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A continuidade do baixo índice de popularidade do governo Michel Temer pode decorrer também do desconhecimento pela população das conquistas alcançadas pela equipe econômica nos últimos meses. Ou pior ainda: da incapacidade da grande maioria de entender o que se passa no País.

Enquanto um grupo de pessoas ainda continua debatendo a legitimidade do atual governo ou está saudoso da corrupção ou das práticas bolivarianas vigentes no governo anterior, a economia reage e, o que é melhor, com inflação baixa e os juros básicos, a taxa Selic, em queda.

Dois destaques deste novo cenário, inflação anualizada abaixo de 3% (2,80% em janeiro passado) e a menor taxa Selic da história na faixa de 6,75% ao ano (fevereiro de 2018), correspondente a juro real de 2,8% (Selic menos inflaçãoprojetada para os próximos dozes meses) requerem, ao mesmo tempo, conformismo e cuidados especiais dos investidores.

Não se pode querer mais obter rentabilidade nominal elevada sem risco e é preciso ficar atento com os bancos e corretoras que teimam em cobrar taxas de administração elevadíssimas de até 5% ao ano nos fundos de investimentos financeios. A taxa ideal deve ser inferior a 1% ao ano.

As alíquotas do Imposto de Renda que incidem sobre a remuneração dos ativos financeios também requerem atenção porque continuam nos percentuais elevados vigentes antes do atual cenário de juros básicos e inflação em baixa.

EXPECTATIVAS

As expectativas são boas quanto aos principais índices de desempenho da economia. A pesquisa do boletim Focus do Banco Central (BC), divulgada em 9 de fevereiro passado, vai nesta direção. A inflação ofcial medida pelo IPCA deve terminar o ano próxima dos 3,8% e alcançar 4,2% ao finalde 2019. Segundo os analistas das principais instituições financeiras consultados pelo BC, o dólar comercial termina o ano na faixa de R$ 3,30 e alcança quase R$ 3,40 em 2019. A taxa Selic pode continuar na faixa de 6,75% ao ano ou sofrer ligeira queda neste ano e subir para 8% ao ano ao finalde 2019.

E o que é melhor, o Produto Interno Bruto (PIB) pode terminar o ano em 2,7% e alcançar 3% em 2019. Tudo vai bem com as contas externas do País. O superávit comercial deste ano (exportações menos importações) pode alcançar US$ 54 bilhões e recuar para US$ 45 bilhões em 2019. O Brasil deve receber investimentos estrangeiros diretos de US$ 80 bilhões neste ano e cobrir com facilidade o déficitem conta corrente (todo o movimento com o exterior) de US$ 26,80 bilhões.

A turbulência eleitoral e as influências internacionais podem mexer com este cenário das contas externas que são ajustados semanalmente pelos analistas consultados pelo BC. No início de fevereiro passado, a inflação anualizada nos EUA atingiu a meta de 2%. Se apresentar sinais de alta pode levar o Federal Reserve – Fed – a elevar os juros básicos americanos. Nada que realmente preocupe muito. Os juros de lá pode ficar próximos da inflação ou um pouco acima.

O índice Dow Jones da bolsa americana, a Nyse, chegou a registrar queda brusca no dia da divulgação desse índice de inflação que coincidiu com a posse do novo presidente do FED, Jerome Powel.

FALTA DE CONCORRÊNCIA

O registro de inflação abaixo da meta de 4,5% ao ano fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é difícil de ser assimilada. Alguns itens de consumo obrigatório como gasolina, gás, remédios e produtos de higiene pessoal continuam subindo bastante.  O elevado grau de estatização no setor de produção e distribuição de combustíveis colabora para as altas exageradas no setor. Alguns empresários de grandes redes de lojas e/ou pontos de vendas também insistem em continuar com a prática da alta exagerada dos preços.

A pesquisa de preços na internet é fundamental para quem quer comprar qualquer tipo de produto a preços mais justos, o de mercado. O comércio eletrônico é o principal fator de ajuste nos preços. Não é sem razão que as vendas da internet crescem em percentuais expressivos no Brasil e já provocam fechamento de shopping-centers nos EUA.

AÇÕES DE BANCOS

Para os bancos, a taxa Selic baixa é o melhor cenário. Eles pagam cada vez remuneração menor aos investidores e continuam cobrando juros exorbitantes no cheque especial, cartão de crédito e no crédito pessoal empurrado aos tomadores menos atentos. Parte da população trabalha grande parte do tempo com a finalidadede cobrir os juros elevados de suas dívidas bancárias. Mais da metade da força de trabalho – cerca de 90 milhões de pessoas- possui dívidas em atraso nos bancos.

A voracidade do setor é grande. Funcionários de bancos e financeiras chegam a ligar mais de uma vez por dia para oferecer crédito a pensionistas do INSS, funcionários públicos, pessoas com renda certa e patrimônio. Bancos e financeiras estão liberando crédito até para quem tem o nome negativado na Serasa.

Já para os acionistas dos bancos, o atual quadro também não poderia ser melhor. Os grandes bancos privados terminaram 2017 com retorno sobre o patrimônio líquido da ordem de 20%, após as deduções para cobrir os créditos de recebimento duvidoso e diversas outras provisões. Ações do setor acumulam altas expressivas e têm potencial e alta segundo analistas.

CRESCIMENTO

Desde o quarto trimestre do ano passado, os analistas de investimento apostam no crescimento dos lucros das principais companhias como o principal fator a impulsionar o bom desempenho do mercado acionário. O Ibovespa, o principal índice da B3, o atual nome exótico da bolsa paulista, pulou dos 76.402 pontos em 28 de dezembro passado e alcançou quase 86 mil pontos em 26 de janeiro passado, antes de passar por correções que o derrubaram para menos de 80 mil pontos. O Ibovespa continuou oscilando muito em seguida, e algumas vezes sob a influência da bolsa americana.

Grande parte dos analistas continua apostando na tendência de alta da bolsa brasileira. O mercado está sujeito a muitos riscos conjunturais diante das incertezas do quadro eleitoral. O investidor em ações deve olhar com prioridade o desempenho da companhia onde vai investir e se aconselhar com analistas independentes e de confiança. Os fundos de ações são o caminho natural para os iniciantes. Neles é preciso ficaratento também às taxas de administração.

MULTIMERCADOS

Os fundos multimercados que aplicam numa cesta de ativos que pode incluir ações são também procurados no atual cenário de menor rentabilidade nominal na renda fixa.As taxas máximas de remuneração na renda fixam giram em tono da taxa Selic.

Os títulos do tesouro que são muito recomendados por analistas de investimentos também requerem muito cuidado. O resgate na maior parte das vezes antes do prazo de vencimento deles sujeita os investidores as oscilações de suas cotações em mercado. Comprar título público sem o acompanhamento de um especialista é muito arriscado, apesar da facilidade da operação via internet.

Passou desapercebido no finaldo ano passado, a mudança no teto do Fundo Garantidor de Crédito. Antes, eles cobriam até R$ 250 mil nos depósitos bancários e aplicações em renda fixa por banco. Agora, passaram a cobrir até o limite de R$ 1 milhão por CPF abrangendo as aplicações em bancos diferentes.