Especial

Confins e Pampulha podem viver em harmonia com ganhos para BH

10 Março 2015

Três Estados do Brasil concentram praticamente 55% do PIB Nacional (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais). A ligação entre eles se dá por rodovias, ferrovias e principalmente por avião, sendo a malha aérea fator decisivo para os negócios e para as suas economias. Entre São Paulo e Rio, as viagens por avião podem ser feitas através da Ponte Aérea entre os Aeroportos de Congonhas e Santos Dumont, os chamados Aeroportos Regionais. Por estarem em locais estratégicos dentro das duas cidades, eles facilitam a vida dos passageiros, em sua maioria, executivos e empresários. Os dois Aeroportos Regionais não concorrem com os dois principais Aeroportos Internacionais de suas cidades. (Cumbica, em Guarulhos, e Galeão, no Rio). Essa convivência pacifica e o posicionamento estratégico dos Regionais só trazem benefícios para passageiros que precisam conjugar tempo, custo e deslocamento.
Esse pequeno, mas importante detalhe significa incremento nos negócios entre os dois estados e suas capitais. Já Confins e Pampulha não gozam desta convivência pacifica, e quem sai perdendo são os usuários e a economia de Belo Horizonte. É fato que Confins melhorou o desenvolvimento do Vetor Norte da Capital, sobretudo depois do advento da Linha Verde e a criação do Aeroporto Indústria. Todos os esforços estão sendo feitos pelo Governo de Minas para que o Aeroporto de Confins seja referência e Hub Aéreo, nacional e internacional, o que merece reconhecimento e aplauso. Porém, o mundo empresarial e corporativo de Minas Gerais vem sofrendo perdas significativas com a concentração de voos apenas em Confins, sobretudo os voos da Ponte Aérea, Belo Horizonte – Congonhas, em São Paulo e Belo Horizonte - Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
Tais perdas podem ser medidas quando a decisão de realização de reuniões e eventos corporativos tem como premissa a conta de tempo de deslocamento e os custos diretos. Ao ter que acordar às 4 horas na madrugada para pegar um voo em Confins às 7 horas, executivos estão deixando de vir para Belo Horizonte. Distância e custos estão fazendo Belo Horizonte ser preterida pelos organizadores de eventos e empresários que necessitam deslocar para Belo Horizonte, procedentes das duas maiores cidades do País. As razões são obvias: De táxi, o deslocamento até o Aeroporto Internacional não sai por menos de R$ 240,00 (ida e volta). Se, ao invés do táxi o passageiro residente em Belo Horizonte preferir o seu próprio carro, além dos engarrafamentos crônicos, fruto de 13 gargalos ainda existentes na Av. Cristiano Machado e 45 sinais de trânsito, regra geral, sem sincronia, nas Avenidas Antônio Carlos e Pedro I, é preciso considerar a possibilidade de perda do voo em Confins e o custo de diária de estacionamento que não sai por menos de R$ 35,00.
Com efeito, em época de incertezas e de economia estagnada, empresas e executivos pensam duas vezes antes de decidir o local de suas reuniões, considerando custos e tempo de deslocamento como fatores decisivos. Sendo assim, a reativação de voos entre o Aeroporto da Pampulha e os Aeroportos Regionais de São Paulo, Rio de Janeiro, assim como Vitória e Brasília, precisam ser considerados urgentemente.
Preterir isso significa risco de perdas irreparáveis para a economia de Belo Horizonte e de Minas Gerais. O tema precisa voltar a ser prioridade nas pautas do Governo e das Entidades que representam o comércio, a indústria e os serviços da Capital Mineira, ainda que o numero de voos sejam reduzidos e em horários estratégicos. 

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