A gripe asiática de 1956/1958 e a Covid-19 dos tempos atuais

Carlos Alberto Teixeira de Oliveira

O vírus da Gripe Asiática, que matou até presidente do Brasil e da Covid-19 são bastante similares, apesar das diferentes épocas em que se manifestaram-, mas tiveram conceitos e abordagens absolutamente desiguais. Estima-se que a Gripe Asiática tenha provocado a morte de cerca de 2 milhões de indivíduos em todo o mundo, quando a população global era equivalente a cerca de 1/3 do número atual. Não há previsões de quantas mortes a Covid-19 pode ainda causar em todo o mundo.

                         Rodrigues Alves

Rodrigues Alves, eleito pela segunda vez presidente do país, não pôde tomar posse em 15 de novembro de 1918 – por estar acometido com o vírus da Gripe Asiática, tendo falecido em janeiro em 1919. Juscelino Kubitschek era presidente da República, quando a Gripe Asiática chegou ao Brasil em 1957 

Já se dizia que a história é sempre a mesma, só muda os personagens e, um povo que não a conhece, está condenado a repeti-la. Sim, é a pura verdade!

Foram várias as pandemias que assolaram a humanidade.

pandemia do novo coronavírus é a bola da vez. Até o dia 15 de maio o Covid-19 infectou, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, 4,648 milhões de pessoas no mundo, causando 309 mil mortes. O Brasil está 6º lugar entre os países com mais mortes confirmadas: 14.962 pessoas já haviam morrido em decorrência da covid-19 no país, de acordo com o Ministério da Saúde e, naquele dia, o número de contaminados alcançou 220.291 pessoas. Os Estados Unidos lideram o ranking mundial, com 1, 485 milhão de ocorrências de contaminações e 88.523 mortes.

O cenário atual é semelhante ao que já aconteceu em outros momentos da humanidade, em que doenças se espalharam pelo mundo e causaram estragos.

O Brasil já teve até um presidente que morreu por causa do vírus do surto chamado Gripe Espanhola. Trata-se de Rodrigues Alves, que havia sido eleito presidente do Brasil, pela segunda vez, em 1º de março de 1918. Acometido pela doença, não pode tomar posse no dia 15 de novembro de 1918, tendo seu vice, Delfim Moreira (1868 – 1920), assumido o cargo em seu lugar. Rodrigues Alves faleceu meses depois, em janeiro de 1919, confinado em sua casa na rua Senador Vergueiro, no Rio de Janeiro.

Conheça, a seguir, algumas das principais pandemias que assolaram o planeta.

  1. Peste bubônica

peste bubônica é causada pela bactéria Yersiniapestis e pode se disseminar pelo contato com pulgas e roedores infectados. Seus sintomas incluem inchaço dos gânglios linfáticos na virilha, na axila ou no pescoço. Outros sintomas são febre, calafrios, dor de cabeça, fadiga e dores musculares. A doença é considerada, historicamente, a causadora da Peste Negra, que assolou a Europa no século 14, matando entre 75 e 200 milhões pessoas na antiga Eurásia. No total, a praga pode ter reduzido a população mundial de 450 milhões de pessoas para 350 milhões.

  1. Varíola

A doença atormentou a humanidade por mais de 3 mil anos. O faraó egípcio Ramsés II, a rainha Maria II da Inglaterra e o rei Luís XV da França tiveram a temida “bixiga”. O vírus Orthopoxvírusvariolae era transmitido de pessoa para pessoa, por meio das vias respiratórias. Os sintomas eram febre, seguida de erupções na garganta, na boca e no rosto. Felizmente, a varíola foi erradicada do planeta em 1980, após campanha de vacinação em massa.

  1. Cólera

Sua primeira epidemia global, em 1817, matou centenas de milhares de pessoas. Desde então, a bactéria Vibriocholerae sofre diversas mutações e causa novos ciclos epidêmicos de tempos em tempos e, portanto, ainda é considerada uma pandemia.

Sua transmissão acontece a partir do consumo de água ou alimentos contaminados, e é mais comum em países subdesenvolvidos. Um dos países mais atingidos pela cólera foi o Haiti, em 2010. O Brasil já teve vários surtos da doença, principalmente em áreas mais pobres do Nordeste. No Iêmen, em 2019, mais de 40 mil pessoas morreram devido à enfermidade.

Os sintomas são diarreia intensa, cólicas e enjoo. Apesar de existir vacina contra a doença, ela não é 100% eficaz. O tratamento é à base de antibióticos.

  1. Gripe Espanhola

Acredita-se que entre 40 e 50 milhões de pessoas tenham morrido na pandemia de gripe espanhola de 1918, causada por um vírus influenza mortal. Mais de um quarto da população mundial na época foi O vírus veio da Europa, a bordo do navio Demerara. O transatlântico desembarcou passageiros infectados no Recife, em Salvador e no Rio de Janeiro.

É causada por uma cepa denominada H1N1, subtipo do vírus da gripe suína. A aglomeração de tropas na Primeira Guerra Mundial facilitou sua proliferação. Alguns países, como o Reino Unido, sofreram novas ondas infecciosas até 1920. O total de mortos é estimado entre 40 e 50 milhões, deles 17 milhões na Índia, 600 mil nos EUA e 200 mil no Reino Unido.

A doença é conhecida como “gripe espanhola” porque somente a imprensa da Espanha publicava notícias sobre o assunto.

Os sintomas da doença eram muito parecidos com o atual coronavírus, e não existia cura. Em São Paulo, a população foi atrás de um remédio caseiro feito com cachaça, limão e mel. De acordo com o Instituto Brasileiro da Cachaça, foi dessa receita supostamente terapêutica que nasceu a caipirinha.

5 – Gripe Asiática

Em 1957, houve um surto de um vírus conhecido como gripe asiática, que se desenvolveu no norte da China, na província de Guizhou e avançou para Ásia, Oceania, África, Europa e Estados Unidos. Alastrou-se mundo afora em dez meses, principalmente por terra e mar.

A gripe asiática é uma doença respiratória viral causada pela cepa H2N2 da influenza tipo A e é o resultado da gripe aviária – isto é, uma gripe normalmente encontrada em aves – cruzada com um vírus da gripe humana.

A gripe asiática resulta em sintomas semelhantes a muitas outras cepas da gripe, incluindo febre, dores no corpo, calafrios, tosse, fraqueza e perda de apetite.

Foi responsável por uma pandemia de gripe de categoria 2, de 1956 a 1958, o que significa que se tratava de uma disseminação mundial do vírus com uma proporção de casos fatais entre 0,1 e 0,5%.

A gripe é uma doença causada por muitos subtipos que podem mudar, sofrer mutação e se cruzar com outras cepas.

Ocasionalmente, uma gripe aviária ou animal pode recombinar seu material genético, atravessar a barreira de espécies animais-humanas e começar a infectar a população humana.

A gripe asiática H2N2 foi o resultado de um cruzamento entre um vírus encontrado em patos selvagens e um vírus da gripe humana.

Quem governava o Brasil na época era Juscelino Kubitschek e a gripe asiática aqui chegou entre julho e agosto de 1957, com um primeiro surto no Rio Grande do Sul. No início de setembro, sua presença foi identificada no Rio de Janeiro pelo Instituto Oswaldo Cruz e pelo Instituto de Microbiologia da Universidade do Brasil – hoje, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pouco depois pandemia desembarcou em Belo Horizonte, Salvador e Belém, sempre com alta incidência em crianças.

No Brasil, a notificação da gripe asiática foi registrada durante o inverno nos meses de julho e agosto na cidade de Uruguaiana-RS, tendo sido identificado o mesmo vírus (H2N2), cepa Cingapura. A gripe se espalhou de Uruguaiana por todo o território nacional, com maior morbidade nas grandes capitais. Não se tem precisamente o número de infectados e mortes registrados oficialmente no Brasil.

 

Veículos das Pioneiras Sociais, utilizados contra a gripe asiática. Foi uma ação do governo Juscelino Kubitschek de Oliveira

Juscelino Kubitschek de Oliveira, que era médico e exercia o seu mandato como Presidente da República, proferiu o seguinte pronunciamento, sobre o “Surto da chamada Gripe Asiática, transmitido do Rio de Janeiro à Nação, através da Voz do Brasil, em 08 de agosto de 1957

              “O governo acompanha com vivo interesse a marcha, através de países vizinhos, da epidemia de gripe, que, embora sem letalidade apreciável, constitui motivo de grave preocupação para as populações, praticamente desarmadas diante da invasão e da expansão universal da doença.

              Empenhado em promover, por todos os meios ao meu alcance, a defesa do povo brasileiro contra essa irrupção epidêmica, declaro que não pouparei esforços no sentido de articular as providências, coordenar as equipes, empregar os recursos disponíveis e tudo fazer, com decisão e pontualidade, para enfrentar o mal evitando-o se possível, ou pelo menos impedindo que se alastre, nas proporções calamitosas de que falam as notícias que nos chegam dos países atingidos.

             Como atos preliminares, decidi convocar os meus auxiliares diretos e, em reunião de ministros e assessores técnicos, em que cada um traga a contribuição dos serviços especializados, encetar o que chamarei de mobilização “médico-sanitária” para a defesa das populações, nesta conjuntura, que, não devendo causar maiores alarmes à coletividade, todavia exige dos poderes públicos, e, à frente destes, do chefe do Estado, a vigilância, o cuidado e a atenção de todos os momentos, pois na verdade não há minuto a perder, quando se trata da saúde, das condições de trabalho e do bem-estar do povo brasileiro.

             Quero antes de tudo dirigir à nobre classe médica, a que me acho vinculado pela profissão e pelo espírito, um apelo patriótico e insistente, para que, prontificando-se a ajudar ao governo e às populações na emergência a que aludi, desde já se considere mobilizada para o esforço humanitário que será chamada a realizar, onde quer que ele seja reclamado.

            Confio nessa solidariedade e, certo de que a minha palavra nesta hora satisfaz à ansiedade e responde à interrogação do Brasil inteiro, digo, com fé em Deus e perfeita confiança na ação, que será desenvolvida, que nada faltará para que cumpramos exata e rigorosamente o nosso dever.”

 Dependendo dos locais, a incidência da gripe variou entre os 20 e os 80% do total da população.

A rápida expansão da gripe em 1957 deveu-se ao surgimento de importantes mutações nos antigênios de superfície do vírus, tornando-o bastante diferente do responsável pela gripe do ano anterior. Como este novo subtipo do vírus Influenza, denominado de H2N2, não era reconhecido pelo sistema imunitário, rapidamente conseguia infectar o hospedeiro que, por sua vez, atuava como novo agente disseminador. A colaborar a este fato, o desenvolvimento dos meios de transporte permitia um fluxo mais rápido e intenso de passageiros entre os diversos pontos do planeta, acelerando a propagação da gripe.

Como todas as gripes, caracterizou-se por ser uma doença infeciosa aguda do aparelho respiratório e altamente contagiosa, quer de forma direta, quer indireta, através de objetos contaminados com secreções nasofaríngeas.

Os sintomas são, principalmente, febre, astenia, dores musculares, cefaleias, prostração, tosse, coriza e, nalguns casos, náuseas, prisão de ventre e perca de apetite.

Embora de evolução geralmente benigna, podem surgir complicações em determinados casos (sendo a mais frequente a pneumonia), conduzindo à morte. Esta evolução afeta principalmente crianças muito jovens, idosos, pessoas com sistema imunitário debilitado ou doenças crónicas que afetem o coração, pulmões, rins ou outros órgãos vitais.

O vírus chegou aos Estados Unidos em silêncio, com uma série de pequenos surtos no verão de 1957. O país detinha, àquela época, quase a metade da população atual, de 334 milhões de habitantes.

Quando as crianças voltaram à escola no outono daquele ano, espalharam a doença nas salas de aula e a levaram para casa para suas famílias.

No Reino Unido os primeiros casos foram informados no final de junho, com um surto mais grave ocorrendo na população em geral em agosto. O País de Gales e a Escócia tiveram os primeiros casos em setembro e no início de 1958 estima-se que cerca de 9 milhões de súditos da rainha Elizabeth II havia contraído a gripe asiática. Destes, mais de 5,5 milhões foram atendidos por seus médicos e cerca de 14.000 pessoas morreram devido aos efeitos imediatos do ataque.

Os sintomas eram geralmente leves e a maioria dos pacientes normalmente se recuperava após um período na cama, com medidas antipiréticas simples. Houve complicações em 3% dos casos, com mortalidade de 0,3. Pneumonia e bronquite foram responsáveis por 50% dos óbitos, sendo o restante por agravamento de doenças cardiovasculares já existentes. Durante a pandemia aumentou bastante a incidência de pneumonia.

Houve uma falta de uniformidade no tratamento ao surto. Alguns médicos prescreveram antibióticos para todos os casos, até os menos complicados. Mais tarde, no entanto, observou-se que o uso indiscriminado de antibióticos não era benéfico.

As taxas de infecção foram maiores entre crianças em idade escolar, adultos jovens e mulheres grávidas em outubro de 1957. A maioria das mortes relacionadas a influenza e pneumonia ocorreu entre setembro de 1957 e março de 1958. Os idosos tiveram as taxas mais altas de morte. Em dezembro de 1957, o pior parecia ter acabado.

Uma vacina para H2N2 foi introduzida em 1957, e a pandemia diminuiu. Como a tecnologia médica estava mais avançada em relação à epidemia anterior, foi possível detectar o agente com rapidez e trabalhar em novas soluções, como as vacinas. Infelizmente, não foram fabricados imunizantes em quantidade suficiente e o número de mortes foi bem alto, estimando-se que tenha chegado a cerca de dois milhões – das quais cerca de 70 mil nos Estados Unidos.

No entanto, durante janeiro e fevereiro de 1958, houve outra onda de doença entre os idosos. Este é um exemplo da potencial “segunda onda” de infecções que podem se desenvolver durante uma pandemia.

É interessante observar que, durante aquela época, não se tem conhecimento da exigência ou da obrigatoriedade de uso de máscaras protetoras, restrições à mobilidade das pessoas e à atividade produtiva, isolamentos e distanciamentos sociais ou a decretação de lockdowns. Mas, é preciso também entender, que a o nível de transportes e de circulação de pessoas de então era bem inferior aos níveis atuais, principalmente quando se tem um mundo bem mais conectado, com intensa circulação de indivíduos e uma economia bastante globalizada.

Tem sido assim: a doença infecta um grupo de pessoas primeiro, as infecções parecem diminuir e as infecções aumentam em uma parte diferente da população.

Embora a doença tenha infectado humanos em todo o mundo, ela permaneceu como uma pandemia relativamente leve e foi classificada como Categoria 2 na Tabela do Índice de Gravidade Pandêmica dos Centros de Controle de Doenças dos EUA.

Em 1968, a gripe asiática H2N2 desapareceu da população humana e acredita-se que tenha sido extinta na natureza. Frascos de gripe H2N2 permanecem em laboratórios em todo o mundo.

H2N2 foi extinto na natureza por volta de 1968.

Os impactos causados na economia durante as épocas das diferentes pandemias que assolaram a humanidade foram pouco divulgados. Há alguns relatos revelando que durante a Gripe Asiática as economias dos Estados Unidos e do Reino Unido tenham sofrido uma retração de até 3% no PIB – Produto Interno Bruto daqueles países.

No Brasil, ao contrário, na mesma época a economia experimentou uma significativa expansão, tendo o PIB crescido 7,70% e 10,80% em 1957 e 1958, respectivamente, durante o mandato do presidente JK.

Atualmente, a Covid-19 está causando uma das maiores destruições de riqueza provavelmente jamais experimentadas em qualquer época da humanidade, ceifando milhões de empregos e fechando milhares de empresas, com reflexo direto na produção e na arrecadação tributária dos governos.

JUSCELINO KUBITSCHEK – Profeta do Desenvolvimento: agora em 3 volumes, contendo 2.336 páginas

 Juscelino Kubitschek nasceu em Diamantina, em 12 de setembro de 1902. Da pequena cidade mineira saiu para se tornar deputado federal (1934-1937), prefeito de Belo Horizonte (1940-1945), governador de Minas Gerais (1950-1954) e presidente da República (1956-1961), com o slogan “Cinquenta Anos de Progresso em Cinco Anos de Governo”.

 Toda esta expressiva trajetória, que marcou o desenvolvimento econômico e social do Brasil, encontra-se relatada nas páginas de “Juscelino Kubitschek – Profeta do Desenvolvimento – Exemplos e Lições ao Brasil do Século XXI”, obra composta por três volumes que acaba de ser lançada pelo economista Carlos Alberto Teixeira de Oliveira, Presidente/Editor Geral de MercadoComum – Publicação Nacional de Economia, Finanças e Negócios e Presidente da ASSEMG – Associação dos Economistas de Minas Gerais e que agora já pode ser adquirida.

A obra está à venda e pode ser entregue em todo o país. Os valores são R$ 175,00 para entregas em Belo Horizonte e interior de Minas Gerais; e R$ 199,00, para outras capitais e municípios já considerando-se o frete incluso.

 Há desconto de 10% para compras de mais de um conjunto, aceitando-se todos os cartões de crédito. A aquisição pode ser feita diretamente na sede de MercadoComum em Belo Horizonte (Rua Padre Odorico, 128 – Sobreloja – Bairro São Pedro), pelo telefone (31) 3281-6474 ou revistamc@uol.com.br.

Os pagamentos devem ser feitos diretamente à conta:
MercadoComum– Comunicação e Public. Ltda.  –  CNPJ: 10.712.481/0001-11
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O comprovante de pagamento deve ser enviado para revistamc@uol.com.brjuntamente como os seus dados para o encaminhamento dos livros via postal.

MATERIAL INÉDITO

  Para a realização desta nova edição foram várias as colaborações recebidas ao longo de vários anos e, diversas delas, incorporadas, enriquecendo o resultado final. “Cada colaboração fluiu como num passe de mágica, trazendo sempre novos e fascinantes detalhes e informações, sobre a trajetória de JK, seu caráter de homem público, sua obsessão pelo Brasil e, principalmente, sua obra que marcou época na História do País e o alçou à condição de maior Presidente do Brasil em todos os tempos”, destaca o autor.

Neste novo estudo sobre o Presidente JK foram incorporados cerca de 400 discursos proferidos por ele, quase todos quando no exercício da Presidência da República – e, dos quais, 250 deles publicados na sua íntegra. “Muitos, ainda desconhecidos, podem ser considerados verdadeiras obras-primas sobre a política e a economia nacional. Desses discursos, também foram selecionados vários textos e frases, ora publicados nesta nova edição”, completa Teixeira de Oliveira.

 De acordo com o autor, quando se fala, comenta ou analisa o desenvolvimento, esta relevante expressão não poderá ser considerada, nem compreendida e muito menos imaginada, desconectada e separada de outras duas: o econômico e o social. Deve ser, ainda, compreendida em sua acepção mais ampla, nas abrangências e nas contextualizações da cultura, da política e do direito.

Pontos de vista heterogêneos e opiniões diversificadas, além de um grande número de fatos e episódios até então desconhecidos, transformam esta nova obra em uma das mais completas e fascinantes publicações já levadas a efeito no País sobre a vida política e a obra do ex-Presidente JK.

Um verdadeiro compêndio sobre as realizações e a trajetória política de Juscelino Kubitschek, o Presidente da República que, pela sua obstinação, pela sua extraordinária capacidade de planejar e executar, conseguiu fazer o País crescer 50 anos em cinco. “Mais do que uma obra biográfica, este livro busca resgatar o debate sobre o Desenvolvimento Nacional para que o Brasil possa se reconciliar com o crescimento econômico vigoroso, consistente, contínuo e sustentável”, finaliza o autor.

A COLETÃNEA DE 3 LIVROS SOBRE JK

 Os livros foram editados por MercadoComum – Publicação Nacional de Economia, Finanças e Negócios que circula há 27 anos, sendo desenvolvida e escrita pelo economista   Carlos Alberto Teixeira de Oliveira, e têm apresentação dosrenomados economistas Paulo Rabello de Castro e Luis Paulo Rosenberg.

Juscelino Kubitschek – Profeta do Desenvolvimento – Exemplos e Lições ao Brasil do Século XXI retrata, de forma inédita, um dos personagens mais importantes da política nacional brasileira, em uma obra que resgata de forma definitiva a trajetória histórica daquele que foi considerado um dos mais notórios nomes que presidiram o país.

São três volumes, que somam 2.336 páginas: Profeta do Desenvolvimento (Volume I); O Desenvolvimento em 1º Lugar – A Construção de uma Nação Próspera e Justa (Volume II); e Mensageiro da Esperança – Exemplos e Lições ao Brasil do Século XXI (Volume III). Sobre este trabalho, o autor e idealizador da publicação afirma: “Não se trata de uma obra biográfica, nem de um documento de natureza acadêmica, porque é muito mais do que simples relato e análise de sua vida”, explica o economista Carlos Alberto Teixeira de Oliveira.

Administrador, Economista e Bacharel em Ciências Contábeis, com vários cursos de pós-graduação no país e exterior. Presidente da ASSEMG-Associação dos Economistas de Minas Gerais.  Ex-Executive Vice-President e CEO do Safra National Bank of New York – New York/USA. Ex-Presidente do BDMG – Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais S.A. e do Banco de Crédito Real de Minas Gerais S.A. Ex-Secretário de Planejamento e Coordenação Geral e de Indústria, Comércio e Mineração de Minas Gerais. Ex-Presidente da ABDE-Associação Brasileira de Desenvolvimento e do IBEF Nacional – Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças. Ex-Reitor da Faculdade Estácio de Sá de Belo Horizonte. Vice-Presidente da ACMinas – Associação Comercial e Empresarial de Minas e Coordenador-Geral do Fórum JK de Desenvolvimento. Editor Geral de MercadoComum – Publicação Nacional de Economia, Finanças e Negócios – ora em seu 27º ano. Autor de vários livros, entre os quais a coletânea de 3 volumes e 2.336 páginas, intitulada “Juscelino Kubitschek: Profeta do Desenvolvimento – Exemplos e Lições ao Brasil do Século XXI”.