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Fotos: Davi Martins/Arquivo MC

MercadoComum – Publicação Nacional de Economia, Finanças e Negócios divulga e homenageia, mais uma vez, os agraciados do Prêmio Minas – Desempenho Empresarial – Melhores e Maiores Empresas – MercadoComum – versão 2019/2020, considerado o “Oscar da Economia de Minas Gerais” ou a “Festa do PIB Mineiro”.

O objetivo da premiação anual tem sido homenagear um conjunto de empresas que mais se destacaram em Minas Gerais e, nesta versão, analisadas tecnicamente através dos seus resultados apurados durante os anos de 2019/2020, em função de suas atividades econômicas, desempenho operacional e financeiro.

As empresas agraciadas foram definidas através de processo eminentemente técnico que teve, como sustentação e fundamentação, as informações e dados relativos ao estudo intitulado XXIV Ranking de Empresas de Minas Gerais, o qual, também está sendo divulgado nesta edição especial de MercadoComum.

As empresas participantes deste XXIV Ranking de Empresas de Minas Gerais possuem sede em Minas Gerais e tiveram os seus balanços publicados ou que foram encaminhados, à Redação de MercadoComum para estudo e análise, até o dia 15 de setembro último.

Cabe destacar que, para a realização deste XXIV Ranking, foram analisados cerca 5.000 balanços e demonstrações de resultados – sendo consideradas aptas e classificadas 520 empresas. Desse total, foram habilitadas 350 daquelas empresas – das quais 20 pertencentes ao Setor Primário – equivalentes a 5,7% do total; 151 do Setor Secundário – 43,2% do total e 179 do Setor Terciário – 51,1% do total.

O conjunto dessas 520 empresas classificadas obteve uma Receita Operacional Líquida consolidada de R$ 349,16 bilhões – correspondente a 55,25% do PIB-Produto Interno Bruto de Minas Gerais relativo ao ano de 2019, o que evidencia a relevância deste estudo para a compreensão da realidade econômica do Estado de Minas Gerais.

A escolha das empresas premiadas é definida, fundamentalmente, por sua efetiva contribuição à economia e ao desenvolvimento de Minas Gerais, considerando também outros elementos tais como: agregação de valor; inovação e absorção tecnológica; expansão de vendas; integração nacional e internacional; governança corporativa; competitividade e produtividade; geração de riqueza; transparência; liquidez; geração de renda e de emprego; contribuição de impostos; EBITDA; sustentabilidade; respeito ao consumidor; “compliance” e integração junto à sociedade da qual participa e integra; visão de futuro.

As variáveis mais relevantes que determinam a escolha das empresas vencedoras são: equilíbrio econômico financeiro; lucratividade e crescimento da receita operacional; governança corporativa; transparência e respeito ao consumidor.

São as seguintes as categorias a serem homenageadas neste “Oscar da Economia Mineira de 2020”:

  • Melhores e Maiores – Empresas Excelência de Minas Gerais
  • Personalidade Empresarial do Ano
  • Tradição e Perpetuidade
  • Empresa do Ano de Minas Gerais
  • Melhor Empresa S.A. de Capital Aberto

A escolha do agraciado da Categoria Personalidade Empresarial do Ano de Minas Gerais é realizada por uma Comissão Especial, composta por todos os agraciados dos anos anteriores com o mesmo título; pelos membros do Conselho Editorial e Consultivo de MercadoComum; pelos presidentes das principais entidades de classe empresarial do Estado e por consulta, direta e seletiva, a leitores e assinantes da publicação. Nesta categoria, somente uma única pessoa física é homenageada.

Nesta 22ª edição do Prêmio Minas de Desenvolvimento Empresarial –  Melhores e Maiores Empresas – MercadoComum– 2019/2020 está recebendo o título de “Personalidade Empresarial do Ano de Minas Gerais” o médico Samuel Flam, presidente da Diretoria Executiva da UNIMED-BH – Cooperativa de Trabalho Médico e  que, também, foi escolhida como a “Empresa Destaque do Ano de Minas /Gerais”.

O Dr. Samuel Flam graduou-se pela Faculdade de Medicina da UFMG em 1978 sendo Especialista em Cardiologia e em Clínica Médica pelas respectivas sociedades. Exerce as suas atividades profissionais como médico em consultório desde 1980, quando passou a integrar o corpo clínico do Hospital João XXIII como intensivista. Exerce, ainda, a função de hemodinamicista do Hospital das Clínicas da UFMG desde 1984. Sua experiência em gestão de cooperativas se iniciou à frente da Diretoria Financeira da HCCoop, (1996 a 2004). Foi conselheiro de Administração da Unimed-BH de 2002 a 2006 e Presidente da Credicom por dois mandatos, de 2005 a 2013. Em 2012, foi eleito diretor Financeiro e Comercial da Cecremge. Desde 2012, integra o Conselho de Administração da OCEMG – Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais e, há dois anos, é Conselheiro de Administração da Unimed Participações. É diretor-presidente da Unimed-BH desde 2014 e, em 2018, foi reeleito para mais um mandato.

A UNIMED-BH EM 2019:

– Médicos cooperados: 5.544

– Profissionais na assistência: 4.057

– Colaboradores na área administrativa: 1.215

– Clientes: 1.284.011

– Consultas médicas: 8.594.666

– Internações hospitalares: 165.724

– Exames e Terapias sequenciais: 31.087.912

Em função da pandemia da COVID-10, neste ano não houve a tradicional premiação física dos vencedores desta premiação, à exemplo das vezes anteriores, cabendo salientar que as antes estas solenidades se verificaram em diferentes locais, como no Palácio das Artes, Automóvel Clube de Minas Gerais, Serraria Souza Pinto, Minascentro e Espaço de Eventos da Associação Comercial de Minas – sempre seguidos de Jantares de Confraternização e Coquetel aos participantes, em números expressivos e com grande repercussão na mídia em geral.

XXII PRÊMIO MINAS – DESEMPENHO EMPRESARIAL – MELHORES E MAIORES  – MERCADOCOMUM – 2019/2020

O XXII Prêmio Minas – Desempenho Empresarial – Melhores e Maiores Empresas – MercadoComum – 2019/2020 conta com os apoios institucionais da ACMINAS – Associação Comercial e Empresarial de Minas; ASSEMG – Associação dos Economistas de Minas Gerais; Fórum JK de Desenvolvimento Econômico; IBEF – Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de Minas Gerais; Unimed-BH; MinasPart- Desenvolvimento Empresarial e Econômico Ltda., Rosenberg & Associados e LCA Consultores Econômicos.

    

Entrevista: Samuel Flam: Personalidade do Ano de 2020

“Nós fazemos valer a carteirinha da Unimed-BH”

Diretor-presidente de uma das maiores operadoras de planos de saúde do Brasil, Samuel Flam, ressalta os diferencias de qualidade e inovação como pilares para o enfrentamento da pandemia
Na linha de frente do enfrentamento da pandemia do novo coronavírus está a Unimed-BH, escolhida como Empresa do Ano no XXII Prêmio Desempenho Empresarial – Melhores e Maiores Empresas de Minas em 2019-2020. À frente da cooperativa desde 2014, o cardiologista Samuel Flam tem a responsabilidade de, por meio de uma gestão participativa, cuidar de 1,28 milhão de clientes, 5,5 mil médicos cooperados, mais de 4 mil profissionais na assistência, mais de mil colaboradores na área administrativa e 340 prestadores de serviço em saúde, entre clínicas, hospitais e laboratórios próprios e credenciados. Para isso, ele lança mão da sabedoria e da competência conquistadas em décadas de exercício da medicina e do cooperativismo, que o levaram a ser escolhido como Personalidade do Ano de 2020.

Samuel Flam é reconhecido entre as cooperativas brasileiras e as empresas de saúde como um gestor eficiente e responsável. Um dos aspectos mais marcantes de seu estilo de liderança são as decisões coletivas e a transparência, que fizeram com que sua gestão alcançasse o patamar de 84% de satisfação por parte dos médicos cooperados, segundo dados da última pesquisa realizada pelo Datafolha em 2019. Tanto que, quem o conhece, sabe bem o lema que marca a sua gestão: “Nossa cooperativa, nossas escolhas, nossas responsabilidades”. Em sua administração, houve crescimento na carteira de clientes e o faturamento, entre janeiro de 2014 e dezembro de 2019, registrou aumento de mais de 50%.

Médico cardiologista, Samuel Flam se formou na Faculdade de Medicina da UFMG em 1978. Filho de judeus sobreviventes do holocausto, ele credita aos pais todo o aprendizado que faz dele um líder reconhecido pela empatia e pela humanidade. “Com meu pai, Abram, aprendi que estamos em constante formação. Não nascemos prontos, e, por isso, há sempre espaço para o aprendizado. Foi ele que me estimulou a estudar e a estar sempre evoluindo, aprendendo. E que me ensinou que mais importante do que aquilo que temos é aquilo que sabemos. Com minha mãe, Chana, aprendi sobre resiliência. Sobre viver momentos difíceis e que é preciso saber caminhar, seguir em frente, renascer a cada dia”, explica.

Samuel Flam atua em consultório desde 1980, integrou o corpo clínico do Hospital João XXIII como intensivista e também foi hemodinamicista no Hospital das Clínicas da UFMG. Sua experiência em gestão de cooperativas se iniciou à frente da Diretoria Financeira da HCCoop, cooperativa de trabalho dos médicos do Hospital das Clínicas, a qual dirigiu de 1996 a 2004. Foi presidente da Credicom, cooperativa de crédito, entre 2005 e 2013 e, desde 2012, é diretor Financeiro e Comercial da Cecremge, também cooperativa de crédito. Também integra o Conselho de Administração da OCEMG – Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais, desde 2012, além de ser conselheiro de Administração da Unimed Participações há dois anos.

Na Unimed-BH, sua trajetória começou em 1984, quando se tornou médico cooperado. Entre os anos de 2002 e 2006, foi membro do Conselho de Administração. Desde 2014, ocupa o cargo de diretor-presidente. Samuel Flam é casado com Patrícia, tem duas netas e dois filhos. David, mestre em tecnologia da informação e Efraim que herdou do pai a paixão pela medicina.
Samuel Flam conversou com a Mercado Comum sobre o cenário que estamos vivendo, o enfrentamento da pandemia, os desafios que o setor de saúde tem pela frente, bem como sobre o que esperar do futuro.

A Unimed-BH foi escolhida como Empresa do Ano e o senhor foi destacado como Personalidade Empresarial do Ano. Como o senhor vê esse reconhecimento e a que atribui essa conquista?
É uma grande honra receber estes dois reconhecimentos no mesmo ano e justamente no momento que atravessamos um dos períodos mais desafiadores da história global recente: a pandemia do novo coronavírus. Compartilho essas conquistas com nossos 5,5 mil médicos cooperados que, cada vez mais presentes nas escolhas que temos feito, vêm nos possibilitando obter bons resultados para nossa cooperativa ao longo dos anos e promover nossa solidez. A partir desses resultados, estamos conseguindo enfrentar de forma ágil e cuidadosa os efeitos da pandemia em nosso setor, promovendo ações que trazem mais segurança e beneficiam todos os nossos públicos de relacionamento: clientes, médicos cooperados, colaboradores, prestadores de serviço em saúde e a sociedade em nossa área de atuação.

Como o senhor avalia o cenário econômico do Brasil nesse momento e mais especificamente a Saúde Suplementar?
A crise provocada pelo coronavírus está trazendo importantes impactos para todos os setores da economia. Vivenciamos um aumento do desemprego no país em razão da redução drástica na atividade econômica, que também tem pressionado os principais indicadores econômico-financeiros, como o PIB e a inflação. Além disso, os governos lidarão com a queda na arrecadação dos impostos, agravando a crise econômica.
Essa crise afeta diretamente o setor de Saúde Suplementar provocando a redução do número de clientes em razão do aumento do desemprego, e o crescimento da inadimplência. De acordo com o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), entre abril e julho deste ano as operadoras de planos de saúde perderam 250 mil clientes.
Para enfrentar esse cenário, nós contamos com diferenciais competitivos que fazem com que nossos clientes escolham a Unimed-BH a cada ano, em cada renovação de contrato. Em 2019, encerramos o ano com nosso recorde de carteira: 1.284.011 clientes. Mesmo durante a pandemia, estamos conquistando novos clientes e mantendo os que já estão na nossa carteira. Com base na confiança em nosso trabalho e na qualidade da nossa entrega, reconhecida por nossos clientes e pelo mercado, estamos prevendo ter a maior carteira da nossa história em 2020. Esses são diferenciais que asseguram os resultados da cooperativa. Sempre estabelecemos relacionamentos duradouros com os nossos clientes tanto individuais quanto empresariais e acreditamos que vamos conseguir manter a nossa posição de liderança no mercado.

Estamos enfrentando um cenário muito crítico com a pandemia e a Unimed-BH é uma das principais agentes nesse enfrentamento. Quais os principais aprendizados nesse período?
Um ensinamento fundamental que podemos tirar deste período é a importância de se ter propósitos fortes e consolidados na cultura interna das empresas. Podemos observar que somente as instituições que já tinham uma cultura organizacional sólida e coesa, atuando como um só time, estão conseguindo atravessar esse momento de crise com maior assertividade. Na Unimed-BH, nosso propósito reflete nossa vocação para o cuidado com a saúde e nossa base constitutiva como cooperativa médica, fundada na coletividade: “Juntos, com você, cuidando da saúde”.
Outro aprendizado que considero muito importante é o valor que a saúde passou a ter para as pessoas. Acredito que este será um importante legado que a pandemia nos deixará e fará parte do que a opinião pública tem chamado de “novo normal”.
A pandemia também nos ensinou sobre a importância da sinergia entre o público e o privado. Um exemplo disso foi nosso modelo de Consulta On-line Coronavírus. Quando pensamos nesse serviço, o foco maior foi a segurança dos nossos clientes e equipes assistenciais. Mas, cuidar apenas desse público não era o suficiente neste contexto. Assim, fizemos a importante escolha de cuidar da sociedade como um todo e disponibilizamos nosso sistema de teleatendimento, de forma totalmente gratuita, para a Prefeitura de Belo Horizonte. Médicos do SUS passaram, então, a atender de forma remota os pacientes da saúde pública, promovendo ainda mais segurança e contribuindo de forma efetiva para o controle da disseminação do coronavírus na capital mineira. O cuidado integral, considerando todos os públicos de relacionamento, nos mostrou que este é um caminho acertado e, de fato, mais um aprendizado importante. Vimos a importância do valor da confiança das pessoas em nossa Cooperativa. Confiança que se traduz em resultados.

Como a pandemia impactou a empresa? Como está a saúde financeira da cooperativa nesse cenário?
A Unimed-BH tem atravessado períodos de incerteza com muita segurança. Os últimos anos já têm sido muito desafiadores para a Saúde Suplementar e, ainda assim, conseguimos comemorar importantes conquistas, como o aumento do número de clientes e o crescimento da receita. Tudo isso demonstra a robustez do nosso negócio.
Nesse contexto da pandemia do novo coronavírus, para garantir a assistência adequada aos nossos clientes, precisamos fazer investimentos importantes, que foram desde a criação de novos leitos em nossa rede, passando pela contratação de pessoal para a assistência, até o abastecimento com insumos médicos (materiais, medicamentos, equipamentos de proteção individual etc.), cujos preços subiram muito com o aumento da procura e desvalorização do real. Investimos em tecnologia para atendimento dos clientes em consulta e monitoramento de pacientes diagnosticados positivamente com o intuito de evitar a propagação da pandemia e garantir a melhor qualidade assistencial.
No entanto, mesmo vivendo um cenário tão adverso e jamais planejado, mantivemos a segurança financeira da nossa operação. Temos uma forte estrutura de gestão, que vem assegurando bons resultados para a nossa cooperativa. Pudemos observar, neste momento de pandemia, que empresas sólidas, que têm um propósito forte, bem organizadas do ponto de vista de gestão, estão enfrentando melhor este momento de crise.
Além disso, por sermos cooperativa, nosso modelo passa não apenas pela alta profissionalização das equipes, mas também pela gestão coletiva dos recursos, fatores que vêm nos proporcionando importantes resultados ao longo dos anos, de modo que fechamos o ano de 2019 com um faturamento de mais de R$ 5,5 bilhões e a previsão é para que terminemos 2020 com um faturamento ainda maior.
Graças à condição econômico financeira da Cooperativa, pudemos estruturar ações coordenadas, com foco em todos os públicos de relacionamento, provendo adiantamento financeiro para médicos cooperados e rede prestadora, assegurando o giro da cadeia produtiva e a assistência aos nossos diversos públicos.

Que estratégias foram adotadas para enfrentar essa crise? E quais medidas vêm sendo tomadas para driblar a alta de custos?
Instituímos nosso Comitê de Crise antes mesmo de termos o cenário de pandemia decretado pela OMS – Organização Mundial da Saúde, o que tem nos permitido adotar medidas ágeís e antecipar cenários. Esse grupo acompanha de perto a evolução do cenário epidemiológico e estabelece ações que consideram todos os nossos públicos de relacionamento e também a sustentabilidade de nossa cooperativa. Também monitoramos nossos principais indicadores, tanto assistenciais, bem como o cenário nacional, do ponto de vista da pandemia e econômico-financeiro.
A gestão da Unimed-BH se pauta pela qualidade e pela eficiência. Apostamos na austeridade como mecanismo de gestão, tendo em vista a sustentabilidade e a perenidade da Cooperativa. Ao longo dos anos, implementamos uma série de iniciativas para cuidar da redução dos custos administrativos. Revisamos nosso porfólio de projetos, renegociamos contratos com fornecedores, potencializamos as ações de sustentabilidade ambiental, migramos nossa sede para um edifício próprio e criamos uma iniciativa de incentivo a ideias inovadoras com foco na eficiência operacional.

E falando em ideias inovadoras, qual o papel da inovação nesse cenário desafiador?
A inovação é importante em todos os cenários, mas não restam dúvidas de que a pandemia contribuiu para intensificar as ações com esse foco em todas as áreas. Ao longo dos nossos quase 50 anos, sempre tivemos a inovação no DNA e, hoje, podemos nos orgulhar de ser reconhecida como uma das empresas mais inovadoras no setor de saúde suplementar, participando de rankings importantes de inovação. Estamos sempre atentos às mudanças que a tecnologia traz para o mercado de saúde e acompanhamos de perto as tendências mundiais. O objetivo é antecipar as necessidades dos clientes para oferecer sempre a melhor assistência em saúde.
Por estarmos em constante evolução, somos referência em soluções em saúde, não só dentro do Sistema Unimed, como também no mercado de saúde suplementar. Tanto que fomos pioneiros no setor de saúde suplementar em oferecer Consulta On-line Coronavírus, com o objetivo de promover mais segurança para os nossos clientes, médicos cooperados e equipes assistenciais ao evitar maiores riscos de contaminação pelo coronavírus. O serviço, lançado durante a pandemia (18 de março), atingiu a marca de mais de 100 mil consultas realizadas, com excelente avalição de qualidade pelos clientes.
O uso de Bots e Inteligência Artificial e de outros recursos tecnológicos, como aplicativos e plataformas digitais, já era uma realidade na Cooperativa e, com a pandemia do novo coronavírus, entendemos como uma oportunidade a expansão do uso de robôs para diferentes finalidades, especialmente na área assistencial e de relacionamento com o cliente. Também lançado durante a pandemia, o Talkbot utilizado para o monitoramento da saúde dos clientes registrou 300 mil chamadas atendidas. Expandimos a automatização em todos os nossos canais oficiais de atendimento ao cliente. A solução do chatbot para WhatsApp pelo número (31) 4020-4020 é um outro exemplo de um novo serviço utilizado por mais de 180 mil clientes. A inovação é um dos fatores que contribuem para nos tornar mais competitivos.

A Unimed-BH foi a única operadora de saúde do Brasil a ser convidada para participar do The Great Reset, iniciativa do Fórum Econômico Mundial. A que o senhor atribui esse convite?
O convite surgiu a partir do entendimento do papel que a Unimed Belo Horizonte desempenha no desenvolvimento do Brasil e de sua economia, e também devido às ações implementadas para o enfrentamento da pandemia. O Fórum Econômico Mundial tem uma bem-sucedida história de trabalho junto a líderes empresariais, criando novos caminhos para o crescimento e a competitividade.
No final de julho, a Diretoria da Unimed-BH recebeu uma carta do comitê organizador do Fórum Econômico Mundial nos convidando para integrar uma inciativa do Fórum, que é o The Great Reset Dialogues. O tema do Fórum Econômico Mundial de 2021 é justamente este: “O grande recomeço”. Isso porque é urgente que, de forma global, as partes interessadas cooperem para o gerenciamento simultâneo das consequências diretas da crise provocada pela Covid-19.
A proposta é reunir líderes empresariais de todo o mundo para debater grandes temas mundiais que surgiram com pandemia de Covid-19, buscando construir conjuntamente as bases do novo sistema econômico e social para um futuro mais justo e sustentável. Essa iniciativa proposta pelo Fórum Econômico oferecerá informações para ajudar todos aqueles que determinam o futuro das relações globais, a direção das economias nacionais, as prioridades das sociedades, a natureza dos modelos de negócios e a gestão de um bem comum global. Tenho participado de reuniões virtuais nesse sentido. Esse é um convite que muito nos orgulha e insere a Unimed-BH no patamar das grandes organizações de todo o mundo.

Nos últimos meses, grandes grupos do setor de saúde vêm expandindo sua atuação no Sudeste e, em especial, em Minas Gerais. Esses movimentos da concorrência são uma ameaça para o modelo de negócio da Unimed-BH?
O setor de saúde suplementar tem passado por grandes mudanças e estamos atentos a essas transformações. Nos últimos anos, vimos um aumento das fusões e aquisições e entendemos que esse é um movimento natural do mercado. Sabemos que Minas Gerais é um mercado estratégico por possuir cidades de grande porte, bem estruturadas e uma população com alto poder aquisitivo. Belo Horizonte, por exemplo, é a 3ª maior capital do Brasil em número de pessoas com plano de saúde, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro, mesmo sendo a 6ª em renda per capita. Ao longo dos anos, temos nos estruturado para ser uma referência no setor de saúde suplementar no Brasil e sempre tivemos concorrência em nossa área de atuação.
Acreditamos nos nossos diferenciais competitivos, pautados na oferta de uma assistência de qualidade a um preço acessível. Também temos um foco especial no relacionamento com os clientes, na ampliação contínua do vínculo médico-paciente e na integralidade do cuidado. Cuidamos da saúde das pessoas e não apenas de suas doenças. Por isso, nossa estrutura assistencial está geograficamente organizada para que nossos clientes tenham acesso à melhor assistência, no momento em que precisam, aonde precisam e com os recursos adequados.
Costumo dizer que “nós fazemos valer a carteirinha da Unimed-BH”. Mais do que nunca, as pessoas valorizaram a importância de ter um plano de saúde de qualidade. Isso se refletiu na estabilidade da nossa carteira, mesmo diante dessa crise sem precedentes. Com isto, nossa expectativa é de encerrar o ano com mais um recorde de carteira.

A Unimed-BH é uma cooperativa de trabalho médico. Isso é um diferencial competitivo ou um dificultador diante da competitividade?
Como cooperativa médica, acreditamos na cooperação e nos comprometemos com toda a cadeia do setor de saúde de Belo Horizonte e região metropolitana, que é nossa área de atuação. Acreditamos que, independentemente do segmento de atuação, o modelo cooperativo é uma grande força e um dos mais perenes no tempo.
Fazemos parte de um ecossistema tão importante que, segundo a Aliança Cooperativa Internacional, as 300 maiores cooperativas do mundo representam 2,5% de todo o PIB global. E, de acordo com o Anuário 2020 da OCEMG – Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais, o cooperativismo responde hoje por 9,6% do PIB mineiro.
O que temos visto, principalmente com os ensinamentos da pandemia, é que um modelo voltado para a cooperação e não para a competição será preponderante para a superação do cenário de crise. Inclusive, Yuval Harari, um dos principais pensadores contemporâneos, defende um sistema de cooperação global. No Sistema Unimed somos 345 cooperativas, com 117 mil médicos cooperados, gerando mais de 106 mil postos de trabalho no Brasil. Atendemos a 17,4 milhões de clientes em todo o país.

A Unimed-BH planeja investimentos?
A nossa estratégia de investimentos acompanha as necessidades da nossa carteira. Temos uma rede de atendimento geograficamente distribuída por nossa área de atuação, com o objetivo de prestar atendimento ao cliente aonde ele precisa e com os recursos necessários. Tendo isso em vista, no ano passado inauguramos o Hospital Unimed – Unidade Betim para atender a demanda da região metropolitana de Belo Horizonte. O Hospital foi construído com recursos próprios no valor de R$ 250 milhões.
Hoje contamos com 19 unidades próprias: 4 hospitais próprios, além de Centros de Promoção da Saúde, Centro Médico, Clínicas e os serviços de atendimento domiciliar e de ambulâncias. Além disso, temos mais de 300 prestadores para atender nossos quase 1,3 milhão de clientes. Na Unimed-BH, Rede Própria e Credenciada atuam conforme uma lógica complementar, com o objetivo de assegurar aos clientes o acesso à assistência que eles precisam, aonde precisam, em tempo oportuno e com os recursos adequados. Esse equilíbrio nos proporciona um modelo bem-sucedido, que oferece ao cliente o cuidado integral e se complementam no dia a dia da assistência. Com trabalho integrado e foco nas necessidades e expectativas do cliente, a nossa rede compartilha da mesma responsabilidade: de atuar em prol da melhoria contínua dos processos, com o objetivo de oferecer a melhor experiência em saúde.
Nossas definições acerca de novos investimentos continuarão sendo feitas para atender às demandas dos clientes e, nesse sentido, permaneceremos com nosso foco em inovação e soluções em saúde.

A Unimed-BH completa 50 anos em 2021, momento em que atravessa um dos cenários mais desafiadores para o setor de saúde e para a cooperativa. Quais são as perspectivas para o futuro diante de tudo isso?
Gosto muito de uma citação de Ariano Suassuna que diz: “o otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso”. Costumo usar bastante essa máxima quando falo para nossos médicos cooperados e colaboradores, porque é desse modo que entendo que devemos encarar o futuro. Estamos prestes a completar 50 anos e temos a oportunidade de nos consolidar ainda mais no mercado e seguir fazendo boas escolhas para nossa cooperativa porque, ao longo de nossa trajetória, temos conseguido bons resultados com a gestão coletiva e a participação crescente.
Uma importante tendência será a expansão do cuidado nos meios digitais, possibilitando aos clientes novos modelos assistenciais e novas formas de cuidado, mais aderentes ao cenário pós-pandemia, sem perder o contato personalizado. Seguiremos firmes nos nossos compromissos de oferecer a melhor assistência em saúde em nossa área de atuação para os nossos clientes, honrar e valorizar o trabalho médico e fazer a diferença na vida das pessoas, com nossas iniciativas de responsabilidade social.

Belo Horizonte_MG, 19 de Abril de 2018
Unimed BH | Posse nova diretoria
Na foto, evento de posse da diretoria para o período 2018 / 2022
Foto: Leo Drumond / NITRO

UNIMED BH 

Para Unimed-BH, 2020 foi o ano que evidenciou o cuidado com a saúde como nosso maior valor
Unimed-BH é líder de mercado em sua área de atuação e desenvolveu ações coordenadas, com foco em todos os públicos de relacionamento, durante o enfrentamento da pandemia

Quando o primeiro caso de Covid-19 surgiu na China, em dezembro de 2019, nenhum governo ou organismo internacional conseguia prever ainda as dimensões que a crise alcançaria. Em poucos meses, e com saldo de muitos mortos e doentes, o planeta já experimentava uma nova realidade: a inexistência de um mecanismo eficaz para a cura dos pacientes, o alastramento veloz da contaminação e um forte reflexo negativo na economia dos países, provocado principalmente pela necessidade de isolamento social imposta pela pandemia, gerando uma forte recessão em escala mundial.
O impacto no Brasil: redução do PIB, fechamento de empresas e aumento do desemprego. Um dos setores mais afetados por esse cenário foi, sem dúvida, o de saúde. Em 2014, com o Brasil praticamente no pleno emprego, a saúde suplementar tinha uma faixa de 50 milhões de clientes. Com a crise que se instalou pelos anos seguintes, a saúde suplementar perdeu três milhões.

Na linha de frente do enfrentamento da pandemia está a Unimed-BH que, mesmo com atuação regional, detém a sétima maior carteira de saúde do Brasil, segundo a Agência Nacional da Saúde Suplementar (ANS). No mercado há quase 50 anos, a Cooperativa oferece aos seus quase 1,3 milhão de clientes em 34 municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte a melhor experiência em serviços de saúde, o que pode ser comprovado por seu crescimento em um cenário extremamente desafiador.

Com um faturamento de R$5,5 bilhões em 2019 e expectativa de fechar o ano com R$ 5,6 bilhões, a Unimed-BH reforça a sua posição como uma das maiores operadoras de planos de saúde do país e se mantém na liderança em sua área de abrangência, com 54% de participação do mercado. Registrando um patrimônio imobilizado de R$ 1,2 bilhão e um patrimônio líquido previsto de R$ 2,3 bilhões, a solidez da Cooperativa também se traduz na Margem Ebitda, estimada para 2020, em 18,14%, o que representa um aumento de 7,11 p.p. em comparação com 2019.

Atualmente, a Unimed-BH conta com 5,5 mil médicos cooperados, mais de 4 mil profissionais na área assistencial, cerca de mil colaboradores na área administrativa e 340 prestadores de serviços em saúde, entre hospitais, clínicas e laboratórios próprios e credenciados. E é com profissionais, serviços e estruturas modernas e altamente qualificadas que a cooperativa avança com foco na excelência.
A qualidade assistencial que a cooperativa entrega aos seus clientes também é comprovada, ano a ano, pelo Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS), medido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no qual figura sempre na melhor faixa de avaliação. Por sete anos consecutivos, a Unimed-BH é a melhor entre as maiores operadoras de planos de saúde do Brasil e, por duas avaliações seguidas, obteve nota máxima no IDSS.

Uma das estratégias da Cooperativa tem sido a atenção cada vez mais voltada para a experiência do paciente e a dedicação constante à melhoria da qualidade assistencial. Resultado desse empenho é que, na última aferição feita pelo Datafolha, a Cooperativa conquistou um índice de 88% de clientes satisfeitos ou muito satisfeitos com os serviços.

Diferenciais
Pautada pela gestão coletiva dos recursos, a Unimed-BH conta com uma robusta estrutura de governança, cuja principal instância de decisão é a Assembleia Geral de Cooperados. A participação expressiva dos médicos cooperados nas decisões é o que garante as melhores escolhas e os resultados alcançados.
Até 2022, a diretoria, eleita pelos cooperados, é formada pelo diretor-presidente, Samuel Flam; o diretor Administrativo-financeiro, Eudes Magalhães; o diretor de Provimento de Saúde, José Augusto Ferreira; a diretora Comercial e de Relacionamento Institucional, Mercês Fróes; e o diretor de Serviços Próprios, Múcio Diniz.

Com uma gestão pautada na transparência e na ética, com uma forte estrutura de Compliance, a Unimed-BH já foi reconhecida, por duas vezes, como empresa Pró-Ética. O prêmio é concedido pela Controladoria Geral da União (CGU) e é um reconhecimento público do comprometimento da cooperativa com a prevenção e o combate à corrupção e a fraudes. Em 2019, apenas 26 empresas brasileiras receberam o certificado de integridade e de boas práticas de transparência que foi entregue pela CGU.

A atuação da Unimed-BH ao longo dos últimos anos pautado em seu DNA cooperativista e, de forma especial, o modelo de trabalho desenvolvido neste período de pandemia, considerando todos os públicos de relacionamento, contribuíram para que a Cooperativa fosse convidada a fazer parte de uma iniciativa importante do Fórum Econômico Mundial: “The Great Reset” ou “O grande recomeço”. Dessa forma, a saúde de Minas Gerais vem marcando presença em um dos processos de reconstrução mais desafiadores da história. Esse convite insere a Unimed-BH no patamar das grandes organizações de todo o mundo.

Pandemia do novo coronavírus
Como empresa de saúde, a Unimed-BH está na linha de frente do combate à pandemia provocada pelo novo coronavírus. Por isso, se antecipou ao cenário e constituiu seu comitê de crise muito antes que a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretasse a pandemia e do primeiro caso ser identificado em Belo Horizonte. Esse grupo se ocupou de estruturar ações coordenadas para todos os públicos de relacionamento da cooperativa: clientes, médicos cooperados, colaboradores, prestadores de serviço e a sociedade em geral.
Dentre as ações, destaca-se o pioneirismo da Cooperativa no lançamento da Consulta On-line Coronavírus, realizado no dia 18 de março, apenas sete dias após a declaração oficial da pandemia. O modelo assistencial tem como premissa evitar a ida de pacientes com sintomas suspeitos aos pronto-atendimentos e, com isso, reduzir o risco de mais contaminações. Além disso, os clientes com sintomas suspeitos passaram a ser telemonitorados pela equipe assistencial da Unimed-BH, que avalia a evolução do quadro clínico e indica o melhor percurso assistencial. Até o momento, mais de 100 mil consultas on-line foram realizadas e cerca de 120 mil clientes passaram pelo telemonitoramento.

A ferramenta de teleconsulta, desenvolvida pela equipe do Centro de Inovação da Cooperativa, foi estendida para os médicos cooperados em seus consultórios, possibilitando a continuidade dos atendimentos aos seus clientes. A plataforma também foi gratuitamente cedida para a Prefeitura de Belo Horizonte, beneficiando os usuários da rede pública de saúde. Além disso, o compartilhamento regular de informações sobre o cenário epidemiológico com o poder público vem contribuindo para a tomada de decisão acerca do isolamento social, freando a disseminação de casos e preservando o sistema de saúde da capital mineira, de modo que os serviços de saúde possam atender a todos os casos suspeitos da doença.

Uma outra iniciativa fundamental também foi a estruturação da Rede Própria da Unimed-BH para o atendimento aos pacientes com Covid-19. Os clientes passaram a contar com mais de 200 novos leitos de UTI e internação dedicados a casos da doença. Para reforçar o time assistencial e substituir profissionais que precisaram se afastar, foram realizadas 450 novas contratações para atuação nas unidades de saúde próprias. Os colaboradores da área administrativa passaram a atuar em home office, receberam máscaras de tecido para uso social e todas as equipes passaram a contar com serviço de acolhimento psicológico 24 horas.

Segurança
Com o necessário isolamento social, muitos médicos cooperados que não atuam em especialidades diretamente demandadas no enfrentamento da pandemia precisaram reduzir a agenda de atendimentos e, com isso, viram sua remuneração diminuir. Para minimizar esse impacto e trazer mais tranquilidade financeira, a Unimed-BH ofereceu o benefício de antecipação de 70% da produção. Para aqueles que puderam continuar atendendo nos consultórios, foi pago um acréscimo no valor da consulta para a compra de equipamentos de proteção individual.
“Todas essas ações de apoio aos médicos cooperados só foram possíveis porque temos uma cooperativa sólida e que, graças à gestão coletiva e à crescente participação dos cooperados, obtém resultados positivos ano após ano”, afirma Samuel Flam, diretor-presidente da Unimed-BH. A participação dos médicos se consolida nas Assembleias Gerais. Em 2020 foram duas edições em formato digital em 2020, uma contou com a presença de mais de 5 mil médicos cooperados e a segunda, realizada em setembro, com mais de 4,5 mil médicos cooperados.
O benefício de antecipação de 70% de produção foi estendido para a Rede Prestadora. Isso porque, atualmente, a Unimed-BH é responsável por uma parte significativa do faturamento dos hospitais e clínicas credenciadas, que foram impactados com a crise provocada pelo novo coronavírus. Com o benefício de antecipação da produção, a cooperativa trouxe segurança financeira e permitiu que os serviços de saúde continuassem funcionando, beneficiando não somente os clientes Unimed-BH, mas também todos os demais usuários que acessam esses serviços.

Responsabilidade Social
Além dos clientes, médicos cooperados, colaboradores e rede prestadora, a cooperativa também cuidou de implementar ações com foco na comunidade. Foram doadas cerca de 27 toneladas de alimentos, produtos de higiene e limpeza, mais de 33 mil máscaras de uso social, além de álcool em gel para comunidades e instituições beneficiadas pelos projetos do Instituto Unimed-BH, braço social da Cooperativa. O Instituto também foi responsável por distribuir 5 mil folders educativos, com orientações de prevenção ao novo coronavírus e centenas de faixas instaladas com mensagens de sensibilização em 14 comunidades de BH e Região Metropolitana.

A estrutura de atendimento da Unimed-BH

Além da rede parceira com 340 unidades, os clientes da Unimed-BH ainda contam com uma estrutura completa em sua rede própria:
Hospital Unimed – Unidade Contorno
Hospital Unimed – Unidade Betim
Maternidade Unimed – Unidade Grajaú
Hospital Infantil São Camilo Unimed
Centros de Promoção da Saúde Unimed – Unidades Contagem, Santa Efigênia, Pedro I, Betim, Barreiro e Conceição do Mato Dentro
Clínica Unimed (Betim)
Centro Médico Unimed
Clínicas Unimed Pleno – Unidades Santa Efigênia, Pedro I, Barreiro, Contagem e Betim
Atendimento Móvel Unimed e Atenção Domiciliar

Drogaria Araujo

Quinta maior rede de drogarias do país e líder de mercado em Minas Gerais, a maior arrecadadora de ICMS do Estado não se acomoda com seus 114 anos de história e está em constante expansão. Com a inovação no DNA, a empresa familiar, inaugurada em 1906 em Belo Horizonte, está presente em mais de 40 cidades.

Em 2019, a companhia registrou receita bruta de R$ 2.066.330 bilhões, com crescimento de 12,3% no comparativo com o exercício anterior. A receita líquida do período ficou em R$ 1.962.596 bilhão e o lucro bruto foi de R$ 677.633 milhões, 7,2% a mais que o de 2018. Já o lucro líquido do exercício foi de R$ 90.020 milhões, menor que os R$ 92.341 auferidos na mesma base comparativa, devido ao aumento das despesas com vendas, administrativas e gerais.

Ao final do exercício, a farmácia que tem no sistema de drugstore o seu maior diferencial, contabilizou 250 lojas em mais de 30 cidades do Estado, mais de 8 mil funcionários e 50 milhões de atendimentos realizados.

Na contramão da crise desencadeada pela pandemia de Covid-19, a Araujo abriu, até setembro de 2020, 19 lojas no Estado. A meta é chegar a 40 unidades até dezembro. Além dos canais físicos de venda, a empresa também tem investido na tecnologia para alcançar mais clientes em todo o país, com uma oferta de serviços que visa facilitar a vida do consumidor. O resultado da estratégia é o aumento de 14% nas vendas, muito acima dos 8,6% do seu setor de atuação.

A adequação do mix, com ampla oferta de máscaras, equipamentos de proteção individual (EPI) e álcool em gel 70º e a oferta de testes rápidos de Covid-19 das modalidades IgG/IgM, Ag e RT-PCR também garantiram o movimento das lojas. Dos procedimentos realizados pelas farmácias em Minas Gerais, 75% foram disponibilizados pela Araujo.

Outra novidade foi o lançamento do novo App Araujo. O sistema gera uma economia de tempo na compra de medicamentos controlados, serviços e alertas importantes, informações sobre produtos e dicas de saúde. Com a opção Receita Ágil, a compra de medicamentos com receita ficou mais rápida e simples. Basta o cliente fotografar a receita, anexar ao pedido e efetuar a compra pelo aplicativo. Entre janeiro e julho de 2020, foi registrado crescimento de 109% no comparativo com o mesmo período do ano anterior.

A pandemia também motivou a empresa a consolidar o serviço de Clique e Retire, que permite a compra pelos canais digitais com retirada dos produtos nas lojas e a reestruturação do serviço de Drive Thru, que aumentou em cinco vezes o atendimento.

Neste ano, a Drogaria Araujo realizou mais de 1.500 contratações (tanto para novas, quanto para lojas existentes), com 490 promoções internas de colaboradores. A expectativa da empresa é uma alta de 20% nos negócios, no comparativo com o ano anterior.

Bem Brasil

Assim como sua principal matéria-prima, as raízes da Bem Brasil cresceram em solo brasileiro, ainda nos idos de 1940, quando a família Rocheto iniciou o cultivo de batatas selecionadas no município de Araxá, no Triângulo Mineiro. Era uma atividade essencialmente agrícola e a colheita era comercializada nas centrais de abastecimento.

Nos anos 90, com a modernização do mercado de trabalho e a busca dos consumidores por mais praticidade, os empreendedores da família perceberam a oportunidade de inovar com a industrialização do produto, como a batata pré-frita congelada, que é o carro-chefe das vendas.

A fábrica foi inaugurada apenas em dezembro de 2006, com um investimento inicial de R$ 50 milhões e após muitos estudos de viabilidade econômica e pesquisas de mercado. O grande desafio foi concorrer com grandes marcas mundiais – a batata processada era exportada da Europa e Estados Unidos para o Brasil – e atender a emergente demanda nacional.

Hoje, a companhia tem duas unidades fabris: a de Araxá e a outra no município vizinho de Perdizes, inaugurada em 2017. Juntas, elas produzem 250 mil toneladas/ano de batata para o mercado nacional. A empresa gera mais de 700 empregos diretos e 2 mil indiretos.

O mix é composto por mais de 20 itens – entre eles, anéis de cebola, mandioca, polenta, tilápia e mais de 10 formatos de batata –, com foco no varejo, food service e fast food.

Perto de completar 14 anos, em dezembro de 2020, a Bem Brasil comemora os resultados dos últimos cinco anos, período em que registrou um crescimento de cerca de 130% nas vendas.

Em preparação para a construção da terceira fábrica, também no município de Perdizes, a companhia prevê dobrar a capacidade total de produção.

Para isso, os investimentos em inovações seguirão em alta, tanto na indústria como no campo, visto que um dos diferenciais dos produtos é a qualidade da sua principal matéria-prima.

Todas as ações são amparadas pelas boas práticas aplicadas ao processo produtivo, que já rendem reconhecimentos e premiações. Um exemplo é a conquista, pelas duas fábricas, da FSSC 22000, a maior certificação internacional em segurança de alimentos. Também neste ano, a companhia recebeu três importantes prêmios nacionais de gestão de pessoas.

Na gestão ambiental, a empresa mantém um sistema autossuficiente de geração de energia, com hidrelétrica particular que gera cerca de 7,5 megawatts/hora. Outro destaque é o uso de biomassa sustentável e aproveitamento energético do biogás produzido no processo de anaerobiose na Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) instalada na indústria.

BDMG

Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG)

Com mais de 57 anos de existência, o BDMG é o maior banco de desenvolvimento estadual do país. Desde 2019, a instituição adotou uma postura mais agressiva em relação à captação de recursos para suas linhas de crédito com foco nas empresas que têm negócios em Minas Gerais e/ou nos Estados de divisa.

Ao que tudo indica, os resultados já estão se tornando realidade. Em 2018, o valor total de captações foi de R$ 294 milhões. Em 2019, o montante passou para R$ 787 milhões. E, neste ano, até o final de setembro, já são R$ 1,7 bilhão, com expectativa de mais R$ 660 milhões nos cofres da instituição até dezembro.

Já os desembolsos totalizam R$ 2 bilhões no período, ante R$ 1,3 bilhão de 2019. Até 25 de setembro, os créditos foram liberados para 5.144 clientes, sendo 76 grandes empresas. No ano passado, foram 3.752 tomadores. Os empréstimos têm prazos a partir de 12 anos.

Neste ano, o valor desembolsado pelas micro e pequenas empresas foi de R$ 600 milhões, que podem atingir a marca inédita de R$ 700 milhões até dezembro. Em 2019, foram pouco mais de R$ 180 milhões. Parte dos recursos – R$ 140 milhões – para a área de saúde.

Um dos pontos da estratégia tem sido acelerar a diversificação de funding, captação de recursos financeiros para o investimento específico pré-acordado de uma empresa. Há, ainda, um interesse crescente de organismos internacionais, como bancos multilaterais e agências de desenvolvimento, pelo Brasil.

Ainda em 2020, o governo de Minas Gerais fez um aporte de R$ 100 milhões do capital do BDMG e abriu espaço para novos negócios. Entre eles, o banco tem contratos com o Banco Europeu de Investimentos, com a Agência Francesa de Desenvolvimento e com o FONPLATA, do qual o Brasil é um dos sócios. Há, também, negociações com o Banco Asiático de Investimento e Infraestrutura, que deve iniciar operação no país em breve.

LOCALIZA

Com 47 anos de experiência, a Localiza atua no segmento de aluguel de veículos, com presença em  608 agências nas 404 maiores cidades e aeroportos do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai e Uruguai. A frota total da Localiza Rent a Car, Localiza Franchising, Localiza Gestão de Frota é de 325 mil veículos. A Localiza Seminovos é o braço de venda de veículos do grupo, com 124 lojas em 85 cidades.

Em 2019, a Localiza alcançou lucro líquido recorde de R$ 847,5 milhões, 28,6% superior ao exercício do ano anterior. A Companhia também registrou incremento de 33,7% da receita líquida, totalizando R$ 10,5 bilhões. A empresa concluiu o ano com uma frota de 323.361 carros.

Em 2020, a empresa anunciou importante fusão com a Unidas, ampliando sua liderança no segmento. Porém, a Localiza registrou no segundo trimestre um lucro líquido de R$ 90 milhões, com queda de 52,7% em relação aos R$ 190,1 milhões apurados no mesmo período de 2019. Os dados do ano anterior, de acordo com a companhia, consideram o efeito da reclassificação dos créditos de PIS e Cofins referentes ao período.

O principal fator que contribuiu para o baixo desempenho do período foi a pandemia de Covid-19, que reduziu a atividade das áreas de locação e seminovos. A receita líquida também registrou queda de 31,7% no período e fechou em R$ 1,5 bilhão, impactada pelo aumento da depreciação, despesas financeiras líquidas em função do aumento do saldo médio da diívida líquida no trimestre, compensada pela menor taxa de juros.

A frota média alugada no período caiu 8% a 108.307 unidades. A receita líquida caiu 30,2% devido a redução de 24% na diária média, em razão de descontos adicionais e mudanças de mix. A venda de veículos seminovos caiu 40,4% e a receita líquida da Localiza Seminovos recuou 40,1% intervalo. Já a divisão de Gestão de Frotas apresentou crescimento de 14% no volume de carros alugados no período, com crescimento de 15% da receita.

O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) em 2020 recuou 13%, para R$ 414,8 milhões. O resultado foi prejudicado por custos extraordinários decorrentes de incidente de tecnologia, do ajuste do quadro e das doações para apoio no enfrentamento da pandemia, que somaram cerca de R$ 39 milhões.

COMPANHIA ENERGÉTICA DE MINAS GERAIS (Cemig)

Em processo de recuperação, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) apresentou crescimento de 83,9% no lucro líquido, em relação ao ano anterior, com R$ 3,127 bilhões. A Cemig Distribuição, que em passado recente dependeu de aportes da holding, foi a responsável pelo bom resultado da companhia no período e obteve resultado de R$ 1,64 bilhão. Em 2018, o lucro líquido total foi de R$ 1,7 bilhão.

Entre os fatos positivos que impactaram o resultado da companhia estão a decisão judicial a respeito da incidência do ICMS sobre o PIS/COFINS no valor de R$ 1,98 bilhão e o ganho de R$ 224 milhões com o recálculo do valor das ações restantes da Light em carteira, depois da venda de uma parcela da participação da Cemig na distribuidora do Rio de Janeiro.

De forma negativa para a construção do lucro, houve a decisão judicial a respeito da incidência de contribuição previdenciária sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que causou uma redução de R$ 862 milhões e a baixa contábil de R$ 688 milhões relativa aos créditos que a Cemig possui na Renova Energia.

Mesmo com números que retiram a empresa da situação de fragilidade econômica e financeira em que se encontrava até dois anos atrás, a Cemig ainda enfrenta o desafio de preservar sua liquidez. Com estudos em curso, uma medida dessa natureza, já adotada, foi a distribuição do dividendo mínimo obrigatório de R$ 0,50 por ação, o que totalizou R$ 764 milhões.

O perfil da dívida evoluiu satisfatoriamente, ficando em 2,84 vezes a relação da dívida líquida sobre o Lajida (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) no final de 2019. No ano anterior, a relação foi de 3,21 vezes. O resultado indica que a empresa melhorou a capacidade de pagamento dos seus compromissos, bem como de geração de caixa. O custo da dívida também melhorou, com redução de aproximadamente 20%, graças à emissão de debêntures pela Cemig Distribuição, o que permitiu a compra de dívida antiga e mais cara. Também contribuiu para o resultado a queda da taxa Selic

Direcional Engenharia S.A.

Com sede em Belo Horizonte e prestes a completar 40 anos de atividades em 2021, a Direcional Engenharia está presente em 13 Estados do país, com mais de 150 mil unidades entregues e/ou incorporadas nos segmentos de alto e médio padrão e empreendimentos do Programa Casa Verde e Amarela (antigo Minha Casa Minha Vida), além de hotéis e imóveis comerciais.

Com 80% dos negócios focados no programa habitacional de baixa renda do governo federal, a empresa tem administrado muito bem o cenário de crise imposto pela pandemia de Covid-19 em 2020. No terceiro trimestre, a empresa alcançou receita de R$ 481,1 milhões, um incremento de 54,9% ante o trimestre anterior (abril, maio e junho) e aumentou em 5,2% o número de lançamentos.

Vários fatores explicam o excelente desempenho da companhia, em meio ao cenário de crise. Além dos juros mais baixos, o uso da tecnologia garantiu visitas online aos imóveis e, consequentemente, negócios. Em outra frente, as mudanças do mercado de trabalho, no pós-pandemia, também influenciaram o comportamento dos consumidores que continuarão a trabalhar no sistema de home-office. Nesses casos, a necessidade de compatibilizar o espaço de descanso e convivência com a família com a área de trabalho, também motivou muitos negócios para a Direcional no período, com velocidade de comercialização de 16%.

Também no trimestre de 2020, as vendas líquidas cresceram 29,2% na mesma base comparativa com o ano anterior, com R$ 368,9 milhões. Se incluída a participação dos sócios nos empreendimentos, a expansão foi de 40,5%, com um recorde de R$ 458 milhões. Nos nove meses do ano, a Direcional gerou caixa de R$ 83 milhões, dos quais R$ 14 milhões apenas entre julho e setembro.

Em 2019, as vendas líquidas totalizaram R$ 1,3 bilhão, com crescimento de 8% ante o ano anterior. O MCMV Faixa 1,5 registrou crescimento de 44%. Já nos segmentos 2 e 3, a VSP do período ficou em 15%. A região com maior número de negócios fechados foi a Sudeste, com 57% MCMV e 17% de médio-alto e médio-alto padrão comercial (MAC).

O banco de terrenos da empresa registrou crescimento de 10% no período, com R$ 22,327 bilhões e 133 mil unidades no ano passado. Do total de áreas, 59% estão na região Sudeste, 21% no Centro-Oeste, 16% no Norte do país e apenas 3% no Nordeste.

A receita líquida cresceu 25% no comparativo com 2018, e totalizou R$ 1.480 bilhão. Da mesma forma, a geração de caixa recorrente chegou a R$ 167 milhões. O lucro líquido passou de R$ 18 milhões para R$ 100 milhões, na mesma base comparativa.

Grupo Hermes Pardini

BELO HORIZONTE / MINAS GERAIS / BRASIL (18.08.2020) – Hermes Pardini – NTO, Nucleo Tecnico Operacional. Foto: Pedro Vilela / Agencia i7

Aos 61 anos, o Grupo Pardini, multimarcas, está entre os maiores de Medicina Diagnóstica e Personalizada do Brasil. A empresa chegou a este patamar investindo cada vez mais em inovação em saúde e melhorias na experiência dos clientes, acesso a soluções completas, resolutivas e personalizadas para milhões de brasileiros a cada ano.

Além das 124 unidades próprias (76 em Minas Gerais, 5 em São Paulo, 13 no Rio de Janeiro e 30 em Goiânia), oferece o serviço de Apoio Laboratorial para cerca de 6 mil clientes (laboratórios, clínicas e hospitais) em todo o país, localizados em 2 mil cidades. Em 2019, essa estrutura foi responsável pelo processamento de quase 100 milhões de exames e atendimento direto a 16 mil clientes por dia.

O Grupo tem seis áreas de atuação. São elas: apoio laboratorial (Lab-to-Lab), unidades de atendimento ao cliente (PSC), medicina personalizada, anatomia patológica, telemedicina e toxicologia. A empresa também tem as marcas Hermes Pardini, Biocod, Centro de Medicina Nuclear da Guanabara, Ecoar, Diagnóstika, DLE, Humberto Abrão, Labfar, Padrão, Progenética, Solução, Toxicologia Pardini.

O Grupo oferece mais de 8 mil tipos de exames nas áreas de análises clínicas, diagnóstico por imagem, genética molecular, testes oncológicos de alta complexidade, medicina nuclear, patologia cirúrgica e medicina personalizada. Esta última tem atuação em sete especialidades (oncologia, neurologia, cardiologia, bem-estar, doenças raras, genética clínica e saúde materno-infantil) e consolida o Pardini como um dos laboratórios mais avançados na personalização do diagnóstico e na precisão do tratamento.

Em 2019, a empresa alcançou receita líquida de R$ 1.353.634 bilhão de prestação de serviços, ante os R$ 1.204.709 bilhão do ano anterior. O lucro líquido do período passou de R$ 123.353 milhões para R$ 158.404 milhões na mesma base comparativa, com crescimento de 28,4%. O total de ativos também aumentou de R$ 1.245.637 para R$ 1.625.791.

No mesmo ano, a companhia comprou e integrou o Laboratório Solução, localizado em Itajaí (SC), para reforçar a presença na região Sul com um novo Núcleo Técnico Operacional (NTA), para beneficiar os clientes com melhor TAT (Turnaround Time) e equipe regional preparada para ampliar o Market Share e competitividade do Lab-to-Lab na região.

Houve também a redução do prazo de emissão de laudos por meio do novo NTA na região Sul e aumento da capacidade dos atuais, com a evolução do Projeto Enterprise e melhorias na operação logística. O Grupo também adquiriu 55% da Psychemedics Brasil e concluiu a aquisição da Labfar.

A empresa fez investimentos e aquisições em Medicina Personalizada, consolidação e reconhecimento das marcas Hermes Pardini e Padrão nas cidades de Belo Horizonte e Goiânia. No período, a empresa também inaugurou quatro novas unidades, sendo uma na capital mineira (marca Hermes Pardini) e três no Rio de Janeiro (marca CMNG).

Mineração Usiminas S.A.

Sem dúvida, 2019 vai ficar na história da Mineração Usiminas S.A. Além dos recordes de produção e vendas, com 7,4 milhões de toneladas e 8,6 milhões de toneladas, respectivamente, a retomada da produção na Instalação de Tratamento de Minério (ITM) Samambaia possibilitou o aumento do volume processado e uma alta de 41% do total anual comercializado no mercado de exportações, sendo a China o principal destino.

O aumento do preço do minério de ferro no período, junto com a cultura de controle de custos e produtividade, possibilitou um desempenho econômico robusto, com EBITDA recorde de R$ 740 milhões, 264,4% acima dos R$ 203 milhões relativos ao exercício anterior. O caixa final ficou em R$ 813 milhões, após distribuição de R$ 245 milhões aos acionistas.

Em meio às mudanças da legislação da indústria mineral, a companhia intensificou as atividades de prevenção e controle de gestão para se adequar às melhores práticas de segurança do mundo, com atenção às duas barragens a montante inativas da sua planta. Foi criado, também, um centro de controle de operações integrado com sistemas tecnológicos para a prevenção de acidentes.

Paralelamente, a Usiminas implantou uma política permanente de comunicação, treinamento e apoio para a comunidade da região de Itatiaiuçu, com reuniões, simulados de emergência hipotética e a instalação de uma equipe de bombeiros na área ZAS (Zona de Autossalvamento).

Em 2020, a companhia deu início à implantação do seu projeto de filtragem e empilhamento a seco de rejeitos. O novo sistema permitirá o fim do ciclo de uso de barragens de rejeitos e trará, ainda, ganhos ambientais. O investimento da Musa no projeto é de R$ 160 milhões e a expectativa é que a nova planta entre em operação no início de 2021.

No segundo trimestre deste ano, a Mineração Usiminas registrou um volume de produção de 2 milhões de toneladas e um volume de vendas de 1,9 milhão de toneladas. A receita líquida alcançou R$ 746 milhões no período, um aumento de 28,3% em relação ao primeiro trimestre do ano, quando ficou em R$ 581 milhões. A elevação, segundo a companhia, ocorreu principalmente em função da apreciação do dólar e do aumento do preço do minério de ferro.

Para o setor, o segundo trimestre foi marcado pela retomada das atividades econômicas da China, após impacto decorrente do surto da COVID-19. Depois de um recuo de 2% na produção de aço bruto em março, na comparação anual, e estabilidade em abril, as siderúrgicas chinesas alcançaram um recorde mensal de produção. A forte demanda chinesa, somada às incertezas na oferta de minério de países produtores como Brasil, Canadá, África do Sul, Peru e Chile, resultou na queda do nível de estoques de minério de ferro nos portos chineses, e consequentemente no aumento dos preços praticados no período.

OCEMG

A Ocemg – Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais completou, em setembro último, 50 anos de atuação como órgão de representação política, sindical-patronal em prol do cooperativismo mineiro. Atualmente, a entidade representa cerca de 800 cooperativas registradas e quase 2 milhões de cooperados.

A organização compõe o Sistema Ocemg, junto com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Minas Gerais (Sescoop-MG), responsável pelas atividades de formação profissional, monitoramento e promoção social das diversas cooperativas de Minas. A Ocemg ainda integra a Federação dos Sindicatos das Cooperativas dos Estados de Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e Santa Catarina (Fecoop-Sulene).

A entidade continua construindo uma história de sucesso, iniciada em 11 de setembro de 1970, após assembleia com 145 representantes de cooperativas. A nova entidade sucedeu a União das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ucemg). Logo nos primeiros anos, a Ocemg atuou oferecendo suporte jurídico e técnico às cooperativas registradas, que, após uma década, já somavam 364.

A organização inaugurou sua primeira sede em 1983 e investiu também em educação e comunicação cooperativista, e em convênios para o fortalecimento do setor no Estado. Nos anos seguintes, a Ocemg organizou e participou de eventos e intensificou sua presença junto ao poder público, atuando na representação das cooperativas do Estado.

Nos anos 2000, foram iniciadas as atividades do Sescoop-MG. Por meio dele, o Sistema Ocemg passou a disponibilizar cursos, treinamentos, workshops, encontros, eventos e palestras, proporcionando aprendizado e capacitação ao público cooperativista. Foi intensificado também o trabalho de acompanhamento e monitoramento das cooperativas, por meio de visitas e programas com foco na gestão e na governança.

A primeira edição do Anuário de Informações Econômicas e Sociais do Cooperativismo Mineiro foi lançada, pelo Sistema Ocemg, em 2006. A publicação, considerada referência para o segmento, traz o levantamento detalhado do setor no Estado, por meio da consolidação de dados enviados pelas próprias cooperativas, como informações econômico-financeiras, exportações, quadro social e funcional do segmento, contribuições do cooperativismo para a sociedade, investimentos, entre diversos outros indicadores.

Em 2009, o Sistema Ocemg criou o Dia de Cooperar (Dia C). Nacionalizado em 2015, a iniciativa tornou-se o maior movimento de voluntariado cooperativista do Brasil e já beneficiou mais de 6 milhões de pessoas, somente em Minas Gerais.

Além do Dia de Cooperar, outras iniciativas foram promovidas e disponibilizadas pela organização para aumentar o entendimento das cooperativas sobre desenvolvimento sustentável. Como os workshops do Dia C, realizados anualmente para munir as cooperativas de informações para a formulação de projetos de responsabilidade social focados na situação das localidades onde atuam.

As ações de promoção social e capacitação do Sistema Ocemg reforçam o compromisso da entidade e do cooperativismo mineiro com a Agenda 2030, plano proposto pela Organização das Nações Unidas em busca da prosperidade, da erradicação da pobreza e do desenvolvimento sustentável.

Uma década de conquistas

Os bons resultados alcançados na última década pelo setor cooperativista, que se mostra cada vez mais forte e relevante para a economia de Minas Gerais, demonstram a importância da atuação do Sistema Ocemg. Segundo a 15a edição do Anuário de Informações Econômicas e Sociais do Cooperativismo Mineiro, referente ao ano de 2019, o segmento foi responsável por uma movimentação econômica de R$ 60,8 bilhões, o que equivale a 9,6% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Atualmente, cerca de 27,2% da população mineira está associada a alguma cooperativa.

O Sistema Ocemg também alcançou reconhecimento dentro e fora do país, por sua atuação no âmbito da responsabilidade social. Em 2017, o presidente da organização, Ronaldo Scucato, apresentou o Dia de Cooperar na Assembleia Geral da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), em Kuala Lampur, na Malásia. No ano seguinte, a entidade tornou-se a primeira Unidade Estadual signatária do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), por seu trabalho realizado, por meio do Dia C, em alinhamento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Em 2019, o Dia de Cooperar foi tema de apresentação na “Centenary Conference of the Cooperative College”, em Rochdale, Inglaterra, berço do cooperativismo no mundo. Em abril do mesmo ano, o Dia C foi levado ao conhecimento do Papa Francisco, na conferência papal realizada na Praça São Pedro, no Vaticano. O Sumo Pontífice abençoou o cooperativismo e recebeu, das mãos do presidente do Sistema Ocemg, o livro de resultados do Dia C e o símbolo do movimento.

A inauguração do Centro de Treinamento do Cooperativismo Mineiro marcou o mês de setembro de 2019. A unidade foi construída para ampliar as ações de capacitação da entidade e pode receber até 300 pessoas simultaneamente.

Devido à pandemia do novo Coronavírus, em 2020, o Sistema Ocemg apostou na inovação e no ambiente digital. A entidade criou uma série com mais de 50 webinars em seu canal no Youtube para promover a discussão de temas relevantes ao cooperativismo. O meio digital também viabilizou continuidade do seu portfólio de cursos, encontros, palestras e visitas virtuais às cooperativas.

Para celebrar as cinco décadas de história e reiterar o compromisso com o desenvolvimento do cooperativismo em Minas, a organização lançou o novo portal (sistemaocemg.coop.br) e uma publicação institucional. O livro Ocemg 50 Anos apresenta a história do Cooperativismo no Brasil, os antecedentes que levaram à criação da entidade, a trajetória da Ocemg ao longo das décadas, com as principais ações e conquistas, as iniciativas desenvolvidas, a presença das mulheres no cooperativismo e as perspectivas do setor para os próximos anos.

Agropéu Agroindustrial de Pompéu S/A

A Agropéu Agro Industrial Pompéu S/A, destilaria de álcool que tem sede em Pompéu, na região central do Estado, vai celebrar 40 anos de atividades em 2021. Fundada pelos empresários Paulo Otacílio Cordeiro e Antônio Joaquim Cordeiro, empresários visionários do ramo agropecuário, a empresa foi concebida para aumentar a oferta de álcool anidro para o mercado nacional, na segunda fase do Programa Brasileiro de Álcool (Proalcool).

Pelo projeto original, foi construída uma destilaria com capacidade de produção de 120 mil litros de álcool por dia. As lavouras de cana-de-açúcar eram de produtores independentes, constituindo um sistema de integração contratual, com forte regulamentação governamental, através do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). A primeira safra da Agropéu foi realizada em 1984.

A partir do ano 2000, a Agropéu ampliou sua capacidade de produção de etanol para 500 mil litros por dia e investiu em novas tecnologias para tornar-se mais competitiva em um mercado globalizado. Em 2011, por exemplo, a destilaria construiu uma moderna fábrica de açúcar com produção de 10 mil sacos de 50 kg /dia, em 2016 viabilizou o projeto de ampliação de sua capacidade de geração de energia elétrica a 51,6 Kwh, com comercialização de 15 MW/H de excedentes.

Em 2019, a Agropéu registrou lucro líquido de R$ 38,148.025 milhões ante R$ 13,937.634 milhões no ano anterior. A receita líquida de vendas foi de R$ 175,220.634 contra R$ 150,134.619 milhões na mesma base comparativa.

Anglo American – Minério de Ferro Brasil S.A.

Exploração de jazida de minério de ferro na região de Conceição do Mato Dentro, na região Central de Minas Gerais, o projeto Minas – Rio da Anglo American inclui planta de beneficiamento, mineroduto e instalações portuárias, com foco exclusivo no mercado externo.

Em decorrência do vazamento do mineroduto e da consequente suspensão das atividades, ocorrida no exercício de 2018, a companhia incorreu em prejuízo operacional líquido de R$ 2.783.104 bilhões. A receita líquida fechou em R$ 726.573 milhões. Mas a recuperação veio no ano seguinte, com lucro líquido de R$ 5.929.650 bilhões e receita líquida de R$ 6.744.506 bilhões. No período, o valor total do passivo e patrimônio líquido aumentou de R$ 19.518.112 bilhões para R$ 26.918.231 bilhões.

A Anglo American trabalha de forma próxima às comunidades vizinhas às suas operações, por meio de parcerias. Em 2019, a empresa e o governo de Minas Gerais firmaram convênio para a pavimentação de um trecho de 27,8 quilômetros da MG-010, entre Conceição do Mato Dentro e Serro, uma antiga demanda dos moradores, com investimento de R$ 55 milhões, sendo R$ 40 milhões provenientes da empresa e R$ 15 milhões do Estado. As obras já estão em andamento.

A Anglo American também firmou três acordos para obras viárias com as prefeituras de Guanhães, Sabinópolis e Alvorada de Minas. Será construída uma nova ponte de acesso a Guanhães, para desviar o tráfego de caminhões do perímetro urbano da cidade, e realizadas correções e recolocação de blocos de pavimento em Sabinópolis, além de recuperar a drenagem superficial das vias. Em Alvorada de Minas, o investimento prevê o asfaltamento de estradas vicinais como a do “Morro do Tatu”, que liga a sede do município à rodovia MG-010.

Também em parcerias com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra), por meio do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), a mineradora firmou convênio para início das obras da alça viária do bairro Machadinho, no município do Serro, com aporte de R$ 36 milhões e conclusão prevista para 2021.

Central de Distribuição Arcom S.A

A Central de Distribuição Arcom S.A está localizada em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e possui capacidade de armazenamento de 620 mil m³ ou 85 mil pallets que, somados, geram 85 mil toneladas de produtos. A cada semana, a empresa expede mais de 60 mil notas fiscais.

Com tecnologia de última geração e profissionais qualificados, a central opera em condições perfeitas de armazenagem, garantindo produtos de qualidade e um atendimento diferenciado a clientes e fornecedores.

A Arcom possui cerca de 220 mil clientes ativos de pequeno, médio e grande porte, de vários ramos de atividades e distribuídos em 16 estados incluindo o Distrito Federal. Toda a logística de distribuição está voltada para atender a necessidade do mercado, para proporcionar um serviço de distribuição de qualidade superior.

Em parceria com os seus fornecedores, a empresa direciona toda a sua estrutura de distribuição e força de vendas composta por 2,3 mil representantes comerciais autônomos e 120 consultores de televendas, para que a indústria disponibilize o seu mix de mais de 5 mil produtos a preços competitivos no mercado, garantindo ao cliente um giro de mercadorias em seu estabelecimento. Completa a estrutura, o aparato tecnológico é composto por equipamentos e softwares de última geração.

A Arcom tem uma frota de mais de 800 veículos próprios padronizados e equipados com alta tecnologia. Juntos, eles viajam mais de 2,5 milhões de quilômetros por mês para garantir o controle e a agilidade das entregas.

Em 2019, a companhia manteve estável a sua receita líquida de vendas, com R$1,416.144 bilhão, ante R$ 1,414.492 bilhão do ano anterior. Na mesma base comparativa, o lucro líquido foi de R$ 83.640 milhões para R$ 319.446 milhões. Em ativos, a companhia obteve uma evolução de R$ 810.182 milhões para R$ 1,110.574 bilhão.

Banco Fidis

O Banco Fidis S/A, pertencente ao grupo Fiat Chrysler Automóveis (FCA), é uma instituição global de serviços financeiros que, constituído na forma de banco múltiplo, realiza operações de crédito, financiamento e investimento. A instituição tem como missão ser o braço financeiro da FCA no Brasil, atuando principalmente no financiamento das concessionárias das marcas Fiat e Jeep.

Hoje, o Banco Fidis, através do Jeep Bank, realiza o financiamento do varejo das marcas Jeep, Chrysler, Dodge e RAM no Brasil, através da parceria com o Bradesco. Nesta parceria, o Banco Fidis age como gestor comercial na oferta de produtos financeiros para os clientes finais das marcas. No caso da marca Fiat, o Banco Fidis tem o papel de gerir a parceria da FCA com o Banco Itaú, que detém a carteira do Banco Fiat atualmente.

Em 2020, devido aos efeitos da pandemia de Covid-19, o Banco Fidis agiu rapidamente e desenvolveu novas ações para adaptar-se ao novo cenário. No atacado, o banco tomou medidas de suporte à rede de distribuição, como prorrogação de duplicatas. No varejo, através do Banco Fiat e do Jeep Bank, foram lançadas campanhas como “Jeep Paga suas parcelas” e “Forza Fiat”, as quais asseguravam ao cliente final um fôlego maior para pagar as primeiras parcelas do seu financiamento. Foram ações inovadoras e de sucesso no mercado.

Além disso, com o objetivo de ampliar a atuação do banco, recentemente o Banco Fidis disponibilizou, em parceria com a FCA, o My Suppliers, marketplace de antecipação de recebíveis para fornecedores da FCA. Através deste ambiente competitivo, que estimula a concorrência entre bancos, esses fornecedores conseguem taxas atrativas, viabilizando uma maior liquidez e otimização de seus recursos.

Todas essas ações possibilitaram ao Banco Fidis uma excelente performance do resultado operacional de R$ 146,1 milhões no primeiro semestre de 2020, com um crescimento de 11,2% em relação ao mesmo semestre do ano anterior. O resultado bruto da intermediação financeira atingiu R$ 159,9 milhões, também com aumento de 10,9% no período comparado.

Belgo Bekaert Arames

Com total de nove unidades no Brasil, entre as quais cinco em  Minas Gerais, nas cidades de Vespasiano, Itaúna, Contagem e Sabará, outras duas na Bahia e também em São Paulo, a Belgo Bekaert Arames é uma união das gigantes ArcelorMittal Brasil S/A e Bekaert do Brasil Ltda., com a proposta de produzir arames para o atendimento das necessidades de diversos ramos industriais, entre os quais se destacam os fixadores (parafusos), componentes para Linha Branca, Aramados e Utilidades, Petróleo, Lã de Aço e molas para estofados e colchões.

Em 2019, a empresa alcançou lucro líquido de R$ R$ 2,973.828.000 bilhões e lucro líquido de R$ 257,373.000 milhões. Atualmente, são 3.870 empregados, uma carteira composta por 6 mil clientes e uma linha de produtos de alta qualidade, com arames de baixo carbono e de alto carbono/laminados para diversos segmentos econômicos.

A produção de arames para solda é direcionada para as indústrias automotiva, de implementos rodoviários, de construção pesada, gasodutos, ferroviária e naval, estruturas metálicas, utilidades domésticas e aplicações gerais.

Para o setor de Energia e Telecomunicações, os arames e cordoalhas são usados em linhas de transmissão e de telefonia, para-raios e estais, TV a cabo e, ainda, transmissão de dados (sustentação de fibra ótica).

Já os arames galvanizados têm como foco o atendimento das necessidades das indústrias de telas de alambrados, tecidos metálicos, avicultura, fruticultura, horticultura, floricultura e bricolagens.

Para o agronegócio, a Belgo Bekart Arames tem uma linha completa para enfadar (celulose e algodão), arames farpados e ovalados, telas hexagonais, tela campestre, cordoalhas para currais e acessórios diversos.

A construção civil é outro setor que pode contar com a empresa, com arames e cordoalhas para concreto protendido, cordoalhas galvanizadas para pontos estaiadas, figras de aço Dramix, Gabiões Belgo e as telas Belgofix, Belgo Revest e Murfor.

A companhia também oferece ao mercado soluções completas em sistemas de cercamento, com produtos da marca Belgo para gradis, telas eletrosoldadas e alambrados.

Companhia Brasileira de Lítio (CBL)

Empresa 100% nacional, fundada em 1986, a Companhia Brasileira de Lítio é pioneira na lavra subterrânea de pegmatito litinífero e no beneficiamento do Espudumênio, mineral esverdeado do qual é retirado o lítio, um metal alcalino que tem crescente uso em equipamentos tecnológicos.

A companhia tem plantas de exploração e beneficiamento do mineral em Araçuaí e Divisa Alegre, no baixo e médio Jequitinhonha. Em 2018, o governo de Minas, por meio da Codemig Participações S/A, celebrou contrato de compra e venda de 33% das ações da empresa e tornou-se acionista majoritário do negócio, considerado estratégico para o desenvolvimento do Estado.

A CBL tem uma produção de 30 mil toneladas/ano do concentrado de espodumênio, também chamado de ‘petróleo branco’. A produção de carbonato de lítio equivale a 1500 toneladas/ano. A empresa tem 1,3 milhão de toneladas de reservas certificadas de espodumênio.

A partir de 2019, a CBL iniciou a produção de carbonato e hidróxido de lítio e é uma das poucas, em todo o mundo, a dominar a tecnologia integrada minério – concentrado – composto químico. Na Mina da Cachoeira, em Araçuaí, a operação segue o método sublevel stoping, com padrões extremos de segurança. O espodumênio é concentrado através de meio denso desenvolvido especificamente para a planta, que é explorada desde o início da década de 1990.

Depois de concentrado, o espodumênio é enviado para a unidade química, na cidade vizinha, onde são produzidos carbonato de lítio e hidróxido de lítio. Com várias aplicações, os produtos da CBL são usados como graxas lubrificantes, baterias de Íon-Lítio, pós fluxantes, sais de tratamento térmico, produtos farmacêuticos, cerâmicas, vidros, entre outras.

Atualmente, a CBL emprega 310 pessoas, das quais 300 em Minas Gerais.

CBMM

Líder mundial na produção e comercialização de produtos de Nióbio, a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) fornece produtos e tecnologia de ponta aos setores de infraestrutura, mobilidade, aeroespacial e energia. É a única empresa do mundo com presença em todos os segmentos do mercado de Nióbio.

Em 2019, a companhia alcançou receita líquida de vendas de R$ 8.620.869 bilhões ante R$ 7.420.756 bilhões no ano anterior, com crescimento de 16,1%. O lucro líquido do exercício foi de R$ 2.967.326 bilhões, 6,1% a mais que o do ano anterior.

No mesmo período, as vendas para o mercado externo renderam R$ 8.299.442 bilhões e R$ 393.764 para o mercado doméstico. No ano anterior, os valores foram, respectivamente, R$ 7.159.321 bilhões e R$ 324.467 milhões. Em estoques, a CBMM fechou 2019 com R$ 723.188 milhões. No ano anterior, o valor foi de R$ 538.856 milhões, uma diferença de 34,2%.

A companhia fechou 2019 com R$ 932,338 milhões em investimentos, ante R$ 794.132 registrados em igual intervalo do exercício anterior. Apenas o Programa de Tecnologia da companhia supera os R$ 150 milhões.

Com uma equipe de 1905 funcionários no ano passado, fornece a matéria-prima para a fabricação de seus produtos à base do elemento: ferronióbio, níquelnióbio, óxido de nióbio e nióbio metálico. O ferronióbio representa cerca de 90% do mercado e é usado hoje em um décimo de toda a produção de aço mundial.

Em 2020, a companhia está concluindo a expansão da capacidade da planta de Araxá para 150 mil toneladas, para fazer frente à demanda global por produtos de Nióbio. Ao todo, os investimentos foram da ordem de R$ 3 bilhões. Apenas em 2020, foram R$ 450 milhões.
Há 3 anos, a CBMM fechou parceria com a Toshiba para o desenvolvimento de baterias de lítio com uso de óxido de Nióbio em sua composição.  Além da Toshiba, a CBMM possui parcerias para desenvolvimento de baterias com nióbio com outros parceiros em regiões como EUA, Europa e China.

Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé)

A Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé) é líder brasileira na exportação de café por vários anos consecutivos, de acordo com o ranking do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CECAFÉ). Em 2019, a cooperativa mineira embarcou para os mercados interno e externo 6,4 milhões de sacas de café verde tipo arábica, das quais 5,4 milhões foram destinadas para o mercado internacional, englobando mais de 45 países em cinco continentes. Entre os consumidores estão Alemanha, Argentina, Bélgica, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Suécia, entre outros. As exportações correspondem a 80% das atividades da Cooxupé. Para isso, a cooperativa mantém em Santos (SP) um escritório exclusivo para esta atividade.

A Cooxupé tem atuação nas regiões do Sul de Minas, Cerrado Mineiro e média mogiana do estado de São Paulo. A qualidade do café – natural e cereja descascado – produzido pelos mais de 15 mil cooperados vem de mais de 200 municípios dessas áreas brasileiras, reconhecidas pela produção de cafés finos e que já se destacam na preferência do mercado internacional.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), o volume de café recebido pela cooperativa em 2019 – total de 5,1 milhões de sacas – representou 15% da produção nacional de café arábica e 21% da produção deste tipo de café do estado de Minas Gerais.

Hoje, com mais de 60 anos de atividades voltados para o café e 88 anos dedicados ao cooperativismo regional, a Cooxupé é referência na cafeicultura brasileira e reconhecida mundialmente como uma empresa de credibilidade na comercialização de café de qualidade tipo arábica. O café da cooperativa vem com valor agregado por integrar programas de sustentabilidade e de certificações – como Nespresso AAA(tm), C.A.F.E Practices, 4C, Rainforest Alliance, UTZ, entre outros – atendendo amplamente as demandas globais, entre elas a garantia de qualidade, procedência e rastreabilidade do café produzido em sua área de ação

Copasa

Com sede em Belo Horizonte e mais de 57 anos de história, a COPASA está entre as maiores empresas de saneamento do Brasil. Atualmente, possui ações na B3 – Brasil, Bolsa, Balcão, negociadas pelo código CSMG3 e integra o chamado Novo Mercado, segmento que exige maior compromisso com regras de transparência e governança corporativa.

A Companhia, que iniciou os estudos para o processo de privatização, encerrou 2019 com 641 concessões para prestação de serviços com abastecimento de água, atendendo a cerca de 11,6 milhões de pessoas. O número de unidades consumidoras de água totalizou 5,3 milhões. Quanto aos serviços de esgotamento sanitário, a empresa encerrou 2019 com 311 concessões, para atender a uma população de 8,2 milhões de pessoas.

No mesmo período, a empresa deu continuidade ao seu plano de investimentos, com aporte de R$ 620 milhões para melhorias da sua infraestrutura. O valor foi 15% menor que o do exercício anterior.

Ainda em 2019, iniciou-se um programa de profundas transformações na companhia, com reestruturação, revisão do planejamento estratégico e readequação da estrutura organizacional, com redução no número máximo de diretorias de oito para cinco e de quase 20% das unidades organizacionais.

Foi criada a Diretoria de Relacionamento e Mercado para dar mais eficiência às ações de relacionamento com clientes, sejam consumidores ou poder concedente, bem como para organizar melhor o processo de prospecção e captação de oportunidade de negócios.

Alinhados ao Plano de Integridade, foram criadas e implementadas as políticas de Controle Interno, Brindes e Presentes, Conflito de Interesses, Governança Corporativa e revisada a Política de Transações com Partes Relacionadas. Em 2019, a empresa e a Copanor totalizaram 11.786 empregados.

Gasmig

No cenário de retomada da economia brasileira que marcou o ano de 2019, a Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) alcançou um faturamento superior a R$ 2,3 bilhões. O lucro líquido do período ficou em R$ 164.558 milhões. A geração de caixa pelo conceito Lucro antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (LAJIDA) atingiu R$ 239.485 milhões. A movimentação de gás natural cresceu 2,24% em relação ao ano anterior, com volume médio de 3.095 milhões de m³/dia.

No mesmo período, a Gasmig totalizou 50.813 unidades residenciais consumidoras, um crescimento de 22,8% em relação ao ano anterior. Apenas esses clientes consumiram 7.768 mil metros cúbicos de gás natural, um aumento de 20% ante o exercício anterior.

Também em 2019, a Gasmig investiu R$ 43 milhões na construção de 35,7 km de gasodutos na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), Vale do Aço, Mantiqueira e Sul de Minas. Com uma rede de gasodutos de 1,3 quilômetros, a Gasmig atende a 38 municípios do Estado.

Em 2019, a Gasmig distribuiu 40.482 milhões de metros cúbicos de gás natural veicular, equivalente a uma média de consumo de 110,91 mil metros cúbicos, já englobadas as vendas para o segmento de GNC automotivo. A Gasmig realizou de forma bem satisfatória a distribuição pública de sua primeira emissão de Notas Promissórias Comerciais – Nps, em série única, perfazendo um valor de R$ 850 milhões.

Os recursos provenientes dessa operação foram usados para pagamento do bônus de outorga previsto no Terceiro Termo Aditivo ao Contrato de Concessão celebrado em setembro 2019 entre Gasmig e Estado de Minas Gerais, para o reequilíbrio da concessão para exploração industrial, comercial, institucional e residencial dos serviços de gás canalizado no Estado, com valor atualizado de R$ 891,2 milhões.

A Gasmig comercializou um total de 1,130 bilhão de metros cúbicos de gás natural, equivalente a 2.301 mil metros cúbicos por dia, representando um incremento de 2,25% em relação a 2018. No mesmo período, o uso de gás natural pelas termelétricas manteve-se elevado em 2019, com significativa expansão de 91,76% em relação ao ano anterior. O consumo foi de 289.789 milhões de metros cúbicos, o que equivale a uma média de 793,94 mil metros cúbicos, aumento de 20% em relação ao ano anterior.

Controlada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), a Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) foi constituída em 1986 e detém os direitos de exploração dos serviços de distribuição de gás, por meio de canalizações, com foco em consumidores dos segmentos industrial, automotivo, comercial e residencial, com ênfase para as áreas de termoeletricidade, siderurgia, petroquímica, fertilizantes e outras.

Empresa Gontijo de Transportes

A cada ano, mais de 5 milhões de passageiros são transportados em 282 linhas nacionais e uma internacional, que liga Salvador (BA) a Assunção, no Paraguai, pela Empresa Gontijo de Transportes. A linha mais longa é a que liga Recife (PE) a Foz do Iguaçu (PR), com 3.907,15km. A companhia possui retífica e recauchutadora próprias, com capacidade para atender a toda sua necessidade. O consumo anual de combustível é de cerca de 53 milhões de litros de óleo diesel, para mais de 300 mil quilômetros percorridos.

A Gontijo possui uma das maiores e mais modernas frotas do Brasil, com mais de 1.500 veículos. Sediada em Belo Horizonte, tem 101 pátios de garagem na capital mineira e também em São Paulo. A empresa mantém 900 agências de vendas que atendem 19 Estados e Distrito Federal. A empresa investe anualmente na renovação da frota e, diariamente, na manutenção preventiva e corretiva de seus ônibus. Mais de 250 itens são substituídos preventivamente por profissionais capacitados e treinados diretamente pelos fabricantes dos componentes.

A manutenção da frota é executada por profissionais qualificados. Os motoristas participam de treinamentos, são avaliados periodicamente e recebem orientação necessária para garantir a saúde física e emocional.  No término de cada viagem, todos os veículos são submetidos a revisão mecânica e de carroceria, incluindo assentos e sanitários, antes da próxima corrida, com abastecimento, lavagem e higienização interna, para que o transporte tenha segurança, conforto e pontualidade.

Em 2019, a empresa obteve receita líquida de R$ 511.471.126,38 milhões, ante R$ 506.678.534,89 milhões do ano anterior, com um crescimento de 0,98%. No período, a Gontijo forneceu passagens com descontos de 100% e 50% para 405.932 idosos, 102.093 portadores de deficiência e 109.273 jovens de baixa renda.

Kinross Brasil Mineração

A Kinross Brasil Mineração atua nas atividades de pesquisa e desenvolvimento mineral, mineração, beneficiamento e comercialização de ouro. É uma das maiores produtoras de ouro do Brasil, responsável por 22% da produção nacional.

Com operação na mina Morro do Ouro, em Paracatu, noroeste de Minas Gerais, e escritório em Belo Horizonte, a empresa integra a Kinross Gold Corporation, grupo canadense com presença na América do Sul (Brasil e Chile), América do Norte (Estados Unidos e Canadá), África (Gana e Mauritânia) e Eurásia (Rússia).

Importante empreendimento industrial de Paracatu, a Kinross responde por cerca de 22% dos postos de trabalho formais do município. São cerca de 1.800 empregos diretos e quase 3 mil terceirizados.

Além de ser a principal geradora de impostos e grande fomentadora de outros negócios, a Kinross investe em iniciativas que contribuem para o desenvolvimento do território e é certificada por normas nacionais e internacionais ligadas à saúde, segurança, gestão ambiental e responsabilidade social. Destacam-se as certificações do Código Internacional de Cianeto, OSHAS 18001, ISO 14001 e SA 8000.

Em 2006, a empresa iniciou um grande projeto de expansão que elevou a capacidade de lavra de minério para 61 Mtpa e fez com que a produção anual de ouro em Paracatu praticamente triplicasse, chegando a 17 toneladas por ano. O projeto também ampliou em mais de 15 anos o tempo de vida útil da mina, agora estimado até 2030.

As instalações da Kinross em Paracatu compreendem uma mina a céu aberto, uma usina de beneficiamento e áreas para armazenamento de rejeitos, além da infraestrutura superficial. Seu processo contempla várias etapas para separar o ouro do restante do material sem valor comercial, todas realizadas de acordo com padrões ambientais nacionais e internacionais.

Minas Tênis Clube

Fundado em 15 de novembro de 1935, o Minas Tênis Clube é formado, atualmente, por duas unidades urbanas (Minas I e Minas II), uma campestre (Minas Country) e o Minas Tênis Náutico Clube. Somadas, ocupam 454 mil m² e oferecem moderna infraestrutura para atividades esportivas, culturais e de lazer para seus cerca de 82 mil associados, considerando-se a soma de 27 mil cotistas e seus dependentes. Se fosse uma cidade, o Minas seria a 26ª em arrecadação do Estado (Secretaria da Fazenda MG – dez/2017) e a 52ª em população (estimativa IBGE 2016).

Referência nacional em gestão no segmento clubístico, a atuação da Administração do Minas é norteada para o fortalecimento dos seus quatro pilares – Esporte, Cultura, Educação e Lazer. Os resultados positivos do balanço 2019 demonstram excelente saúde financeira e refletem o seu protagonismo no esporte regional e nacional.

O Minas também é polo de arte e cultura e, pela excelência das instalações e da programação que contempla os públicos infantil, juvenil e adulto, seu Centro Cultural passou a integrar o Circuito Liberdade em julho de 2019.

No mesmo ano, a receita operacional do Minas atingiu a marca de R$ 153.871 milhões e as despesas operacionais totalizaram R$ 130.382 milhões, antes das depreciações, gerando superavit operacional da ordem de R$ 23.489 milhões. Após as depreciações, o resultado financeiro líquido, foi de R$16.417 milhões. O caixa líquido proveniente das atividades operacionais ficou em R$ 24.441 milhões, o que possibilitou investimentos no ativo imobilizado e intangível no valor de R$ 16.999 milhões.

Em 2019, as quatro unidades tiveram 3.318.921 milhões de acessos, 6,6% a mais que no ano anterior. O índice de inadimplência ficou em 1,27%. A organização tem cerca de 1.200 funcionários, 1 mil atletas federados, sendo 900 em formação, 9 modalidades esportivas de alto rendimento, 18 mil alunos nas 25 modalidades de cursos oferecidas. Foram realizados 390 eventos culturais, com 160 mil acessos e 295 sociais e de lazer, com público de 110 mil acessos.

O Minas recebe patrocínio e apoio de 36 empresas e outras 40 destinam recursos a projetos do clube aprovados nas Leis Federal e Estadual de Incentivo à Cultura e ao Esporte.

Grupo Patrimar

Incorporadora e construtora mineira com mais de 56 anos de atuação no ramo de construção civil, a Patrimar Engenharia S.A está entre as 30 maiores do país no seu segmento de atuação. Com um modelo de negócios verticalizado, a empresa trabalha de forma diversificada nos segmentos comercial e residencial (atividade principal) com oferta de empreendimentos de alta renda (produtos de luxo e alto luxo) por meio da marca Patrimar e também nos setores econômico e de média renda, por meio da marca Novolar.

No terceiro trimestre deste ano, o Grupo Patrimar registrou volume recorde histórico de vendas, com R$ 243 milhões, 260% superior ao segundo trimestre. Foram comercializadas 389 unidades habitacionais apenas no terceiro trimestre, totalizando 651 unidades no consolidado do ano.

Um dos destaques foi um empreendimento lançado no período, praticamente vendido, o que mostra a força de vendas da companhia, a qualidade do produto e também a resposta do mercado para os produtos Patrimar. A performance de vendas deste empreendimento impactou positivamente o VSO (Vendas Líquidas sobre Oferta) do terceiro trimestre em patamar saudável de 25%.

Também no terceiro trimestre, a companhia lançou 80% dos empreendimentos no mercado mineiro, em especial Belo Horizonte/Nova Lima, reforçando a liderança e força neste mercado. Os demais 20% foram na praça do Rio de Janeiro. O segmento de alta renda continua sendo o mais representativo nas vendas da Companhia, com 76,6% de participação nos nove meses de 2020.

Diante das turbulências do mercado, no início de outubro, a Patrimar decidiu por cancelar seu pedido de IPO na CVM. No entanto, por manter o foco em listar suas ações no mercado de capitais em algum momento, a empresa manteve o processo de registro de companhia aberto na Categoria A, o que trará facilidades e melhores estruturas de ofertas para um processo futuro.

No primeiro semestre deste ano, o lucro líquido da Patrimar foi de R$ 32,1 milhões, contra R$ 3,9 milhões em igual período de 2019. O Ebtida somou R$ 39,1 milhões no semestre, ante R$ 7,1 milhões no primeiro semestre do ano passado. Na mesma base comparativa, a receita operacional líquida foi de R$ 155,23 milhões, ante R$ 75,41 milhões e o Retorno Sobre Patrimônio Líquido (ROE) ficou em 9,9%, ante 1,9%. A dívida líquida da Patrimar encerrou junho em R$ 45,1 milhões. No final de 2019, estava em R$ 18,3 milhões.

Em 2019, o lucro líquido foi de R$ 26.539 milhões, 54,6% superior aos R$ 17.165 bilhões de 2018.  Já o EBITDA totalizou R$ 37 milhões, com crescimento de 64,9%, em relação ao ano anterior. No período, a Patrimar realizou a venda líquida de 729 unidades, que totalizaram R$ 282 milhões em negócios, um percentual 6% maior que o registrado em 2018.

PIF PAF

A história de sucesso da Pif Paf Alimentos começou em 1968 no Rio de Janeiro quando o português naturalizado brasileiro, Avelino Costa, maior atacadista de frango vivo do estado, comprou o abatedouro Pif Paf. Avelino percebeu uma mudança na sociedade e ali uma oportunidade de negócios. Se para as mulheres recém-chegadas ao mercado de trabalho faltava tempo para os afazeres domésticos, na visão dele, sobravam ideias de como levar àquelas consumidoras mais praticidade: o animal vivo deveria dar lugar ao frango congelado.

Hoje, a Pif Paf Alimentos é a maior empresa mineira do setor de aves e suínos. Com sede corporativa em Belo Horizonte (MG), a companhia reúne um mix de produtos com cerca de 660 itens, entre cortes de carnes, pescados, embutidos, massas, pratos prontos, pães de queijo, salgados e outros. Mais de 320 mil toneladas de produtos acabados são processados, por ano, em 12 unidades industriais.

Este ano, a Pif Paf realizará o abate de mais de 80 milhões de aves e cerca de 780 mil suínos. A empresa tem 14 centros de distribuição e realiza mais de 200 mil entregas por mês. A aquisição da indústria de processamento de suínos catarinense Fricasa, concluída em janeiro de 2020, ampliou as oportunidades de negócios, mantendo boas perspectivas para este ano, apesar de todas as dificuldades impostas pela pandemia.

A companhia tem, atualmente, cerca de 8,5 mil colaboradores diretos e mais de 110 mil clientes, com a missão de abastecer os principais mercados das regiões sul e sudeste, Goiás e sul da Bahia. Além das vendas internas, exporta seus produtos para mais de 20 países.

Com a COVID-19 a fundação ampliou significativamente sua atuação em prol das comunidades onde a empresa atua, com doações de mais de R$ 1 milhão em alimentos, EPIs, suprimentos e equipamentos médico-hospitalares para entidades e comunidades onde está inserida.

A Pif Paf encerrou o ano de 2019 com um faturamento de R$ 2,5 bilhões, uma expansão de 20% em comparação ao ano anterior. Crescimento amparado, principalmente, pelo aumento do valor agregado dos produtos, lançamentos importantes e entrada em novos mercados.

Sicoob Central Crediminas

Com 75 cooperativas filiadas e mais de 820 mil cooperados, o Sicoob Central Crediminas comemorou, em junho deste ano, 32 anos de atividades. A robustez da instituição está em números como R$ 3,3 bilhões em patrimônio líquido, R$ 12,2 bilhões em depósitos, R$ 19,8 bilhões em ativos, R$ 9,9 bilhões em operações de crédito, R$ 238 milhões em rendas de serviços, resultado acumulado no presente exercício de R$ 187 milhões e, ainda, presença em 508 cidades e a maior rede de atendimento do Sistema Sicoob, com 630 agências.

O Sicoob Central Crediminas também representa 6,5% dos ativos totais do Sistema Nacional de Cooperativismo de Crédito. Nos primeiros cinco meses deste ano, a cooperativa atingiu a marca de R$ 7.719.924 bilhões e 18,75% de crescimento, quando comparado com igual período do exercício anterior. O fator que impulsionou o resultado positivo foi a centralização financeira das filiadas, que totalizou montante de R$ 6,9 bilhões, com incremento de 21,4%.

Em 2020, o Sicoob Central Crediminas fechou os primeiros cinco meses do ano com ativos totais de R$ 7,7 bilhões e crescimento de 18,75% quando comparado ao mesmo período do exercício anterior.

Nesse período, o patrimônio líquido da Central também aumentou em 6,93%, totalizando R$ 575.034 milhões e as sobras, no mesmo período estão em R$11,9 milhões.

A instituição também fechou o ano Safra 2019/2020 em primeiro lugar em todo o Sistema Sicoob, com o comissionamento geral de R$ 23,513.869 milhões, o que representou 21,3% do montante total de todo o sistema para crédito rural no período. As filiadas foram as maiores repassadoras do período, com mais de R$ 1,545.507.467 bilhão, o que representa 20,2% de todo o recurso.

O uso da tecnologia também está presente no Sicoob Central Crediminas, por meio do Programa de Transformação Digital, que oferece um canal de atendimento totalmente virtual, ágil e eficiente, via App Sicoob para os cooperados. A inteligência artificial do Sistema ganhou fisionomia recentemente e a assistente virtual Alice tem gerado maior familiaridade e proximidade com os usuários.

O Sicoob Central Crediminas e as singulares do Sistema também têm trabalhado juntos para levar maior comodidade e segurança aos empregados e cooperados, por meio da tecnologia. Além da indicação do uso dos canais digitais, pelos associados, a Central também tem incentivado a adoção do teletrabalho, por meio das adaptações e suporte da TI, para permitir acesso a todos os canais de forma remota e a realização de reuniões online.

Outro destaque é o aplicativo Sicoob Moob, que permite que as cooperativas consigam fortalecer o relacionamento com os cooperados, ao promover o empoderamento digital nos processos decisórios, uma vez que é possível participar, via web, dos eventos e assembleias. No final de junho, o Sicoob Central Crediminas e o Sicoob Fundo Garantidor de Depósitos (FGD) realizaram suas respectivas assembleias pela ferramenta.

Pottencial Seguradora

Com sede em Belo Horizonte, a Pottencial Seguradora completa 10 anos de atividades em 2020 e consolida-se como referência nacional do seu setor de atuação e liderança no segmento de Seguro Garantia, entre os anos de 2017 e 2019. Reconhecida pela máxima agilidade na emissão de apólices, possui classificação A-(bra) segundo a Fitch Ratings. Além desse produto, a companhia também oferece, em todo o Brasil, os seguros Pottencial Aluguel, Pottencial Imobiliário, Pottencial Máquinas e Equipamentos e Pottencial Riscos de Engenharia.

Em 2019, a empresa registrou o terceiro ano consecutivo de expressivo crescimento, com R$ 601 milhões em faturamento (ou volume de prêmios), 27,6% no comparativo com o ano anterior. E no ano do aniversário, nem a Covid-19 abalou a companhia. À frente de gigantes do setor, a Pottencial se consolida como líder em Seguro Garantia, com 19,2% do mercado nacional, segundo ranking da Superintendência de Seguros Privados (Susep). A empresa também é vice-líder no mercado de fiança locatícia para pessoa jurídica.

Entre os produtos de destaque da seguradora, está o Seguro Garantia Judicial Depósito Recursal (modalidade substituição). Apenas em maio, a soma de todas as apólices emitidas foi superior em mais de 1300% ao número dos processos relativos ao primeiro quadrimestre de 2020. O produto tem tido ampla aceitação na esfera judicial, como importante alternativa em substituição à penhora e à fiança bancária.

A Pottencial Seguradora também registrou, de janeiro a agosto deste ano, crescimento de 200% na comercialização do seguro fiança locatícia (Pottencial Aluguel) em comparação ao mesmo período do ano passado. O crescimento é quase quatro vezes superior ao apresentado pelo mercado, que evoluiu, no mesmo período, 56% em volume de prêmios, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Com o resultado, a empresa reforça sua vice-liderança nesse mercado, do qual detém uma fatia de mais de 10% de market share.

Vários fatores impactaram nesse resultado, como o atual cenário de instabilidade econômica causado pela pandemia, que afetou a renda de pessoas e empresas, bem como a mudança regulatória por parte da Susep, que determinou que as apólices passassem a ter a mesma vigência do contrato de locação, em vez de vigência anual, e investimentos consistentes da Pottencial no segmento varejo.

Como parte da estratégia de diversificação, que visa oferecer um portfólio de produtos mais amplo e aderente ao mercado, a Pottencial Seguradora lançou um produto complementar ao fiança-locatícia, Pottencial Imobiliário, um seguro incêndio feito para as imobiliárias e destinado às locações residenciais.

Prima Foods S.A.

Quarta maior produtora de carne bovina do Brasil, a Prima Foods (ex-Mataboi Alimentos) tem três unidades de abate de gado em Araguari, no Triângulo Mineiro, Santa Fé do Goiás (GO) e Cassilândia (MS), com capacidade total de aproximadamente 2,6 mil cabeças/dia. O mercado externo responde por 65% da receita da companhia.

Em 2019, a Prima Foods obteve receita líquida de R$ 2,072 bilhões, com alta de 7%. O lucro líquido foi de R$ 241,2 milhões, com crescimento de 12%. A empresa oferece ao mercado a linha de cortes Premium da marca Di Prima.

A companhia é controlada pelo empresário José Batista Júnior, conhecido como Júnior Friboi, irmão mais velho de Wesley e Joesley Batista, acionistas controladores da JBA. As duas companhias não têm relação direta atualmente.

O empresário se desvinculou da holding familiar em 2013, por meio da venda de suas ações para os irmãos e o pai e pretendia disputar o governo de Goiás, no ano seguinte. Como desistiu dessa empreitada, adquiriu a Mataboi Alimentos, que estava em recuperação judicial e tinha uma dívida de R$ 200 milhões, prejuízo anual de R$ 119 milhões, mas receita líquida de R$ 1,6 bilhão.

Atualmente, as instalações e processos da Prima Foods acompanham a evolução do mercado mundial. Com equipamentos modernos e o permanente objetivo de atender todas as exigências do negócio, a empresa oferece soluções para os setores de abate, desossa, resfriamento, congelamento e estocagem.

Entre as práticas de sustentabilidade das plantas destacam-se o tratamento de 100% do efluente gerado, Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) para a prevenção contra a poluição, coleta seletiva para resíduos recicláveis ou reutilizáveis, recuperação e conservação da mata ciliar ao redor do Córrego Brejo Alegre, em Araguari, além de um projeto de economia de água, que reduziu 40% do volume consumido por animal abatido.

Prosegur Brasil S.A

A Prosegur Brasil S.A – Transportadora de Valores e Segurança, é uma sociedade anônima de capital fechado com sede em Belo Horizonte que faz logística de valores e gestão de numerais, além de transporte de carga de alto valor agregado. Em 2019, a empresa tinha 118 filiais em 26 Estados e Distrito Federal, com efetivo de 14.284 colaboradores.

No último exercício, a empresa alcançou total de passivo e do patrimônio líquido de R$ 2,391.681 bilhões, ante R$ 1,960.637 bilhão de 2018. A receita líquida operacional, na mesma base comparativa, foi respectivamente de R$ 1,861.571 bilhão ante R$ 1,967.125 bilhão.

Já o lucro líquido foi de R$ 118.657 milhões, ante R$ 65,210 milhões de 2018, um aumento de 82%. O patrimônio líquido em 2019 foi de R$ 1.308.786 bilhão contra R$ 1.158.515 bilhão no ano anterior. Na mesma base comparativa, o total de custos e despesas operacionais do período foi de R$ 1.696.454 bilhão, 9,2% menor que o de 2018.

Entre as novidades de 2020, a companhia destaca as soluções de Cash que trazem ainda mais conforto e praticidade para o empreendedor.

  • Depósito imediato: Essa solução de depósito”D0″ (no mesmo dia) para o varejista oferece taxas administrativas mais baixas do que as tradicionais oferecidas pelas empresas de cartões, que podem chegar a 0,45%. A solução proporciona redução de custo na gestão dos meios de pagamento e capital de giro imediato. Para atender a essa semana, a companhia está lançando o CashToday.
  • Contagem das moedas: Esse é um problema que muitas PMEs enfrentam, mas soluções como o CataMoeda Prosegurforam criadas para auxiliar supermercados, padarias, farmácias e shoppings a resolvê-lo. O equipamento permite o depósito de moedas e a troca por serviços ou cédulas no próprio local. A solução também pode ser integrada ao sistema de gerenciamento da loja e facilita o processo de contagem e separação de moedas recebidas ao longo do dia.
  • Controle e gestão: No fim do dia, às vezes, é difícil para o pequeno empreendedor fazer a gestão de todas as transações e vendas realizadas, seja por meio de pagamentos eletrônicos (cartões de débito e crédito), vouchers e, inclusive, dinheiro. Por isso, soluções como a Conciliação Segura são ideais, pois permitem reunir todas as informações sobre as transações efetuadas – antes dispersas em diferentes plataformas – com uma fácil visualização para o cliente via website ou aplicativo da Prosegur.
  • Serviço de correspondente bancário: serviço que engloba o recebimento de contas de concessionárias e cobranças via boleto bancário, oferecido pela Logmais, empresa da área de negócio Prosegur Cash, que conta com mais de 1.500 pontos de atendimento entre lojas próprias e em órgãos governamentais e varejistas nas regiões Nordeste e Sudeste.Sicoob Central Crediminas

Com 75 cooperativas filiadas e mais de 820 mil cooperados, o Sicoob Central Crediminas comemorou, em junho deste ano, 32 anos de atividades. A robustez da instituição está em números como R$ 3,3 bilhões em patrimônio líquido, R$ 12,2 bilhões em depósitos, R$ 19,8 bilhões em ativos, R$ 9,9 bilhões em operações de crédito, R$ 238 milhões em rendas de serviços, resultado acumulado no presente exercício de R$ 187 milhões e, ainda, presença em 508 cidades e a maior rede de atendimento do Sistema Sicoob, com 630 agências.

O Sicoob Central Crediminas também representa 6,5% dos ativos totais do Sistema Nacional de Cooperativismo de Crédito. Nos primeiros cinco meses deste ano, a cooperativa atingiu a marca de R$ 7.719.924 bilhões e 18,75% de crescimento, quando comparado com igual período do exercício anterior. O fator que impulsionou o resultado positivo foi a centralização financeira das filiadas, que totalizou montante de R$ 6,9 bilhões, com incremento de 21,4%.

Em 2020, o Sicoob Central Crediminas fechou os primeiros cinco meses do ano com ativos totais de R$ 7,7 bilhões e crescimento de 18,75% quando comparado ao mesmo período do exercício anterior.

Nesse período, o patrimônio líquido da Central também aumentou em 6,93%, totalizando R$ 575.034 milhões e as sobras, no mesmo período estão em R$11,9 milhões.

O uso da tecnologia também está presente no Sicoob Central Crediminas, por meio do Programa de Transformação Digital, que oferece um canal de atendimento totalmente virtual, ágil e eficiente, via App Sicoob para os cooperados. A inteligência artificial do Sistema ganhou fisionomia recentemente e a assistente virtual Alice tem gerado maior familiaridade e proximidade com os usuários do sistema.

Outro destaque é o aplicativo Sicoob Moob, que permite que as cooperativas consigam fortalecer o relacionamento com os cooperados, ao promover o empoderamento digital nos processos decisórios, uma vez que é possível participar, via web, dos eventos e assembleias. No final de junho, o Sicoob Central Crediminas e o Sicoob Fundo Garantidor de Depósitovos (FGD) realizaram suas respectivas assembleias pela ferramenta.

Supermercados BH

A rede Supermercados BH nasceu da visão empreendedora que conduziu Pedro Lourenço de Oliveira a abrir, em maio de 1996, sua primeira mercearia, no bairro São Benedito, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Era dada a largada para uma trajetória marcada pela simplicidade na gestão, competência, perseverança e boas parcerias.

Ao longo de 24 anos, a empresa conquistou espaço e atualmente ocupa posição de liderança no setor supermercadista de Minas Gerais e sexta no Brasil, segundo o ranking da Associação Brasileira de Supermercados 2020 (ABRAS), com cerca de 210 lojas e presença em 65 cidades da RMBH, regiões Norte, Sul e Campo das Vertentes. A companhia emprega aproximadamente 20 mil pessoas, tem forte atuação como incentivadora da cultura e do esporte e apoia, ainda, importantes ações sociais.

Em 2019, a empresa faturou R$ 6,99 bilhões, com crescimento de 16,5% no comparativo com o ano anterior. Para este ano, a empresa projeta incremento de 5% e mantém a sua expansão para o interior do Estado, com inaugurações em diversas regiões. Em setembro, foram abertas duas lojas, uma na região hospitalar de Belo Horizonte e outra em Montes Claros. 

O Supermercados BH também tem planos de aumentar sua presença no setor de atacarejo, com a terceira do gênero, em Belo Horizonte, onde já funcionou o Makro Atacadista, no Anel Rodoviário, no bairro Palmares. As duas primeiras, uma em Januária e outra em Bocaiúva, no Norte de Minas, foram inauguradas em 2019, com desempenho satisfatório.

Os projetos da empresa são ousados. Para abrir espaço nas regiões Campo das Vertentes e Zona da Mata, a rede comprou 14 lojas e três postos de combustíveis do Grupo Sales Supermercados, que tem sede em Barbacena. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou a negociação em outubro.

Telemont Engenharia de Telecomunicações S/A

Presente em nove Estados e no Distrito Federal, com um portfólio de soluções e serviços que envolve as áreas de comunicação de voz, gestão de sistemas de energia, banda larga e dados, tecnologia da informação (TI) e transporte multimídia, a Telemont completou 45 anos de atividades.

Nesse período, a empresa instalou 9 mil km de fibra ótica, possibilitou 1,2 milhão de acessos de banda larga (ADSL e Dados), 2,2 milhões de acessos em tecnologia fixa (cobre), 517 mil acessos de TV, 450 mil Unidades Consumidoras de Energia, 1,1 milhão de Hps Construção de FTTH e 388 mil acessos em FTTH.

A equipe da Telemont é composta por mais de 14 mil colaboradores altamente qualificados para garantir excelência operacional, segurança e agilidade nos atendimentos.

Em 2019, a empresa registrou faturamento 13% maior que o do exercício anterior, com R$ 1,169.855.560 bilhão, ante R$ 1,034.884.513 bilhão. Na mesma base comparativa, o lucro líquido também aumentou de R$ 12,751.624 milhões para R$ 35,237.746 milhões. Os ativos também tiveram um acréscimo de R$ R$ 284,669.471 milhões para R$ 379,093.103 milhões.

No mesmo ano, a Telemont criou a Personal, sua subsidiária no segmento de Energia. Entre os serviços oferecidos estão construção e manutenção em redes e linhas de distribuição de energia aéreas e subterrâneas (inclusive em linha viva); construção e manutenção de iluminação pública; operação e restabelecimento em redes e linhas de distribuição de energia; ligação, desligação, religação e inspeção de unidades consumidoras de energia e serviços de instalação e manutenção de medição inteligente.

A empresa está presente em Minas Gerais, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, São Paulo e Espírito Santo.

Usina Uberaba S.A

Empresa do Grupo Balbo, criado em 1947, a Usina Uberaba S.A foi constituída no ano de 2005 e a primeira safra foi no ano de 2008, com a moagem de 1 milhão de toneladas de cana de açúcar e a produção de 81.800 m³ de etanol hidratado. A Usina está localizada no Triângulo Mineiro, entre os municípios de Uberaba e Nova Ponte. Atualmente, a capacidade de moagem é de 2,1 milhões de toneladas por safra. A planta é 100% automatizada e produz etanol anidro e etanol hidratado.

Entre março de 2019 e março de 2020, a companhia registrou aumento de 43,4% no lucro líquido, passando de R$ 38.155 milhões para R$ 56.236 milhões. O ativo da empresa também aumentou consideravelmente na mesma base comparativa, passando de R$ 480.047 milhões para R$ 647.953 milhões.

A família Balbo iniciou suas atividades no setor açucareiro em 1903, quando o patriarca Atílio Balbo começou a trabalhar no Engenho Central/Usina Schmidt na cidade de Sertãozinho, no interior de São Paulo. Durante os 43 anos seguintes, o Sr. Atílio e seus filhos se especializaram nas mais diversas atividades envolvidas no setor açucareiro.

Em 1946, a família fundou a Usina Santo Antônio (USA) também em Sertãozinho-SP. A vocação, aliada com a experiência e conhecimento, gerou a produção de 1,383 tonelada de açúcar (23.046 sacas de 60 quilos) na primeira safra em 1947.

A família ainda não possuía destilaria nem terras próprias para o cultivo da cana. Dali em diante, os passos para o crescimento foram constantes, sempre em cidades do interior paulista. Marcos importantes foram as aquisições das seguintes usinas: Usina São Francisco (UFRA) em 1956; Usina Santana em 1962 (ambas em Sertãozinho-SP), e a Usina Perdigão em 1965, em Ribeirão Preto-SP. As duas últimas foram incorporadas à Usina Santo Antônio.

Minasmáquinas S/A

Constituída em 1961, a Minasmáquinas S/A representa com liderança e tradição a Mercedes-Benz e a Michelin do Brasil. O grupo é constituído pela matriz, instalada em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), Minasmáquinas Divinópolis, Minasmáquinas Juiz de Fora e o Van Center Minasmáquinas, na capital mineira.

A Minasmáquinas comercializa a mais completa e moderna linha de veículos comerciais da Mercedes-Benz (caminhões, ônibus e sprinters) e conta com um eficiente pós-vendas de peças e serviços, assegurando qualidade e agilidade aos seus clientes.

Com grande reconhecimento no mercado, a Minasmáquinas é a mais tradicional concessionária Mercedes-Benz de Minas Gerais, sempre reconhecida como Ouro no Programa de Excelência StarClass da Mercedes-Benz e única ganhadora no estado do Prêmio Diamante, o mais alto reconhecimento no Programa StarClass, sendo a Melhor Concessionária Mercedes-Benz do Brasil no ano de 2013 e 2019.

Desde a sua fundação, a Minasmáquinas preza pela ética empresarial, transparência e idoneidade com foco no seu público externo e interno, mantendo, assim, relacionamentos sólidos e duradouros.

Em 1985 foi realizada a aquisição da empresa Nardele, concessionária Mercedes-Benz situada na cidade de Juiz de Fora. Em janeiro de 1986 teve sua razão social alterada para Juiz de Fora Diesel, hoje, Minasmáquinas Juiz de Fora.

No ano de 2009, foi inaugurada a filial da Minasmáquinas em Divinópolis/MG com o objetivo de ampliar sua área operacional.

Já em 2018, foi reativado o ponto da Avenida Raja Gabaglia, inaugurando o Van Center Minasmáquinas, exclusivo para vans, com oficina e atendimento especializado nos comerciais leves da marca alemã.