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Inimá Rodrigues Souza

Ao lado das tantas regiões vinícolas existentes no Velho e no Novo Mundo está o Vale dos Vinhedos, aqui no nosso solo pátrio. Tão encantador e rico como poucos e, territorialmente, maior que muitos, ele é a grande expressão da viticultura nacional, visto sobre todos os aspectos. Infelizmente, como “santo de casa não faz milagres”, o Vale dos Vinhedos é, ainda, um ilustre desconhecido para a maioria dos nossos apreciadores de vinho, que, eventual ou periodicamente vão em busca de sensações novas em viagens a regiões vinícolas, mundo afora.

Localizado na Serra Gaúcha – que responde por cerca de 85% da produção nacional de vinhos -, o Vale, com os seus 72,45 quilômetros, é, aproximadamente, três vezes e meia maior que a região da Toscana (22,997 quilômetros) e quase três vezes maior que a região do Piemonte (25.400 quilômetros), duas das mais visitadas regiões vinícolas no Velho Mundo. No nosso continente é maior que algumas regiões vinícolas chilenas e, também, de outras regiões no Novo Mundo.

Charmoso, o Vale possui mais de trinta vinícolas, que se distribuem em espaços cortados por pequenas ou medianas estradas, além de hotéis e pousadas muito confortáveis, a maioria instalada nas proximidades das vinícolas, quando não, dentro das mesmas. A viagem ao Vale é um passeio imperdível pelos prazeres que proporciona; a começar de Bento Gonçalves – considerada a Capital do Vinho brasileiro, pois, já ali estão algumas cooperativas vinícolas, com as suas lojas e abertas à visitação.

A jornada pelo Vale pode começar pela Estrada do Vinho, ao longo da qual estão a Miolo Wine Group, Vallontano, Almaúnica, Angheben, Don Laurindo, e muitas outras; e na via Fidelis Gonzatti, a Lídio Carraro. Optando-se pela Via Trento, chega-se ao Complexo Enoturístico Casa Valduga, à Vinícola Dom Cândido, Casa de Madeira, Gran Legado, e tantas outras. Pela Via dos Parreirais vai-se à Vinícola Pizzato, quase no limite com Monte Belo do Sul.

Algumas vinícolas ficam, territorialmente, tão próximas que é agradável caminhar entre elas, seja para contemplar a beleza dos parreirais que circundam cada trajeto ou para comprar peças do artesanato típico, nas lojinhas à beira das estradas. A gastronomia italiana é predominante, e as cantinas, sempre muito festivas, espalham-se por todo o Vale, dia e noite. Aliás, a infraestrutura de atendimento é autêntica de descendentes italianos.

Ao contrário das dificuldades observadas em várias regiões vinícolas fora do Brasil, quanto a visitação, no Vale dos Vinhedos – e também em outras regiões no País, as vinícolas estão abertas a visitas com degustações e jantares harmonizados, e são bastante flexíveis. É o Vale para uma viagem tranquila, com tempo para visitar e degustar vinhos em duas ou três vinícolas, a cada dia, e com disposição para saborear a apetitosa gastronomia da região, e mais, percorrer o emocionante Caminhos de Pedra, para reviver as mesmas sensações dos primeiros imigrantes italianos, entre outras inúmeras riquezas.

Em viagens ao Vale, levando grupos de amigos, constatei, em todas elas, a surpresa e o entusiasmo de cada um com os seus encantos, principalmente, os vinhos. Afinal, trata-se da primeira região vinícola brasileira a obter a Denominação de Origem para os seus vinhos. Depois de quatro ou cinco dias, chegado o momento de regressar, um quase lamento: – não podemos ficar mais um pouco?

Experiência gastronômica

Lucas Tondato e o chef André Paganini inovam na gastronomia da capital ao criarem o projeto “Experiência Gastronômica”, que funciona em ambiente bastante intimista, na região da Pampulha. Segundo o chef, o projeto visa a prática de uma gastronomia com preços mais acessíveis que os praticados pelo mercado. “A nossa intenção ao elaborar o cardápio é levar os nossos clientes a uma viagem à sua infância, com produtos já experimentados antes, mas, feitos de uma forma reconstruída, mais viajada”, afirma André, com a experiência de quase vinte anos em importantes cozinhas da Capital.

Eventos

Vinho e gastronomia serão motivos de dois eventos nos próximos dias. Em fins de junho e nas duas primeiras semanas de julho, o “Outono na Serra”, evento já tradicional na Serra do Cipó, um dos polos turísticos mais importantes da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ali estão instaladas cerca de 100 pousadas e dezenas de restaurantes e bistrôs. Além de vinho e gastronomia, o “Outono na Serra” contempla as mais diversas manifestações culturais e artísticas, em espaços abertos e fechados daquele Distrito de Santana do Riacho. Estima-se que o Evento atrairá público superior a 3 mil pessoas em cada final de semana.

O outro evento, será o Festival Vinho e Gastronomia, no espaço Villa Albertini, localizado no Bairro de Santa Tereza, e acontecerá no dia 22 de julho. Jazz e outras atividades artísticas farão parte da programação.

Novo programa

Um novo programa de entrevistas entra no roteiro da BHNews. Com pauta focando Economia, negócios, turismo business, tecnologia e inovação, o programa é assinado e apresentado pelo experiente jornalista João Carlos Amaral, às sextas feiras. Coquetel realizado na sede desta revista, com a presença de figuras expressivas do segmento empresarial e social da Capital, marcou o lançamento do programa.

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