Levantamento inédito feito pela Nielsen, a pedido da TransferWise, mostra que expatriados preferem fintechs a bancos tradicionais na hora de mandar dinheiro internacionalmente.

Maior parcela dos entrevistados vive hoje no Canadá e EUA é principal destino dos que querem sair do país. Quem são os brasileiros que vivem no exterior? Onde vivem? O que fazem? Segundo os dados mais recentes do Ministério das Relações Exteriores (MRE), de 2016, mais de três milhões de brasileiros vivem fora do território nacional. Mas os dados disponíveis são antigos e esparsos. Para buscar uma visão mais detalhada sobre eles, a TransferWise, empresa de tecnologia especializada em transferências de dinheiro internacionais, apresenta um estudo realizado pela Nielsen traçando o perfil dos brasileiros sem fronteiras.

A pesquisa foi aplicada entre os dias 26 de setembro e 7 de outubro deste ano, com 600 brasileiros que moram fora há pelo menos um ano e 600 brasileiros que pretendem se mudar para o exterior em até dois anos. Em comum, tanto quem já vive quanto quem quer sair do país têm como motivações, em 1º lugar, o aumento na qualidade de vida, seguido de busca por oportunidades de trabalho e, em 3ª posição, estabilidade econômica.

Brasileiros que vivem no exterior

O Canadá é o principal destino para os jovens (18-25 anos) que saíram do Brasil, enquanto Portugal é o país escolhido pelo público acima dos 51 anos.

Entre os que já estão vivendo em outros países, o perfil médio é de homens entre 26 e 40 anos e da classe B. Os brasileiros com vida internacional em sua maioria são casados (57%), com filhos (52%) e apenas trabalham (65%). Ao todo 65% dos que já têm uma vida internacional procurou fazer uma poupança antes de ir. Já na classe C a realidade é outra: apenas 32% se planejaram financeiramente antes de arrumar as malas.

Três em cada quatro brasileiros sem fronteiras possuem contas correntes no exterior. Para 42% dos entrevistados o método mais adotado para transferências de dinheiro para o exterior é por meio das fintechs, como a TransferWise.

“Quem já vive fora do Brasil e precisa mandar dinheiro internacionalmente com regularidade sente na pele os custos altos e, assim, procura por alternativas mais justas. Por isso, não é surpresa para nós que a TransferWise aparece como uma das empresas mais citadas e com a maior taxa de retenção”, comenta Diana Ávila, líder da operação da TransferWise na América Latina. O dado reforça que a transferência três vezes mais econômica do que via bancos é fator determinante na decisão dos clientes.

A oscilação do câmbio também é um fator relevante para os expatriados – 72% afirmam que são impactados diretamente. Não à toa, afinal 49% dos entrevistados afirma mandar dinheiro do exterior para o Brasil. Apenas 12% revelou receber dinheiro do Brasil para se sustentar no exterior.

Brasileiros que planejam morar fora

A maioria dos que querem sair do Brasil quer ir para os EUA, mas quase a metade dos entrevistados (46%) afirma que as novas políticas de imigração americanas podem impactar seus planos.

Quem pretende se mudar em até dois anos são em sua maioria homens, entre 35 e 50 anos, também casados e com filhos, pertencentes à classe B, que geralmente se mudam já com trabalho certo. Quem sonha com a vida em outros partes do mundo têm se planejado financeiramente (87%), com a poupança sendo o principal mecanismo de planejamento (68%). Um sinal de maturidade financeira deste grupo é que grande parte de quem é da classe C agora está se organizando financeiramente (83%).

O desconhecimento de soluções mais práticas e econômicas para o envio de dinheiro entre os pretendem morar no exterior fica evidente quando 65% dos entrevistados afirmam que pretendem utilizar bancos tradicionais para lidar com as transferências, contra 33% que pretendem usar fintechs. “Ao comparar com as escolhas de quem já mora fora, percebemos que, uma vez que chegam ao destino, os brasileiros entendem o verdadeiro custo de fazer essas transferências. Por isso, procuram opções mais baratas e empresas como a TransferWise passam a fazer parte do dia a dia deles”, reflete Diana.

Parte dos objetivos de quem planeja se mudar é enviar dinheiro para parentes e amigos (61%), e esses brasileiros acreditam que a oscilação do câmbio influencia no seu cotidiano e no planejamento financeiro (78%). Metade (49%) dos que pretendem se mudar do Brasil também estão de olho em oportunidades de estudo e qualificação profissional, conciliando trabalho com estudo.

“Começamos a operação no Brasil permitindo apenas envio para pessoas físicas, mas buscamos cada vez mais ampliar o uso dos nossos produtos no país. Conforme expandimos as possibilidades de envio também para empresas, ouvimos os pedidos dos nossos clientes e muitos deles vão para o exterior para estudar. Por isso, liberamos recentemente o envio de dinheiro para instituições de ensino estrangeiras”, comenta Heloísa Sirotá, gerente geral da TransferWise no Brasil. A nova modalidade de envio começou em outubro.

Sobre TransferWise
A TransferWise é uma empresa de tecnologia global que está construindo a melhor maneira de movimentar dinheiro ao redor do mundo. Não importa se você está enviando dinheiro para outro país, gastando dinheiro no exterior ou fazendo e recebendo pagamentos de negócios internacionais, a TransferWise tem a missão de facilitar sua vida e economizar seu dinheiro.

Cofundada por Taavet Hinrikus e Kristo Käärmann, a TransferWise foi lançada em 2011. É uma das empresas de tecnologia de crescimento mais rápido do mundo, tendo levantado US$ 689 milhões na primeira e segunda rodada de investimento, de nomes como Lead Edge, Lone Pine, Vitruvian, IVP e Merian Global Investidores, Andreessen Horowitz, Sir Richard Branson, Valar Ventures e Max Levchin do PayPal.

Mais de seis milhões de pessoas usam a TransferWise, que processa mais de US$ 5 bilhões em pagamentos todos os meses, economizando mais de US$ 1 bilhão por ano.