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MercadoComum – Publicação Nacional de Economia, Finanças e Negócios encontra-se em fase final para o lançamento da re-edição do livro “JK-50 Anos de Progresso em 5 Anos de Governo”, de autoria de Carlos Alberto Teixeira de Oliveira e de outros 44 colaboradores, lançado em 31 de janeiro de 2006, quando das comemorações dos 50 anos da posse de Juscelino Kubitschek na Presidência da República. Com 675 páginas e tamanho 21 x 27 cm, foram impressos 10 mil exemplares e, há pouco, constatou-se que a referida edição encontrava-se basicamente esgotada, restando apenas alguns pouco exemplares.

A nova edição, revisada e atualizada, em capa dura e tamanho 17 x 24 cm, terá ampliado o número dos colaboradores e informações sobre JK, a política da época e as suas administrações à frente da Prefeitura de BH, do Governo de Minas e na Presidência da República.

A nova edição trará muita coisa nova e ainda não de conhecimento do público! Está programada para lançamento em julho próximo.

MercadoComum aqui já antecipa a seus leitores algumas frases de JK retiradas de vários de seus discursos e pronunciamentos oficiais quando na Presidência da República:

-“Numa hora de desalento e desânimo, em que a situação do país nos coloca nas pontas deste dilema: progredir ou perecer – orgulho-me de ter desfraldado em nossa pátria a bandeira do desenvolvimento nacional, na mais perfeita vigência do regime democrático.”

-“Não suporto o comunismo.”

-“ Sou um homem inteiramente partidário da iniciativa privada. Acredito, e essa é uma filosofia arraigada no meu espírito, que o Governo só deve entrar — e o vem fazendo nesse momento — como suplemento à atividade particular, quando essa não está em condições de resolver graves problemas.

-“Apelo para todas as classes, para os agricultores, para os homens de indústria, para todos enfim que pensam no Brasil em termos positivos e concretos; apelo com todo o entusiasmo para que se comece, de fato, a enfrentar o problema da produtividade.”

-“É preciso colocar no ativo do governo não apenas o bem que ele realiza, mas o mal e os prejuízos que evita, o que é também uma outra forma de realizar o bem no interesse do povo.”

-“Industrializar aceleradamente o país; transferir do exterior para o nosso território as bases do desenvolvimento autônomo; fazer da indústria manufatureira o centro dinâmico das atividades econômicas nacionais – isto resumia o meu propósito, a minha opção.”

-“Mandava a regra do jogo econômico-financeiro, estabelecida pelo capitalismo desumano, que nos limitássemos a lidar exclusivamente com matérias primas e outros produtos primários. E enquanto assim nos mantivéssemos, quietos, resignados, lograríamos o prêmio de exportar cada vez mais e ganhar cada vez menos. Isso sem falar na suprema felicidade de vermos nossos produtos naturais suplantados pelos frutos da tecnologia, pelos milagres da química e da física modernas.”

-“ Meu Governo continua vigilante na politica de criar, como pioneiro, as condições de expansão da indústria privada, base do desenvolvimento econômico; que não consentirá que os entraves clássicos da burocracia retrógrada tolham o passo dos empreiteiros de iniciativas renovadoras e dinamizadoras da vida nacional; que todos os acometimentos idôneos e bem intencionados receberão assistência direta e contínua da administração; que não perderemos de vista, um minuto sequer, o ideal de promover por todas as formas o enriquecimento do pais; que não esmoreceremos na campanha de formar novos núcleos de adestramento técnico para que o grande, o poderoso Brasil de amanhã disponha de homens à altura de suas exigências de nação próspera e progressista.”

-“ Minha ambição foi a de tornar-me agente de uma revolução renovadora, a revolução necessária, a revolução indispensável, cuja base é trabalho, cujo instrumento agressivo é a técnica e cujo objetivo a atingir será ver o Brasil deixar de ser eternamente país do futuro e tornar-se país do presente, realidade tangível, nação que soube fazer valer o que lhe deu a Providência e o destino, ambos criadores dos grandes e pequenos países.”

-“Não basta produzir mais, é preciso melhorar a produtividade, aumentando o rendimento dos fatores de produção, o que será conseguido se empregarmos na indústria, nas culturas, na pecuária, em todas as atividades, em suma, a racionalização do trabalho e os processos técnicos que a ciência e a experiência modernas puseram à disposição do mundo para que houvesse mais pão, mais conforto, mais amparo criatura humana.”

-“ Não se faz, não se opera a modificação de um país, sem que haja também uma mentalidade, a mentalidade para o desenvolvimento, a mentalidade de grande país.”

-“Não tenho medo da impressão que possa causar repetindo e reafirmando que a batalha do desenvolvimento nacional é a própria luta pela sobrevivência.”

“-Ninguém me levará a outra convicção que contrarie esta: um dos elementos da redenção nacional e de combate à crise presente é uma maior e mais bem orientada e mais racional aplicação da energia humana na criação de riqueza; o que não exclui, muito ao contrário, a necessidade de poupança, a radical eliminação do supérfluo, a sobriedade na conduta a que nos obriga a má e intranquila situação econômico-financeira em que nos encontramos.

Podem ficar certos os brasileiros de que não darei tréguas ao desperdício, de que não terei complacência com a improbidade que procura extrair vantagens e benefícios das próprias aflições que estamos passando; não consentirei que, num país em plena anemia inflacionária, continuem os jubileus e exibições dispendiosas que, em lugar de disfarçar as nossas agruras, nos apresentam como nação de inconscientes.”

-“ O Brasil já sentiu claramente que agora devemos apenas lutar para desenvolver o país e que isto só acontecerá se a nação inteira puder despertar e inspirar, não só internamente como externamente, a confiança necessária aos investimentos que modifiquem a sua estrutura econômica e lhe deem posição privilegiada no mundo”.

 

Por que energia e transportes – ao invés de educação e saúde?

O remédio salvador era, como não podia deixar de ser, a industrialização de Minas, e já pensávamos assim antes de nossa candidatura ao Governo do Estado. Proporcionar a Minas os recursos para transformar e valorizar sua produção era a única diretriz a seguir, em bem dos mineiros e em bem do Brasil. E estaríamos faltando às mais sagradas imposições da consciência caso uma vez no governo, como nos achamos agora, relegássemos a segundo plano essas preocupações e, mediocremente, nos empenhássemos numa obra de pura exterioridade, que nos desse nome e popularidade fáceis. Estamos despendendo mais de um bilhão de cruzeiros com o plano de eletrificação – com menos da metade disso poderíamos construir quinhentos novos grupos escolares, de que Minas tanto necessita, passando à história como grande amigo da instrução, ainda que, dentro de dez anos, os nossos sucessores se vissem na contingência de fechálos, por não poderem manter o professorado. Com um único contrato de construção de estradas estamos despendendo quinhentos milhões de cruzeiros – e a metade disso serviria a que erguêssemos duzentos novos fóruns suntuosos pelos municípios mineiros, o que nos consagraria como o governo da justiça, ainda que nossos sucessores se encontrassem em terríveis dificuldades para remunerar os juízes. Vamos agora inverter perto de duzentos milhões de cruzeiros no primeiro grande frigorífico para Minas – e com isso poderíamos equipar dezenas de novos hospitais, ganhando a aura de propugnador da saúde do povo, ainda que, dentro de cinco anos, eles não pudessem prestar serviços, por falta de remédios, médicos e enfermeiros.

A decisão a tomar, meus senhores, era árdua, portanto. Cumpria-nos a iniciativa de uma obra de vulto, absorvente e tentacular, que nos consumiria todas as forças sem, porém, esquecermos nunca os demais setores da administração. Industrializar o Estado era o nosso pensamento central.

Tínhamos pela frente uma obra nova a atacar, sem podermos paralisar o trabalho nos demais setores, pois a vida normal do Estado não se deve parar.

(Juscelino Kubitschek de Oliveira – “JK-Cinquenta anos de Progresso em cinco anos de Governo – MercadoComum – 31.01.2006”).