Especial

Minas perto de perder a liderança na produção nacional de aço

11 Março 2015

Em 2010 Minas Gerais detinha uma participação de 35,4% na produção de aço bruto, o que lhe conferia a liderança entre os estados brasileiros.
Esta participação declinou para 32,7% no ano passado e a sua posição de liderança agora encontra- se ameaçada pelo Rio de Janeiro, que passou a deter 30,9% da produção brasileira. Em 2014, 11,085 milhões de toneladas de aço foram produzidas em Minas e, no Rio de Janeiro, foram 10,474 milhões.
Segundo Lincoln Fernandes, presidente da Comissão de Política Econômica da FIEMG-Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais “há uma soma de fatores que favorece o litoral na atração de siderúrgicas, mas sobretudo uma questão estratégica. Muitas usinas, hoje, são altamente competitivas com condições de concorrer no mercado externo. Aquelas que estão em Minas Gerais são plantas antigas, que só recentemente passaram por modernizações”.
Ele acrescenta que “mesmo as usinas voltadas para o mercado interno encontram no Rio de Janeiro um mercado consumidor mais atraente do que o mineiro, com grandes obras de infraestrutura e a construção de estaleiros, que exigem grande volume de placas de aço. Enquanto isso, em Minas Gerais não existem grandes obras em andamento e atração de investimentos perdeu força.
CHINA LIDERA A PRODUÇÃO MUNDIAL DE AÇO A produção consolidada de aço bruto das usinas em 65 países somou 1,66 bilhão de toneladas em 2014 – uma expansão de 1,2% em relação ao volume de 2013. A China encerrou o ano com 822,7 milhões de toneladas – aumento de apenas 0,9% em relação ao ano anterior e manteve a liderança, com uma participação de 49,5 do total da produção mundial.
Cabe destacar a notável expansão da produção de aço bruto da China: em 1980 era de 37,1 milhões de toneladas e 5,2%¨no total mundial, tendo a mesma crescido para 66,3 milhões de toneladas em 1990, 128,5 milhões de toneladas em 2000 e 638,7 milhões de toneladas em 2010 – com participação de 44,6 no total mundial.O Japão permaneceu em 2014 na vice-liderança, com uma produção estável de 110 milhões de toneladas, seguido pelos Estados Unidos, com 88,3 milhões de toneladas. O Brasil ocupou a nona posição do ranking mundial, com uma participação de 2% no total e uma produção de 33,9 milhões de toneladas, tendo contabilizado um declínio de 0,7% em relação a 2013. 

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