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A recuperação dos preços internacionais dos bens primários e a safra recorde fizeram a balança comercial brasileira fecha 2017 com o melhor saldo positivo registrado até hoje

Em 2017, os preços médios das mercadorias exportadas subiram 10,1%, beneficiado pela valorização das commodities (bens primários com cotação internacional). Os destaques foram minério de ferro, com alta de preços de 40,9%, semi manufaturados de ferro e aço (34,3%) e petróleo bruto (32,2%).

O volume exportado aumentou 7,6% em 2017, impulsionado tanto pela recuperação da indústria como pela safra recorde do ano passado. Os principais destaques foram automóveis de passageiros (44,6%), milho em grão (35%) e soja em grão (33,2%).

O reaquecimento da economia também fez as importações subirem no ano passado. As compras do exterior somaram US$ 150,7 bilhões em 2017, com alta de 10,5% sobre 2016 pela média diária, o primeiro crescimento após três anos. As importações de combustíveis e lubrificantes aumentaram 42,8%. As compras de bens intermediários e de consumo subiram 11,2% e 7,9%, respectivamente. Somente as importações de bens de capital (máquinas e equipamentos usados na produção) caíram 11,4% em 2017.

De acordo com Relatório de Comércio Exterior da Rosenberg & Associados, “o ano de 2017 registrou um saldo de US$ 67 bilhões, o melhor resultado observado na série histórica. Neste ano que passou, as exportações somaram US$ 217,8 bilhões e as importações totalizaram US$ 150,7 bilhões. Trata-se de continuidade da extraordinária melhora dos saldos comerciais, essenciais para a moderação do déficitem transações correntes. Os anos de 2012 a 2014 foram de deterioração dos saldos comerciais, que levou a um déficit comercial US$ 4 bilhões em 2014 (o primeiro desde 2000). A partir de 2015, essa tendência se inverteu, com reequilíbrio externo da economia brasileira em 2016 e 2017.

Para o ano de 2017 observou-se um crescimento nas exportações de 17,6% em relação a 2016, resultante do aumento em todos os sub grupos nesta comparação: Básicos (+27,7%), Semi manufaturados (+12,4%) e Manufaturados (+8,6%). Nas importações, 2017 apresentou um aumento de 9,6% em relação ao ano anterior. Este avanço foi originado pela expansão anual em Bens Semi e Não Duráveis (+6,2%), Duráveis (+10,7%), Combustíveis e Lubrificantes(+ 41,7%) e Intermediários (+10,2%), com queda no grupo de Bens de Capital (-12,1%).

Ao contrário do que se observou em 2016, em que os fortes saldos comerciais eram compostos por forte retração das importações e queda menos intensa das ex-portações, em 2017, o saldo comercial foi reflexode forte crescimento das exportações e aumento mais comedido das importações.

Na comparação interanual, em dezembro as importações totais apresentaram elevação mensal de 20,2% (critério média diária), sinalizando com ainda mais força a tendência de melhora. Em dezembro, das 23 categorias de importação, 16 registraram elevação interanual, devido à base de comparação bastante deprimida. Esse desempenho das importações é sinal de que a atividade doméstica avança, ainda que de maneira gradual.

A apreciação cambial verificada nos últimos meses também atua no sentido de aumentar as importações. Nos últimos 12 meses, as importações registraram aumento de 9,6% (mesmo resultado observado no mês anterior), sexto mês consecutivo de alta após 36 meses consecutivos de queda. Neste mês, destaque positivo para Combustíveis (+45,8%), Químicos (+22%) e equipamentos eletrônicos (+9,8%). Inversamente, alguns grupos apresentaram queda nessa base de comparação: Cereais (-42,5%) e Equipamentos mecânicos (-13,6%). Para 2018, devemos ter aumento mais forte das importações, refletindo a recuperação da atividade econômica.

O aumento de 84,3% nas exportações de Petróleo e derivados em dezembro, em conjunto com o crescimento de 45,8% das importações de combustíveis, fizera a conta petróleo registrar déficit aproximado de US$ 16 milhões neste mês. Com isso, este grupo apresentou um superávit de US$ 3,5 bilhões em 2017. No ano de 2016, a conta petróleo havia registrado um leve superávit de US$ 870 milhões, o primeiro em anos. O déficit na conta petróleo chegou a atingir US$ 21 bilhões em 2014. Essa conta se configurou como um dos principais responsáveis pela inversão do saldo comercial até aqui.

Para o ano de 2017 as exportações foram impulsionadas pelo aumento comercial com os parceiros acima citados. As exportações com a China avançaram 35,3% em relação ao ano anterior (atingindo a marca de US$ 50,2 bilhões, principalmente pelo aumento das exportações de soja em grão, petróleo em bruto e minério em bruto), 17,4% com os Estados Unidos (principalmente pelo aumento em petróleo e semi manufaturados de ferro e aço), 32,4% com a Argentina (aumento nas exportações de automóveis) e 5,5% com a União Europeia.

Do lado das importações, o avanço de 9,6% observado no ano foi originado pelo aumento das importações oriundas da China (+18%), Estados Unidos (+5,2%), União Europeia (4,1%) e Argentina (+4,7%). Além dos parceiros acima citados, a Oceania com um aumento de 62,2% das importações para o Brasil e a América Central e Caribe com uma retração de 11,6% também tiveram grande impacto no resultado observado no ano de 2017.

Em termos dessazonalizados anualizados, o saldo da balança comercial segue robusto, com a tendência ain-da apontando elevação. Nas importações, destaque para a forte alta em bens de consumo duráveis, Combustíveis e bens de consumo semi e não duráveis.

Nas exportações, destaque para a aumento em Manufaturados, Básicos e Semi manufaturados”.

Para 2018, projeta-se saldo comercial de US$ 40 bilhões. Essa projeção é baseada na expectativa de crescimento da economia brasileira de 2,5%, e estabilidade do câmbio real, que em conjunto com uma base de comparação bastante comprimida, provocaria um aumento das importações de 19%. Por seu turno, as exportações devem crescer de maneira mais comedida, ao redor de 1%. 

Uma melhora estrutural do comércio exterior se dá com uma agenda externa focada na abertura comercial e acordos de comércio com players mundialmente relevantes. Caso evolua o a acordo entre UE e Mercosul, poderemos ter uma evolução ainda melhor do setor externo nos próximos anos.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil, detendo 20,3% da nossa Corrente de Comércio Exterior, seguida pelo Estados Unidos – com 14,03% e a Argentina, 7,34%. Detendo 21,81% do total é, também, o principal destino das exportações brasileiras, seguida pelo Estados Unidos – com 12,34% e Argentina, 8,09%. Em relação à origem das nossas importações, os três maiores países são: China: 18,12%; Estados Unidos: 16,48% e Argentina: 6,26%.

Os maiores superávits da balança comercial brasileira se verificam junto à China – US$ 20,17 bilhões; Argentina – US$ 8,18 bilhões e Holanda – US$ 7,35 bilhões. Quanto aos nossos maiores déficits, são os seguintes: Alemanha – US$ 4,32 bilhões; Coreia do Sul – US$ 2,16 bilhões e França – US$ 1,50 bilhão.

Os Estados do Sudeste – Espírito Santo, Mi-nas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo detém, juntos, 53,35% do total das exportações e 51,96% das importações totais brasileiras. Participando com 23,27% do total, São Paulo é o maior estado exportador brasileiro, sendo seguido por Minas Gerais – com 16,42% e Rio de Janeiro, com 9,97%.

Participando com 36,68% do total nacional São Paulo é, ainda, o maior Estado importador brasileiro, sendo seguindo por Santa Catarina (8,35%) e Paraná (7,64%).

Registrando em 2017 um superávit de US$ 18,00 bilhões, Minas Gerais é líder nacional em relação ao saldo comercial – do qual participa com 26,87% do total.

Minas Gerais marcou, em 2017,  participação relativa de 8,88% da Corrente de Comércio Exterior brasileira. Participando com 11,64% do total nacional, Minas Gerais contabilizou em 2017 exportações no valor de US$ 25,35 bilhões – 15,64% superior em relação ao ano anterior, mas bem menor em relação ao recorde verificado em 2011, de US$ 41,39 bilhões.

Detendo 4,87% do total nacional, Minas Gerais registrou em 2017, importações no valor de US$ 7,35 bilhões – 12,08% superior se comparado ao ano anterior – resultado esse que é também bem inferior ao recorde de US$ 13,03 bilhões –  atingido em 2011. O minério de ferro é o principal produto da pauta de exportação de Minas e representa cerca de 1/3 do total, seguido por café cru em grão, com 13,6% do total.

A China é o principal parceiro do Estado, participando com US$ 8,61 bilhões e 26,32% do total da Corrente de Comércio Exterior. Em seguindo estão Estados Unidos – US$ 3,21 bilhões e 9,81%; e Argentina, com US$ 2,20 bilhões e 6,74%, respectivamente.