Estudo da NTC&Logística mostra que 89% das empresas de transporte tiveram queda em faturamento

 Durante a pandemia do novo coronavírus, o Brasil registra uma redução de até 45% de volume de cargas movimentadas. É o que mostra pesquisa do Departamento de Custos Operacionais (Decope) da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) feita com mais de 3 mil empresas de todas as unidades da Federação desde 16 de março.

O levantamento é desenvolvido com empresas de vários tamanhos e segmentos ligadas à NTC&Logística e as suas mais de 50 entidades parceiras, com o apoio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). ―Para cargas fracionadas, aquelas que contêm pequenos volumes, a queda chegou a 47,58%, número que corresponde a entregas para pessoas físicas, distribuidores, lojas de rua e de shoppings, além de supermercados e outros estabelecimentos. Já para cargas lotação ou fechadas, que ocupam toda a capacidade dos veículos e são utilizadas basicamente nos abastecimentos industriais e no escoamento de safras, a pesquisa mostra diminuição de 43,34‖, diz a NTC&Logística

A pesquisa também aponta que o percentual de empresas que tiveram queda significativa no faturamento saltou de 66% na primeira semana de acompanhamento para 89%. ―Não conseguimos prever até quando continuará essa crise. Temos acompanhado e passado as informações para órgãos governamentais para que eles fiquem por dentro de como as empresas de transporte de cargas estão sendo atingidas e para que nos ajudem com as demandas que temos apresentado, como a abertura de crédito para capital de giro com prazos maiores, suspensão de impostos e de contribuições e a suspensão dos vencimentos dos financiamentos junto ao BNDES enquanto durar  o estado de calamidade. Desde o início, assumimos o compromisso de não parar o abastecimento das cidades e estamos cumprindo, fazendo nossa parte, uma vez que fomos reconhecidos por decreto como atividade essencial‖, afirma Francisco Pelucio, presidente da NTC&Logística.

A queda em alguns estados foi bem expressiva, como é o caso do Maranhão (75%), seguido de Mato Grosso (52,8%) e de Mato Grosso do Sul (51,2%).

O   transporte   rodoviário   internacional   de   cargas,   que   já   vinha   sofrendo   antes   da   crise   com problemas  políticos,  com  o  fechamento  de  fronteiras  e  a  dificuldade  da  circulação  nos  países  de fronteira como Argentina, Bolívia e Chile, sofreu cerca de 61% de queda.