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Inimá Rodrigues Souza

Para muitos o vinho de cada dia é, com frequência, a repetição do mesmo vinho. Como é certo que cada um bebe o vinho que conhece, é a falta – digamos – de curiosidade que leva esses muitos a estacionarem nos mesmos vinhos, em constante círculo vicioso. A curiosidade motiva o bebedor – não apenas o ocasional, senão, também, o habitual – à busca de novas emoções (cada garrafa, cada vinho é uma emoção), motiva-o a avançar por esse universo cada vez mais diversificado, mais globalizado.

Nele, a quantidade de vinhos é quase infinita, com perfis para as mais variadas preferências e gostos e estão acessíveis a todos, pois, vai longe o tempo em que o vinho era bebida de uma elite privilegiada. Hoje, a sua atração alcança a todos, e igualitário – a exceção fica por conta de uns tantos de produção limitada -, ele está acessível a quantos queiram bebê-lo.

Branco, tinto, espumante, rosado, doce, fortificado, leve, encorpado, gastronômico, produzido massivamente ou quase artesanalmente, do Velho Mundo e do Novo Mundo, o vinho que se encontra nas gôndolas dos supermercados, nas prateleiras das lojas, nas adegas, nos restaurantes, traz uma proposta, e precisa ser conhecida.

Conhecê-la é abrir a garrafa. O seu perfil reflete as características próprias de sua origem? Trata-se de um vinho simples, e, como tal, produzido com objetivos meramente comerciais? Possui a tão buscada relação custo/qualidade? (Xô custo/benefício). Enfim, é buscar saber sobre o que se bebe, o que aumenta o prazer, mesmo tratando-se de vinho mais simples.

Mas, é preciso estar atento àquelas dimensões que vão além desses perfis como, por exemplo, saber se o vinho pode ou não ser guardado por um bom tempo; se é um vinho que combina com uma ou várias comidas, o chamado vinho gastronômico. A absoluta maioria o é.

Aliás, casar vinho e comida é um dos encantos desse universo, e o conhecimento facilitará essa união. O espumante seco, além de delicioso aperitivo, é parceiro festejado com frutos do mar; o Sauvignon Blanc deve-ria ser um branco de cada dia neste nosso clima tropical.

Peixes em preparações cítricas, saladas e molho pesto são suas boas companhias; Chardonnay é a alma de vá-rios pratos, que vão dos frutos do mar, aves, ao lombo de porco, observado se passou ou não por carvalho; a lista estende-se para Riesling e muitos outros brancos, incluindo os perfumados.

Os tintos, começando pelo onipresente, Cabernet Sauvignon – que, desde a carne do cordeiro, passando pelo filé mignon, costela, picanha, é par perfeito -, incluem vinhos que harmonizam com todas as comidas, respeitadas as exceções.

Observando preferência e gosto de cada um, estacionar em torno de uns poucos vinhos, é renunciar a oportunidade de experimentar e conhecer um mundo de prazeres que está além do roteiro que consagra, no dia a dia, o mais do mesmo. A curiosidade estimulará o paladar para novas descobertas, aqueles vinhos das várias regiões do mundo, com suas personalidades, suas his-tórias. Vale se emocionar.

CHEF

Antônio Albaneze é o nome do chef que veio para ampliar e enriquecer a gastronomia de Belo Horizonte, conforme projeta. Dono do restaurante Alba, em Corumbá, e ligado a outros empreendimentos no segmento de alimentos, ele já cuida de estender sua atuação na Capital. Um outro Alba está a caminho.

OUTONO

Está é uma Estação convidativa ao vinho. Temperaturas amenas vão bem com brancos e tintos, e, com eles, uma gastronomia mais elaborada. Alguns eventos nessa direção estão programados em Belo Horizonte e arredores. Aguardemos.

FEIJOADA

A feijoada das sextas feiras, na Casa do Porto (Praça Marília de Dirceu), segue muito concorrida, não só pela qualidade como pela oportunidade de juntar ao famoso prato um bom tinto, que está bem juntinho.

Tim, tim.