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Mais uma vez estamos trazendo a nossos leitores o estudo intitulado “Ranking MercadoComum de Empresas de Minas Gerais”, agora em sua versão 2020/2019” e que, anualmente, vem sendo realizado pela MinasPart – Desenvolvimento Econômico e Empresarial Ltda. – pioneiro e inédito em seu gênero em Minas Gerais.

Contratada com exclusividade por MercadoComum – Publicação Nacional de Economia, Finanças e Negócios, a pesquisa revela importantes informações sobre a economia de Minas Gerais e contém, em especial, a classificação das principais empresas com sede no Estado. Destaca, ainda, vários e diferentes indicadores econômico-financeiros relacionados ao contexto empresarial local. Em outra vertente, fornece relevantes informações que podem facilitar a análise e a compreensão da realidade econômica estadual e a interpretação dos diversos elos que compõem a sua cadeia e capacidade produtiva.

Foram analisados cerca de cinco mil balanços e demonstrações de resultados relativos aos exercícios de 2019/2018, publicados até o dia 15 de setembro último nos principais jornais com circulação digital e impressa em Minas Gerais ou que foram encaminhados diretamente à Redação desta publicação. Diversas informações foram extraídas, principalmente, dos relatórios de administração e das diretorias dessas empresas. Outros, foram captados diretamente de sites das próprias empresas e de alguns outros veículos de comunicação

Do total dos balanços analisados, 520 empresas foram habilitadas a participar deste estudo e, desse total – 375 encontram-se classificadas entre as maiores do Estado: 300 considerados de atividades econômicas em geral; 25 empresas holding e de investimento e 50 de finanças e serviços correlatos.

Desse total, foram habilitadas 350 daquelas empresas – das quais 20 pertencentes ao Setor Primário – equivalentes a 5,7% do total; 151 do Setor Secundário – 43,2% do total e 179 do Setor Terciário – 51,1% do total.

O conjunto dessas 520 empresas classificadas obteve uma Receita Operacional Líquida consolidada de R$ 349,16 bilhões – correspondente a 55,25% do PIB-Produto Interno Bruto de Minas Gerais relativo ao ano de 2019 – estimado em R$ 632 bilhões, o que evidencia a relevância deste estudo para a compreensão da realidade econômica do Estado de Minas Gerais.

A linha de corte para a participação na classificação deste XXIV Ranking MercadoComum foi de R$ 61.000 – o que significa que só foram consideradas as empresas que detiveram uma Receita Operacional Líquida superior a esse valor no acumulado do ano de 2019.

Das 375 empresas participantes deste estudo, 63 delas obtiveram uma Receita Operacional Líquida anual em 2019 acima de R$ 1 bilhão e 95 acima de R$ 500 milhões. A soma da Receitas Operacionais Líquidas das 10 maiores empresas mineiras totalizaram R$ 139,727 bilhões – o que representa 40,02% do total apurado em todo o estudo e é equivalente a 22,11% do PIB estadual.

O presente trabalho serviu, ademais, de embasamento técnico para a definição e escolha das empresas vencedoras do XXII Prêmio Minas – Desempenho Empresarial – 2020/2019, que também está sendo divulgado nesta edição de MercadoComum. Forneceu, ainda, subsídios para a escolha, da Personalidade Empresarial de Minas de 2020, dessa mesma premiação.

Em 2019, o PIB-Produto Interno Bruto de Minas Gerais alcançou R$ 632,0 bilhões, equivalentes a US$ 160,1 bilhões e correspondem a cerca de 8,71% do PIB nacional. Enquanto a economia brasileira registrou expansão de 1,14% – conforme dados divulgados pelo IBGE, a de Minas Gerais contabilizou uma retração de 0,33% de – de acordo com estimativas preliminares da Fundação João Pinheiro – estando a mesma sujeita a futuras revisões e confirmação posterior por parte do IBGE.

Para a elaboração deste XXIII Ranking de Empresas Mineiras adotou-se, como critério geral, a utilização dos dados relativos à conta “Conglomerado”, exceto em algumas poucas situações, como da Indústria da Construção Civil (MRV, Direcional etc), quando se optou por utilizar o critério “Consolidado”. Algumas outras empresas, devidamente destacadas encerraram os seus exercícios fiscais em 31 de março de 2020 e os seus balanços não foram ajustados para fins deste estudo.

DETALHAMENTO DO ESTUDO

MercadoComum – Publicação Nacional de Economia e Negócios está apresentando mais uma vez nesta edição e, de forma inédita, o XXIV Ranking MercadoComum de Empresas Mineiras. Todas as empresas com sede em Minas Gerais que, até o dia 15 de setembro, publicaram ou encaminharam diretamente à sua redação os seus balanços e demonstrações de resultados relativos ao exercício de 2019, estão contempladas neste estudo. Compreendendo cerca de cinco mil empresas pesquisadas e abrangidas nesta pesquisa, são elas, em sua grande maioria, sociedades anônimas e poucas são de capital aberto com ações negociadas em bolsas de valores.

No entanto, várias empresas, mesmo dispensadas da exigência de publicação de seus balanços e resultados, espontaneamente fizeram chegar à redação de MC os seus balanços, para que fossem incluídos nesse relevante documento sobre a realidade econômica do Estado.

Ao todo, a análise desenvolvida pela equipe técnica da MinasPart Desenvolvimento Empresarial e Econômico Ltda. que elaborou este estudo abrange os diversos setores da atividade econômica estadual e neles se encontra agrupado e classificado o conjunto das 375 maiores empresas, as quais também podem ser encontradas por classificação alfabética e setor de atividade econômica.

No presente estudo foram segregadas da lista da 375 Maiores Empresas de Minas Gerais as empresas financeiras e de intermediação financeiras, as cooperativas de crédito, seguradoras etc e que são em número de 50, com publicação destacada. Também as empresas holdings, de participação e de investimentos – em número de 25 foram listadas e analisadas à parte.

O estudo leva em consideração, para efeito da escolha das empresas objeto da análise, que o domicílio fiscal das mesmas seja o de Minas Gerais. Assim, por exemplo, mesmo exercendo intensa atividade econômica em Minas Gerais, os números da Vale S.A. não estão contemplados nas análises.

De outro lado, os valores consignados em todos os relatórios correspondem a reais correntes, isto é, não foram deflacionados por índice de inflação ocorrida no período. Para todas e quaisquer rubricas, também os valores registrados dizem sempre respeito aos resultados apurados pela “Controladora”, não se levando em consideração aqueles apurados a título da “Empresa-Consolidado”. Exceção é feita em relação à Direcional Engenharia S.A., à MRV Engenharia S.A. e algumas outras, em função de características próprias desse setor. O faturamento – vendas – das empresas compreende a receita operacional líquida apurada, ou seja, corresponde ao total das vendas, sendo deduzidos os impostos incidentes e as devoluções, quando ocorrem.

Principais destaques do XXIV Ranking:

– Maiores Receitas Operacionais Líquidas:

1º – FCA – Fiat Chrysler Automóveis: R$ 34.422,09 milhões

2º – ArcelorMittal Brasil: R$ 25.850,52 milhões

3º – Cemig Distribuição: R$ 15.918,74 milhões

4º – Usiminas Siderúrgicas: R$ 12.719,07

5º – CSN Mineração: 11.355,95 milhões

– Maior Holding de Minas Gerais:

Cemig – Cia. Energética: Patrimônio Líquido de R$ 15.886,62 milhões

– Maior Instituição Financeira de Minas Gerais:

Banco Olé Bonsucesso – Receitas de Intermediação Financeira de R$ 3.105,64 milhões

– Maiores Patrimônios Líquidos:

1º – Cemig – Cia. Energética: R$ 15.886,62 milhões

2º – Usiminas Siderúrgicas: R$ 14.043,42 milhões

3º – FCA – Fiat Chrysler: R$ 11.672,63 milhões

– Maior Ativo Total:

ArcelorMittal Brasil – R$ 36.962,39 milhões

– Maiores Lucros:

1º – Anglo American Minério de Ferro: R$ 5.920,65 milhões

2º – Anglo American Min. Ferro Brasil: R$ 5.860,32 milhões

3º – CSN Mineração: R$ 3.664,26 milhões

4º – Cemig – Cia. Energética: R$ 3.127,40 milhões

5º – CBMM – Cia. Brasileira: R$ 2.967,33 bilhões

– Maior Prejuízo:

Samarco Mineração: R$ 19.223,93 milhões

EM 2019, O PIB DE MINAS GERAIS SOMOU US$ 160,08 BILHÕES E REGISTROU RECUO DE 0,33%. NO MESMO PERÍODO, O PIB BRASILEIRO CRESCEU 1,1%.

Os dados são da Fundação João Pinheiro e considerado ainda preliminares, sujeitos à revisão pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e apontam que “o PIB mineiro em 2019 teve queda de -0,3% em relação ao ano anterior. O resultado do Valor Adicionado neste tipo de comparação refletiu o desempenho das três atividades que o compõem: Agropecuária (-1,7%), Indústria (-2,6%) e Serviços (0,5%). No Brasil, o PIB exibiu variação positiva, de 1,1%. O descasamento da taxa anualizada para o PIB de Minas Gerais em relação ao do Brasil a partir do segundo trimestre de 2019, em função, principalmente, dos desdobramentos da disrupção da produção de minério de ferro e da bianualidade do ciclo de safras do café.

Para o resultado da Indústria o subsetor da Extrativa Mineral foi determinante – com recuo de 25,4%. Medidas de reforço da segurança das barragens do Estado após o rompimento do Córrego do Feijão em Brumadinho induziram a suspensão temporária da operação de várias minas. Com isso, o Valor Adicionado Bruto (VAB) da Extração Mineral estadual recuou e afetou também o volume dos serviços de transportes no modal ferroviário, fortemente associado ao escoamento da produção mineral. Por isso, o VAB da atividade de Transportes em Minas Gerais teve retração de -2,2% em 2019”.

Acrescenta o Relatório da Fundação João Pinheiro: “Em contrapartida, vale destacar o desempenho positivo observado nos subsetores de Energia e Saneamento, que subiu 9,8% (a elevação no nível dos principais reservatórios do estado contribuiu para um aumento de mais de 20% da geração elétrica em 2019 comparativamente a 2018) e Construção Civil (3,2%). A Indústria de Transformação teve resultado nulo (0,0%) – o que preocupa, uma vez que a indústria manufatureira tem grande efeito multiplicador e essa responde por parcela significativa das compras (consumo intermediário) da economia. De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) essa estabilidade no resultado anual foi registrada em meio a um movimento de recomposição setorial, com o incremento na quantidade produzida em alguns segmentos (bebidas, têxteis, alimentos, máquinas e equipamentos, celulose, papel e produtos de papel, fumo, veículos automotores e metalurgia) contrabalançados pela queda da produção em outros (produtos químicos, coque e produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, produtos de metal e minerais não metálicos). Em particular, foi muito intensa a retração de 16,5% na fabricação de produtos químicos.

Nos Serviços, a atividade de Comércio (2,2%) foi a que apresentou melhor resultado – de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), em Minas Gerais houve incremento nas vendas de Artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria, de Veículos e motocicletas, de Equipamentos de informática e de comunicação, de Material de construção e nas vendas de Hipermercado e supermercado. Por fim, Outros Serviços tiveram resultado positivo (0,5%) e a Administração Pública desempenho negativo (-0,1%)”.

O PIB-Produto Interno Bruto de Minas Gerais, considerado o 3ª maior entre os estados brasileiros, vem apresentado desempenho medíocre maior parte dos anos do século XXI e, durante os últimos dezenove anos, em oito deles – (2002, 2003, 2004, 2005, 2010, 2012. 2016 e 2017) é que o estado registra desempenho superior à média verificada em relação ao Brasil. Há uma particularidade nos anos em o crescimento econômico de Minas supera o brasileiro: nesses anos, em sua maioria, registrou-se uma significativa valorização dos preços das commodities e, em especial, do minério de ferro.

No período de 2011 a 2019, a taxa de variação do PIB mineiro cresceu a uma média de apenas 0,20% ao ano e 2,12% no acumulado – contra 0,59% e 6,24% do Brasil, respectivamente. O crescimento da economia mundial, no mesmo período, atingiu uma média anual de 3,55% e acumulou expansão de 37,00%.

Dados preliminares apontam que a participação relativa de Minas Gerais no PIB nacional em 2019 foi de 8,71%. A Renda Per Capita dos mineiros somou US$ 7.498,90 – inferior à registrada em 2008, de US$ 7.663,28 e equivalia a 85,75% da renda média nacional. Se considerarmos a Renda Per Capita dos mineiros nos últimos nove anos – 2011/2019-, verifica-se uma perda acumulada de 4,10% no referido período.

A Fundação João Pinheiro estima que, em 2019, o PIB de Minas Gerais tenha totalizado R$ 632,0 bilhões – equivalentes a US$ 160,1 bilhões.