Ocorreu superávit de US$ 3,8 bilhões em abril e, com esse resultado, ficou acima de estimativas do mercado e da mediana das expectativas de acordo com a Agência Estado, em US$ 3,2 bilhões e US$ 3,1 bilhões, respectivamente (intervalo de -US$ 1,2 bilhão a US$ 3,6 bilhões).

O maior desvio veio na conta de serviços, que registrou déficit de US$ 1,2 bilhões, ante a estimativa de -US$ 1,9 bilhões, com a conta de aluguel de equipamentos em -US$ 0,9 bilhões, ante uma estimativa de -US$ 1,2 bilhão. Ainda dentro da conta de serviços, os gastos com viagens foram de apenas de US$ 90 milhões (representando 91,2% em termos anuais), patamar que deve se manter pelo menos até junho com as restrições de viagens aos passageiros brasileiros.

Na rubrica de renda primária, o destaque foi a remessa de lucros e dividendo, virtualmente zerada (-US$ 4 milhões). Além da queda dos lucros, as empresas reduziram suas distribuições para preservar seu caixa. Por fim, o saldo comercial foi superavitário em US$ 6,4 bilhões +25,6% em bases anuais).

Para maio, BC projeta um saldo em transações correntes em torno de US$ 3,1 bilhão. Os gastos com serviços, como viagens, e as remessas de dividendos continuam próximos da estabilidade neste mês.