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Estado que conta com uma das principais or-questras do país, a Filarmônica de Minas Gerais, e ou-tros combos atuantes, como a Sinfônica de MG, a do SESIMINAS e a de Ouro Preto, Minas acaba de ganhar mais um grupo destinado ao sucesso. A MG Big Band, formada por 18 músicos com bagagem na música po-pular e na erudita, começou a trabalhar em outubro do ano passado e agora está oficialmente na ativa.

Sob comando do maestro Sérgio Gomes, a nova big band tem tudo para ganhar prestígio nacio-nal, pois tem como base a música feita em Minas, com fãs e admiradores no mundo todo. Com o rigor esté-tico e a disciplina da música erudita, o grupo tem no repertório temas de Milton Nascimento (“Lilia”, “Cravo e Canela”), Nivaldo Ornelas (“Nova Granada”), Beatles (“Blakcbird”) e da jazzista Maria Schneider (“Hangg Gliding”).

Com arranjos e temas de Juarez Moreira, Toni-nho Horta e Mauro Rodrigues, entre tantos outros, a orquestra inclui estrelas da música instrumental local, como Enéas Xavier, André Limão, Chico Amaral e Cle-ber Alves.

Gol de placa!

 

Marlene Silva

Coreógrafa e bailarina responsável pela for-mação de centenas de artistas da cena mineira e nacional, Marlene Silva recebeu justa homenagem da classe artística como destaque da Mostra Ben-jamim de Oliveira deste ano. Conhecida nacional-mente a partir das coreografiasque fez para o film “Xica da Silva”, de Cacá Diegues, Marlene já mos-trou sua arte pelo mundo. Oropa, França e Bahia. E ainda, Estados |Unidos, Portugal, Alemanha, México e Estados Unidos. A chance de rever Marlene é boa, também, para lembrar que os três elementos que ela considera fundamentais para a dança estão faltando a nossos políticos em ano de eleição: coor-denação, expressão e ritmo.

 

A volta de Bituca

Além de ter feito, recentemente, no Palácio das Artes, um show que mostrou a voz em boa forma, Milton Nascimento tem outro motivo para estar feliz. É que a Bituca Universidade de Música Popular, de Barbacena, da qual é padrinho e mentor, está de volta à cena. Depois de dois anos sem aulas, por motivos financeios, o braço didático do Grupo Ponto de Par-tida está recebendo, até 23 de julho, inscrições para quem quer ocupar uma das 160 vagas para aprender com professores de primeira linha a tocar, cantar, ar-ranjar e interpretar a melhor música brasileira. Funda-da em 2004, a escola já teve como professores no-mes como Gilvan de Oliveira, Dori Caymmi, Wagner Tiso e outras estrelas e funciona numa antiga fábrica de tecidos da cidade.

 

Feminejo de raiz

 

Mais mulher, mais homenagem. A dupla sertaneja As Galvão, que costumavam atender pelo nome artístico de As Irmãs Galvão, também passaram por Belo Hori-zonte em junho para celebrar os 70 anos de carreira. Re-verenciadas por quase todas as novas forças do serta-nejo de raiz E do breganejo de plantão, elas começaram nos anos 1940, no interior de São Paulo, e conseguiram superar o machismo do gênero e ganhar longevidade com talento e sustância. Vindas de tempos em que a ins-piração andava ao lado da transpiração, elas eternizaram hits indeléveis, como “Beijinho Doce”, “No Calor de Teus Abraços” e “Colcha de Retalhos”. Empoderamentro fe-minino sem discurso nem mi mi mi.

Wander Piroli

Um dos mais originais escritores do país, o jornalista Wander Piroli ganha biografiaescrita pelo jornalista, poeta e escritor Fabrício Marques. “Uma manada de búfalos dentro do peito” (Con-ceito Editorial) é o ótimo título do livro, terceiro volume da série Beagá Perfis.Cronista, boêmio, bom de copo e de sinuca, Wander revive no texto sempre inspirado de Fabrício, que ouviu mais de cinco dezenas de amigos, colegas de copo e de cruz do autor de “Os Rios Morrem de Sede’ e “O Menino e o Pinto do Menino”.

A orelha de Ignácio de Loyola Brandão é precisa: “Finalmente o primeiro relato de corpo inteiro e coração de Wander Piroli, homem puro que conhecia todas as sacanagens da vida, escreveu sobre elas, aproximou-se dos desterrados, desvalidos, abandonados”. Depois de ler dá uma sauda-de danada das conversas, das noites de sinuca e dos ensinamentos precisos do editor e amigo.