Com o novo espaço, TJMG pretende ampliar a produção de conteúdo jornalístico

O presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Nelson Missias de Morais, inaugurou nesta quinta-feira (24/6) o estúdio de TV no Edifício Sede do Judiciário mineiro. Com o novo espaço, o TJ pretende ampliar a produção de conteúdo jornalístico e audiovisual. O desejo de que o TJMG tivesse um espaço próprio para a gravação de programas, pronunciamentos e boletins foi manifestado pelo desembargador Nelson Missias de Morais logo nos primeiros meses de sua gestão, que foi iniciada em julho de 2018 e se encerra no próximo dia 30.

A aproximação do Judiciário com a sociedade e a promoção da transparência e da publicidade na administração pública foram bandeiras do magistrado ao longo dos últimos dois anos. “A comunicação tem uma importância estratégica. Entender isso trouxe um ganho enorme para o TJMG”, afirmou o presidente em seu discurso, ressaltando o trabalho da Assessoria de Comunicação durante sua gestão e a atuação do assessor responsável pela área, jornalista Manoel Marcos Guimarães, e sua equipe.

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Janice Fiuza recebeu um buquê de flores, em nome de toda a equipe, das mãos da jornalista Francis Rose de Souza Nogueira, que coordenou a implantação do estúdio

O novo espaço recebeu o nome de Estúdio de TV Professor Ricardo Fiuza, em homenagem ao servidor, jurista, escritor e fotógrafo, que trabalhou no TJMG por mais de 40 anos. Ao longo de sua trajetória no Judiciário, Ricardo Fiuza teve atuação fundamental para a consolidação das iniciativas de comunicação na Casa. O professor faleceu em junho de 2019.

A cerimônia de inauguração do estúdio contou com a presença da viúva de Ricardo Fiuza, Janice Maria Pinto Neves Fiuza, e do filho do casal, Edgard Neves Malheiros Fiuza.

Pioneirismo

Durante seu pronunciamento na cerimônia de inauguração, o presidente Nelson Missias de Morais destacou as qualidades e a devoção do professor Ricardo Fiuza ao serviço público. O magistrado falou também sobre o pioneirismo da atuação do jurista homenageado, que deu o pontapé para que a área de comunicação se desenvolvesse no TJMG.

O assessor de comunicação do Tribunal, jornalista Manoel Marcos Guimarães, que coordenou o processo de implantação do estúdio, também falou das importantes contribuições de Ricardo Fiuza para o Judiciário e reafirmou o papel fundamental da área que está sob sua responsabilidade. “Comunicação é um processo; não traz resultados de curto prazo e exige planejamento, projeto, perseverança, paciência e determinação. Exige também saber lidar com as questões burocráticas da administração pública, que muitas vezes nos impõem empecilhos que não podem ser desprezados e têm que ser ultrapassados, sem atropelos.”

O jornalista Manoel Guimarães, diretor da Ascom do TJMG, falou da importância e do papel estratégico da Comunicação no Judiciário

O jornalista agradeceu o apoio da Presidência às ações da Assessoria de Comunicação Institucional e afirmou a importância da compreensão sobre o papel estratégico dessa área para as instituições.

O filho do professor Ricardo Fiuza, Edgard, falou em nome da família do homenageado. “Ficamos muito felizes, porque é uma valorização do trabalho que meu pai realizou. A comunicação sempre esteve presente na vida dele e ele sempre considerou muito importante comunicar o que era feito pelo Judiciário. É uma homenagem merecida”, disse.

Cenário

O estúdio de TV do TJMG tem cenário multiuso, que permite variadas configurações para a gravação de programas de entrevistas e de notícias, até mesmo com transmissão ao vivo, além de vídeos institucionais e pronunciamentos. No local, também será produzido o programa semanal Justiça em Questão, que está há 15 anos no ar na TV Justiça e, atualmente, é veiculado também na Rede Minas e em emissoras parceiras no interior do estado.

 Durante a inauguração, foi exibida uma reportagem produzida pelo programa Justiça em Questão sobre a vida e as realizações do professor Ricardo Fiuza.

Desde a criação do Núcleo de TV do TJMG, a gravação do programa dependia da locação de estúdios de produtoras de Belo Horizonte, o que não apenas tinha um custo considerável como dificultava as gravações, em razão da necessidade do deslocamento de equipe e entrevistados.

Por causa do isolamento social e do funcionamento atípico do Judiciário em decorrência da pandemia de covid-19, ainda não há data para a estreia de novas edições e para que o Justiça em Questão passe a ser gravado no novo estúdio.