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O professor-pesquisador da área de Ética Teológica e Práxis Cristã na FAJE (Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia), Élio Estanislau Gasda, falou sobre ética nas organizações a partir de sua mais recente obra, “Economia e bem comum – O cristianismo e uma ética da empresa no capitalismo”. O jesuíta abordou a questão ética inerente à atividade empresarial e seu significado à luz do Cristianismo.

Suas reflexões são fruto de pesquisas acadêmicas sobre mundo do trabalho, “Capitalismo e Doutrina Social da Igreja” a partir de anotações oferecidas nos Encontros de Reflexão para Dirigentes de Empresa, organizados pela ADCE-MG, de cursos de extensão promovidos em parceria com a Faculdade Jesuíta (FAJE) e Centro Loyola de BH e de estudos com a ADCE-MG sobre Doutrina Social da Igreja, além da constatação do preocupante desgaste sofrido pelas empresas nos últimos anos, por meio dos consecutivos escândalos corporativos, exploração brutal de mão de obra, fraudes em licitações, desastres ambientais, sonegação fiscal, corrupção de políticos e magistrados de alta corte etc.

Sua palestra foi organizada em três grandes partes: a primeira, Ética, economia, empresa, capitalismo; a segunda, Doutrina Social da Igreja; e a terceira, Espiritualidade. “A ética é uma ciência que estuda os valores, os princípios e a normatividade moral. É um saber prático que pergunta pelo comportamento humano. Portanto, a ética da empresa é muito con-creta, não é um idealismo inalcançável”, afirmou.

Ao abordar as responsabilidades das empresas perante a sociedade e os funcionários ele afirmou que a sociedade está mais atenta diante do poder econômico da empresa, sujeitas a uma investigação mais criteriosa por parte dos consumidores, trabalhadores, conselheiros, sócios e acionistas, a comunidade, organizações não governamentais, estudantes, patrocinadores, doadores, investidores e outras entidades, sem deixar de citar as redes sociais bem vigilantes.

Destacou que o empresário e o dirigente revestem uma importância central na sociedade, responsáveis pelos processos técnicos, comerciais, financeiros, culturais, que caracterizam a economia contemporânea, e que as decisões empresariais produzem uma multiplicidade de efeitos conjuntos de grande relevância não só econômica, mas também social. Seu papel social impede que leve em conta exclusivamente o objetivo da empresa, a eficiência econômica, as exigências do capital financeiro e dos poderes públicos. “Não há forma de separar decisões estratégicas empresariais dos valores morais dos dirigentes, pois são eles que tomam as decisões. No entanto, não se trata de uma ética reduzida aos valores subjetivos, mas que busca um dever seu junto aos acionistas e à sociedade”, afirmou.

Acredita firmemente que valores e princípios morais são tão importantes quanto benefícios econômicos, que o bem comum aponta para uma empresa mais amiga da humanidade e da natureza e que muitas pessoas se sentem divididas entre quem são como cristãos e quem são como profissionais. O Cristianismo pode contribuir na busca dessa integração entre fé e vida profissional.

A ADCE Minas deseja continuar estimulando a gestão empresarial baseada no pensamento social cristão – de ética, solidariedade, justiça, verdade e bem comum – e no fortalecimento dos valores que embasam o bom funcionamento das empresas, das famílias e da sociedade a partir das profundas reflexões do professor Élio Gasda e recomenda a leitura de Livro: Economia e bem comum. O cristianismo e uma ética da empresa no capitalismo. Editora: Pau-lus – Ano: 2016 – Páginas: 352.