de tecnologia da indústria de lubrificantesda América Latina. A ideia é que esse Centro seja um laboratório de referência global para diversos segmentos industriais, tais como mineração, siderurgia, cimenteiras, papel e celulose, geração de energia e diversos segmentos. 

A escolha do Brasil para esse investimento é originada pela importância que o País possui para a história da marca. Hoje, ele é um dos principais con-sumidores dos produtos PETRONAS. A diversidade do mercado brasileiro também é fundamental para a decisão de expansão, pois possui potencial para lubri-ficantesautomotivos e industriais, tornando- o muito atraente, tanto do ponto de vista de resultado fina-ceiro como também para pesquisa e desenvolvimento de alguns produtos. 

 

SAÚDE:

Unimed-BH

Em um ano desafiadorpara todas as empresas brasileiras, a Unimed-BH ficouna contramão da crise. A cooperativa encerrou 2016 registrando os melhores re-sultados econômico-financeios dos últimos oito anos, além de crescimento na carteira.

Com uma estratégia que contou com uma ges-tão inovadora dos recursos, revisão de processos, re-dução de despesas e custos, além do engajamento dos médicos cooperados e colaboradores, a Unimed-BH fechou o ano com 11 mil novos clientes, alcançando mais de 1,2 milhões de beneficiários.A boa gestão da carteira existente contribuiu para o crescimento da re-ceita e um faturamento de R$4 bilhões. 

O ano também foi marcado por importantes in-vestimentos, como a incorporação à rede própria do tradicional Hospital Infantil São Camilo, referência em atendimento pediátrico em Minas Gerais. Além disso, estão em andamento a construção do novo Hospital Geral em Betim, com 300 leitos, e uma nova unidade ambulatorial no Barreiro, envolvendo recursos na or-dem de R$ 170 milhões. Esses avanços reforçam a vocação da cooperativa para o cuidado, trabalhando para atender o cliente onde quer que ele esteja. Atual-mente, a rede da Unimed-BH é composta por mais de 350 prestadores, entre hospitais, clínicas e laboratórios, incluindo Serviços Próprios e credenciados. 

RECONHECIMENTO E SATISFAÇÃO DOS CLIENTES

Os esforços da cooperativa, aliados à qualida-de da assistência têm sido reconhecidos pelo merca-do. Em 2017, a Unimed Belo Horizonte destacou-se novamente na principal avaliação do setor, feita pela Agencia Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Pelo quinto ano consecutivo, a cooperativa foi eleita a me-lhor entre as maiores operadoras médico-hospitalares do Brasil, segundo o Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS), com nota máxima em duas cate-gorias: Qualidade em Atenção à Saúde e Gestão de Processos e Regulação.

O reconhecimento vem também dos benefici-rios. O Índice de satisfação dos clientes, segundo o Datafolha, é de 83%, melhor resultado alcançado em sete anos. A Unimed-BH figura,ainda, nos principais rankings empresariais do País, como a Isto É Dinheiro (melhor operadora de planos de saúde do país), Valor 1000 (5ª entre as 50 maiores operadoras de planos de saúde do País), Guia Exame Melhores e Maiores (5ª maior operadora de plano de saúde) e no anuário Época Negócios 360 (6ª melhor do setor de Saúde). 

“Temos reforçado nossa estratégia de diferen-ciação no mercado por meio da qualidade da assis-tência, seguindo com nossa vocação para o cuidado, investindo na valorização do trabalho médico e na es-trutura assistencial. Assim, temos conseguido manter bons resultados. O nosso compromisso é uma gestão responsável, transparente, planejada, cuidadosa e, aci-ma de tudo, focada na sustentabilidade”, afirmaSamuel Flam, diretor-presidente da Unimed-BH.

SERVIÇOS DE ALIMENTACÃO: 

Elasa

 

A Elasa é uma empresa de facilities com foco na prestação de serviços em alimentação, catering, hote-laria marítima, gestão de contratos, conservação e lim-peza e ship chandler.

O objetivo da companhia é prestar serviços bus-cando a integração com os clientes e as melhores e as mais qualificadaspráticas de mercado, cuidando dos recursos humanos e bens patrimoniais.

A empresa também tem o compromisso de levar maior bem-estar aos funcionários dos clientes, contri-buindo assim para manter o clima organizacional, com foco e produtividade nos negócios dos parceiros.

A Elasa já possui operações consolidadas nos estados de MG, RJ, SP, ES, BA e SE e, agora, está intensificandoa atuação nas regiões Norte e Nordes-te. No estado do Pará, nos últimos seis meses, foram implantadas cinco novas unidades, sendo uma delas a maior refinariade Bauxita do mundo, o que nos abriu novas expectativas comerciais, onde já conseguimos mais propostas em três empresas significativasno es-tado Amapá.

A Elasa também direciona esforços para novas parcerias na região Sul do país, onde já existe proposta de fornecimento para empresa de grande porte, na re-gião metropolitana de Porto Alegre.

A Elasa é uma empresa que resguarda toda a tradição de décadas, mas, com constantes inovações nos processos e infraestrutura.

REFEIÇÕES COLETIVAS

A Elasa oferece soluções inovadoras em alimentação para atender à empresas públicas e privadas. 

MAIS OFFSHORE

A empresa utiliza toda a estrutura logística necessária para atender a unidades marítimas e embar-cações com qualidade e agilidade, oferecendo serviços de Hotelaria Marítima, Catering e Ship Chandler.

FACILITIES

Possui serviços como manutenção, limpeza, recepção, jardinagem, dentre outros adaptáveis às necessidades das empresas.

SERVIÇO DE ALUGUEL DE VEÍCULOS:

Localiza

 

O ano de 2016 foi de muitas conquistas para a Localiza. Além do anúncio da aquisição da Hertz Brasil, que ocasionou a recente mudança no nome da divisão de aluguel de carros da companhia para Localiza Hertz, a empresa colheu os frutos dos investimentos e aperfei-çoamentos em gestão e relacionamento com o cliente. No ano passado, a companhia, fundada em 1973, re-gistrou um lucro líquido de R$ 409,3 milhões, superan-do a marca alcançada em 2015 em 1,7%. Já a receita, que cresceu 13%, ficou em R$ 4,4 bilhões.

Por tudo isso, a Localiza foi homenageada em duas categorias do XIX Prêmio Minas – Desempenho Empresarial – Melhores e Maiores Empresas – Merca-doComum – 2016/2017: Empresa Destaque do Ano (confiraa entrevista com o CEO, Eugênio Mattar) e Ser-viço de Aluguel de Veículos.

Hoje a empresa se destaca como a maior rede de aluguel de carros da América do Sul, com 579 agên-cias e 136.202 carros em sete países e 402 cidades, distribuídas entre Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Equador, Paraguai e Uruguai. O ano de 2016 registrou também o aumento da frota da divisão de aluguel de carros, com um crescimento de 17.401 carros. Já as diárias cresceram 19,9% no período. Em receita líquida, esse braço do negócio aumentou 13,5%.

Com a aquisição da Hertz Brasil, com valor esti-mado em R$ 337 milhões, a Localiza assume uma frota de aproximadamente 9.200 carros, que inclui cerca de 3.700 carros no negócio de gestão de frotas. O negó-cio de aluguel de carros da Hertz Brasil possui cerca de 5.500 carros e uma rede de 42 agências, sendo 16 localizadas em aeroportos e 26 localizadas fora dos ae-roportos. 

Uma das marcas mais valiosas do Brasil, a Loca-liza opera uma plataforma de negócios sinérgicos: alu-guel de carros (Localiza Aluguel de Carros), franchising de aluguel de carros, gestão de frotas (Localiza Gestão de Frotas), e uma rede de pontos de vendas de carros desativados da frota para consumidores finais(Localiza Seminovos). Essa plataforma integrada representa um grande diferencial competitivo para a Companhia uma vez que os negócios são complementares e sinérgicos, proporcionando à Empresa margens competitivas e uma sólida performance financeira.

SERVIÇO DE TRANSPORTE AÉREO:

Líder

A expertise da Líder Aviação oferece soluções completas e personalizadas em aviação executiva. São cinco áreas de negócios e um portfólio de serviços que atende às mais diversas necessidades dos clientes com padrão de qualidade reconhecido internacionalmente. A empresa atua em fretamento e gerenciamento de aerona-ves; vendas de aeronaves novas e seminovas; manuten-ção; atendimento aeroportuário e operações de helicópte-ros para plataformas de petróleo e gás. Além disso, realiza consultoria de compra e de venda, corretagem de seguro aeronáutico, treinamentos de voo em simuladores de alta tecnologia e reparos em pás de helicópteros. 

SEGURANÇA SEMPRE EM PRIMEIRO LUGAR

A Líder Aviação conta com as principais certi-ficaçõesde segurança do mundo, que atestam sua excelência nos procedimentos. “A segurança operacio-nal não é só um dos princípios da nossa empresa. Faz parte do nosso DNA. Foi justamente essa preocupação que levou à criação da empresa e que vem contribuindo para o nosso pioneirismo no mercado de aviação”, en-fatiza o CEO da Líder Aviação, Eduardo Vaz.

Neste ano, a empresa conquistou a primeira co-locação no Programa de Excelência Operacional em Transporte Aéreo e Marítimo (Peotram 2016) da Petro-bras, e recebeu, mais uma vez, reconhecimento inter-nacional por sua excelência em segurança operacional. A International Business AviationCouncil (Ibac), um dos mais conceituados órgãos do setor no mundo, enviou à Líder Aviação um certificadode reconhecimento pe-los 10 anos da certificaçãoIS-BAO. A empresa conta também com as certificaçõesArgus Platinum, Wyvern-Wingman e a Bars (Basic Aviation Risk Standard), con-cedida pela Flight Safety Foundation.

Vale destacar ainda o pioneirismo da empresa na obtenção da certificaçãoISO 9001 na unidade de Atendi-mento Aeroportuário, que se estendeu para a unidade de Operações de Helicópteros Offshoe. Conquistou, também, as certificações ISO 14001, NBR 16001 e OHSAS 18001.

ESPECIALIZAÇÃO E EXPERTISE

Com mais de 50 anos de expertise em manuten-ção, a Unidade de Manutenção Executiva da Líder atua em quatro bases: São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília. O portfólio de serviços inclui oficinasespecializadas em aviônicos, motores, componentes, interiores, pinturas, especialização em retrofit e eparos de hélices multimarcas. 

ATENDIMENTO AEROPORTUÁRIO DE EXCELÊNCIA

Com capilaridade que a torna presente no maior nú-mero de aeroportos do Brasil, a Líder Aviação está presente em todas as regiões do país. São 17 bases operacionais e uma expertise única em grandes eventos, como Copa do Mundo, Olimpíadas Rio 2016 e Rock in Rio. 

A experiência em atendimentos aeroportuários inter-nacionais já rendeu, inclusive, seis títulos consecutivos de melhor FBO da América Latina, segundo levantamento da Professional Pilot, uma das principais publicações interna-cionais sobre aviação executiva.

JATO LEVE MAIS RÁPIDO DO MUNDO

A Líder é representante exclusiva da Honda Aircra-ftCompany, no Brasil. Juntas, as empresas apresentam o HondaJet, aeronave que acaba de receber o certificadode tipo da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o que per-mite sua operação em território nacional. 

A aeronave é ideal para viagens de negócio ou a la-zer, conectando as principais cidades com o conforto, a rapi-dez e a alta performance que só o HondaJet pode oferecer.

FRETAMENTO E GERENCIAMENTO

A Unidade de Fretamento e Gerenciamento de Ae-ronaves conta com um mix completo de serviços, que inclui desde remoções aeromédicas, a fretamentos spot ou com-pra antecipada de horas de voo, além de toda a expertise em gerenciamento de aeronaves. A Líder está sempre in-vestindo e, recentemente, novos jatos executivos entraram para a sua frota, como o Phenom 300, o Learjet 40XR, e no primeiro trimestre de 2018, o Hondajet. 

SERV. DE TRANSP. DE VALORES E SEGURANÇA:

Prosegur

Fundada em 1981, a Prosegur é uma multinacio-nal espanhola com atuação em 18 países, ocupando a posição de liderança mundial no mercado de seguran-ça privada. Atualmente, a empresa tem mais de sete mil veículos e 160 mil funcionários em todo o mundo. A Prosegur Brasil S.A – Transportadora de Valores e Se-gurança iniciou as operações há 36 anos e se consoli-dou como a única do seu segmento com atividade em todos os 26 Estados, além do Distrito Federal, com uma frota de mais de 1,7 mil carros-fortes, 892 carros leves, 224 motos e 27 caminhões dedicados para o transporte de cargas especiais. A sede da empresa ficana região Oeste de Belo Horizonte (MG).

A empresa tem, ainda, mais de 100 filiaisespa-lhadas e mais de 50 mil postos de trabalho diretos, o que a coloca entre as maiores empregadoras do Brasil. A filialé maior da empresa em todo o mundo. Dessa forma, a Prosegur mantém a liderança no seu segmento também no mercado nacional.

A Prosegur oferece serviços nas áreas de Logís-tica de Valores e Gestão de Numerário. A empresa foi pioneira na integração de atividades de transporte de valores e gestão de numerário, com uso de avançadas tecnologias para classificaçãoe processamento, bem como abastecimento e suprimento de numerário.

A Prosegur também oferece Soluções Integradas de Segurança (SIS). Esse é o segmento que responde pela prestação de serviços de segurança patrimonial, escolta armada, segurança de executivos, escolta de cargas, portaria e recepção. A empresa também desen-volve projetos de análise de riscos para seus clientes, propondo soluções integradas de serviços de seguran-ça, inclusive eletrônica, com controle de acesso, circui-to fechado de TV, dispositivos anti-intrusão, sistemas de proteção contra incêndios e centros de controle de monitoramento.

Recentemente, a empresa anunciou o investi-mento de R$ 4,3 milhões para o desenvolvimento de soluções no transporte de cargas mercadorias com alto valor agregado, tais como joias, relógios, papel moe-da, mercadorias de luxo, barras de ouro, ingressos para eventos e cargas com alto índice de sinistralidade como eletroeletrônicos, celulares, medicamentos e cigarros. A companhia possui 27 caminhões dedicados a esse tipo de transporte - todos blindados e com tecnologia de segurança embarcada -, atuando em operações para mais de 40 clientes. Com os investimentos, o número de veículos deve saltar para 35 até o final do ano.

Uma novidade apresentada em 2017 foi o Dro-ne Services, uma gama de soluções de segurança e vigilância que utilizam a tecnologia de drones de últi-ma geração. São três diferentes modalidades - indoor, outdoor e anti-invasão - que podem ser contratadas quando o cliente necessita de uma intervenção espe-cífica- diagnósticos de segurança, rondas pontuais ou eventos -, ou como uma solução integrada de segu-rança – sendo utilizado em diferentes serviços e com características periódicas distintas.

TRADIÇÃO E PERPETUIDADE:

Leitura

Uma das empresas mais tradicionais Belo Hori-zonte, a Leitura comemora seu cinquentenário rumo à expansão. A empresa, fundada na Galeria do Ouvidor por Emídio e Lúcio Teles e consolidada pelos irmãos Gervásio, Belmiro e Marcus Teles, está classificadaen-tre as principais redes de livrarias do país.

Para 2017 a rede se prepara para mais três novas lojas distribuídas nas cidades de São Paulo/SP, Campi-na Grande/PB e Maceió/AL e encerrará o ano com 67 lojas distribuídas em 19 unidades da Federação. A rede ainda conta ainda com a Leitura Distribuidora de Livros, o atacado de papelaria PLM e a loja de utilidades do-mésticas e presentes D+ Casa e Presentes. 

O plano de expansão da empresa inclui, agora, o crescimento nos estados da região Norte e a aber-tura de mais quatro lojas, afirmouo diretor da rede em entrevista ao Publishnews, o principal portal brasileiro voltado para o mercado editorial.  A expectativa da em-presa é vender 5,6 milhões de livros em 2017, com um crescimento de aproximadamente 3%, uma meta que supera o número do ano passado. 

A loja mais recente inaugurada pela Leitura está em Campina Grande, a terceira no estado da Paraíba e a 14º da rede no Nordeste. Nos últimos dois anos, a Lei-tura inaugurou novas lojas nos estados do Rio Grande do Norte, Tocantins, Piauí, Amazonas, Paraíba, Amapá e Alagoas. 

USINA DE AÇÚCAR E ÁLCOOL:

Agropéu

A Agropéu foi fundada em 1981, em Pom-péu, por Paulo Otacílio Cordeiro e Antônio Joa-quim Cordeiro, e seu projeto foi enquadrado, naquele momento, nos fundamentos da segunda fase do Proálcool, criado pelo governo brasilei-ro como uma iniciativa para o enfrentamento da crise mundial do Petróleo e incentivar a produção de álcool combustível. Originalmente, a destilaria foi construída com capacidade de produção de 120.000 litros de álcool por dia, e sua primeira sa-fra foi realizada em 1984.

Após sobreviver a um período turbulento na década de 1980, a empresa buscou uma nova iden-tidade na década de 1990, assumindo a produção da matéria-prima, cana-de-açúcar, com grande esforço para a ocupação da capacidade ociosa da planta industrial.

No segundo milênio, a Agropéu ampliou sua capacidade de produção de Etanol para 500.000 lts/dia e buscou novas tecnologias para tornar-se mais competitiva em um mercado globalizado.

Em 2011, construiu uma moderna fábrica de açúcar com produção de 10.000 sacos de 50 kg /dia e, em 2016, viabilizou o projeto de ampliação de sua capacidade de geração de energia elétrica a 21,6 MW/H com comercialização de 15 MW/H de excedentes.

 

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