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Trajetória do político virou livro, no qual são narrados os bastidores de 30 anos de vida pública.

Faleceu, no dia 24 de agosto, em decorrência do agravamento de uma pneumonia, o ex-ministro e presidente do Instituto JK, Aníbal Teixeira. Ele tinha 82 anos e estava internado desde 30 de julho no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) no Hospital Vera Cruz, em Belo Horizonte. Aníbal Teixeira foi ministro do Planejamento entre 1987 e 1988, durante o governo José Sarney, e foi um dos sobreviventes do naufrágio do Bateau Mouche IV, que vitimou 55 pessoas, entre elas sua então esposa, em 1988.

Cláudio Gontijo, Manoel Ferreira Guimarães Neto, Carlos Alberto Teixeira e Aníbal Teixeira


Em 2013, Aníbal Teixeira publicou a autobiografia “Flautista do Rei” no qual narra, em mais de 500 páginas, os bastidores de cerca de 30 anos de uma vida pública que soma 16 cargos públicos, incluindo quatro mandatos como deputado estadual. Sobre sua trajetória, Teixeira declarou, na ocasião: “Fui diretor de informação e contrainformação do Golpe de 1964. Porém, quando o movimento se viu vitorioso, me tornei seu adversário, em razão da perseguição ao Juscelino Kubitschek e à tortura do idealista Dimas Perrim”.


Teixeira presidiu cinco entidades estudantis, entre as quais se destaca a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). Foi próximo de Tancredo Neves, a quem ajudou a articular a redemocratização do país, lutou contra a ditadura, foi cassado, perseguido e exilado. “Minas articulou o Golpe de 64, mas consertou isso com ações do Tancredo que culminaram no movimento das Diretas Já, na década de 80”, esclareceu.


Ao lado de outro ícone da política nacional, Juscelino Kubitschek, Aníbal Teixeira implantou o programa piloto da reforma agrária brasileira, além de ter sido o executor de programas sociais sugeridos por Bispos do Nordeste e diretor de Migração do governo.

Carlos Murilo, Marcio Lacerda, Serafim Jardim, Carlos Alberto Teixeira e Aníbal Teixeira


A vida de Teixeira foi espionada durante 30 anos, ao longo dos quais exerceu o mandato de deputado estadual e federal, empresário e ministro, entre outras funções, por órgãos como a Polícia Federal, CPI, Congresso, Conselho de Segurança e serviços correlatos da Aeronáutica e Marinha. Sua cassação foi justificada pelo Serviço Nacional de Informação (SNI), da seguinte maneira: “Contrarrevolucionário exaltado, juscelinista fanático, reacionário, fez severas críticas aos oficiais do exército, encarregado do IPM. Atacou, por várias vezes, o Presidente da República, acusando-o de transformar o país numa ditadura. Defendeu os Bispos do Nordeste, participou de comissão que iria visitar JSQ em Corumbá. Constam dados de qualificação”.