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Uma série de “causos” da política mineira, registrados pelo ex-deputado e ex-presidente do Tribunal de Contas de Minas Gerais, João Bosco Murta Lages, serão colocados à disposição dos estudiosos e das novas gerações no novo livro do jornalista Itamar de Oliveira. “João Bosco Murta Lages – O artífice do diálogo” foi lançado no dia 24 de setembro, na Academia Mineira de Letras, com a presença de amigos, familiares e companheiros do homenageado, cujos depoimentos que também constam no livro, possibilitam avaliar e comparar os estilos de campanha do passado e do presente. Sem a facilidade dos modernos veículos de comunicação e das redes sociais, as campanhas em Minas Gerais eram feitas em cenário inóspito e sempre havia espaço para a sabedoria, a criatividade e humor apimentado e crítico dos mineiros. “Viajamos muito para o interior na campanha do Magalhães Pinto. Ele ia fazer comício e nós íamos na frente. Tínhamos o apelido de “abaixa mato”. Íamos já fazendo propaganda. Bosco, eu e Benvindo Bastos dirigindo uma Kombi com uma corneta que tocava jingles. E passamos por muitas situações difíceis. Foi uma época muito boa, nos divertimos muito. Passamos cada uma. Íamos para cidades que não tinham nem luz. Algumas não tinham nem lugar para tomar banho”, trecho do depoimento de Gervásio Horta presente no livro. “Assassinado o major Rubens Vaz, em princípios de agosto, o país agitava-se em manifestações e comícios, que exigiam a apuração do crime e a punição dos culpados. O departamento estudantil da UDN programou comício de desagravo a Carlos Lacerda, e seu presidente Campelo Filho telefona a Afonso Arinos, no Rio de Janeiro, convidando- o para ser o orador principal da manifestação. O então líder da oposição havia pronunciado, naquela tarde, antológico discurso em que pedia a Getúlio Vargas que renunciasse.Não esperou, para a sua fala, o reconhecimento da opinião pública. Com a voz embargada e a vaidade de Mello Franco, respondeu ao telefonema de Campelo: – Jovem, hoje não posso sequer falar ao telefone. Estou emocionadíssimo. Acabo de pronunciar o maior discurso que o Parlamento brasileiro já ouviu!”, “causo” presente no livro e escrito pelo João Bosco. Sobre o autor: Itamar José de Oliveira é natural de Bom Despacho, no Oeste de Minas, e graduou-se em Jornalismo pela UFMG, em 1970. Nesta época, participou de forma intensiva da fundação da Faculdade de Comunicação da Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). É doutor em Sociologia, pela Universidade de Paris II (Pantheon-Sorbonne). Foi professor dos cursos de Comunicação na PUC Minas e na UFMG. É autor dos livros: Bom Despacho que te quero bom – Fragmentos de um painel político (1987); Constituinte: Mineiros em Busca de Equilíbrio (1987); Mulher, Sal da Terra (1988); Francisco Campos – A Inteligência no Poder (1991); Política e Cidadania (2006); Fogo Amigo (2006);O Sonho é Possível (2009); Ronan Tito – Fé e Política (2012 em parceria com Rosalvo Pinto ); Constituição de 1988: A semente da Liberdade e da Cidadania (2013).