*Carlos Alberto Teixeira de Oliveira

Administrador, Economista e Bacharel em Ciências Contábeis. Presidente da ASSEMG-Associação dos Economistas de Minas Gerais.  Ex-Presidente do BDMG e ex-Secretário de Planejamento e Coordenação Geral de Minas Gerais; Coordenador Geral do Fórum JK de Desenvolvimento Econômico e Vice-Presidente da ACMinas – Associação Comercial e Empresarial de Minas. Presidente/Editor Geral de MercadoComum.

O Relatório Focus divulgado pelo Banco Central no dia 22 de junho último projeta declínio do PIB – Produto Interno Bruto brasileiro, em 2020, de 6,5%. Caso as projeções venham a se confirmar, esta será a 16ª vez em que o Brasil contabilizará queda no PIB durante os últimos 120 anos – sendo três delas ocorridas nesta década e a última, a deste ano, poderá ser mais severa de todas. A queda acumulada nesses três anos – 2015, 2016 e 2020 deverá significar uma perda de cerca de 14% na produção total de bens e serviços do país. Somente para este ano a perda na produção nacional de bens e serviços deverá chegar a US$ 467 bilhões – o equivalente a quase todo o PIB de um país como a Argentina.

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Considerando-se que venha a se confirmar neste ano a retração de 6,5% do PIB brasileiro projetado pelo Relatório Focus (o FMI estima queda do PIB brasileiro de 9,1% em 2020) e que a relação média anual Real/Dólar norte-americano fique em R$ 5,07/US$ (foi de R$ 3,95/US$ 1,00 em 2019), o PIB brasileiro deverá alcançar o valor de US$ 1,372 trilhão – o que representaria uma queda de US$ 466,86 bilhões na produção total de bens e serviços do país neste ano, o que nos fará retornar aos níveis do ano de 2007.

Resumo desta epopeia: Durante estes últimos 13 anos o Brasil poderá contabilizar uma expansão acumulada do PIB de 18,84%, mas vale salientar que, no mesmo período, a economia mundial registrará crescimento acumulado de 49,40%, de acordo com dados apurados junto a relatórios do FMI. Considerando-se o desempenho do PIB em dólares norte-americanos – valores correntes, a economia mundial registra uma expansão de 43,13% contra um declínio de 0,18% durante o mesmo período citado anteriormente, ou seja, o país cresceu tipicamente à moda de rabo de cavalo: para baixo e para trás.

EVOLUÇÃO DA RENDA PER CAPITA BRASILEIRA

– Período de 2006 a 2020

Em US$ correntes

Ano US$ Ano US$
2006 5.918,54 2014 12.169,72
2007 7.388,07 2015 8.827,43
2008 8.864,17 2016 8.774,44
2009 8.667,31 2017 9.973,21
2010 11.338,41 2018 9.039,84
2011 13.298,23 2019   8.752.40
2012 12.422,41 2020* 6.440,24
2013 12.342,02

Vale destacar que, ainda não muito longe dos tempos atuais, ou seja – 25 anos atrás, a economia brasileira superava, em termos de tamanho, a da China, conforme comprovam os dados apresentados a seguir: