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Titane canta Elomar

O ano começa com um belo disco da cantora Titane. “Na Estrada das Areias de Ouro” traz a mineira recriando dez temas compostos pelo baiano Elomar Figueira Mello. Com direção musical de KristoffSilva, que convenceu Titane a fazer o trabalho, o CD traz a preciosa colaboração do violonista Hudson Lacerda, especialista na obra do autor, e participações mais do que especiais de Toninho Ferragutti, Pereira da Viola, André Siqueira e Aluizio Horta.

Excelência

Gravado pelo craque André Cabelo e masterizado pelo experiente Chico Neves, o álbum tem belo projeto gráficode Pedro Miranda, ilustrações de Marcelo Lelis e Leonora Weissman e é daqueles que vale ter em casa no chamado formato físico. Aliás, valia a pena fazer uma edição em LP, para valorizar as ilustrações.

Cumplicidade

Na apresentação do CD, KristoffSilva lembra que Elomar “costuma dizer que não tem fãs, mas cúmplices”, e reforça o tom de amistosa cumplicidade que envolveu o trabalho. E conclui: “Goethe diz ‘arquitetura é música congelada’. Este trabalho busca, com sua simplicidade e o calor do afeto, insuflarnossas vozes pelos vãos da casa, deixar ressoar fora de nós o que dentro há tanto tempo soa. Habitar, ser, estar, serestar. E recebê-los como convidados.”

Memória Feminina

Concluído o trabalho, Titane chegou a dizer que, no processo, aprendeu a valorizar e reconhecer a capacidade do compositor de  retratar o universo feminino. E que ficouconfortável ao interpretar a linguagem das letras e da poesia de Elomar, que ela identificou com sua infância no interior de Minas

Preconceito Regional

Nas entrevistas de divulgação do disco, Titane faz questão de ressaltar a universalidade da música de Elomar e de sua própria carreira ao recusar o título limitar de artista regional. Ponto pra ela…

Nostalgia

Quem tem mais de 50 deve se lembrar da década de 1970, quando cinema amador ainda era em Super-8 e fazer imagem em movimento era muito caro. Poetas, fotógrafos, músicos e atores costumavam se reunir para performances em que o projetor de slides era o instrumento principal. A galeria AM cutucou os corações e mentes dessa época com a exposição “Paixão e Fé”, com as fotografias de José Luiz Pederneiras e a música de Tavinho Moura. A mostra foi baseada na atualização técnica da obra, realizada entre 1974 e 1976 e premiada no IV Salão Global Funarte. Na época, a exposição foi no Palácio das Artes.

O tema, uma reflexãosobre a cultura popular e religiosa do interior mineiro, com presença forte na obra de Tavinho, chamou atenção, na época, de Milton Nascimento que, depois de passar pelo Palácio, pediu ao amigo e parceiro Fernando Brant uma letra. Musicada por Tavinho, virou o clássico “Paixão e Fé”. Os slides, com fotos tiradas em Diamantina, foram restaurados e ganharam versão em vídeo digital.

O sabor das letras

O jornalista Ricardo Camargos está na reta finalde edição do livro “O Sabor das Letras”, publicação em que jornalistas novos e antigos com paixão amadora pela culinária falam de seus pratos preferidos, contam as histórias deles e dão as respectivas receitas. Na escalação estão, entre outros, Rogério Zola Santiago, Acyr Antão, Márcio Metzker, Afonso Borges, J.D. Vital e Samuelito Mares.

Pauta

No convite para os participantes, ele deu a pauta: “Sempre costumamos dizer que para exercer a arte do jornalismo é preciso ter, principalmente, o que costuma chamar de “cultura de superfície”. Traduzindo, não tem receita exata para ir ao fundo dos fatos. O principal é começar. Ter uma noção superficialdo as-sunto do qual se vai tratar e depois mergulhar os fatos e receita. Quando se mexe a colher das perguntas e das respostas, a gente vai mergulhando no caldo do assunto. E quando se chega ao caldo, tem-se o sabor dos fatos. O gosto da verdade.”

Sabor de paixão e paixão do sabor

Ricardo, que também incluiu uma receita no livro, continua: “Talvez seja isto o que explique que boa parte dos jornalistas também tenha uma espécie de encanta-mento com a culinária. Não são poucos os companheiros que participam desta paixão. Sempre encontram um momento entre a correria das escalas e pautas infindávei para convidar os amigos para um almoço ou jantar caseiros (geralmente nos finsde semana) sempre regados com cerveja gelada ou um bom vinho. Além de prosa boa e revelações de arrepiar os cabelos. Vestem seus aventais, vão para o fogão e sempre (como diria o “irmão” Acir Antão) assinam um regabofes que fica na história.

Hora da decisão

O articulador das receitas conta como a ideia surgiu e virou projeto: “Estes encontros são mais frequentes nos finaisde ano e foi em um destes, na casa da jornalista Virgínia Castro (com o jornalista Ricardo Camargos comandando as panelas) que a prosa caminhou para o projeto. Por que não elaborar um livro onde os profissionaisda imprensa pudessem expor esta outra faceta de seus talentos? Mas não poderia ser um simples livro de receitas, com aquela estrutura careta do: “nome do prato, ingredientes e modo de preparo”. Tinha que ter molho. Assim, fomos relacionando as vítimas, criamos um “conselho editorial provador” e, aproveitando as raras folgas, entre vinhos e cervejas, fomos realizando alguns encontros e degustando o talento de cada um”. O lançamento está previsto para junho ou julho, na Casa do Jornalista. A dúvida: qual será o cardápio?

Dez anos da Filarmônica

 Parece que foi outro dia, mas já se passaram dez anos desde a criação da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Para comemorar, a programação especial, que começou em fevereiro, com a 9a. Sinfonia de Beethoven, segue até dezembro. Além dos concertos, estão previstos cinco CDs de música brasileira, com obras de Alberto Nepomuceno, Almeida Prado, Henrique Oswald, Lorenzo Fernandez e Carlos Gomes. E uma turnê europeia, em outubro, com o pianista Nelson Freire como solista. E a orquestra ainda caminha no projeto de recriação das sinfonias de Mahler.