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Por: Paulo Queiroga

pqueiroga@terra.com.br

Já não se discute que, em boa parte do mundo, as relações econômicas, em níveis macro e micro, passam por transformações cujos caminhos a serem perseguidos ficam cada vez mais difíceis de prever. A concentração de capital em grandes corporações, a disparidade entre os indicadores de pobreza e riqueza na maioria dos países, as guerras econômicas com bandeiras religiosas e o resgate de ideologias consideradas enterradas no passado são um caldo histórico de difícil compreensão.  


Economistas, sociólogos, analistas de conjuntura e de mercado têm comparado este momento histórico aos fatos que desabaram na crise do capitalismo de 1929, com um agravante: a velocidade das informações e a instantaneidade da repercussão dos conflitos pintam um cenário nada animador em praticamente todo setor produtivo em âmbito mundial e pegam de surpresa até os mais ousados futurologistas.


O setor de turismo, ao mesmo tempo em que pode se configurar como uma oportunidade em momentos de crise, por atuar numa longa e diversificada cadeia produtiva, essa horizontalidade torna o setor frágil, pois o turismo é atividade não essencial, portanto dispensável para o consumidor em momentos econômicos adversos.


E no Brasil
No Brasil, o cenário não é diferente. Segundo uma pesquisa realizada pelo Ipeturis (Instituto de Pesquisas, Estudos e Capacitação em Turismo) para o Sindetur-SP (Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de São Paulo), publicada no portal G1, 82,1% das empresas do agenciamento turístico tiveram queda nas vendas em 2015.


De acordo com o Sindetur-SP, as vendas do setor de agenciamento turístico para pessoas físicas foram as mais afetadas pelos efeitos da crise econômica brasileira com uma variação negativa de 39,8%, enquanto que para o segmento corporativo privado a queda de vendas teve variação média de -25,7%.
Essa redução nas vendas irá interferir no quadro de colaboradores do setor. Das empresas consultadas, 22,3% afirmaram que já demitiram em razão da crise econômica e outras 34,6% admitiram que ainda há risco de demissões.


Destinos nacionais
Viagens para os destinos internacionais sofreram um impacto maior, com queda média de 44,2% nas vendas, enquanto as viagens para os destinos nacionais apresentaram retração média de 27%.


Entre os destinos nacionais mencionados pelos entrevistados, o ranking de vendas é liderado por Gramado (15,3%), Fortaleza (14,1%), Rio de Janeiro (7,6%), São Paulo (7,1%), Natal (6,5%) e Salvador (6,3%).


Um levantamento realizado por Hoteis.com mostra que entre os 20 destinos que apresentaram aumento nas buscas por hospedagem apenas três são tradicionais para aproveitar as baixas temperaturas, Monte Verde (214%) em Minas Gerais, Campos do Jordão (77%), em São Paulo, e Caldas Novas (50%), em Goiás. Os demais destinos são na praia.


Dólar alto, passagens não
Mesmo com dólar alto, as passagens aéreas e hotéis ficaram mais baratos no primeiro semestre de 2015. Uma pesquisa do Kayak revelou que as passagens aéreas estavam 5,51% mais baratas no primeiro semestre de 2015, em comparação com o mesmo período de 2014.


O preço dos tickets aéreos apresentou queda porque as companhias aéreas preferiram fazer promoções de última hora a decolar com as aeronaves vazias. Além disso, o preço das hospedagens em hotéis no Brasil também teve queda, de 4,07%.


Países aproveitam a crise para oferecer descontos
Quando se diz que crise é sinônimo de oportunidade é o que se constata em alguns destinos tradicionais. O turismo tem sido a ferramenta para alavancar a economia em países afetados pela crise.


Países como Portugal, Espanha, Itália, Grécia e Irlanda tentam superar os efeitos da crise econômica apostando nos preços competitivos nos serviços e atrativos locais. Com isso, mesmo o câmbio estando desfavorável para o brasileiro viajar para o exterior, as ofertas nesses países afundados na crise ainda mantêm o movimento e faz circular o setor que continua apostando no volume de negócios em escala.