O empresário Aguinaldo Diniz Filho, eleito em dezembro para presidir a Associação Comercial e Empresarial de Minas, tomou posse no dia 25 de fevereiro último, em cerimônia realizada no Espaço Cultural Minas Tênis Clube, diante de uma plateia com mais de 600 convidados. Aguinaldo analisou, em seu discurso, os cenários econômico, político, social e institucional do Brasil, e especialmente de Minas Gerais, além de destacar o papel da ACMinas no processo de retomada do desenvolvimento de Minas Gerais.

Ele assinalou também o senso de urgência que têm as reformas, especialmente a da Previdência Social. “Trabalhada pela equipe do governo Bolsonaro, no plano Federal”, afirmou, “a Previdência engessa o Poder Público e inviabiliza investimentos necessários no País”.

A solenidade, conduzida pelo presidente do Conselho Superior da ACMinas, Lúcio Souza Assumpção, reservou uma surpresa: a presença dos coronéis Giovani Gomes da Silva e Edgar Estevo da Silva, respectivamente comandantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, e os soldados Eduardo Lima de Jesus, do Corpo de Bombeiros e Dienny Daniele Rodrigues Silva, da PM . Segundo Diniz, “um herói e uma heroína, símbolos dos trabalhos de resgate às vítimas de Brumadinho!”.

Os serviços prestados junto à sociedade pela entidade em seus mais de cento e dezenove anos de existência foram lembrados pelo senado, Antonio Anastasia. “Gostaria de registrar como foi dito aqui a ACMinas tem praticamente 120 anos de existência ao longo desse mais de um século várias crises foram enfrentadas a entidade acompanhou e testemunhou a Primeira Guerra, Gripe Espanhola, a crise de 29, a Segunda Guerra, o movimento militar de 64, a redemocratização, o processo inflacionário galopante dos anos 80, testemunhou tantos e tantos fatos históricos em Belo Horizonte, em Minas e no Brasil, e durante essa longa trajetória ela jamais faltou aos mineiros”, destacou.

Segundo o senador Minas Gerais mais do que nunca, atravessa uma grave crise, mas para ele é fundamental a união das forças. “Não é hora de ideologias, de partidos políticos, de sentimentos corporativos, de sentimentos menores e de interesses pessoais. É hora de todos estarmos ao lado de Minas, porque a crise nacional é grave e a de nosso Estado também é. Tenho certeza e a mais serena convicção que se dessa união for feita com a malga do ferro aqui citado e do ouro também tão querido, nos temos condições de superar a crise com rapidez. E a ACMinas, exatamente pelos anos de dedicação ao nosso estado e pelo conjunto de pessoas ilustres atuais na sua diretoria e de seus membros e do seu passado, por sua história e por essa belíssima trajetória tem as mais plenas condições de realizar um belo trabalho avançando por essa grande união das forças de Minas”, concluiu.

O vice-governador, Paulo Brant, concordando com o senador disse que o desafio da ACMinas é muito grande em função da sua história, da sua tradição e principalmente do momento que Minas e o Brasil atravessam. “Para suceder Lindolfo Paoliello, só um homem da estatura de Aguinaldo Diniz Filho, como bem disse Anastasia, o desafio da ACMinas é muito grande. Em Minas estamos um desafio e tanto, no Estado hoje, 80% de toda receita corrente arrecadada é gasta com salários. É uma situação insustentável, há de se rever o Estado, mais do que diminuir o tamanho, o Estado não cabe na sua receita, há de se repensar o Estado mais eficiente, mais eficaz e efetivo. O maior desafio e repensar o Estado e contamos com a ACMinas nessa reconstrução”, comentou.

Também foram empossados, na mesma ocasião, os seguintes vice-presidente:

 

VICE-PRESIDENTES

 

Carlos Alberto Teixeira de Oliveira

Modesto Carvalho de Araújo Neto

Cledorvino Belini

Olavo Machado Júnior

Fábio Guerra Lages

Paulo Sérgio Ribeiro da Silva

Hudson Lídio de Navarro

Ruy Barbosa de Araújo Filho

José Anchieta da Silva

José Epiphânio Camillo dos Santos

Sérgio Bruno Zech Coelho

Wilson Nélio Brumer

Marcos Brafman

Wagner Furtado Velos

Despedida

Ao deixar o cargo, o presidente Lindolfo Paoliello ressaltou a importância da ACMinas como parceira dos governos municipal, estadual e federal, das entidades empresariais e dos cidadãos na busca pelo desenvolvimento. Segundo ele, a entidade, em sua gestão, participou de grandes projetos em parceria com o poder público sem perder seu papel de fiscalizar e cobrar, dos parlamentares e representantes do executivo, medidas que favoreçam o ambiente de negócios no país.

“A ACMinas é pronta para cumprir mais uma vez o seu papel de fiel na balança do nosso meio empresarial, do convívio entre o meio empresarial, o governo, os três poderes e sempre com harmonia. Harmonia entre os mais experientes, a sabedoria com a garra dos jovens. Isso é ACMinas, é a capacidade que ela tem de gerir sempre nesse espírito de harmonia”, sobre sua gestão eles se manifestou dizendo que não falaria sobre ela, “Eu vou me permitir não dizer nada sobre a nossa gestão porque eu procurei relatá-la da forma como costumo fazer e que eu acho que eu ando aprendendo a fazer: por escrito. Aquilo que eu acredito, prometo e cumpro, que eu escrevo, assino em baixo e publico, o livro chama-se Prestígio e está nas livrarias, está na Associação Comercial à disposição de todos e ali é narrada a nossa gestão em especial quanto ao seu conteúdo, quanto ao espírito que nós procuramos levar a frente na Associação Comercial e Empresarial de Minas”, concluiu.

FOTOS:  Fábio Ortolan e Luciano Figueiroa

Aguinaldo Diniz Filho durante o seu discurso

Aguinaldo Diniz Filho e Lúcio Assumpção durante assinatura do livro de posse

Aguinaldo Diniz, Paulo Brant, Emílio Parolini e Custódio de Matos

Discurso do Vice-Governador Paulo Brant

Posse de Carlos Alberto Teixeira de Oliveira como um dos vice-presidentes

Discurso de Posse de Aguinaldo Diniz Filho